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O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁO texto "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" foi escolhido pela importância do autor, Jorge Amado, para a literatura brasileira, além de suas peculiaridades, como a ausência da fórmula condicional do "final feliz". Não existe o maniqueísmo, o bem e o mal configurados como tal. A história é um universo de afeições e toca diretamente no problema do preconceito e da intolerância. E, apesar de tudo, traz a mensagem positiva de que amar vale a pena. Diferentemente de sua última montagem infantil, "O Carnaval dos Animais", "O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá" traz trilha sonora original, especialmente composta. A música mudou e desta vez não contém instrumentos. Por isso é exclusivamente vocal. O espetáculo procura uma limpidez, uma despojamento em todos os níveis, uma pureza em seus aspectos sensíveis, seja a cor, a forma, o som ou o movimento. Pela primeira vez, o Giramundo compõe um apresentação coral ilustrada. Plasticamente, “O Gato Malhado” é uma tentativa de incorporar novas formas, um conteúdo novo. É a forma se impondo à função, através de duas adoções: primeiro, a inspiração dos desenhos infantis, de um certo comportamento criativo da criança. Uma concepção formal vinda da concepção infantil. Não só as alterações na perspectiva ou nas formas, mas principalmente na interpretação dos personagens. Assim, os pássaros têm asas “explícitas” pois sua característica principal é voar, ou o cachorro tem muitos dentes aparentes pois uma de suas qualidades marcantes é morder. Esta é a história de um gato que se apaixona por uma andorinha causando estranheza em todos os outros animais que habitavam uma floresta. A Andorinha está prometida ao Rouxinol mas, ao mesmo tempo, incentiva o amor do Gato. Acontecem juras, o Gato escreve poemas, eles passeiam juntos enquanto os outros personagens condenam o amor impossível. FICHA TÉCNICA Adaptação do texto, Projetos dos bonecos, Figurino, Iluminação, Cenografia e Direção Geral: Álvaro Apocalypse Oficina de Construção: Ulisses Tavares, Beatriz Apocalypse, Paulinho Polika, Weracy Trindade, Selma Veloso, Júnia Mellilo, Cristiana Drummond, Corjesus Costa e Rodrigo dos Santos Pintura: Terezinha Veloso e Sandra Bianchi Oficina de Cenografia: Felício Alves Trilha sonora: Máccio Sant’ana Direção Musical: Ernani Maletta Coral: Voz & Cia Execução dos Figurinos: Weracy Trindade Projeto Gráfico: Marcos Malafaia Fotografia: Marcos Malafaia Direção de Produção: Adriana Apocalypse Produção Executiva: Luiz Fernando Vitral Assistente de Produção:Carluccia Carrazza Gambogi Agradecimentos: Patricia Lamego e Cristiano Naves Garcia (BBS), Ricardo de Oliveira (Coca Cola), Cecília Bhering (CEMIG), Dr. Renato do Vale Dourado (Lages Premo), Maria Aparecida Andrés, Nelly Rosa, Miriam Brum, O Grivo JORGE AMADO Romancista brasileiro nascido em Pirangi, Bahia em 1912. Autor de inúmeras obras, dentre as quais, 25 romances, dois livros de memórias, duas biografias – a do poeta Castro Alves e a do comunista Luis Carlos Prestes – duas histórias infantis e uma infinidade de outros trabalhos, entre contos, crônicas e poesias. A sua obra, marcada pela crítica social, caracteriza-se também pelo humor, mantendo porém a essência poética. Coincidência ou não, o fato de dar seus primeiros passos na carreira literária, em 1922, ano da reali- zação da Semana de Arte Moderna, em São Paulo, marcaria Jorge Amado para sempre por este movimento, que modificou o modo de pensar o Brasil não mais como uma cópia da Europa, mas como um país de cultura própria. Em São Paulo, escritores, pintores e poetas contextualizavam um modo de resolver o problema da identidade nacional, a partir de uma produção artística voltada para sua própria cultura. O moderno romance brasileiro tomou nova forma e conteúdo social após José Américo de Almeida (1887-1969) ter escrito “A Bagaceira”, uma estória pioneira sobre as àsperas condições de vida em um nordeste em decadência. Ele foi seguido por Jorge Amado (1912-), Graciliano Ramos (1892-1953), José Lins do Rego (1901-1957), e Rachel de Queiroz (1910-), todos marcados pelo poder de suas imagens em evocar os problemas e misérias da vida na região nordeste onde eles nasceram. Os primeiros romances de Jorge Amado, traduzidos para 33 línguas, foram fortemente influenciados por sua crença nos ideais marxistas e centrados no sofrimento dos trabalhadores das plantações de cacau e dos humildes pescadores das vilas praianas de seu estado natal, a Bahia. Nos anos cinquenta, ele opta por uma visão mais jovial das alegrias e tristezas das classes médias da Bahia, produzindo uma sucessão de livros que receberam reconhecimento mundial. “Gabriela, Cravo e Canela” é talvez o mais conhecido dos livros de Jorge Amado. “Dona Flor e seus Dois Maridos baseou roteiros para filmes, peças teatrais e séries televisivas. A sua obra inclui ainda grandes livros como “Mar Morto”, um retrato mágico da vida arriscada dos pescadores e canoeiros do litoral nordestino e da magia que o mar exerce no controle da vida e no descontrole da morte; ou “Cacau” que descreve a vida dos assalariados do cacau, moralmente dominados pelos coronéis, mas impulsionados por uma íntima convicção pela melhoria de suas condições de vida, ou ainda “Tenda dos Milagres” que revela o mundo mágico dos cultos afro-brasileiros. É esta narrativa fluidora que fez de Jorge Amado um dos maiores escritores do século XX no Brasil, cuja produção literária é a mais conhecida mundialmente. 01.
