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Fani Bracher
Nasceu em Juiz de Fora. Graduada em jornalismo pela UFF. Em 1968 casa-se com Carlos Bracher.Viajou em estudos pela Europa e pelos Estados Unidos por dois anos, fixando principalmente em Paris. Vive em Ouro Preto onde começou a pintar em 1973. Entre 1973 e os dias atuais participou de várias exposições em Museus, Centros Culturais e Galerias de Arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina e França. Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em sete livros de Arte. Em 1995 teve um livro publicado com sua obra, pela Editora Salamandra, que recebeu o "Prêmio Jabuti" e o "Prêmio Fernando Píni", de excelência gráfica, como o melhor livro de arte do ano.O crítico Frederico Moraes escrevendo sobre Fani diz: "Emoldurar, delimitar, restringir, fechar. Com Fani foi sempre assim: ela tem uma visão uterina do universo. Busca o âmago, a essência, o que esta dentro das coisas inteiriço, o que se esconde dentro de si, no tempo. No seu modo espartano de ser descarta o fácil e o dócil da arte, o fútil da vida. Quer o difícil, o dúctil. Repete sempre: gosto das coisas que se bastam, auto-suficientes, que não deixam sobras nem se perdem em excessos retóricos e ornamentais..." E Walter Sebastião escreve: "A pintura de Fani Bracher intriga, aguça sentidos interditados, coloca sob suspeita a inocência das imagens. Ao invés da pura celebração do prazer, do documento de uma circunstância (pessoal ou de linguagem) privilegiada, da tranqüilidade doméstica do ofício, surgem jogos de forças e ambigüidades corrosivas, cujo emblema mais característico é a negação de um olhar pacificador".
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