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IBIRITÉ


O lago da represa da Petrobrás é primeira (e única) paisagem bonita para o viajante que vem de Brumadinho para Ibirité.

 

Área: 145 Km2
Temperatura média anual: 22 C
Distância da Capital: 21 Km
Rodovias que servem ao Município: BR 040 e BR 381
 População: Urbana 91.193 hab.
Rural 1.482 hab.
Atividades econômicas: agricultura e indústria

 

HISTÓRIA

Vargem do Pantana, de acordo com a tradição, era uma fazenda em 1810, local onde se constituíram, ao longo dos anos, alguns povoados como Jatobá, Maravilhas e Onça. A economia da região, como muitas outras da área central da província de Minas, era formada, basicamente, por unidades agrícolas diversificadas internamente – fazendas, sítios e roças – produzindo para o auto-consumo e para vendas em mercados locais.

A região era utilizada para pastos do rebanho que traziam dos sertões da Bahia. As atividades agro-pastoris tiveram lugar de destaque na economia mineira. No entanto, nos primeiros anos da mineração, as dificuldades de abastecimento foram enormes em razão da distância dos centros de produção até então localizados no litoral e voltados para o comércio externo. Descoberto o ouro pelos paulistas passaram as vilas vicentinas a abastecerem de gêneros as populações mineiras. Logo, novas vias passaram a serem usadas para o abastecimento da Capitania: os caminhos baianos e do Rio de Janeiro, além das vias não-legais, por onde se realizava o contrabando. O caminho baiano, por facilidades geográficas, era mais suave que o paulista: partindo do Recôncavo, atingia o São Francisco e subia por ele até atingir o seu afluente, o rio das Velhas, e dali seguia para diferentes áreas mineradoras. Havia ainda o caminho terrestre, que seguias mais ou menos paralela ao rio São Francisco. Esta era a rota preferida dos condutores de boiadas da Bahia para as Gerais a exemplos dos fundadores de Esmeraldas.

Na realidade, segundo a professora Mafalda Zemella, a Bahia foi um importante mercado abastecedor das minas. Zona de povoamento antigo, bem aparelhada para o comércio, uma vez que sua localização mais próxima à Europa do que os portos sulinos, permitiram negociar com vantagens produtos ingleses, franceses e holandeses entrados legalmente na Bahia, através do entreposto de Lisboa, assim como o contrabando intenso que se fazia diretamente através de navios daquelas nacionalidades.

No sentido de impedir os descaminhos do ouro, leis proibitivas de 1702, suspenderam o comércio com a Bahia, permitindo aos mineradores as relações econômicas com as regiões centro-sul, porque o ouro que se escoava pelos caminhos que iam ter ao Rio de Janeiro ou a São Paulo podia ser quintado nas casas de fundição existentes naquela Capitania. Só o comércio de gado era permitido.

Quem viesse da Bahia, se não fosse boiadeiro, não entrava nas Gerais. O boiadeiro deveria notificar a sua chegada às minas especificando o número de cabeças que trazia, e pagar os direitos de entrada, sob pena de pagar o triplo do valor que ocultasse. Mas em que pese as proibições, as mercadorias chegavam. Uma delas, o comércio de escravos, era intensa, havendo postos de vigilância nas estradas rurais com o objetivo de obstar o contrabando. Esta proibição foi derrogada em 1711, desde que não fossem escravos empregados nos serviços de engenhos. Por estas razões, a Bahia gozou muito mais da opulência do ouro do que as modestas cidades de São Paulo. Por isto é correta a afirmação de que o comércio baiano com as Gerais proporcionou o fausto de suas ricas igrejas do século XVIII.

BIBLIOGRAFIA

ZEMELLA, Mafalda P. O Abastecimento da Capitania das Minas Gerais no Século XVIII.
São Paulo: Hucitec/Edusp, 1990.

VASCONCELOS, Diogo de. História Antiga das Minas Gerais.
Belo Horizonte: Itatiaia, 1974, 2v.


Às margens da represa alguns condomínios recebem casas de boa qualidade.

A Fazenda do Rosário, sede do trabalho da educadora Helena Antipoff.

Uma pequena capela no alto da pequena colina, vizinha a meritória obra da Fazenda do Rosário.

Vamos entrar na cidade de Ibirité, já na região metropolitana de Belo Horizonte.

O prédio da Prefeitura Municipal se destaca na pobre arquitetura das cidades desta parte do Quadrilátero Ferrífero.

A praça principal da Cidade de Ibirité e o Grupo Escolar.

A pequena estação ferroviária hoje não recebe mais passageiros.

Rua que margeia a linha férrea.

Ibirité vista do ponto mais elevado, o morro do cemitério.

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