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Catas
Altas

Estrada de Mariana para Santa Bárbara
Área: 240 Km
Temperatura
média anual: 18 C
Distância da capital: 128 Km
Rodovias que servem ao Município: BR 040 e BR 482
População: Urbana 2.226 hab.
Rural 1.757 hab.
Atividades econômicas: agricultura e mineração
PATRIMÔNIO
Caraça – Colégio – Conjunto Arquitetônico e Paisagístico
Serra
do Caraça
Matriz
de Nossa Senhora da Conceição
BREVE
HISTÓRIA
O
município foi emancipado em dezembro de 1995, desmembrado de Santa Bárbara.
Originalmente surgiu como um povoado em 1702, e segundo a tradição
foi desbravada pelo bandeirantes Domingos Borges, que descobriu na
parte oriental do Caraça ricas minas auríferas, que mais tarde foram
denominadas por Catas Altas, tal a profundidade das escavações. A
Matriz de Nossa Senhora da Conceição começou a ser construída em
1730. Guarda em seu interior púlpito esculpido por Aleijadinho, além
de painéis por Ataíde.
Catas
Altas, assim como as cidades mineiras da época, a partir
da segunda metade do século XVIII, desenvolve uma modesta manufatura
de panos, freqüentemente doméstica e rural. O algodão, planta pré-colombiana,
era uma cultura de fácil manejo, exigindo pouco investimento, estando
assim ao alcance de qualquer sitiante. Assim, em pouco tempo, a
cultura do algodão espalhou-se por todo o território da Capitania.
A
arte primitiva de descaroçar, cardar, fiar e tecer era conhecida por
muitas culturas indígenas, logo apropriada pelo colono rural mineiro.
Alguns limites impediram que a transformação artesanal do algodão
tomasse uma dimensão de surto fabril, capaz de transpor com o
excedente as fronteiras da Colônia. De saída
um limite botânico: as espécies de algodoeiros nativos eram
arbóreas, de baixa produtividade física, inconvenientes técnicos
para seu beneficiamento contribuíram também para o lugar secundário
da produção de algodão. A conseqüência foi a permanência de um
caráter doméstico na produção algodoeira e da tecelagem.
A
produção doméstica era então voltada para o consumo e o excedente
exportado para o Rio de Janeiro. Fabricavam-se colchas, lençóis e
toalhas, tecidos grosseiros de algodão para vestimenta de escravos e
da gente pobre. Mas
produzia-se também tecidos para terno completo, roupa para a elite,
além de tecido para embalagem.
Por
outro lado, um Alvará Régio, de 1785, proibiu a presença de
manufaturas de tecidos no Brasil, prática que atinge um pouco a
atividade têxtil em Minas. A partir de 808, com a vinda da Corte
portuguesa para o Rio de Janeiro, muda-se radicalmente a política:
incentivos, subsídios e investimentos doire3tops do próprio tesouro
real com o objetivo de incrementar a produção
industrial têxtil. Assim, os efeitos se fizeram sentir: em
1818 e 1819, Minas tem como principal produto de exportação os
tecidos. A indústria têxtil ao longo do período imperial, no
entanto, apesar dos incentivos do governo provincial, sofreu com a
concorrência do tecido importado, em especial do inglês e
norte-americano. Somente na década de 60, com a introdução de
maquinismos aperfeiçoados, é que a indústria têxtil em Minas
Gerais pode expandir.
BIBLIOGRAFIA
MATHIAS,
Herculano Gomes. Algodão no Brasil.
São Paulo: Editora INDEX, 1988.
SOUZA,
João Evangelista. Catas Altas do Mato Dentro: sua história e sua
gente.
Contagem: Líttera Maciel, 1998.
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