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RAPOSOS

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Era muito comum que as primeiras capelas fossem provisórias, e mais tarde substituídas pela obra definitiva. É provável que tal tenha acontecido com a Matriz. Em 1903 e 1921 ela sofreu reformas que lhe comprometeram a forma primitiva. Essa Matriz gozava de grande prestígio e era considerada uma das mais ricas de Minas. Em 1900, o Padre Júlio Engracia, carregou inúmeras peças de ourivessária e acessórios do culto, incorporando-as ao acervo do Santuário Bom Jesus de Matosinhos, onde ainda se encontram.
Área:
233 Km2
Temperatura média anual: 22 C
Distância da Capital: 39 Km
Rodovias que servem ao Município: BR 356 e MG 030
População: Urbana 5.641 hab.
Rural 1.425 hab.
Atividades econômicas: agricultura, pecuária e indústria
PATRIMÔNIO
Igreja
Nossa Senhora da Conceição
BREVE
HISTÓRIA
Nos
princípios de 1690, o bandeirante Pedro de Morais Rapôso segue de
Taubaté pela trilha que atravessa a serra da Mantiqueira na garganta
do Embú, local onde se ergueriam com o tempo as cidades de Passa
Quatro e Ibituruna. Seguiu a travessia do rio Grande e o rio das
Mortes. Na serra do Itatiaia tomou o caminho para as Minas do Rio das
Velhas, para a região do Sabará-buçu, acompanhando as margens do
rio Guacuy (depois rio das Velhas). Na confluência com o ribeirão da
Prata funda o Arraial do Rio das Velhas (primeiro nome de Raposos),
erguendo uma pequena ermida que se chamou Capela de Nossa Senhora da
Conceição em 8 de dezembro de 1690. Encontra ouro em aluvião, mas não
descuida de semear milho e feijão, além do cultivo da mandioca e
cana-de-açúcar, gêneros que abastecia Sabará-buçu, Arraial Velho,
Gaya e Santo Antônio do Rio Acima, usando a navegação como meio de
transporte. Mas se o pequeno lugar encontrava prosperidade, os
habitantes de Raposos, assim como todos em Minas Gerais, tiveram que
encontrar saídas para enfrentar as questões relativas ao mundo médico.
O pesquisador Ramon Fernandes Grossi esclarece que, em que pese
existir legislação régia específica para a prática médica, a
realidade singular da Capitania fugia à normalização e as
autoridades médicas nunca tiveram muito sucesso em inserir práticas
curativas como as praticadas em Portugal, seja pelas dificuldades
causadas pelas longas distâncias, seja pelo pouco estímulo de
praticar a arte médica.
Os
medicamentos que chegavam da metrópole acabavam, em muitos casos,
sendo substituídos por produtos naturais da terra, devido aos altos
preços, à deterioração e às moléstias específicas de cada região.
Foram construídas alternativas para o enfrentamento de moléstias
como o cultivo de ervas ou a qualidade curativa de águas. Este era o
caso de uma lagoa situada próxima a Raposos, mais precisamente na
vila do Sabará. Tempos mais tarde, quando se espalhou a notícia dos
poderes curativos de suas águas, milhares de pessoas acometidas de várias
enfermidades acorreram ao local. Logo a lagoa tomou o nome de Nossa
Senhora da Saúde.
Os
mineiros, assim como o homem europeu dos setecentos, tinham uma concepção
mágica do mundo, permitindo assim entender uma moléstia como uma
manifestação do sobrenatural. Desta forma, o tratamento de uma moléstia
através de instrumentos mágicos como orações e fórmulas mágicas
era considerado lícito no âmbito da medicina oficial ou do clero.
Fora isto era considerado feitiçaria, o que não impediu o largo uso
da magia como forma de combater doenças frente a ausência da
medicina oficial. A arte médica, praticada por três tipos de
oficiais na metrópole - os físicos (administradores de remédios),
os cirurgiões, os boticários (capazes de cuidarem da comercialização
dos remédios) – admitiam-se os barbeiros. Uma vez que mostrassem
mais habilidades na arte de tosquiar e barbear, passavam a atuar também
em pequenas cirurgias, principalmente na realização de sangrias.
BIBLIOGRAFIA
GROSSI,
Ramon Fernandes. Considerações sobre a arte médica na Capitania das
Minas (primeira metade do século XVIII).
LPH – Revista de História - ICHS/UFOP (8): pp. 11-26, 1998.
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição - em Raposos. Muitas igrejas, segundo Itamar José de Oliveira, reivindicam a primazia da primeira fundação, e uma delas é esta Matriz. Há indicação, sem comprovação da fonte, que essa igreja teria sido iniciada em 1700 e, por conseguinte, anterior às de Sabará e Mariana. É pouco provável.
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Seu interior também sofreu agressões, principalmente no arco-cruzeiro, mas os dois altares que o ladeiam são de boa talha, da
primeira fase, com colunas torsas continuadas em arquivoltas também torsas. A nave tem duas outras colaterais, o que é uma solução pouco comum em Minas. O altar-mor é do mesmo estilo dos menores e bem trabalhado.
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