O País do Carnaval MARCINHO SANTANA Regente, Cantor, Preparador Vocal, Arranjador, Professor e Ator, iniciou seus estudos musicais na Fundação de Educação Artística, onde estudou Musicalização, Piano, Técnica Vocal, Harmonia e Improvisação, participando também de diversos Laboratórios de Expressão. Foi professor nos 25º , 26º , 28º e 29º Festivais de Inverno da UFMG - Ouro Preto, quando coordenou as oficinas "Prática em Grupo Vocal" e "Canto Coral", envolvendo-se também com as Oficinas do Grupo Uakti e Giramundo. Com o Grupo Galpão, há 6 anos realiza um trabalho de direção musical e vocal. É integrante do Voz e Cia desde 1989. ERNANI MALETA Regente, Cantor, Preparador Vocal, Arranjador, Professor e Ator, iniciou seus estudos musicais na Fundação de Educação Artística, onde estudou Musicalização, Piano, Técnica Vocal, Harmonia e Improvisação, participando também de diversos Laboratórios de Expressão. Foi professor nos 25º , 26º , 28º e 29º Festivais de Inverno da UFMG - Ouro Preto, quando coordenou as oficinas "Prática em Grupo Vocal" e "Canto Coral", envolvendo-se também com as Oficinas do Grupo Uakti e Giramundo. Com o Grupo Galpão, há 6 anos realiza um trabalho de direção musical e vocal. É integrante do Voz e Cia desde 1989. ACORDA MANHÃ Acorda
manhã bem devagar, acorda levanta bem devagar NO GALINHEIRO ( SAMBA-CHORO) Galo:
Co-co-co-co-coricó Quem, quem, quem? Só mesmo o malvado gato! Todos: Que gato? Galinhas: O Gato Malhado! Gato malcriado, malvado, avacalhado, já fez de tudo o ateu Já unhou já mordeu, já deixou bicho esfolado Já roubou, já escondeu, já matou, já foi julgado E a sentença já recebeu: Co-co-có-co-culpado e có-condenado Co-co-có-co-culpado e có-condenado Bicho 1: Mas anda solto por aí o renegado! Bicho 2: Para o bem dessa floresta ele devia ser castrado! Bicho 3: É um Pittbull fantasiado! Bichos machos: - BEM QUE PODIA SER ENFORCADO! Todos: Có! Co-co-có como canta nosso galo Carijó ] BIS ( repetindo, diminuindo e saindo...) O TEMPO O tempo passa o tempo vem Quem não tem tempo, tempo tem O tempo passa o tempo vem Quem não tem tempo, tempo tem CANÇÃO DA PATA Pata: - Pata sou, e pata sempre serei, amiga do rei ( Coro: Qualquer rei...) Quem, quem, quem, quem ( Coro: Qualquer rei...) Sou amiga do rei. Se o rei for gato ao invés de pato, que barato! Não sou eu quem paga o pato Mais dedicada ainda serei, sou amiga do rei ( Coro: Qualquer rei...) Sou amiga do rei, Mas reparando bem, mesmo sendo rei ( Coro: Quá-quá-quá...) Que falta lhe faz Um par de penas no rabo, um bico amarelo, Um balanço singelo, um par de asas E completando o retrato em cada pata um pé de pato. Dizem que o gato faz e acontece, mas não aborrece ninguém E nem é assim tão chato, até que ele é um gato pacato Pena que não seja gato... ( Coro: Ai, que dó.. .) Pena que não seja gato, Mas reparando bem, mesmo sendo rei ( Coro: Quá-quá-quá...) Que falta lhe faz Um par de penas no rabo, um bico amarelo, Um balanço singelo, um par de asas E completando o retrato em cada pata um pé de pato! Um rabo, um bico, um par de asas E completando o retrato em cada pata um pé de pato! Coro: Um pé de pa-a-to! A DOGGY DAY ( AND THE LIVING AIN'T EASY ) Cachorro : Foi o Gatão, foi o Gatão Coro: A-uhhh... Cachorro: Me pegou numa curva, me deu tanta unhada Fazendo de mim um saco de pancada Ele me transformou num verdadeiro pano de chão! Cachorro : Foi o Gatão, foi o Gatão Coro: A-uhhh... Cachorro: Foi tanta mordida, que desacato Ele fez de mim gato e sapato Ralou meu focinho tão bonitinho no áspero chão! Cachorro : Foi o Gatão, foi o Gatão Coro: Mordeu sem piedade meu rabo ancestral Quase me parte ao meio esse gato anormal! Cachorro: Agora só rezo e espero que haja na farmacopéia universal Um santo remédio, já comprovado, mil vezes testado Um destilado bem adocicado que será chamado: ESFOLA GATO! ESFOLA GATO! ESFOLA GATO! Será o fim de seus problemas com miaus no telhado Cocô na garagem, pêlos no cercado A segurança de seu passarinho piu-piu E de seu amigo au-au. ESFOLA GATO! ESFOLA GATO! ESFOLA GATO!
Tsssssssssss...
e tchau ! Tchau
! CANCIÓN
POR UNA VACA CUBANA Ai
de mi, que sempre ouvi hablar
De un gato de
bigodes que no tiene corazón Vengo acá lo |