MISCELÂNEA!

MISCELÂNEA!
MISCELÂNIA DE TEXTOS INDIVIDUAIS

ABERTURA

Com a destemperança grassando em todos os locais habitados pelos humanos e adquirindo "átomos" venais e defectivos a transformando, na maioria das vezes, em hediondos e lamentáveis procederes que fariam vergonha aos "irracionais de quatro patas". O ser humano normal e com poucas jaças lhes agregadas, está me parecendo um "perdido no ninho" ou, um navegante em cabotagem fugitiva do "cerne das maldades".
O pior disso tudo, é que, o cidadão ilibado, não tendo uma formação religiosa, familiar ou de maturidade, fica vendo o seu "barco" sendo inundado pelas frestas abertas em suas laterais, ocasionadas pelas injunções e os acenos das "margens deletérias". Acabando por sair da cabotagem e se entranhar nas más ações para não se afogar na mesmice, descaso e nas suas carências lhes jogada em cima no dia-a-dia de quem, sendo bom, não recebe benesses, todavia, vendo, diariamente, a luz difusa do "mal" ao seu redor e nas margens adjacentes e abrangentes.
Se o homem correto e digno se afastar totalmente do "Mal" o discriminando, Ele (o mal) ficará pior, justamente pela falta dos conselhos e bons exemplos que lhe poderia amenizar às suas ações malévolas.

ENTÃO! O QUE PODERIA SER FEITO?

Há milhares de possibilidades de regenerarmos o "mal" sem eliminar o seu portador e/ou possuidor, entretanto, a maioria delas depende do comandamento em liderança, dos estudos sociais, da capacidade de arregimentação, do tempo disponível e, do "poder monetário" para a dispersão, o que não é o meu caso por ser pobre empírico e... Tímido!
Todavia, de uns seis anos para cá, descobri outro canal para tentar amenizar as ações do mal, assim, passei a criar poesias, vários livros volumosos de suspense policial e ficção estelar e, centenas de textos diversificados, contudo, as minhas prateleiras se entulharam com a minha "obra" , lá estando mais de doze livros, quando, então, tentei publicar alguns deles me comunicando com várias editoras famosas do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, de todas elas recebi elogios, porém, dizendo-me não haver interesse na publicação de livros escritos por novatos.
Recentemente, fiquei sabendo que as editoras só publicariam os meus livros se eu fizesse uma "parceria" com elas pagando, pelo menos, uns dez mil reais por cada um publicado.
Sabedor de que, no nosso país, poucos são dados a leitura, principalmente de principiantes, e, não tendo dinheiro disponível, desisti, por enquanto, de publicá-los.
Também, descobri que esse deve ser um dos casos dos desajustes sociais, crimes e outros desatinos, ou seja: pouca sapiência escolar e de maturidade, pouca difusão de atos meritórios, quase nenhum bom exemplo a ser seguido, prejudicado pelos excessos de desenhos, novelas, jogos na televisão e no computador, noitadas em farras intermináveis, azáfama à fugir do trabalho etc. enquanto o "Mal", de espreita, fica rodeando os incautos dessa forma consideradas presas frágeis.
Com isso e, por isso, resolvi escrever alguns livros de textos diversificados e de minha autoria, e, agora, lhes apresento o terceiro deles que denominei de MISCELÂNIA DE TEXTOS INDIVIDUAIS, na espera de duas soluções: Uma delas é a de servir de "ancora" ou baliza para que o homem de bem não peça socorro às margens cheias de imorais (para não dizer o pior). E, a segunda, não aceito este meu modesto trabalho, que ele, pelo menos, além de servir de contencioso também me ajude a fugir do tédio, da necedade e das ruas, atualmente, cheias de reflexos negativos e de maus exemplos aos jovens e, até aos idosos, como é o meu caso.
Boa leitura! Se houver disposição para tal.

O Autor: S.A. Baracho
(por não ter quem assine este prefácio por ele).
Fone: 0(xx)31 3846 6567
conanbaracho@uol.com.br

ÍNDICE

A TROCA 05
O PARAISO! 18
A PRISÃO 21
DANIEL! 22
DESNIVELAMENTO 24
DEUSA! 25
ESTRELA DO CÉU 26
LAMENTO 27
PARCERIA... PARTICIPATIVA! 30
RÉQUÍEN PARA HANNAS 33
SABRINA! 35
DO VIÉS DO ESPELHO: O REFLEXO DA VERDADE! 36
A CONTRAPROVA! 39
A UNI!AO FAZ FORÇA! 46
CARTAS CARTORIAIS! 56
É PRECISO... NAVEGAR! 69
FECHADURAS EM... FERRADURAS! 71
O REFLEXO DA... COSTURA! 74
O SISO DO... SISMO! 88
O SUSTAR DO SUSSURRO! 93
OMISSÃO! 99
PENA DE MORTE! 104
PENITENCIÁRIA... PENITENTE? 108
PRÁ FRANCÊS VER! 119
RECONSTITUINTE! 121
RAIOS RELAMPEJANTES! 133
SUTILEZAS SENATORIAIS 139
O CURANDEIRO E SUAS CURAS! 148
ALGUNS DITADOS 157
É ASSIM... COMPANHEIRO! 156

A TROCA!

Para corrigirmos nossos erros, mister se faz retrocedermos as nossas idéias ao âmago de onde saíram, desordenadamente, sem ponto de apoio ou linha de visada que lhes proibissem o ricochete direto contra o emissor, ou seja: Nós mesmos!
A IDÉIA é igual ao pensamento e precisa ter uma boa consistência, clareza e dinâmica abrangente de todo o universo onde se quer atuar magistralmente.
Jogá-la ou difundi-la apenas como algo premente é, no mínimo, uma necedade, na certa, assim agindo, nos custará um imenso sacrifício com as suas arestas nos atingindo e nos salpicando de impurezas e eventos negativos contundentes.
Ter idéias é fácil! Até os débeis mentais às têm em profusão, o difícil é a conjunção das mesmas com outras diversificadas e alheias aos lugares comuns de cada uma visando surtir um efeito correto eficiente no alvo desejado.
Muitos se ufanam de serem os donos da verdade e ficam a distribuir idéias a granel ou, pior! Cobrando por elas um preço muito caro em razão da dificuldade do canalizamento tranqüilo que as levariam em direção da jusante, num porto imaginário de junção com outras coletadas no trajeto, local onde ocorreria a plena distribuição de seus benefícios em prol de toda a sociedade caso tivesse transcorrido, no itinerário, o beneficiamento das suas virtudes, jogando para às margens os detritos negativos e improdutíveis .
O pior de tudo até aqui relatado é o ser humano que se omite dizendo não ter idéia para si ou para difundi-la:
É como um fantoche manejado pelas idéias que o circundam, nada produzirá para o bem comum ou dele próprio, sendo apenas levado pelas "estradas" de sua infeliz vida sem nem ao menos saber por que está vivendo, confirmando a lapidar frase de um poeta: "Todo homem que uma idéia não tiver é como um cego junto a um abismo sem um bordão sequer!"
Com o evento da república e a conseqüente democracia, a idéia saiu dos reinos, impérios ou ditaduras, ganhando a massa popular, até então, marionetes das decisões que lhes eram impostas. No início, ela negaceou pelas avenidas, ruas e cidades, mesclou-se a vilarejos, botequins, ruelas etc. sem, entretanto, ter uma forma balizadora que pudesse extrair-lhe o cerne possibilitando a junção com outras idênticas em favor do bem social:
Caíra de cheio sobre quem não estava acostumado a tê-la para distribuir, ou, receptáculos para amealhá-la e, consequentemente, dela fazerem uso com outras para a realização da comunhão criteriosa dos benefícios que pudessem advir ou usufruir.
As idéias republicanas e democráticas atingiram a maioria dos homens como a alforria a maioria dos escravos: Vendaval repleto de tornados contra uma extensa campina desnuda de arvoredos!
Apenas veio, invadiu, efetuou redemoinhos, porém, não encontrando nenhuma resistência, mercê da carência de obstáculos que pudessem comprovar a sua força, esvaiu-se em si mesma sem ter como demonstrar os seus méritos, potenciais e benfeitorias, exatamente, pela falta do discernimento e do contencioso.
Não tendo como assimilar tais idéias nem entendê-las no sentido de nelas se imiscuírem, cultivando às suas vantagens em proveito de todos, os homens menos preparados didaticamente ou, possuindo a inteligência um pouco tacanha em relação a minoria dirigente, se perderam na mistura de normas, leis, decretos, doutrinas e tantas outras formas de vivência que os elevassem acima do lugar onde sempre proliferaram, ficando, dessa forma, vendo a comitiva passar sem dela tomarem parte efetiva, apenas, acompanhavam a procissão sem saber qual o santo era cultuado !
Próximo ao homem que prefere escamotear as suas idéias passando a ser simplesmente um seguidor silente dos outros, está o homem que tem idéias, mas não tem um canal para distribuí-las à espera da união com outras idênticas ou, pelo menos, parecidas. Com a finalidade da lapidação esmerilante que cause um forçamento tributário à procura do rio das soluções e o caminho da foz do mar da tranqüilidade e da paz! Esse homem esteve presente quando das invasões portuguesas, holandesas, francesas, primeira e segunda guerras mundiais, libertação dos escravos, proclamação da república etc. etc.. Porém, sem a canalização necessária das idéias, deles só conhecemos os mártires, em virtude do fato de que, os que lhe poderiam alimentar as idéias, ficarem pelas margens, resultando, assim, na falta de conexão e volume para alcançarem, juntos, o caminho para a jusante visando chegar ao bem comum e meritório.
Até agora tenho falado muito o que não é nenhum mérito por que, falar: também os boçais e animais o fazem!
Passarei, então, a dizer! Procurando lançar minhas idéias à procura de parceiros com a finalidade do bem de todos.
Como não tenho nenhum canal difusor ou emissor, ao em vez de apenas dizer, prefiro lançar minhas idéias e interrogações a respeito do que acho errado na nossa administração pública federal, estadual e municipal, propondo, ao final, uma TROCA:
Governar um estado brasileiro é mais difícil do que presidir a maioria dos países do mundo, fazê-lo na oposição ao governo federal (qualquer que seja ele) é mais complicado ainda !

Apresento, a seguir, respeitosamente, as minhas idéias :

