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SANTA
BÁRBARA

Igreja Matriz de Santo Antônio do Ribeirão de Santa Bárbara. Logo na origem dos descobrimentos do ouro, em Santa Bárbara, a abundância do metal foi impulcionadora do desenvolvimento. Foi nesta época a construção da Matriz, sobre a qual há poucas informações.
Área:
859 Km2
Temperatura média anual: 20 C
Distância da Capital: 105 Km
Rodovias que servem ao Município: MG 434, mg 129 e MG 326
População:
Urbana 20.969 hab.
Rural 4.962 hab.
Atividades econômicas: agricultura, pecuária, extração mineral e
indústria de transformação
PATRIMÔNIO
Casa do Largo do Rosário
Centro Histórico
Igreja do Rosário
Igreja das Mercês
Capela do Senhor do Bonfim
Capela da Arquiconfraria do Cordão de São Francisco
BREVE
HISTÓRIA
A
origem da cidade está ligada ao ciclo das minerações, sendo atribuído
ao bandeirante Antônio da Silva Bueno sua fundação em 1704. Em
homenagem à santa do dia, batizaram o rio encontrado
de Ribeirão Santa Bárbara, ato próprio da tradição
religiosa herdada dos reinóis e da
observação empírica e dimensão observadora e perspicaz que marcavam a
nomeação dos lugares devassados. Neste local encontraram ouro em
grande quantidade, construindo o arraial de Santo Antônio do Ribeiro
de Santa Bárbara.
Toda
uma população aventureira e ambiciosa desloca-se para a região.
Muitos dos forasteiros chegam do nordeste emigrados da área açucareira.
A economia do açúcar sofria concorrência de novas zonas
fornecedoras de produtos tropicais ao mercado europeu, e o estado de
estagnação e pobreza trouxe uma leva de homens em busca de tesouros
nas Minas.
Ademais,
encontrariam uma realidade totalmente nova. Uma das características
que diferenciava a sociedade açucareira da
sociedade mineira
era a possibilidade de
mobilidade social,
quase inexistente no nordeste e relativamente fácil nas minas. No
nordeste, uma pessoa sem terras dificilmente
poderia adquirir
prestígio e
poder. Nos centros
de mineração,
ao contrário,
qualquer aventureiro, desde que
conseguisse uma
boa lavra, poderia
tornar-se importante.
A sociedade mineira foi também a primeira sociedade formada no
Brasil sem base econômica na grande propriedade agrícola;
os locais de mineração tinham pequena extensão.
Todavia, ambas as sociedades eram patriarcal e escravocrata. Os
negros escravos,
cujo valor atingiu, nas Minas, o
preço equivalente a um
quilo de ouro, eram explorados
ao máximo,
sofrendo constante vigilância para impedir que se apoderassem
do ouro extraído.
O
arraial prosperou rapidamente, logo sendo construídas as igrejas de
Santo Antônio, das Mercês, do Rosário e do Bonfim, dentro do princípio
sacral que norteava a vida dos mineradores. Mas as reservas de ouro de
aluvião se esgotam em meados do século XVIII. Somente cem anos após,
em 1861, é que a atividade de exploração do ouro é retomada. Desta
vez são os ingleses que organizam a “Santa Bárbara Mining Company”
e tentam explorar o metal no distrito de Piracicaba. O esforço não
obtém resultados. Entretanto, com o decréscimo do rendimento das
lavras, as áreas de plantação ganharam importância. Ao final do século
XIX Santa Bárbara consolida a sua importância como município, um
dos maiores do Estado, tendo renovado suas atividades econômicas.
Sede de comarca, em 1878, contando com uma população de 47 200
habitantes, espalhados por onze distritos. Desenvolvem-se várias indústrias:
tecidos, laticínios, vinhos, alimentos, além de produção agrícola
tradicional como o cultivo do arroz, do feijão, do milho, cana-de-açúcar e do chá.
No
século XX, a partir da década de 50, novos rumos mudam a cidade: a
expansão de grandes projetos siderúrgicos em municípios próximos
ativa a exploração do minério de ferro, passando Santa Bárbara a
produzir carvão vegetal e impulsionando a silvicultura local.
BIBLIOGRAFIA
Ávila,
Affonso et alli. Circuito Santa Bárbara.
Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1982.
VASCONCELAS,
Diogo de. História Antiga das Minas
Gerais.
Belo
Horizonte: Itatiaia, 1974, 2v.
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