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RIO ACIMA


Rio das Velhas

    Área: 233 Km2
Temperatura média anual: 22 C
Distância da Capital: 39 Km
Rodovias que servem ao Município: BR 356 e MG 030
População: Urbana 5.641 hab.
Rural 1.425 hab.
Atividades econômicas: cerâmica, fundição, mineração e pasteurização de leite

BREVE HISTÓRIA

Nascida às margens da chamada Estrada Real, que ligava o Rio de Janeiro aos centros mineiros como Vila Rica, Sabará-buçu, Santa Luzia e outros, Santo Antônio do Rio Acima surgiu como povoado em torno de uma capela erguida nas barrancas do Rio das Velhas. Povoado de bandeirantes, mineradores e comerciantes de tropas, experimentou florescimento em meados do século XVIII. Neste período chegou a ter oito de seus moradores incluídos entre os mais abastados da Capitania, segundo documentos do Provedor da Fazenda Real.

A historiografia tradicional tem considerado como de decadência as unidades produtivas mineiras no período compreendido entre 1750 e 1850. Estes cem anos situariam a economia de Minas entre a decadência da mineração e a reconversão à agropecuária e o florescimento do café nas regiões da Zona da Mata e Sul. Autores como Carla Maria C. Almeida têm demonstrado que o declínio da mineração não provocou transformações bruscas na estrutura produtiva estabelecida. No artigo Minas Gerais de 1750 a 1850: bases da economia e tentativa de periodização, a autora mostra que a economia regional tinha uma produção diversificada, inicialmente voltada para o abastecimento dos centros mineradores, sendo, posteriormente, cada vez mais endereçada aos mercados mais distantes. Este fato deveu-se, entre outros, a administração pombalina que fora flexível em relação ao desenvolvimento de atividades paralelas à produção aurífera, o que facilitou o processo de substituição de importações.

Os anos de 1780 a 1810 podem ser caracterizados como o período em que a economia mineira deixou de ter a mineração como atividade principal e as atividades agropecuárias passaram a ser o seu eixo central.

Nesse primeiro momento o objetivo era se auto-suprirem e comercializarem seus eventuais excedentes nos mercados locais que não eram desprezíveis visto que Minas Gerais tinha um grande contingente populacional herdado da idade do ouro. Com a chegada da família imperial em 1808 (e mais dez mil pessoas ligadas à corte portuguesa) e a conseqüente criação de um novo mercado, a produção se dinamizou e passou a ser também endereçada na praça do Rio de Janeiro. As transformações a que se seguiram, melhoramentos de estradas e abertura de novos caminhos, permitiram produzir para o mercado interno. Os viajantes que percorreram a província mineira testemunharam o efervescente mercado existente, e dizem da movimentação de tropas que partiam para o Rio e outras regiões levando, entre outros produtos, toucinho, queijo, açúcar, sola, couros, algodão, tabaco, café, frutas, rapaduras, pedra sabão, pedraria, salitre, marmelada, trazendo para o interior mineiro, principalmente, sal.

 

BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, Carla Maria C. Almeida. Minas Gerais de 1750 a 1850: bases da economia e tentativa de periodização. 
LPH – Revista de História - ICHS/UFOP (5): pp. 88-111, 1995.
 

WILDHAGEN, Cid e BATISTA, Valdizon T. Aspectos Gerais das Gerais. Belo Horizonte: FAFI/BH, 1993.


Rio das Velhas

Estação Ferroviária
 

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