01-Por qual razão pagamos inúmeros serviços telefônicos (auxílio à lista, números de telefones, etc. etc.) se, em seguida, ao darmos um telefonema ele nos será cobrado?
02-Quando vamos a um açougue, lá encontramos variadíssimos tipos de carnes e de preços, tais como: filé, picanha, alcatra, primeira, segunda, terceira, pelanca, contrapeso e outros.
Não seria mais óbvio haver apenas uma carne de primeira e a outra de segunda?
A primeira, para os que pudessem pagar mais e, a segunda, para os pobres, com isso, estaríamos unindo o menos pobre ao pobre, em contrapartida, como vem sendo feito, estamos discriminado ainda mais os miseráveis !
03-Por qual razão temos que pagar a água que sai pelos esgotos das nossas residências se já pagamos, mensalmente, pela mesma água quando a recebemos?
04-Qual a razão da CEMIG., ou outra qualquer central energética, nos cobrar juros por quaisquer átimos de atraso na conta mensal não nos retornando, na conta seguinte, os "apagões e blecautes" que, às vezes, nos dão grande prejuízos ?
Qual a razão da lei que permitiu descontar na conta de energia elétrica ,de cada usuário, quase dez por cento do valor de cada conta mensal atinente a taxa de iluminação pública ?
Estou pagando uma coisa que não tenho a posse nem a propriedade, caso eu quisesse, poderia dar uma martelada nas lâmpadas elétricas de minha residência, será que eu poderia fazer o mesmo com a lâmpada que fica na rua perto de minha casa cuja iluminação sou eu quem paga? Além disso, há casos em que vários moradores pagam a iluminação de apenas um poste iluminando a rua em frente de várias residências.
05-Por qual motivo as prefeituras não fazem abrigos, garagens e/ou estacionamentos públicos em vários pontos da cidade cobrando uma taxa menor do que as multas de infração de trânsito resultante de estacionamentos irregulares ? (mais dinheiro para o erário e menos desemprego!)
06-Sem querer prejudicar aos advogados, porque não é modificada a lei penal ou mesmo cível e de execuções, permitindo que os acusados façam a sua própria defesa? valendo somente no tocante a sua absolvição.
Caso venham a ser condenados, teria o acusado direito a um advogado por ele pago ou dativo, ficando sem efeito, provisoriamente, a condenação imediatamente anterior.
Tal procedimento diminuiria prazos do processo em razão do réu ou acusado, sendo inocente e no "calor" dos fatos transcorridos, conseguirem a sua absolvição pelo simples fato de ter que se defender usando a verdade dos eventos em sua atualidade em harmonia com as provas coletadas no feito.
07-Queremos agências bancárias e de outras organizações arrecadadoras, inclusive receita federal, em todos os bairros onde haja policiamento, para evitar que o usuário tenha que deslocar-se até aos centros urbanos para a quitação de débitos gastando vestuário, coletivos, tempo etc.
Quando somos credores raramente alguém vem bater em nossas portas para efetuar o pagamento!
08-Fala-se muito em falta de moradia para os habitantes das cidades, porém, falar ... Como já disse, não resolve!
Por qual razão não se estuda um fundo para construção de casas populares que seria coletado de proprietários de grandes mansões, donos de várias casas de aluguéis, supermercados, distribuidores de medicamentos e pelo próprio beneficiado candidato?
Afinal, todos sairiam ganhando porque a pessoa que consegue uma casa é, como já era, um freguês em potencial dos que participarem do fundo referenciado e sendo Deus pai de todos eles sem cobrar retorno dos mais bafejados pela "sorte ou esforço financeiro !
09-Os aposentados merecem maior consideração em razão de terem trabalhado numa época de segunda guerra mundial, ditaduras, regimes totalitários, nos sábados, viajando muitas das vezes em lombos de animais, escrevendo com canetas tinteiros e mata-borrões, sem os lazeres da televisão e da cibernética etc. Fizeram o Brasil de hoje com as ferramentas deficientes de ontem! Por que não lhes dar as preferências de passagens, lugares, deslocamentos exíguos, eliminação de qualquer fila ou espera etc.?
10-O ar poluído nas cidades é resultante de má fiscalização ou respeito ao homem em sua plenitude, acredito que ocorram as duas coisas por morar no Vale do Aço e, como só me deito após às duas horas, de quando em vez, semanalmente, tenho o desprazer de ver o céu estrelado cobrir-se de uma névoa meio avermelhada ao ponto de sentir minúsculos pingos na pele sem estar chovendo, serenando ou garoando. Se não é falta de fiscalização é falta de respeito dos emissores de tais fumaças, gases ou resíduos em detrimento de todos e dos seus próprios empregados.
11-Sou um policial aposentado e nunca usei armas quando de folga por entender que a inteligência tem comandamento sobre o bélico.
Apesar de ser contra a posse de armas, a situação atual no mundo todo obriga-me a fazer uma exceção :
Porque proibir um homem de moral ilibada, juízo pleno e bons antecedentes, de possuir uma arma em sua residência para a sua defesa pessoal, desde que comprove conhecer e saber manuseá-la corretamente sem colocar em risco a vida de ninguém desnecessariamente? Há anos que os bandidos possuem armas dos mais variados calibres, dizem que até melhores que as dos policiais, e, até hoje, o congresso nacional, a polícia nem a justiça conseguiram desarmá-los!
Proibir um cidadão honesto e respeitador das leis que ter uma arma para a sua defesa é, pelo menos, discriminatório! Levando-se em conta que os marginais não estão sendo contidos pelas leis vigentes ou pelo Estado!
12-Excetuando uns poucos dirigentes, a maioria alega que existe inflação e que a cesta básica está pela "hora da morte".
Por qual motivo as prefeituras ou os governos federais e estaduais não criam uma espécie de cooperativa ou mercearia no centro e em cada bairro? Cobrando apenas o mínimo ressalvando-se as despesas gastas com a manutenção do estoque e dos funcionários, ou, contratando empresas para tal mister acabando de vez com a bem intencionada, porém, mal fadada cesta básica que de básico nada tem, que, em algumas regiões só dão alguns caroços de feijão!
Tenho certeza de que em menos de sessenta dias os preços dos supermercados e de outras firmas congêneres cairiam em mais de 40% por terem os seus proprietários que enxugarem os lucros exorbitantes que acumulam a cada venda efetuada!
13-É preciso que o município consiga uma ou mais lojas do tamanho necessário para a exposição e venda de produtos artesanais e de artistas plásticos da região, à disposição de quem quiser vender o seu produto, por ele manufaturado, pagando uma pequena taxa de manutenção do local, trabalhos esses que, muita das vezes, é melhor do que os vendidos em lojas, isso, aumentaria o interesse e diminuiria o desemprego regional.
14- As prefeituras deveriam encampar os asilos e abrigos de idosos e deficientes cobrando uma taxa razoável dos internos ou de suas famílias ou, ainda, do próprio albergado que puder pagar para ter as vantagens do atendimento e das companhias de pessoas de suas idade.
15-Banco ir a falência é uma vergonha!
Não se consegue tirar nenhum dinheiro do banco sem ter bons avalistas, tudo que eles fornecem tem juros, até os cartões e talonários de cheques nós pagamos por eles, pagamento esse covarde por que recebemos cheques com gravuras estampadas numa clara propaganda gratuita para eles.
16-Não se devia cobrar impostos de pequenos bares ou outros estabelecimentos análogos, os seus proprietários fazem girar o dinheiro miúdo e, a cada objeto vendido, nele já está embutido vários impostos, além disso, nesta época de desemprego é uma válvula de escape para equilibrar a economia.
17-Não entendo a razão pela qual se deva pagar por uma certidão negativa, seja a mesma cartorial, policial ou judicial, consignando-se que ela é negativa!
18-Sempre ouço falar que o cheque sem fundo é uma calamidade que atinge a todos que os recebem. Por qual razão não acabam com essa irregularidade, se a solução é tão fácil?
Primeiro, que os bancos modifiquem os seus talonários colocando valores diversificados em cada folha de cheque que poderiam variar de um a milhões de reais, a critério do correntista, sendo anotado na conta corrente do cliente e, este, seria responsável pela perda, extravio ou outro evento danoso ocorrido com o talonário. Isso, justifica-se pelo fato de que, quando perdemos qualquer dinheiro, caso não seja encontrado, demos a perda como nossa culpa e risco.
Os cheques pagos pelo cliente teriam a cobertura garantida pelo banco onde estão os valores equivalentes a cada cheque fornecido, quem não tiver dinheiro no banco não receberia o talonário referido.
Segundo, não acontecendo a hipótese acima, que os bancos fiquem responsáveis por todos os cheques fornecidos aos seus clientes, os quitando mesmo que não tenham fundos, cobrando, depois, do cliente, diretamente ou via judicial. Afinal, o cliente é do banco e o cheque é um cartão de visita e propaganda do mesmo estabelecimento bancário.

