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SENADOR
MODESTINO GONÇALVES
Área: 867 km2
Temperatura Média Anual: 19o C
Distância da Capital: 366 Km
Rodovias que servem ao Município:
BR 040, BR 135, BR 259, BR 367 e MG 214
População: urbana 1.170 hab. - rural 4.139 hab.
Atividades Econômicas: agricultura e pecuária
Breve História
Em 1744, Antônio Magalhães de Barros desbravou terras à margem direita do rio Araçuaí, onde se desenvolveu o arraial de Mercês do Araçuaí, hoje a cidade de Senador Modestino Gonçalves. Terra fértil produziu gêneros para o abastecimento dos núcleos mineradores próximos. Em 1843, foi o povoado elevado a freguesia com o título de Nossa Senhora das Mercês do Araçuaí. Em 1962 é elevada a município tomando o nome atual. Produz, como antes, gêneros de subsistências, em destaque o milho. Grão favorito, cultivado em todo o continente americano pelas populações de origem, conta a lenda que se alguém encontrasse caído ao chão o recolhia religiosamente, superstição que acompanha também o trigo, entre alguns povos. Dado o largo emprego na dieta do mineiro, esse cereal, em épocas de crise, atingiu preços incríveis: em 1703 chegou-se a pagar 30 oitavas de ouro por 60 espigas. Para se obter a farinha de milho era indispensável o moinho, porque o grão era triturado em fubá, que se torrava no forno de barro ou de ferro, até que se transformava em umas placas convulsas que se dava o nome de "beijus", conforme explicação de João Dornas Filho. O preparo da canjica, conforme o pesquisador, que é como se chama em Minas o milho quebrado ou pilado, se inicia no monjolo, quando é grande a produção, ou no pilão de cozinha, em que a trituração é feita manualmente com um soquete chamado "mão-de-pilão". No processo de industrialização sempre se usou o moinho d'água, com sua mó de pedra, girando dia e noite. O moinho sempre exigiu para o seu funcionamento o desnível da corrente, cuja água, caindo na roda motriz, dava o movimento à pedra.
Senador Modestino Gonçalves guarda também do período colonial duas edificações religiosas: a Igreja de Nossa Senhora das Mercês, modificada ao longo do tempo, e a Capela do Senhor Bom Jesus, formando um conjunto agradável com casas à sua volta.
BIBLIOGRAFIA
ÁVILA, Afonso (coordenador). Minas Gerais - Monumentos Históricos e Artísticos - Circuito do Diamante. Barroco - 16.
Belo Horizonte: Fundação João Pinheiro, 1995.
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