Se quaisquer das idéias, acima apresentadas, forem aceitas, tenho a certeza absoluta de que todos os bancos terão mais cuidado na abertura de contas e fornecimento de talões de cheques!
19-Vejo acidente de trânsito com vários tipos de veículos automotores noticiado diariamente no rádio, televisões e jornais, por qual razão só aos automóveis é imposto o uso de cinto de segurança obrigatório, seriam forças ocultas de empresas empurrando para baixo?
20-É uma vergonha nas escolas e faculdades ter uma média de alunos para serem aprovados, para mim isso é premiar a incapacidade; no meu modesto entender, quem não obtiver notas num ano letivo inteiro tem que ser reprovado sumariamente, os aprovados dessa forma acabarão sendo engenheiros que terão construções desmoronando e, pior! Sendo médicos, acabarão por matar quem os procure para a cura, justamente pela falta da base primária ou colegial.
21-Por qual razão as prefeituras não cuidam da detetização e desratização, rua por rua, residência em residência, evitando, dessa forma, inúmeras doenças que acabariam por azafamar às próprias Secretarias de Saúde e aos cofres públicos? Isso, em razão de haver, em muitos lugares, esgotos a céu aberto por deficiência do município ou dos serviços de água e esgotos.
22-Os governos, federal, estadual e municipal, deveriam assimilar os "despachantes" e prestadores de serviços, em sua totalidade, só recebendo através de guias regulares de recolhimentos bancário, o que acabaria com muitas "maracutaias" e acertos escusos. Podendo ser dada oportunidade aos atuais despachantes de ficarem numa espécie de assemelhados ao governo, com os novos escritórios a serem abertos dependentes de concurso público, isso acarretaria mais dinheiro para o erário, mais emprego e menos desonestidade afins.
-Não entendo a razão dos traficantes terem tanto poderio em nosso país fazendo desmandos todos os dias desafiando a polícia e a própria justiça, isso ocorria antigamente com os "bicheiros", bastou às loterias para acabar com os últimos: "Jogo de bicho" já praticamente virou coisa do passado !
A solução seria fazer o mesmo com as drogas, quaisquer que sejam elas. É só colocá-las à venda em comércio especializado proibindo o consumo para deficientes mentais e menores, o resto, ficaria por conta dos dias a seguir.
Garanto que a maioria esmagadora dos viciados se desligaria de imediato dos traficantes indo comprar nos locais legalizados.
Secada a fonte de renda absurda, os traficantes teriam que procurar outros afazeres rendosos.
23-Não consigo entender a razão pelas quais agências de empregos, diariamente, oferecem emprego, dando, na maioria das vezes, apenas a oportunidade de uma única vaga em cada categoria, com isso, estão fazendo os pobres mais paupérrimos ainda. Já pensaram numa capital uns cem desempregados correndo a agência, pagando coletivos, vestindo uma roupa melhor etc. à procura de uma única vaga? Isso é covardia e propaganda barata! Se existe só uma vaga disponibilizada, telefone ou mande chamar apenas um dos inscritos, não venham colocar na televisão apenas para a sua propaganda em detrimento de centenas que irão procurá-los!
24- É um absurdo você estar viajando de ônibus e, chegando numa rodoviária, ter que pagar apenas para urinar, recentemente, paguei quase o preço de um refrigerante na rodoviária de Belo-Horizonte, isso deveria ser efetuado pela empresa que me levou até lá sem ter miquitório no coletivo!
25-Ultimamente, é incentivado ao público utilizar os telefones 0800 para denúncias, o que acho muito válido, entretanto, por que não se acresce a esse esquema ampla e irrestrita liberdade do público em geral dirigir-se, sem representantes, aos magistrados, governantes ou autoridades de diversas seções ou departamentos?
Tente uma pessoa comum falar com um juiz, ou governante, fora do gabinete ou da época da eleição, que encontrará uma imensa barreira de assessores desinteressados no problema lhes apresentando (com honrosas exceções).
26-Por qual razão é dado o "direito" aos marginais de não serem fotografados quando pegos na prática de delitos ?
Todos nós sabemos das dificuldades que a lei coloca para a prisão dos criminosos, não fotografá-los é dar-lhes oportunidade de, pouco tempo depois, continuarem praticando crimes com as suas vítimas alheias à imagem da sua pessoa por não tê-la visto "escrachada" numa foto quando de um delito anterior!
27-Por qual razão continuam vendendo bebidas e mesmo água em frascos de plásticos que duram até 500 anos para serem consumidos pela natureza? A solução seria trocar tais receptáculos por um que sirva de esterco ou adubo, ajudando, desta forma, o enriquecimento da própria natureza.
28-Retornando ao exemplo referente aos açougues, porque não fazermos o mesmo no tocante ao oferecimento dos serviços funerários, que chegam a preços exorbitantes apenas para levarem a carne humana sem o espírito ou alma para uma cova ou cremação, quando, em ambos os casos, já houve a consumação da matéria viva destinada aos vermes da terra ou as chamas? Bastaria um esquife de primeira e outro de segunda qualidade.
Dividi-los em várias categorias é também discriminar o "de cujus" em várias castas quando, na verdade, com a morte, eles estão em igualdade de condições. O sepultamento de primeira ficaria só para os mais ricos ou orgulhosos satisfazerem o seu "ego" e dar uma "demonstração pomposa" aos seus "pares".
29-Sempre ouvi falar em imposto único, todavia, nunca presenciei ou ouvi dizer a respeito das junções das idéias para a sua concretização.
É um absurdo o efeito cascata dos impostos que os tornam muitas vezes pior do que os "juros sobre juros" tão decantados negativamente por todos os clientes de bancos e agiotas, isso, em razão de atingir a todos, taxando, inúmeras vezes, até produtos de primeira necessidade, dessa forma, alcançando a pobres e aos ricos.
30-Não entendo por que o cliente de médicos tenha que pagar laboratórios de análises clínicas, quaisquer que sejam eles, em razão do médico cobrar pela consulta ou ser pago por algum plano de saúde. Se pagarmos a um médico para diagnosticar nossa saúde ou nossas enfermidades é justo imaginarmos que o facultativo esteja de posse de todos os conhecimentos sobre as diversas doenças e, caso tenha dúvidas, que ele próprio pague ao laboratório de análises para receber a informação do mal que possui o paciente que já lhe pagou pela consulta.
Aposto, sem poder comprovar, que muitos exames de laboratórios são exigidos sem a necessidade dos mesmos, senão, vejamos:
Por qual razão, antigamente, os médicos examinavam detalhadamente o paciente olhando-lhe a língua, tórax, barriga, auscultando pelo estetoscópio etc., será que tais exames igualariam ao do laboratório?
Acredito que não! Entretanto, a partir de tais exames físicos saia uma internação ou uma medicação. Será que, na atualidade, o médico prefere as comodidades dos aparelhos de análise evitando o contato preliminar do exame físico no paciente?
31-A maioria esmagadora dos passageiros de ônibus municipais ali está para efetuarem compras, fazerem diversos pagamentos ou, para idas e vindas do trabalho.
Por qual razão não ocorreu estudos com a finalidade das empresas em geral, repartições diversas, sejam públicas ou privadas, pagarem os coletivos para os seus próprios clientes num sistema de rodízio ao em vez de onerar mais ainda tais usuários? Já basta o tempo perdido nas filas para pagamentos diversos e espera dos coletivos nos pontos. O pagamento em referência seria irrisório, garanto que um deles só ocorreria com mais de dois anos de intervalo pelo grande número de empresas, comercio, repartições etc., em contra partida, quando nós pagamos os coletivos estamos tirando, pelo menos, o equivalente ao leite e pão diário de nossas famílias!
32-É difícil entender a razão das faculdades exigirem exames vestibulares para alunos freqüentarem as universidades.
Primeiro, porque o aluno completou o curso imediatamente anterior deixando-o para trás, o que já o colocaria diretamente no vestíbulo da universidade pelas razões óbvias.
Segundo, a universidade vai ministrar exatamente a partir do grau ultrapassado pelo aluno e não do vestibular lhe exigido, ora! Isso seria o mesmo que exigir que o cabo para ser sargento tenha que ser mais cabo e menos sargento ou, um promotor para ser juiz, ser mais promotor e menos magistrado!.
Não vale a desculpa esfarrapada de que não haveria fundos para ajudar na construção de universidades, bastaria admitir a todos os que completassem o grau imediatamente anterior, os colocando sentados até em degraus e pisos e, tão logo iniciasse o ano letivo, transcorresse uma triagem equânime e honesta que, na certa, eliminaria os incapazes e menos preparados para o curso almejado. Assim sendo feito, haveria até uma melhor escolha dos verdadeiramente capazes num universo muito maior onde se destacariam, continuando o curso desejado em igualdade de condições com os seus pares.
Até financeiramente seria melhor por causa das taxas que seriam cobradas de todos os candidatos.
33- O vale refeição deveria ser extinto, em seu lugar, a prefeitura colocaria uma cantina nos locais apropriados, depois de feitos os estudos e onde todos os trabalhadores se alimentassem gratuitamente, bastando apresentar um documento de sua firma empregadora, recebendo, o município, o valor integral do vale refeição, podendo, ainda, estabelecer contratos com restaurante e lanchonetes e similares para tal mister.
O excedente poderia ser distribuído aos desempregados pobres que também se alimentariam gratuitamente dependendo de um comprovante fornecido pela prefeitura ou do seu preposto, tal solução acabaria com o comércio ilegal de venda de vales que beneficia muito mais ao comprador do que ao vendedor (trabalhador).
34-Não compreendo por qual razão, ano após ano, os proprietários de veículos automotivos terem a difícil tarefa de procurarem os órgãos de trânsito, despachantes e agências bancárias para pagarem os impostos anuais de seus veículos. Isso seria sanado com uma simples cobrança na bomba de gasolina a cada litro de combustível adquirido, assim sendo feito, os cofres públicos teriam maior lucro em razão de todos os veículos em circulação terem que pagar os impostos, gota a gota, do combustível colocado em seus automotores, já que ninguém tem condições artezanais de fabricar, comercialmente, os combustíveis diversos.
Acabar-se-ia a "gastança" em papéis, deslocamentos de veículos, acúmulo de trabalho, despachantes, delegacias e setores de trânsito etc.
35-É complicado entender por qual razão inúmeros caminhões e até carretas têm que trafegar por avenidas e ruas de muito trânsito de outros veículos menores tendo como justificativa o descarregamento de cargas comerciais. Não seria mais fácil e até menos perigoso, além de maior fluência do trânsito, que as firmas tivessem um depósito em locais fora do perímetro urbano onde os caminhões pudessem fazer a descargas, com as firmas, paulatinamente, em veículos menores, apanhando a mercadoria para as suas lojas ou estabelecimentos?
Será que os interesses particulares de tais comerciantes é mais importante do que evitarmos os congestionamentos, acidentes com danos materiais e/ou humanos, multas etc. tudo isso em desfavor de seus próprios clientes?
36- Qual a razão da autoridade policial ser obrigada a receber menores em situações irregulares ou, débeis mentais, cujas atribuições cabem ao Juizado de Menores ou ao Serviço de Saúde?
Essa função intermediária acumula serviços de quem não pode atuar nem autuar os apresentados em detrimento do verdadeiro serviço de manutenção da ordem pública que é atribuída aos delegados e seus agentes.
37-A terra atrai os corpos pela força da gravidade, até ai, isso costuma ser bom no tocante a chuvas, ventos etc., entretanto, quando vêm sobre as nossas cabeças e propriedades os famigerados fogos de artifícios e balões, às vezes incandescentes é... Lamentável! O espaço aéreo pode estar liberado para todos dentro de certas normas, porém, o espaço do solo, em sua maior parte, tem dono!
Não é justo que um cidadão (até menor) desavisado ou desinteressado, solte os seus foguetes em direção do espaço aéreo perto dele sem atentar para o detalhe de que os restos não irão cair sobre ele e, sim, após uma parábola, em local não lhe pertencente causando danos materiais e até corporais.
Que os governantes tomem as providências necessárias para o controle desse mal não esperando que aconteça com eles para agirem, basta lembrar que o cargo que ocupam foi para nos representar em tudo e num todo.
38- É uma "enganação" a somatória de casas lotéricas medrando até em lugares que nem uma farmácia tem! Isso é exploração contra o pobre desajustado e desesperado que joga o que não pode em detrimento, às vezes, de sua subsistência, incentivado pela propaganda lançada a eles, diuturnamente, por todos os meios de comunicações, onde nunca efetuam demonstrações de quem não ganha, apenas, mostrando os ganhadores.
As acumulações de prêmios é outra vergonha, não deveria havê-las, que ganhasse o que chegasse mais perto dos números sorteados, porém, com a acumulação, sempre há uma maior propaganda e mais clientes incautos vão jogar o seu dinheiro praticamente fora.
No final do século passado, um "bicheiro" era execrado e tinha que pagar subornos para continuar o seu irregular comércio, hoje, quase não se vê mais falar em "jogo do bicho", ele mudou de nome, de roupagem e, de patrão, do novo patrão ninguém suborna ou fala mal porque ele é poderosíssimo embora seja um representante nosso.
A loteria não salva ninguém de aperturas financeiras, provando o contrário, tente brincar com um amigo jogado o conhecido "cara ou coroa" onde só existem duas opções, dificilmente um derrotará completamente o outro, ressalvando-se algum azarado ou "sortudo", ao passo que na loteria as opções são vastíssimas, mesmo para quem jogue muito dinheiro.
39- Também tenho ouvido falar de que, pela constituição, o cidadão tem direito a saúde, entretanto, por qual razão se vê tantos planos de saúde, alguns caríssimos, outros com várias exigências de idade, tipo de doenças etc. como se tais planos fossem o cliente e não o fornecedor e, nós, não tivéssemos o direito aludido.
"Sem querer por um ventilador nessa 'istória", peço que me esclareçam o fato de ter direito e ter de pagar!
Se pago, não é direito ser atendido e, sim... Obrigação! Se não pago, acabo contaminando outros com a minha doença desamparada e apenas coberta pelo papel da lei.
Porque o governo, ao em vez de só querer varrer seus imóveis e até direitos com a desculpa da privatização e da limpeza da máquina administrativa, não utiliza a mesma vassoura para escamotear de debaixo de seus capachos e rodapés às suas obrigações, uma delas, se apropriando do dever de ser o maestro dos planos de saúde? Com cada cidadão pagando a ele e não a terceiros que, às vezes, são mais exploradores do doente do que a própria doença!
Isso resultaria em mais renda para o erário e mais oferta de emprego.
40-Segurança pública é um dever do Estado e não de firmas privadas, muitas delas, despreparadas para as atribuições específicas!
Existindo tantos departamentos e secretarias públicas por qual razão um deles não passa a gerir e administrar, coercivamente, as firmas de segurança visando o bem estar dos vigias e vigiados, mesmo os últimos sendo marginais?
Para isso, usando policiais reformados ou aposentados com experiência comprovada no mister e praticando as auditorias e fiscalizações necessárias para se chegar quase a perfeição do atendimento ao público que está tão carente de segurança.
41-"Crianças das ruas" são uma chaga na sociedade, entretanto, elas nada mais são do que um ricochete das mazelas da própria sociedade, pior! Arestas imberbes e incapazes jogadas fora do meio social pelos maus governos do mundo todo, que sempre relegou a oferta de trabalho e a educação a planos inferiores. Tirar as crianças das ruas é mais difícil do que desocupá-la dos marginais, a criança é mais renitente do que o adulto, tem mais idéias embaralhadas e não catalogadas, além do fato de passarem despercebidas na multidão pelo seu tamanho e ares inocentes da juventude.
O marginal quando vai às ruas está a procura de, pelo menos, cinco coisas fundamentais:
Dinheiro, drogas, mulheres, violência e farras!
Uma criança tem os mesmos objetivos, contudo, mais amenizados:
Se quiser dinheiro, furta ou pede esmola. Dificilmente consegue drogas. Mulheres para eles raras vezes estão relacionadas a sexo. A sua violência, na maior parte das vezes, são facilmente controláveis e suas farras os levam a prostração pela pouca idade que têm.
Suas idéias não catalogadas os fazem afastar de suas casas, quando as tem, apresentam uma mistura de imagens do que não tem em oposição do que avistam na rua, não os deixando entender que também existem adultos carentes. Passam a transitar pelas ruas como se fossem locadores dos passantes adultos, mas, ao primeiro sinal de perigo, fogem correndo imiscuindo-se no meio da multidão.
Para conseguirmos retirar as crianças vadias das ruas nunca deverá ser usada a polícia ou o juizado de menores, o que é preciso é que os nossos representantes, colocados no apogeu por nós, desçam do fulcro de observação e, sem efetuarem parábolas irem diretamente até as crianças vadias e ainda irresponsáveis, por meio do oferecimento a elas do esporte, lazer, trabalho construtivo e escolas de diversos tipos de ensinamentos, para tanto, elaborando formas estatutárias regulamentares com a parceria, em pequenas porcentagens mensais, de loterias, bancos, lojas, firmas, fábricas e até voluntários:
Primeiro, seria difundido pelas ruas uma cartilha modesta, ou cópia Xérox, esclarecendo as vantagens lhes oferecidas e o futuro em incontáveis ramos da vida humana em que poderia destacar-se saindo da vadiagem, tal fato iria dar uma direção às suas idéias ainda complexas pela falta de um ponto em paralaxe que convergisse para o bom caminho.
Esse ângulo novo em junção com as linhas da esperança e do aprendizado ordeiro seria altamente benéfico, para tal, construindo praças modestas de esportes populares pelo centro e bairros e escolas humildes diferentes um pouco das tradicionais, quando poderiam ser usadas até residências de voluntários ou pessoas empenhadas em ajudar sem saberem como participar.
Tais providências ajudariam na reabilitação dos menores e, por via de conseqüência, defenderíamos todos nós, eventuais vítimas dessas mesmas crianças em um futuro não muito longínquo.
A continuar como estão e, sem horizontes, elas passarão a seguir a seqüência, culminando com a pratica dos crimes hediondos, situação essas que as levarão às penitenciárias que também costumam funcionar como faculdade do crime.
42-Nenhum munícipe tem condições de ter a própria eletricidade, estando, a maioria, pendentes do pagamento da mesma.
Por qual razão impostos como o IPTU ou o de Renda não são divididos, mensalmente, num total de 12 prestações anuais?
Tal parcelamento beneficiaria a todos evitando, dessa forma, ter o pagamento de tais impostos no final do ano em quantia acumulada.
Os impostos seriam estudados e inseridos nas contas de energia elétrica, praticamente acabando com os sonegadores.
43-Uma mazela para a sociedade são as cadeias e penitenciárias sem a devida segurança em áreas residenciais, não pelas prisões em si, mas, porque, quando ocorrem fugas imediatamente seguida de perseguições, os foragidos se munem de reféns nas proximidades dos presídios. Na antigüidade, as prisões ficavam nos subterrâneos dos palácios imperiais e, o presente, não é nada mais do que o prolongamento, aprimorado ou não, do passado.
Por qual razão não se elaboram estudos para as prisões ficarem nos subsolos ou terrenos dos diversos quartéis militares, seja das polícias ou das forças armadas, onde sempre há uma guarda reforçada que fica protegendo as unidades sem quase não ter trabalho a ser realizado a não ser ficar olhando as paredes e as áreas circunvizinhanças? Não vale a desculpa de que uma prisão iria colocar em risco a segurança, pelo simples fato de ali estarem presos e não pessoas soltas a perambularem.
Todos nós, policiais mais antigos, sabemos que o que mantém o preso no cárcere não é os armamentos nem às fortificações e, sim, o "OLHO DO GUARDIÃO!". Também não aceito a informação de que uma cadeia não pode ficar num quartel da polícia onde se encontram várias armas, porque, "soltas" nas favelas há mais armas e com mais potência do que as dos quartéis, pelo menos assim informam os noticiários. Além disso, há poucos anos, segundo fiquei sabendo, o exército confiscou todas as armas mais potentes das policias-militares, dentre elas as metralhadoras "FMZB" e "Madsem".
Como disse no início desta algaravia, tenho a intenção de ajudar (sob censura) e de propor uma TROCA:

Fico livre do que até agora escrevi e opinei, além de reclamar lamentosamente, em contrapartida:

Recebo um computador moderno com impressora e "Internet" que me será maravilhosamente útil para nele inserir mais de quinhentas poesias, vários livros e textos inéditos de minha modesta lavra, "Best-Sellers" apenas da minha leitura e de uns escassos amigos!

O pedido se justifica por ter sido um funcionário público por mais de quarenta anos, deixando as polícias (militar e civil) no excelente comportamento, todavia, talvez por isso mesmo, apenas com os parcos vencimentos mensais. Sem querer fazer trocadilho, sou um Súplice, que, segundo o dicionário, é um adjetivo que quer dizer: suplicante que se mostra pedindo!
O título "TROCA" poderá servir para um estudo por parte de quem conhecimento desta haja de pertencer, podendo ser ampliado no sentido de que pessoas comuns da população façam outros pedidos justificáveis apresentando, também, às suas sugestões.
Talvez algum dos missivistas encontre vias de soluções para os trasbordamentos de rios, limpeza das vias públicas, filas desnecessárias, feiras livres, invasões irregulares de terras e casas, miserabilidade ostensiva de pedintes às vezes com o ludibrio, e uma série inesgotável de eventos diversificados que, muitas das vezes, teriam uma solução fácil. Mercê das idéias novas apresentadas e não catalogadas ou aproveitadas por quem, podendo, possam colocá-las em funcionamento.
Peço perdão pelo meu ousado atrevimento!
Finalizando (Ufa!), devo dizer o que a maturidade me ensinou através do aprendizado pelos meandros da vida:
"Numa nação ou país só poderá existir ordem, tão decantada em nossa bandeira, quando cada autoridade constituída se encerrar nos limites que a lei prescreve sem omitir às suas obrigações! -" Trace as idéias com carinho pondo firmeza nos traços, que a retidão dos caminhos dará segurança a seus passos. -"Se o desespero lhe atordoa, confie à idéia o seu grito, que a idéia em silêncio voa, e vai gritar no infinito!" -"A alma pode ser lama, mas, nunca alma lama será!"

Coronel Fabriciano (MG), março/2003.

(aa.)Sebastião Antônio Baracho
Rua Tiradentes 73-Melo Viana.
Cel. Fabriciano-MG. Fone 0(xx)31 3846 6567.
conanbaracho@uol.com.br

O PARAISO!

Pedras de várias facetas medravam-se no areal de calor inclemente, misturadas com as co-irmãs roliças e de tamanhos variáveis, pequeninos grãos de fina areia mesclavam-se entre elas a disputar lugares para escorrerem nas reentrâncias irregulares. Pouquíssimos brotos gramíneos de hastes semi-ressecadas e folhas macérrimas tentavam a sobrevivência naquela aridez, viviam, tão somente, pela mísera umidade em suas parcas raízes filamentosas.
Carcassas de insetos misturavam-se aos pedregulhos e às plantinhas disformes e calcinadas pelo sol inclemente. Uma brisa quente contornava a todos tais e qual um cobertor térmico colocado a pedido de uma pessoa febril, o que lhes aumentam a temperatura sem jamais amenizá-la.
O horizonte parecia uma redoma inalcansável em razão das imagens fugidias em seus perímetros mesclados de garatujantes miragens, qual vapores indevassáveis ao derredor de uma grande panela fervente.
De quando em vez, um sibilar roufenho anunciava a chegada de um redemoinho de terra fina com areia a expandir circularmente em todas às direções que houvesse espaço para a sua invasão, expurgado por um vento mais agressivo que medrava na matéria ressecada em movimentos de rotação centrífuga com direção aleatória apenas controlada pelo chicote do vento que o conduzia.
Em tempos antanho, todo aquele cenário desértico e de pouca condição de vida (como a conhecemos) já fora um vergel notável e notório com água aos borbotões, pássaros, animais silvestres, insetos e até feras. A vida era uma constante fartura assimilativa dos elementos circundantes, o tempo era parceiro cooperativo com os elementos vegetais, animais e minerais, não havia predadores e o alimento de todos era vegetariano.
Com o passar do tempo, na eterna sucessão dos momentos transcorridos, o Criador de tudo aquilo notou que precisava desviar sua atenção daquele pequeno mundo para cuidar do universo infindo, partindo, então, daquele rincão.
Com seu afastamento, as intempéries, a falta de distribuição dos pólens, diminuição das vegetações sem replantio, chuvas esparsas, desvio de águas e secas, acabaram por transformar tudo numa grande área de um deserto quase sem vida.
Retornando, o Criador quedou-se a observar o cenário antagônico ao deixado. Não precisava pesquisar soluções por ser o Tudo em Todos! Num relance, decidiu que acabaria com aquela desolação e deixaria um ser humano para tomar conta em seus eventuais afastamentos pelas galáxias e, este Ser, seria à sua imagem, contudo, com as deficiências do planeta, dessa forma, reuniu num redemoinho tudo ao derredor e lhe deu a forma de um homem ao qual chamou de Adão.
Adão foi criado com a miscelânea dos seguintes elementos:
Pedras de várias facetas, pequeninos grãos de areia, brotos gramíneos de hastes e folhas ressecadas com raízes macérrimas, carcaças de animais e insetos e brisa quente, horizontes de imagens fugidias e garatujantes miragens com vapores quentes, redemoinho de terra e areia com direções variáveis ao sabor do vento.
Após a delivrance do primeiro ser humano, o Criador transformou a circunvizinhança em um vergel rico em flora e fauna silvestre, deixando tudo sob o comando daquele Ser ainda imaturo, para alimentar-se havia inúmeras frutas e verdejantes folhagens apropriadas, deu-lhe o comando de tudo e apenas lhe proibiu o usufruto de uma das árvores à qual chamou da "Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal". O tempo não contava e a morte não existia tudo era felicidade e fartura plena, o que passou a entediar Adão que pedia ao Senhor uma companheira, a exemplo dos animais daquele paraíso que contavam com inúmeras companheiras.
Sendo justo, o Senhor atendeu ao pedido e, da costela de Adão, fez Eva como sua companheira. O resto do evento é por demais conhecido, culminando com a traição de Eva aceita por Adão, assassínio de Cain, dilúvio, Sodoma e Gomorra, Êxodo, crucificação de Cristo, destruição de Jerusalém, Átila, Hitler, e outras hecatombes absurdas transformando o homem em seu pior predador, logo o homem que fora feito a imagem do seu Criador!
Se, ao fazer o universo, Deus achou-o bom, agora deve estar na espreita à espera do momento em que deverá justiçá-lo com a destruição, quiçá pelo fogo imemorial e saneador. Só não o fez ainda porque, de quando em vez, aparece no meio do povo um espírito puro portador da imagem e também de uma faceta do Altíssimo, tais como: Ghandi, Teresa de Calcutá, Irmã Dulce, meu Pai e tantos outros que, pesados na balança, carregam com eles a culpa de milhares dos seus irmãos, retardando, dessa forma, a justiça final.
O homem tem tentado escalar a imensidão estrelar das galáxias sem, antes, resolver os seus problemas mais simples, como o desemprego, distribuição de rendas, sociabilidade irmanada, respeito mútuo, segurança e muitos outros. Ocupa só a terça parte de um planeta e pouco sabe das duas partes restantes imersas nos oceanos, ou seja, não saiu ainda da cozinha e já quer fazer vênias e recepção na sala!
Pior! Não conhece a si mesmo e já quer conhecer a galáxia e os extraterrestres!
Quando Adão foi criado, Deus não quis fazê-lo uma obra-prima, apenas queria humanizar uma parte do universo com a presença marcante do ente criado para dominar a fauna e a flora mesmo, porque, tempos antes, fora afrontado por uma revolta de Anjos que Ele projetou no abismo, assim, uma nova raça humana teria ali início e seria imortal e feliz desde que obedecesse a determinação de não tocar na árvore da vida.
Não tendo a intenção de aperfeiçoar o homem, deixou este encargo ao próprio Ser criado dos restolhos amealhados da terra infértil.
Não foi obedecido! E, a isso, juntou-se a tentação de um dos decaídos em forma de serpente. O castigo foi terrível! De imediato, todos perderam a imortalidade e teriam que tirar o sustento do próprio suor além de castigar as mulheres com sofridas délivrance, ás vezes mortais.
A humanidade que procedeu de Adão, em sua maioria esmagadora, carrega o estigma do mal. As suas entranhas e neurônios estão ressecados tal e qual a deficiência das matérias amealhadas na fabricação de Adão corre em suas veias as areias argilosas, pedras, ramos secos, torvelinho de brisa quente, folhas ressecadas, carcaças de insetos e outros materiais desérticos, seria isto uma falha do Criador?
Nunca!... A falha fora o resultado da desobediência consciente do primeiro casal e de um dos rebentos dele (Caim).
Quando Adão recebeu a vida, também recebeu num sopro um espírito imortal e livre do mal em quaisquer de suas manifestações. Só, que, tal benesse, deveria ficar homiziada nele e completamente algemada à obediência e alheia das atitudes do portador que passou a ser seu hospedeiro sem saber a quem estava dando guarida. E, só saberia no instante exato em que viesse a desobedecer, ocasião em que seu espírito tomaria as rédeas na direção do corpo, porém, ficou descompassado com a vontade divina pela inflação cometida logo seguida do assassinato de seu filho efetuado pelo irmão mais velho, recebendo, dessa forma, O ESTIGMA DA MORTALIDADE E O BANIMENTO CONSEQÜENTE DO PARAÍSO.

(aa.)S.A.Baracho- l988.
conanbaracho@uol.com.br
Fone: 0(XX)31 3846 6567
Cel.Fabriciano/MG.

A PRISÃO!

Grade de ferro fundido,
Enorme cadeado lacrado,
Sol... Sempre escondido
Só aparecendo quadrado!

Estrados estirados no chão,
Grossas paredes encardidas,
Camas com miserável colchão
Sobre imundície estendidas.

Quadrilátero de sofrimento
Perímetro de vil fedentina,
Cárcere do estrangulamento
Com rotas almas na latrina.

Alimentação deficiente
Em vasilhame amassado
Banquete de indigente
Num repasto estagnado.

No canto, um sanitário
Com porta devassável,
Ao invés de utilitário
Suja o pobre miserável!

É neste hostil ambiente
Aonde ódio vem primeiro
Que lobo vira serpente
E, nunca, será cordeiro!

Para haver regeneração
Restaurando os detentos
É necessário... Afeição
E, nunca... Sofrimentos!

(aa.) S/A/BARACHO, (16/03/98)
conanbaracho@uol.com.br
Coronel Fabriciano/MG.
FONE: 0(xx03l 3846 6567

D A N I E L!

Uma confraria transcorria solenemente no terceiro Céu sob a direção de Maria de Nazaré. Todos os santos e anjos estavam reunidos aos milhões ao redor da maestrina imaculada.
A regente era ouvida e entendida de imediato, mercê da onipresença, onisciência, telecinésia e da telepatia a todos distribuídas eqüitativamente pelo grande Arquiteto do Universo.
Ao fundo, na amplidão do local, ouvia-se uma música celestial com graduação diversificada e aceitávelmente agradável à cada ouvinte em sua individualidade.
Uma brisa amena e perfumada espalhava o seu olor a cada um dos presentes com perfumes variáveis à sensibilidade de cada um.
Só Maria falava e todos a escutavam com veneração.
Abrindo os seus braços em forma de doação de graças e em direção ao solo de gramado refulgente, Maria iniciou a sua manifestação com as seguintes palavras:
Hoje, no nosso planeta de origem e também de testes, é comemorado o Dia de Todos os Santos que redunda numa homenagem aos seguidores do Deus amado que se destacaram dentre os demais pelas suas atitudes humanitárias de bondade plena e até de martírio em prol dos irmãos.
Precisamos além de lhes aparecer em sonhos e até visivelmente em ocasiões propícias, dar-lhes como recompensa algo em retribuição a tal homenagem.
Coloco em votação telepática a sugestão de cada um para o fim desejado por nós e pela cúpula da Santíssima Trindade à qual pertenço e represento a todos os viventes e espirituais.
Alguns segundos de silêncio transcorreram, ao final dos quais, cinco opiniões foram escolhidas.
Hei-las, não havendo, necessariamente, predomínio entre elas:
-Igualdade social, financeira e intelectual para todos;
-Irmandade entre todas as religiões existentes;
-Harmonia entre a natureza e todos os seres humanos;
-Longevidade estendida a cada ser humano para a média de um mil anos,
-Visita constante de anjos e arcanjos para monitoramento e ajuda a todos.
Acabada a eleição, Maria se despediu indo se juntar a seu Pai e Filho para deliberarem sobre o escrutínio e darem uma decisão final.
Em poucos momentos decidiram, desconhecendo os quatro primeiros itens pela razão plausível de que a sua aplicação faria com que os Céus se aproximassem da Terra, o que seria o reverso da medalha: A Terra é que teria que se aproximar por seus próprios meios em virtude de ser um planeta teste.
Restou, portanto, o último item, mas, seguindo a mesma linha de raciocínio, não seria mandando Anjos e Arcanjos porque a criação humana não iria sentir-se testada e, consequentemente, melhorar de nível:
No passado, um dos membros do sacrossanto triunvirato fora a terra e acabou sendo crucificado!
Em pouco tempo, Maria achou a solução, primeiro, disse ao seu filho que o Brasil era o país que mais parecia com o Éden pelas amenidades das estações e a humildade da maioria de seu povo, em seguida, lembrou a todos o nome Isaac que na terra morava em tendas e tivera até relacionamentos com uma escrava, recordando, também, o rei David que também tivera alguns deslizes, inclusive com Betsabá, esposa de um seu soldado, mas, ambos, foram antecessores do Messias.
Após esses preâmbulos, Maria chamou de entre os Anjos Patriarcas, Isaac e pediu-lhe para trazer um seu xará de existência mais recente no Céu e de comportamento ilibado, o que foi feito na pessoa de Isaac G.Baracho antigo carpinteiro e caminhoneiro, sendo ele escolhido para ser o predecessor do presente a ser dado aos terráqueos como retribuição da homenagem ao dia de Todos os Santos.
Em razão disso, no Hospital Siderúrgica de Cel. Fabriciano, naquele dia, nasceu um lindo garotinho que, por inspiração da Santíssima Trindade, recebeu o nome de DANIEL BARACHO LOPES.

Baracho, avô "coruja"-out/98)

DESNIVELAMENTO

Em escaninhos doirados,
Prateleiras carcomidas
De "dossiês" estagnados.
Pragmática vida falida

Gotejar dos anos vividos
Nas amuradas do destino,
Fazendo nichos sofridos,
Lacerando todo o tino!

A fina flor murcha e cai
Na etária faixa da vida:
O homem também se esvai
Nos percalços da subida!

Ao subir a rampa da sorte
Os arrimos são pisoteados,
Mas, vem o selo da morte
E todos são... Igualados!

O ser na imensidão estelar
É uma vã gota d'água fosca
E o seu nefasto massacrar
É qual um ciscar de mosca!

S/A/Baracho, l6/03/98)

D E U S A!
* PARA A MINHA NETA SABRINA *

Luz em teu olhar
Ternura sem igual
Angelical sorriso
Na face a dançar,
Dulcíssimo arsenal
Que a paz faz reinar.

Madeixa ondulante
Pelos ombros a bailar,
Filigranas de esperança
Encortinando o teu mirar,
A todos e tudo alcança
No passar dum instante.

Manequim esfuziante
Sombreado de jasmim,
Passarela de diamante
Doce união na jusante.
Som do meigo flautim
Sol límpido do levante.

Espírito mimoseando alma,
Corpo dosando intensidade,
Amor, serenidade e calma.
No jardim és flor e palma,
Fé ratificada pela verdade:
Deusa de toda a divindade!

Baracho, avô "coruja".

ESTRELA DO CÉU
(ORAÇÃO MILAGROSA)

Estrela do céu, casta e pura, criada pelo Senhor, extinguistes a morte que originou o nosso primeiro pai.
Virgem pura e sagrada que vedes brilhando no céu da América, símbolo sagrado que por vários séculos nos haveis livrado da peste e da guerra, atendei agora aos filhos da Terra de Santa Cruz e impede que o influxo de malignos astros pese sobre os seus filhos, rogai por nós Santa Mãe do Eterno porque o vosso filho nada vos nega.
E vós, Senhor! Cujo nome é todo glorioso, cuja glória narram os astros, cuja grandeza é os vossos céus, houve as preces de vossa Mãe Santíssima, rogai por nós Santa mãe de Deus para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Óh Deus de Misericórdia! Óh Deus de piedade! Óh Deus de perdão! Compadecei-vos de vosso povo e dissestes ao Anjo Exterminador que empunhava á sua coruscante espada que o feria:
Suspendei a vossa mão! Por amor daquela Estrela, de cujos divinos peitos receberam o precioso leite, milagroso contraveneno de nossos pecados, conceda-nos o auxílio da vossa divina graça para que todos nós sejamos livres e misericordiosamente preservados de todo o perigo, inesperada morte e condenação eterna, por vos:
Meu Jesus Cristo! que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém.

LAMENTOS

Lamentai Estadunidense!
Chore o teu sangue
Gota a a gota...
Pingente!
Em árida alma.

Murchai a tua vida,
Secai as entranhas,
Lento...
Lentamente!
Em teu âmago bélico!

Lamentai Americanos!
Vendai os teus olhos,
Míopes:
Vazados...
Em órbitas lacradas!

Murchai o teu orgulho
Emudecendo-te a voz
Gaga, e...
Rouca:
No silêncio da tumba!

Lamentai Estadunidense!
O abandono de Deus,
Passo a passo,
Pungente:
Caindo no vácuo!

Chorai! Órfão,
Às migalhas,
Fatia a fatia...
Do festim do Céu.

Lamentai Americanos
A chacina vil,
Petardos bombásticos...
Sobre meninos!

Chorai desgraçados!
O parir das bombas,
Impactos,
Hecatombes...
Contra os idosos!

Lamentai! Estadunidenses:
O fio da espada,
Gélido,
Penetrante...
No ventre das mulheres!

Chorai infelizes!
Povo ainda sem Deus,
Trêmulos,
Hesitantes...
Agora... Ímpios ateus!

Lamentos e lágrimas
Purificando a alma:
Devagar...
Seguidamente!
Para um puro lapidar!

Recolhei às tuas armas
Abriga-te no ocidente,
Orando / rezando...
Redimindo!
Prá boa ação consciente!

Sanai os teus irmãos!
Expurgando os maus:
Um a um...
Quase a todos!
Purificando os injustos!

Assim, óh Americano do norte! Nação por Deus privilegiada! Voltarás... Para sempre! Ao seio de Emanuel, às tuas fronteiras se alastrarão à frente e... Circundante! Absorvendo a todos nós sem condenares ou executares a ninguém!

Troque às armas e munições
Por alimentos, liberdade e flores,
Abraços e apertos de mãos,
E a homília do Redentor de todos!

De um povo opressor e dominante
Transfigurarás em pura bonança:
Cooperação/salmos e louvores!
Frutos da:
Pacífica... Convivência!
S.A.BARACHO.

PARCERIA... PARTICIPATIVA!

Nas ladeiras de Diamantina, ladeadas de casarões imemoriais, nos idos de 1 945, um garoto subia em direção de um dos bares do centro comercial, com a intenção apenas de ouvir, pelo rádio, as partidas de futebol em que o Atlético disputava. Para ter acesso á escuta do jogo tinha que comprar um refrigerante, o qual era economizado até ao final da partida para não ser retirado da cadeira e mesa próxima ao rádio do comerciante.
Naquela época, o que mais se ouvia falar era a "guerra na Itália" e os resultados dos jogos de futebol. O seu time preferido era denominado "GALO FORTE E VINGADOR!", o garoto optava sempre por ignorar os combates da segunda guerra mundial em favor dos combates no estádio do Horto, na capital do Estado.
Hoje, o garoto cresceu, passou pela juventude e está idoso, não velho! Tem sofrido com o seu "Galo" que já não é o mais forte, todavia, é o que mais ama e mais deve monetariamente, inclusive aos atletas profissionais de sua equipe.
Um trabalhador, qualquer que seja ele ou a profissão que exerça, não tem condições físicas ou psicológicas de vencer em campo as vicissitudes extras da falta na sua subsistência ou na dos seus dependentes.
O maior problema existente para a direção do Atlético é o pagamento de suas dívidas e de suas obrigações trabalhistas, não será vendendo seu patrimônio que o problema será sanado, pelo contrário, isso o levaria a bancarrota!
Como sou atleticano e era a criança supra referida, nesta oportunidade, resolvi dar minha humilde opinião que entendo ser uma "solucionáutica" como diz o nosso amigo Dario "Peito de Aço".
Não sou economista, advogado, administrador de empresas, matemático etc., todavia, sou muito mais do que isso:
SOU ATLÉTICANO desde criança!
A SOLUÇÃO, NO MEU MODESTO ENTENDER, É A SEGUINTE:
Entrar em contato com as dirigentes da Caixa Econômica e Bancos a fim de informarem-se a respeito do sistema de CAPITALIZAÇÃO, por eles administrado, que resulta em prêmios vultosos aos associados que pagam quantias irrisórias mensalmente.
Contatar o serviço de identificação da polícia civil para apreenderem a respeito de expedição de carteiras de identidade.
Manter entendimentos com a Telemar, Cemig ou, os Correios, visando um aprendizado sobre comunicações urgentes e sem desvios entre o clube e seus torcedores.
Organizar uma diretoria de notáveis na verdadeira acepção do vocábulo, e de moral ilibada, para ser elaborado o seguinte:
Cadastrar todos os telefones, "E-mail" e número de contas bancárias de todos os Atleticanos de Minas Gerais ou de outros estados da federação e até do exterior, para tanto, utilizando todos os meios de comunicações possíveis com a finalidade de que, cada um, mantenha contato, dando seu nome, endereço, telefone e outras informações que se fizerem necessário.
Após essas preliminares, ou de permeio a elas, divulgar um sistema de capitalização em que cada atleticano possa pagar, mensalmente, via "carnet", boleto bancário ou "pré-ordem" bancária e até por telefone ou " E-mail", uma quantia aproximada de dez reais mensais, com prazo previsto para devolução, contudo, parcial, em razão da finalidade primordial ser salvar o nosso clube do coração dos endividamentos que se apresentam como o seu maior rival.
Garanto aos senhores que milhares e milhares de Atleticanos não se incomodariam de ajudar o clube nesse momento de premente necessidade, principalmente, se forem estimulados para tal mister, isso seria mais vantajoso do que qualquer patrocínio que se possa idealizar em razão dos parceiros não estar interessado em lucros e, sim, nas vitórias do glorioso Atlético Mineiro.
Tão logo haja o pagamento da primeira mensalidade, o torcedor receberia uma identidade condizente à sua participação, com o seu retrato e número de sua identidade civil, e poderia ostentá-la feliz por ser um dos parceiros do seu time favorito.
A modalidade aqui proposta poderia levar o nome de CAPITALIZAÇÃO ATLÉTICO MINEIRO ou, simplesmente, "CAM"! Cópia do consagrado emblema do atlético mineiro.
O patrimônio do Atlético não é composto somente dos seus bens materiais e dos jogadores, ele é imenso! Em razão de todo atleticano fazer parte do mesmo no anonimato, quando um barco está entrando água todos se apressam para ajudar no estanque, mas, mesmo assim, é preciso que alguém oriente aos demais e é exatamente isso que está faltando para o "Galo" sair da apertura financeira.
Feito o planejamento distribuindo agências nas cidades de maiores densidades populacionais e, principalmente, elaborando o cadastro geral de todos os que se interessar em ajudar, o dinheiro começará a entrar nos cofres igual água na represa vazia: aos borbotões!
Não deverão ocorrer falcatruas porque haverá a identidade e a cópia do instrumento da remessa mensal.
Quitada às dívidas, a coordenação iniciará a construção de um campo de treinamento que poderá suplantar o d, o rival, chamado de "Toca da raposa", que receberia o nome de "Crista do Galo" e/ou "Esporão do Galo".
Quem tiver cooperado se associando, poderá ter uma porcentagem de desconto no ingresso a partir de determinado tempo de contribuição, e os do interior, teriam uma parceria eqüitativa no patrimônio de treinamento (Crista do Galo).
Para facilitar, a identidade deverá ser enviada a cada parceiro, ficando a cargo do mesmo colar a sua fotografia, conferir o registro geral e pedir a Delegacia de Polícia mais próxima para apor um seu carimbo, para isso, a coordenação já teria, antes, entrado em comunicação com a Secretaria de Segurança Pública para a difusão a respeito em suas unidades policiais.
O prazo da capitalização poderia ser de seis anos renováveis desde que fossem ouvidas às partes interessadas. Um artigo deixaria claro que, no caso de não ter condição da devolução, parcial, ou não, o parceiro passaria a ter determinado número de cotas do campo de treinamento do seu clube.
Como disse no início dessas algaravias, não tenho nenhum diploma universitário, todavia, também não tenho mais lágrimas para derramar em razão do insucesso quase que constante do meu "Galo", ontem fomos eliminados pelo Goiás em casa, a cada dia perco um amigo cruzeirense que tenta desmoralizar o Atlético. Não mudarei de clube por que o atleticano verdadeiro "veste a camisa " e ela se transforma em uma sua segunda pele, contudo, irremovível!
Se o que foi opinado parecer inverossímil, lembrem-se de que as dificuldades nunca serão maiores do que a nossa capacidade de combatê-las, vencê-las totalmente? Já é outra..." istória " !

Um grande abraço sob o manto do nosso estandarte alvinegro.
Coronel Fabriciano (MG.).
20 de abril de2 001.

(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br
Fone 0(XX)31 3846 6567.
Rua Tiradentes, 73-Melo Viana-Coronel Fabriciano (MG).
CEP. 35 l70-l79.
Ps. RECEBI O MEU PRESENTE DE FIM DE ANO! O GALO ESTÁ, NOVAMENTE, NA PRIMEIRA DIVISÃO! NO ENTANTO... NÃO ATENDEU (ATENDERAM) A MINHA OPINIÃO, SUPRA REFERENCIADA! A NÃO SER A COOPERAÇÃO MENSAL JUNTO À CEMIG E, EU, ESTAREI... PRESENTE!
Em 28/12/06
BARACHO.

REQUIEN PARA HANNAS

A sombra da noite é o contraste da luz do dia, as trevas se fazem necessárias para contrabalançar a claridade esfuziante, de quando em vez, uma se mescla à outra para medir o seu valor inalcansável entre elas na totalidade de seus aparecimentos, por serem antagônicas por excelência, bastando a presença total de uma para que a outra diminua sua figuração.
LUZ E TREVAS são como o BEM E O MAL, cada um tem vida própria exclusiva e corruptível quando misturadas sem tangencial umas às outras, apenas é permissionado um pequeno resvalamento entre ambas com pequenas trocas de valores em benefício das mesmas, resultando disso a penumbra e claridade foscas, bem como, os menos bons e os menores males (ou maus). Entretanto, a colisão total nunca acontecerá mercê da intervenção do Arquiteto do Universo que usa a força tangencial de desvio para evitá-la.
Há mais de quatro décadas, Manhuaçu (cidade encravada na zona da mata no leste mineiro), recebeu um filho adotivo vindo da cidade de Rezende Costa de nome JORGE HANNAS. Pouco tempo depois, O Dr. Jorge conquistou a cidade utilizando a sua medicina como evangelho, onde atendia a todos até nas casas onde havia doentes seus. Muitas das vezes, locomovia-se em seu veículo para receitar um simples "melhoral" a um doente, conforme ocorreu comigo por volta de l969, ocasião em que ele gastou muito mais de seu tempo, combustível, veículo etc. apenas para cumprir o seu mister.
Quando cheguei a Manhuaçu, em princípio de l 966, O Dr. Jorge Hannas já era muito conhecido e adorado por todos, principalmente seus pacientes, aos quais distribuía amostras grátis, atendia sem pagamentos e com uma solicitude paternal de entrega plena. Nunca tomei conhecimento de nenhuma rispidez a fluir de seus lábios ou gestos.
Seus constantes serviços prestados na comunidade acabaram por levá-lo a política e a câmara dos deputados, onde também continuou a exercer os misteres com a mesma luz que usava na medicina. Se antes era um diamante bruto, durante sua vida, as jaças foram sendo eliminadas por sua entrega a todos e por sofrimentos alhures, tendo sido operado do coração e esteve em coma há pouco tempo por acidente automobilístico na mesma rodovia que o levou de nós. Sua bondade, honestidade e prestabilidade o transformaram em um diamante lapidado de fulgor imenso e valor incalculável.
Com parcos salários, foi médico do 11º batalhão da Polícia Militar onde atendia centenas de policiais com os seus familiares, sem reclames e exigências de continências, mas... Usando a continência para o atendimento diuturno a todos!
Foi obstetra de quatro filhos meus (dois casais), que viram a luz pela primeira vez em focos duplos, um, emanado pela presença radiosa do Dr. Jorge e, o outro, natural (ou artificial) do ambiente aos quais chegavam pelas mãos santas daquele facultativo.
Em 24 de setembro fluente, por volta do meio-dia, O Dr. Jorge Hannas trafegava com um seu amigo ( motorista Idelvir P. Santos) pela BR. 040 em direção de Ritápolis, quando o destino lhe jogou na frente uma carreta carregada de bobinas de aço que arrastou o seu automóvel por cerca de trinta metros, ocasionando fagulhas e um rápido incêndio que carbonizou Dr, Jorge e o seu motorista, matando-os instantaneamente!
Automóvel e carreta, motoristas e passageiros, rodovia e Ritápolis, fagulha/gasolina e incêndio, metade do dia/ tarde, pressa ou não, médico ou deputado: todos são instrumentos do Criador! Contudo... Com a colisão ocorrida, mercê do livre arbítrio dado ao homem (bastaria um deles ter parado no acostamento, alguns quilômetros antes para que não ocorresse à fatalidade). Deus teve que utilizar a tangencial de desvio nos levando o Dr. Jorge e seu amigo diretamente para seu reino celestial sem passar por nenhum julgamento, dado aos créditos acumulados entre nós, há muitas décadas, pelo meu querido amigo Dr. Jorge Hannas.
Fico esperando que, quando me sentir doente, tenha à cabeceira o espírito (alma) do Dr. Jorge Hannas a dar a sua luz a quem estiver me atendendo no momento crucial, nem que seja apenas para me receitar um mero comprimido de "melhoral".
Hannas não será jamais esquecido e, tenho certeza, onde ele estiver, a nossa imagem estará com ele até a consumação de tudo.
O bom Deus ainda nos deixou o irmão dele (Dr. Michel) e sua família que deve ser da mesma qualidade exemplada Dele.

Coronel Fabriciano/MG. 25/09/ 1 998.
S/A/Baracho.Fone: 0(xx)31 3846 6567
conanbaracho@uol.com.br

SABRINA !

A brisa tornou-se mais amena,
O tórrido sol menos "caliente",
O riacho ficou mudo / silente,
A névoa serrana ficou serena,
A doce lágrima fluiu do pranto!

O árido mineral de Itabira
Na canaleta escorreu morno,
Aço puro, rígido e constante,
Abrandou-se ao som da lira,
Que, sonora, ao seu contorno
Musicava-o a todo instante.

Montanha, planície e ravina
Compõe o belo Melo Viana,
Sua gente alegre extrovertida
Precisava ter uma menina
Princesa da ogiva palaciana
Em lânguido castelo vertida.

Em noventa e três... Dia de "Reis"!
A Mãe do Deus, em uma piscadela,
Avisou a todos os anjos pela retina:
Uma beleza reunida de uma só vez!
Era o nascimento da flor mais bela
Pura, meiga... Nossa doce: SABRINA!

(Avô corujão: S/A/Baracho)
conanbaracho@uol.com.br

PREFÁCIO do VIÉS DO ESPELHO!

Olhando de frente para um meu espelho em meu quarto, me sinto um "dominador dos recantos", vislumbrados de viés, na superfície refletora e colocado detrás e aos meus lados direito e esquerdo, à cada movimento que faço, as imagens permanecem estáticas e só sofrem modificações em suas arestas quando são comprimidas pelas margens da moldura do espelho, ora, desaparecendo da minha visão, ora, ficando maiores ou menores, todavia, sempre sujeitas aos ângulos da minha visão e da superfície refletora do espelho.
Num desses movimentos de observações do que se situava em minha retaguarda e ao meu lado, tive alguns pensamentos me parecendo utópicos ou visionários, dentre eles, os seguintes:
"Tudo o que me era permitido observar através do espelho, fora, segundos antes, por mim ultrapassados e pouca atenção eu dera a eles". Os reflexos eram lineares e não ocorria dimensão ou alto relevo, pelo menos nas imagens vistas. Quanto mais eu me aproximava da superfície refletora, maior me pareciam os reflexos, contudo, não podiam me acompanhar em tal deslocamento, quando eu me afastava às imagens diminuíam, todavia, a origem delas não se aproximava das minhas costas em recuo, pelo menos no tocante à observação, via espelho.
Tais pensamentos insistiam em permanecer comigo como se tentassem me informar de alguma coisa.
Fechei os olhos!...
Todo o "quadro" se desvaneceu como que num passe de mágica, todavia...
Algo insistia em permanecer no vácuo das imagens, dantes observadas através do espelho, era quase palpável sem, no entanto, tomar nenhuma forma definida, era como se eu estivesse no fundo de um poço a observar luzes fora do meu alcance ou, no espaço sideral, me desviando de meteoros, me sentia perdido no meio de uma multidão de desinteressados.
Desinteressados... Era isso!
Abri os olhos!...
As imagens estavam todas lá, refletidas pelo mesmo espelho, todavia, pressenti que, mesmo vendo-as todos os dias, nunca me interessei realmente por elas de forma a conhecê-las em todos os seus meandros, passei a catalogá-las mentalmente:
"Uma cortina a esvoaçar sob uma aragem vinda da janela aberta, uma parede com retratos e fotos, até então comuns para mim que os via todos os dias, uma cama com travesseiro e ededron amarelo, um guarda-roupas grande com portas vedando o seu interior, uma cômoda e criados-mudos fechados e... muitos outros objetos!" embora tudo fosse meu, nunca conseguiria dizer de "cor e salteado" todos os variados e vastos objetos que o espelho só me mostrava, linearmente, às fachadas deles.
Naquele exato instante, descobri o quanto somos dependentes e incapazes, pois, se no meu quarto não conseguia enumerar os meus pertences, muito embora um espelho os refletisse em parte para mim, o que dizer de toda a minha casa, a "minha" rua, "minha" cidade, Estado, enfim! Tudo o que avistara durante os meus sessenta e tantos anos vividos.
Essa deficiência poderia ter sido abreviada em uma grande parte se eu e, comigo, inúmeros seres humanos, não fossemos tão desinteressados do que não nos gerem lucros, dividendos, fama, poder, e não nos venha, no momento da observação, nos prejudicar.
O nosso desinteresse nos leva a pouco nos importarmos com os infortúnios dos outros, desde que não sejam nossos parentes e os raros amigos, com isso, compreendi que tinha que fazer alguma coisa e, como sou pobre, não tenho poderes e nem platéias, RESOLVI passar às minhas experiências e idéias para algumas passarelas de papéis com a finalidade de tirar, ou tentar tirar, às vendas de mitos olhares platônicos que vêm tudo sem nada fazerem, apenas vendo sem sentir!
Numa de minhas miradas ao espelho, entendi que, para não cairmos nas armadilhas e seduções das "coisas ruins" temos que observá-las, examiná-las, conhecê-las e, só então, descartá-las em esquiva para um dos lados deixando-as se perderem no "lado negro" e sem reflexo dos espelhos venais da vida.
A SEGUIR, APRESENTO ALGUNS TEXTOS DE MINHA MODESTA AUTORIA e versando sobre diversos temas e situações humanas e até desumanas que, colocados frente a frente com um outro espelho, poderá abrir os olhos de alguém com a capacidade e a condição de fazer alguma coisa para acabar com a cegueira sem reflexo de quem poderia fazer muita coisa pelo nosso irmão de jornada nesta estrada da vida.

O autor
(por não ter quem por ele fizesse esta abertura).
Coronel Fabriciano (MG) abril 2004.

Sebastião A. BARACHO
Fone: 0(xx)31 3846 6567.
conanbaracho@uol.com.br

A... CONTRAPROVA!

A nossa sabedoria é tão grande quanto o conhecimento e a maturidade em nós inserida desde quando passamos a caminhar iluminados pela idade da razão pura e assimilada no dia-a-dia da nossa jornada pela vida.
Quando imaginamos saber tudo somos surpreendidos por eventos por nós desconhecidos e amplamente possuídos por pessoas de tacanha e quase nenhuma sapiência em relação à nossa.
Os filósofos da Antigüidade, cujos ensinamentos ainda são soberanos em nossos dias, diziam, mais ou menos, o seguinte:
"... Meus amigos! Sei que nada sei! \\\...Meus amigos! Tudo saber é, na verdade... nada saber!"
*
Certo dia, eu me encontrava numa sala onde um advogado, mais avançado na idade do que os seus colegas presentes, estava dando uma espécie de aula para os mais novatos , dizendo-lhes:
"Eu sei tudo o que vocês sabem e muito mais ainda!"
Ao ver-me, disse:
"Estão vendo esse nosso amigo, ele não é advogado e só tem o segundo grau pelo sistema supletivo, para ele, eu sou um verdadeiro professor e saberei responder qualquer questão que ele me apresentar!"
Um pouco ofendido, apesar da amizade que eu devotava a ele, resolvi aceitar a proposição e pedi que ele me respondesse apenas duas questões, tendo sido aceitas, perguntei-lhe:
-O que é Escudete do fuste? E como é chamada a cria da besta?
Após muito pensar ajudado pelo silêncio dos presentes que, na certa, também não saberiam responder, o causídico passou a tentar engabelar-me dizendo que escudete era um título espanhol e que a cria da besta era muar ou jegue.
O silêncio continuava ao ponto de ouvir-se uma mosca voar e, ao final, o "professor" desistiu e perguntou-me a resposta.
Fiz-me um pouco de rogado para, em seguida, responder:
-Escudete do fuste é à base de apoio da baioneta no fuzil, e besta é estéril, portanto, não tem nenhuma cria.
Tenho a convicção de que o referido advogado, desde aquele momento, não conseguirá mais contar às suas bazófias sem lembrar-se de mim e olhar para os lados à minha procura ou de um outro que possa desdizer-lhe em presença de sua "platéia".
*
O nosso folclore, por sua miscigenação, é, talvez, o mais amplo do planeta, embora, nos últimos anos ele venha sendo corroído pela modernidade que tem ojeriza em assimilar às coisas simples e expontâneas.
Veremos, a seguir, alguns exemplos disso com casos até hilariantes:
Um rico passeava em um seu automóvel caríssimo e de último tipo por uma estrada de terra campestre e vicinal, ao passar por um homem a cavalo parou e lhe perguntou:
-Quando é que você vai chegar à próxima cidade?
O caipira respondeu-lhe:
-Doutor, o meu cavalo é bom e lá chegarei em uma hora !
Dando partida ao veículo o rico condutor gritou:
-O meu carro tem vários cavalos e chegarei em poucos minutos, não mais do que dez ! E partiu acelerando o seu automóvel.
Alguns metros à frente o caipira viu o automóvel capotado num plano inferior dentro de um ribeirão com o motorista do lado de fora com a roupa toda suja de lama.
Lá de cima, na estrada, o caipira gritou para ele:
"Aí doutor! Tá dando água aos seus cavalos... né? vou chegar primeiro!"
*
De outra feita, um débil mental se aproximou de um motorista, cujo automóvel tinha perdido todos os parafusos de uma das rodas, e estava desesperado em razão de não haver outros parafusos e nem oficina ali por perto. Com a chegada do doente mental, pediu que ele fosse procurar uma oficina naquele ermo que ele pagaria pelo favor, todavia, foi surpreendido pela resposta:
"Basta o senhor tirar um parafuso de cada uma das outras rodas, deixando três nelas e, com os três retirados, o senhor coloca na roda que está solta e poderá ir dirigindo até uma oficina lá na frente!"
O motorista ficou surpreendido, porém, seguiu o conselho, ao final, perguntou:
-Ué! Você me pareceu um doido? Recebendo, de pronto, a resposta:
-Doido eu sou, porém... Não sou burro!
*
Em uma cidade, uma carreta que transportava um trator ficou presa sob um viaduto, apesar dos esforços não conseguiram desengatá-la.
O motorista foi aconselhado a desmontar o trator para ultrapassar o viaduto, entretanto, um bêbedo que dormitava ao lado, gritou:
"É só você esvaziar parcialmente os pneus da carreta e, totalmente, os do trator, passar pelo viaduto, depois, tornar a colocar ar nos pneus e seguir viagem!" *
*
Antigamente, para se conseguir um telefone era necessário esperar até alguns anos, o meu não saía de forma alguma, sempre que cobrava da companhia telefônica pediam-me o C.P. F e diziam-me para esperar mais um pouco. Por volta de dezoito meses de espera encheram-me ás medidas e, telefonando de um telefone público, consegui alcançar um chefe na capital do Estado, dizendo-lhe:
-Meu amigo! Eu sou a autoridade nesta cidade e não tenho telefone, estou esperando quase dois anos, tenho vários em minha delegacia, contudo, preciso de um na minha residência!
O meu interlocutor desmanchou-se em delicadezas para, ao final, pedir desculpas, anotou o meu endereço e, no dia seguinte, o telefone foi instalado em minha casa.
Na verdade não menti para ele, embora não seja autoridade sou agente dela, apenas, ele não entendeu quando eu disse a autoridade e tomou-me por um delegado exasperado.
*
Sou o filho mais velho de uma família de dez irmãos, quando eu era rapazinho, a minha mãe fez uma feijoada numa grande panela e guardou-a numa despensa até o horário do almoço (não tínhamos geladeira em casa).
Chegando à hora referida, estávamos todos na cozinha quando minha mãe chegou com a panela de feijoada pela metade, alguém, às escondidas, tinha comido a outra metade! Feita a inquirição, ninguém confessou a autoria, meu pai pegou uma vara de marmelo e deu a sentença:
-Só pode ter sido você! Apontando para mim.
Quando já me preparava para a surra, meu irmão, imediatamente mais novo do que eu, apoiou-se na mesa e, amarelecendo, vomitou no chão da cozinha toda a feijoada que tinha surrupiado às escondidas.

#

Naquele dia, aprendi que a contraprova é tão ou mais importante do que o libelo.
Com a violência e a hediondez dos crimes praticados, às vezes, sem a mínima provocação ou motivo aparente, é comum a maioria esmagadora das pessoas estatelada em suas poltronas assistindo pela televisão o diuturno noticiário narrativo de tais crimes, fazerem comentários, tais como:
"Todo criminoso deveria morrer!"
"Lugar de bandido é na cadeia e lá ficando até a morte!"
"Eles deveriam ser linchados sem julgamentos etc."
Ledo engano! O próprio Deus aconselha a não punir o pecador e, sim, o pecado! O pecador deve ser regenerado infiltrando nele o bem desinteressado de qualquer retorno a quem o distribuir.
É muito perigoso julgarmos alguém ou algum fato sem termos em mãos todos os detalhes circunstanciais, em razão da injustiça, nesse caso, poder vir a alcançar um justo ou inocente. Para se julgar alguém o magistrado tem que estar de posse de toda a convicção à respeito do evento e dar completa defesa ao réu e, mesmo assim, de vez em quando, acontecem erros judicias lamentáveis, principalmente, quando a prova maior é testemunhal, por que, pelo que se ouve , "a testemunha é a prostituta das provas ! "
*
Certa ocasião ouvi de um magistrado a informação de que ele era obrigado a condenar um réu, mesmo sabendo-o inocente, se todas as provas levantadas e apresentadas no processo estivessem contra ele.
Imediatamente redargüi:
Eu não condenaria, de jeito nenhum, a um inocente mesmo que houvesse uma carreta enorme de provas contra ele! O magistrado, então, me perguntou:
- E o que você faria tendo nos autos provas contundentes e a falha sendo do advogado de defesa do réu?
Respondi-lhe:
-Excelência! Dentro do meu gabinete, queimaria as provas todas e deixava vir a corregedoria me investigar, com a própria apuração dela eu daria um jeito de inserir minhas provas da inocência do réu e, nós, sendo igualmente réus, ao final, seríamos inocentados pela corregedoria e pelo próprio processo que teria sua autoria modificada, assim procedendo, não teria praticado nenhuma injustiça, pelo contrário, estaria fazendo justiça!
É lamentável ver-se, hoje em dia, a acusação fazendo contas das condenações conseguidas, muitas delas sem ter sido alcançado o âmago do evento delituoso, portanto, podendo, ou não, ter condenado alguém inocente.
Para mim, é melhor "dez criminosos soltos do que apenas um inocente preso!".
*
De umas décadas para cá, o local do crime passou a ser um mero local de encontro de cadáver pouco examinado por quem tenha a obrigação de fazê-lo, isso é um erro grave! Em razão de o correto ser partir do local do crime para o criminoso e não ao contrário: procurar o criminoso relacionando-o, depois, com o local do delito.
Certo dia, dois amigos brigaram em frente a um barzinho ao ponto de um deles ameaçar ao outro de morte e sair dizendo que ia apanhar um revólver. O outro foi aconselhado pelos presentes a tomar um rumo oposto ao do seu desafeto e, assim o fez, todavia, uns dois quarteirões adiante se encontraram e o que fizera a ameaça de morte acabou por pedir desculpas e o retorno da amizade anterior. Aceitas as desculpas, que foram de ambas as partes, o que fora ameaçado perguntou:
-Você vai descer em direção do banco?
Com a resposta afirmativa, pediu ao outro para trocar um cheque para ele de uma quantia relativamente vultosa, aceita a incumbência, o que fizera a ameaça dirigiu-se avenida abaixo em direção do banco, enquanto o outro seguiu para sua residência, porém, poucos metros à frente, foi cercado por um perigoso ladrão e, reagindo verbalmente, foi esfaqueado até a morte sem nenhuma testemunha ocular.
Poucos momentos depois a polícia foi chamada, levaram o corpo e foram ao bar seguindo informações de passantes de que a vítima tinha ali brigado com um seu "amigo".
No bar, os policiais receberam todas as informações sobre o fato e saíram na captura do que fizera a ameaça quando da discussão, acabando por prendê-lo ainda na fila do banco, ali visto por uma das pessoas que estivera no barzinho.
Na delegacia, após as buscas, localizaram o cheque da vítima que não fora descontado em razão da fila bancária, como é comum, estar enorme.
O conduzido não conseguiu provar a sua inocência e foi condenado a vinte e cinco anos de prisão, só sendo solto anos depois quando o verdadeiro assassino, no leito de morte, relatou o episódio confessando a autoria.
Se houvesse pena de morte o nosso amigo teria sido condenado duas vezes e, em ambas... Inocente!
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A CONTRAPROVA É A ALMA OU O ESPÍRITO DA ESSÊNCIA DO CONTENCIOSO!

Ela não é, e nunca será, o meio-termo do litígio, pela simples razão da mesma ser o verso e, ao mesmo tempo, o anverso da coisa sujeita a julgamento, qualquer que seja ela.
A contraprova serve para inocentar, porém, também serve para condenar, a sua função principal é ser contra os argumentos expostos:
Se não houver o contencioso também não haverá a presença da contraprova.
Tanto a defesa quanto a acusação, nas mais variadas diversificações e circunstâncias, presente o contraditório ou contencioso, utilizam a contraprova no afã do desequilíbrio dos fatos a seu favor. Ela navega na turbulência dos eventos pendendo, ora, para um lado, ora, para o outro, todavia, sempre soberana em seus resultados, desde que sejam bem aquilatados em sua essência esclarecedora dos fatos, os comprovando peremptoriamente!
A contraprova é mais do que a prova técnica em razão dela não ser elaborada ou especificada pelas mãos, às vezes falhas, dos homens, peritos ou não!
Sua resplandecência é fruto do extrato fiel desentranhado dos fatos e das partes contestes e divergentes, surgindo qual um foco esclarecedor absoluto de que a verdade não tem duplicidade heterogênea nem sósia ou irmã gêmea.
Por não ter vida própria nem inteligência ou movimento, a contraprova fica pairando entre os problemas à espera que uma das partes a coloque em movimento para o descortinar dos fatos, ocasião em que, dependendo do fulcro que a manipule, esvoaça sobre as perícias, testemunhas e os acontecimentos em contestação vigente, tão logo se lhe apresente as contradições, omissões , lacunas, e as divergências, ela vai esmerilando-os e separando-os até o apogeu da verdade pura, isso se a pessoa que a colocar em movimento tiver a percepção cabível a localizar o ponto e o momento exato de sua utilização correta, o que modificará, se for o caso, todo o andamento do acontecimento em litígio.
Ela nunca dará ganho de causa em duplicidade, para ela os fatos só apresentarão um resultado, não importando a quem for beneficiar ou prejudicar, isso, em razão de sua imparcialidade absoluta e ser o extrato puríssimo da verdade insofismável, doa a quem doer!
Nos sistemas ditatoriais e arbitrários, a contraprova é prisioneira silente, ficando nos nichos e escaninhos mesclada às mentiras e injustiças, justamente pela discriminação do contraditório que é jogado nas lixeiras, depósitos da insanidade e da brutalidade dos assim governantes. Todavia, mesmo relegada a ínfimo plano, ela ficará latente à espera do ressurgimento pleno da democracia quando, então, o seu esplendor virá cegar todas as inverdades e injustiças lhe jogadas em cima quando estava reclusa e não podia intervir nos eventos delituosos ou, não.
Em qualquer situação da nossa vida, a contraprova tem assegurada a sua presença à espera de uma convocação para discernir as situações em confronto; até num simples almoçar ela está presente quando algum dos comensais reclama que a salada está salgada e lhe é provado que o tempero usado era vinagre e limão com pouquíssimo sal.
*
Duas pessoas brigaram e uma delas alegou que se vingaria; dias depois, a que fez a ameaça se aproximou sorrateiramente da outra com uma faca e fez um gesto como se fosse esfaquear o desafeto, que saiu correndo.
Um pouco mais tarde, novamente se encontraram e o ameaçador se aproximou celeremente do outro com um embrulho de jornal em forma cônica numa das mãos e em riste, o outro, sem condições de correr, caiu ao chão e morreu instantaneamente.
Com a chegada da polícia verificou-se que não havia nenhuma arma dentro do jornal e que a vítima falecera por ter tido um fulminante ataque cardíaco pelo medo que se apossara dele.
Se não fosse a contraprova ter caracterizado o fato como crime impossível por completa insuficiência de meios, o sobrevivente poderia ter sido condenado pela morte do seu contendor, principalmente, se ele fugisse sem ter sido verificado que não havia nenhuma arma no interior do jornal ou, consigo.
*
Uma mulher casada de moral enxovalhada, menos para o marido que não suspeitava dela, e era chamado, às escondidas, de "corno manso", teve relações sexuais com um amante e, em seguida, com o esposo. Resultando disso o nascimento de uma criança, numa época em que ainda não havia os atuais exames de "DNA", o marido, desconfiado em razão da criança não ter os seus traços, desfez o casamento e retornou para a casa de seus pais, todavia, sua esposa entrou na justiça pedindo pensão para a criança e parte dos salários dele para sua subsistência.
Na fase judicial, ela perdeu todos os direitos em razão do advogado do varão ter pedido exames no seu cliente e ficou patente que ele era estéril desde o seu nascimento, portanto, não podia ter filhos!
Mais uma vez a contraprova veio em socorro da verdade nivelando as coisas para o lado certo e justo, além de provar o adultério feminino.
*
Se você é inocente e está sendo-lhe imputado qualquer deslize ou delito, com gravidade (ou não), pare, pense, peça ajuda, observe tudo, rememore todos os eventos, porque, ao seu derredor e dos fatos, a contraprova está circulando, às vezes segue em longitudinal para, mais á frente, juntar às suas pontas e fechar o cerco envolvendo o inocente que é você e a imputação que lhe jogaram às costas, se ela for ativada corretamente, provará a sua inocência sem nenhuma sombra de duvida, fato parecido ocorreu comigo nos idos de 1 969, da seguinte forma:
Fui acusado de ter furtado um fuzil e o vendido. O comprador daquela arma foi preso e os policiais, após investigações precárias e errôneas, chegaram à minha pessoa, completamente inocente.
De nada me adiantou ter dito que estava numa cidade muito distante do local da venda da arma, porque a repartição que poderia confirmar a minha informação, por um erro, dissera que eu estava no local e momento da venda da arma.
Por ser um policial, fui sem escolta para a capital do Estado onde um capitão me colocou de castigo sentado numa cadeira por horas, num daqueles momentos, pedi a ele para ir até a uma repartição próxima, sendo atendido, tão logo lá cheguei, apareceu um soldado que, anteriormente, trabalhara sob o meu comando na cidade da venda da arma, ao ser perguntado por mim se sabia algo à respeito dos fatos, limitou-se a dizer:
-Eu vendi uma espingarda com cano de fuzil!
Naquele momento não prestei a devida atenção em sua resposta.
Pouco tempo depois, escoltado pelo capitão e dois policiais, fui levado até uma cidade do Vale do Aço para ser acareado com o comprador da arma, feita a acareação, não fui reconhecido, contudo, o capitão não acreditou alegando que o "civil" estava com medo de mim e que eu era mesmo o ladrão e seria expulso. No desespero, lembrei-me de que um açougueiro daquela região me conhecia e pedi que ele fosse ouvido, isso feito, ele alegou que quem vendera a arma era da cidade do Serro e tinha o apelido de "Pena".
Naquele momento, tudo foi esclarecido, já que, tal cognome referido pelo açougueiro era o apelido do soldado que me dissera ter vendido a espingarda com cano de fuzil. Localizado, ele confessou a autoria dizendo a mim que não o fizera antes por saber que eu era inocente e que me sairia bem da injusta imputação.
O que ocorreu foi à contraprova sendo por mim alcançada quando esvoaçava primeiro, na capital do Estado onde, no meio de milhares e milhares de pessoas, ela convergiu os seus laços unindo o verdadeiro autor do delito a mim, e, segundo, no Vale do Aço, colocando, frente a frente, o açougueiro comigo, dando início a sua resplandecência para a verdade pura e irretorquível.

A CONTRAPROVA É A LUZ QUE DESVENDA A OBSCURIDADE DOS LITÍGIOS.

Com suas intervenções pelos caminhos do contraditório, ela consegue extrair o supra-sumo da realidade dos fatos, emergindo, incontestável e indiscutivelmente, impondo a todos a sua verdade amealhada do entremeio do contencioso.

Coronel Fabriciano. MG. 15/04/2 000.
(aa.) Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br
Telefone 0(xx)3l 3846 6567.

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A UNIÃO FAZ A FORÇA!
(07\02\2002)

"A união faz a força" e o acúmulo faz a sobra, que... Deveria ser dividida!
De nada vale um revólver ter várias peças se lhe faltar o cano ou a munição, a menos que a ele se destine a função do martelo.
A força da união tem que ter a origem e o destino em uma linha longitudinal de ação dirigida ao fim que se almeje.
A união da força precisa ter a razão, o planejamento e a via de acesso desimpedida, para que a sua expansão não se perca pelas "vicinais" ou fique emperrada em seus meandros.
Uma pedra de regular tamanho, em movimento, pode ferir gravemente a uma pessoa, entretanto, a mesma pedra, incrustada ao rés-do-chão, só causará a alguém um tropeção com um conseqüente "calo de sangue" / o que diferenciou o resultado foi o desenvolver da união dos átomos da pedra ativados pelo movimento levando o conjunto união-força até ao alvo proposto, ou não.
O crime, qualquer que seja ele, atrai o aventureiro de má formação na família, na escola e... Na vida!
Corrompe os necessitados das benesses dos governantes, a maioria preocupados com o ajuntamento de bens materiais em prejuízo da distribuição aos mais carentes, quando a fazem, às "peneiras" da distribuição deixa escapar grande parte do montante caindo numa "bacia" que recolhem em favor dos seus apadrinhados:
Furtam ou facilitam a apropriação indébita do que estavam doando e, pior! Dão maus exemplos que são assimilados pelos que não são donos das "peneiras" e nem têm mister nelas, ficando de fora do banquete distributiva pela diminuição da "diminuta esmola" que já chega a eles defasada: MAIS ALGUNS CRIMINOSOS NA PRAÇA!
O desemprego faz os patrões acumularem ao restante de seus trabalhadores os afazeres antes atribuídos aos "dispensados": Uns, se transformam em revoltados assalariados, outros, em criminosos pela necessidade de sobrevivência, dentre estes últimos, os menores! Antes, com regular fartura, agora, com irregular necessidade sem compreenderem a razão da contenção até dos alimentos.
O Estado assiste a tudo e deita a falar ao público, sempre jogando a culpa nos que não o apoiam e fazendo dos microfones a sua gravata de solução numa bravata de promessas. Das câmaras televisivas fazem o seu espelho refletor das suas promessas a curto prazo com a prática a longo prazo, pelo menos até acabar o seu mandato e se candidatar ao próximo.
Períodos após período às leis foram sendo modificadas, quase sempre tornando sem efeito às anteriores, contudo, com a maioria delas, a partir das primeiras, não sendo cumpridas na íntegra por culpa dos próprios legisladores, do executivo e, de entremeio, do judiciário, às vezes com julgamentos inconseqüentes ou "orquestrados".
Alguns dos nossos governantes sempre colocaram em primeiro plano o mercado e o dinheiro, nessa escala, o social ficou no rastejo pelo chão das iniciativas tal e qual os cantadores das sobras esvoaçantes da "peneira". Isso está provado pelo fato dos seus ministros ou secretários da fazenda e os ligados ao Banco Central terem cargos disputadíssimos marginalizando os ligados à Saúde, Educação, Segurança Pública, enfim! Cargos relacionados ao social e à grande massa dos necessitados e discriminados dos impostos e outras fontes monetárias por não lhes servir de "afluentes"
Tudo isso resultou no seguinte:
A falta de escolas e incentivos ao estudo normal ou técnico, gerando o analfabetismo, inclusive moral e social.
Falta de valorização à saúde: Em doentes às "mãos cheias" com hospitais e postos de saúde com "mãos vazias" de atendimentos, vacinas e de remédios.
Falta de trabalho regularmente remunerado: Em vadiagem pelas ruas, até de honestos ex-trabalhadores, e a fome para a sua família. Quase sempre quando um é desempregado carrega para o mesmo "fundo do poço" todos os seus dependentes.
Segurança pública deficiente: Uma incompetência dolosa! Todos nós estamos incluídos nesse dolo gravíssimo!
Falar sem dizer é como "preparar sorvetes num fogareiro aceso". Falar, até os animais e aves o consegue, todavia, dizer ! Tem que ter algum conteúdo aproveitável, ou não.
Mesmo correndo o risco de me fazer passar por jactancioso ou repetitivo, vou dizer, nessa passarela de papel, o que penso (sob censura) a respeito da segurança do público em geral, inclusive dos bandidos enquanto seres humanos recuperáveis.
Seguirei, na medida do possível, uma ordem cronológica de concatenação dos fatos, trata-se do seguinte:
No passado, tivemos várias revoluções e levantes no Brasil, no entanto, com poucas mortes e barbarismo, com todas as partes em litígio atuando com braveza e bravura. A polícia esteve sempre presente no combate aos opositores dos ditames da lei vigente na época, fazendo diligências, na maioria das vezes em lombos de burros e sentados desconfortavelmente em seus fuzis (só oficiais subtenentes e... Bandidos, "podiam" usar e portar revólveres).
Os soldados e cabos eram cognominados de "casaca parda", "meganha", "cachorro do governo", "macaco amarrado pela cintura", porém, eram respeitados e... Faziam-se respeitar! Havia diligências permanentes em vilas e lugarejos, às vezes, apenas com um cabo e um soldado, contudo, a lei era respeitada! Com o policiamento, em caso de necessidade, ter que usar o "tronco" para amarrar ou conter os eventuais presos até o dia seguinte quando, de "jardineira", eram levados para a cidade mais próxima (não existiam algemas distribuídas como aprestos policiais).
Não havia nenhuma divisão de polícia preventiva e repressiva, os policiais executavam às duas funções naturalmente.
O policiamento em cidades maiores era feito aos pares chamados de "Cosme e Damião", ao ocorrer uma prisão, a dupla levava o conduzido até a próxima dupla, essa, recebia o preso e o levava até a seguinte e, assim, sucessivamente, até a cadeia ou delegacia, dessa forma, os locais de fiscalização de cada dupla sempre estava sob a sua vigilância.
As ocorrências escritas só eram feitas após o trabalho, exceção feita aos casos de flagrante delito em que o condutor tinha que ir a delegacia e, lá, fazia a ocorrência escrita e prestava depoimentos como condutor do conduzido.
A maioria dos embriagados, loucos e vadios, eram mandados embora e, se não obedeciam, eram conduzidos ou levados até a casa deles pelo mesmo sistema acima referido ou, pelo menos, eram afastados dos locais sob policiamento, com isso, não havia superlotação desnecessária das prisões pelo praticante de pequenas badernas.
Apesar da rivalidade, havia bom relacionamento entre as polícias civil e militar em cooperação mútua, o que atrapalhava um pouco a convivência pacifica era o fato do "militar" ter que seguir uma disciplina férrea enquanto o policial civil tinha uma maior liberdade disciplinar por trajar-se civilmente perdendo-se no meio da multidão.
Os crimes continuavam a acontecer com a polícia só podendo agir repressivamente depois de sua consumação, pela ordem natural das coisas e da lei.
Depois da Segunda guerra mundial, a nossa sociedade passou a reclamar, contraditar, desobedecer a leis e regulamentos sem razões plausíveis, a classe média tentava "boiar nas águas das mordomias" empurrando para o fundo os mais necessitados para não serem confundidos com eles.
A classe mais rica, com a tentativa da classe média de chegarem até eles, se agrupou qual uma "espuma sobre a nata" onde se arregimentaram e se resguardaram dos mais pobres que eles tentarem serem seus iguais.
Os miseráveis e quase famintos receberam o peso das duas classes mais favorecidas e, não tendo como saírem do fundo, formaram grupos como os "Hippys" e outros, querendo, dessa maneira, ser diferentes e não "rascunhos dos letrados e endinheirados" da "tona".
Com isso, apareceram às quadrilhas organizadas e especializadas nos vários ramos criminais.
E a Polícia?
Com os seus parcos salários e entrando no novo mundo capitalista e de cartas marcadas e definidas, ficou abaixo da classe média, como está até hoje, com a diferença de que, além dessa posição e condição, tinha que representar os governantes, o Estado e a própria sociedade em um todo, além de ter que manter a ordem pública acima e abaixo da classe a que estavam e, estão, estagnados.
Foram criados modernos meios de seleção para a convocação dos policiais, as academias de polícia se modernizaram, a metodologia tentava imitar a do "primeiro mundo" para atuar em num país "decapitado" nas suas ações onde muitos mandavam fingindo que eram obedecidos!
Os policiais troncudos e de bigodes, cumpridores de ordens sem contestá-las, foram sendo afastados à favor dos "homens de ouro" assim catalogados pelos chefes, todavia, a maioria com corações corruptos, violentos e, às vezes, apenas interessados nas benesses recebidas de seus superiores e, até...dos bandidos!
As academias foram atualizadas com equipamentos e materiais modernos sempre lhes entregue com pompa, festividade e discursos eleitoreiros. Entretanto, na maioria das vezes, os ensinamentos não acompanham o que a estrutura permitia, insistindo num retrógrado ensino para os tempos modernos como se fossem obrigados a seguirem ás normas do tempo do "lombo de burro forrado por fuzil" para serem executados com rádio portáteis, veículos modernos, aprestos especiais, ou seja:
A cada turma formada para enfrentar às "ruas" e aos bandidos, saiam, com honrosas exceções, tal e qual uma "massa de cimento cobrindo a lama".
O mundo capitalizado passou a sufocar o social cerceando os seus mais comezinhos direitos, contudo, exigindo duros deveres e... Juros!
As quadrilhas, de diversas modalidades e periculosidade, passaram do roubo ao tráfico de drogas e ao seqüestro, tiveram as suas academias nas "ruas" onde recebiam as provas ou sabatinas antes das aulas, portanto, aprenderam a agir num "batismo de fogo" diário, com muitos caindo nas malhas da polícia e da justiça, todavia, servindo de exemplo aos que escapavam das aulas para a prática dos próximos crimes.
Antigamente, a simples presença da polícia, fardada ou não, afastava os marginais. Hoje? Eles invadem quartéis, cadeias, hospitais, delegacias e penitenciárias para resgatarem os seus membros, o que comprova, pelo menos, duas coisas:
Não mais temem a polícia, portanto, o Estado, e estão muito mais unidos no crime não aceitando os seus nas mãos da polícia.
Do seqüestro, roubos e tráficos em desfavor dos ricos, passaram a praticar tais crimes contra a classe média e até aos sofredores do salário mínimo nas saídas dos bancos.
Agora? Estão perseguindo os políticos e magistrados e... Os matando!
O crime organizado está reduzindo às diferenças de classes as colocando sob às suas ameaças e ações como se quisessem ser a elite neste país, com a segurança pública deficiente, não por causa dos seus heróis abnegados e, sim, pelo descaso de quem tem tudo para reorganizá-la e nada faz por causa dos famigerados "pequenos, médios e longos prazos !".
O longo prazo é o acúmulo do médio e do pequeno, enquanto o médio prazo é a reunião de pequenos prazos, portanto, para se chegar ao longo é necessário praticarmos o pequeno prazo em várias frentes.
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AGORA, VOU "DIZER" O QUE PENSO QUE SE PODE FAZER PARA, PELO MENOS, TENTAR DEBELAR ESSA ONDA DE CRIMES HEDIONDOS:

1 - Resumir a maioria das leis, códigos e outros ditames legais, eliminando os artigos desnecessários, isso é difícil? Claro que não! bastaria cumprirmos na íntegra o decálogo dado a Moisés, que até o trânsito estaria sujeito às normas dele.
2 - Eliminar da nova lei os artigos obsoletos ou desnecessários, como adultério, calunia, difamação, resistência, desacato e muitos outros, sem deixar de prever punição para quem os desobedecer, simplesmente, os agrupando em crimes ou contravenções contra à pessoa etc.
3 - Determinar que às policias civil e militar ensinem aos seus elementos, até quase a exaustão, todos os artigos compilados, para que os policiais saíam à caça dos criminosos sabendo de "cor e salteado" às leis que estão sendo desafiadas e desobedecidas pelos criminosos, terminado, assim, com ocorrências lavradas em desacordo com a lei, o que tem dado motivo a advogados livrarem os seus clientes da prisão.
4 - UNIFICAR ÀS DUAS POLÍCIAS em um só comando e denominação e, portanto, em uma só direção conjunta contra o crime.
Do modo atual, uma previne e prende, a outra, fazendo quase a mesma coisa, investiga! E, a Justiça... Começa tudo de novo no tocante a investigação e imputação dos delitos.
Isso é dar oportunidade e valor imerecido aos criminosos, perda de tempo e gastos excessivos onerando os cofres públicos.
5 - Lá na frente, na linha de visada ou de mira, está o crime sendo praticado individualmente ou pelas quadrilhas, cá, no meio da sociedade, inclusive dos bandidos, está a segurança pública fazendo mira para conter o crime, de entremeio, como se fosse um monte de gatilhos numa engrenagem de comandos e até de desmandos, estão às diversas divisões complexas, eis algumas:
Recrutas, soldados, carcereiros, escrivães, detetives, cabos, sargentos, a maioria se subdividindo em até cinco classes, peritos, subtenentes, tenentes, capitães, majores, delegados, legistas,... Cansei!
Afinal, todos esses "gatilhos" têm uma função, todavia, uns mandando nos de "baixo", digladiando-se com os iguais e querendo estar acima.
Lá... Na frente! O "crime" dá risadas e escolhe o caminho de fuga ou de despistamento entre tais "gatilhos" que, na verdade, não se entendem e até alguns são corrompidos.
Se a missão de todos é combater o crime, para que tantos e tantos subcomandos?
Bastaria em cada unidade ter um chefe e um substituto imediato, os demais teriam um só cargo ou graduação com um substituindo normalmente ao outro com base no tempo de serviço ou méritos adquiridos, ou, ainda, a critério do comandante ou chefe, tal não ocorrendo observamos casos esdrúxulos, tais como:
"... Uai! moço! Eu não posso prender àquele ladrão, sou é sargento da cavalaria!
"... Prender àquele assassino? não posso! o meu serviço é no cartório da delegacia elaborando inquéritos."
"... Isso é missão do delegado de furtos! Eu sou de tóxicos!"
E muitos outros absurdos, um deles, é apresentar dois criminosos presos em flagrante delito, um ser solto e o outro autuado, tendo, ambos, cometido o mesmo crime, onde, quem assim o deliberou atua como juiz ou, mandar bater atuando como carrasco.
6 - Além de combater o crime fazer o mesmo com os "esquadrões da morte", essa chaga que, ao em vez de acabar com os criminosos, os exterminam sem julgamentos e coloca os sobreviventes cada vez mais sanguinários que, para não cair nas mãos desses irregulares esquadrões, matam às suas vítimas em represália ou para evitar denúncias e não testemunharem contra eles.
7 - As rádios patrulhas, ao em vez de ficarem "queimando" gasolina pelas ruas à qualquer acionamento da central, deveriam ter um posto fixo ou aleatório de estacionamento provisório com os seus componentes percorrendo às ruas e quarteirões à pé tal e qual os "Cosmes e Damiões " de antanho, porém, com aprestos e equipamentos modernos numa polícia de "procura, prevenção e repressão", ficando às viaturas só para deslocamentos urgentes e de extrema necessidade; como agora ocorre, a cada passagem da viatura os criminosos vão tomando conta do percurso ultrapassado por ela e a sua guarnição.
8 - Modificar as missões das Corregedorias e Polícia Reservada (P/2 ou PM/2) que, atualmente, apuram ou investigam faltas dos policiais, isso, a própria sociedade ou vítima denuncia! Passando tais "serviços" a escrutinarem denúncias de crimes, elaboração de fichários de criminosos, entabularem conversações com os "alcagüetes". Enfim, congregar-se com os demais colegas policiais nas elucidações de crimes diversos, sem serem temidos pelos companheiros ao serem investigados, com isso, não haverá quebra da disciplina, pois, além da sociedade "vigiar" melhor o mau policial, a própria polícia reagrupado irá, pouco a pouco, saneando do seu meio os maus policiais.
9 - Acabar com as penitenciárias! Verdadeiras faculdades do crime e arena de revoltas, em razão do acúmulo de presos perigosos e com comandamento sobre os demais... E os criminosos! Vão para onde?
Construir cadeias pequenas, de acordo com a população carcerária calculada, ao redor, anexo ou próximo dos quartéis (inclusive das forças armadas), delegacias ou postos policiais fixos. O controle dos reclusos seria feito pela unidade policial da área e a vigilância a cargo de uma equipe preparada para tal função que, previamente, teria catalogada em fichários os eventuais "revoltosos".
Aos presos seria dada assistência médica e dentária através do médico da unidade policial mais próxima (convênios etc.).
As visitas seriam sempre individuais ou familiares (não vejo razão dela ser coletiva como vem sendo, ao visitante bastará ver o parente ou amigo e não a "colônia" de presos no total).
Caso o recluso não tenha ou não possa pagar advogado o da unidade policial mais perto, em caráter de emergência, o atenderá.
A lei proíbe maus tratos até aos pássaros, inclusive aos bandidos!.
As unidades policiais das imediações, ou o próprio Estado, faria convênios com as indústrias e às firmas em geral para que os presos pudessem trabalhar recebendo um salário/pagamento condigno e, nunca! Diminuição de pena, que deverá ser cumprida na íntegra em razão do condenado não poder diminuir a perda que ocasionou às suas vítimas que, também trabalham, só que, do lado de fora das prisões.
A guarnição das pequenas e médias cadeias ficaria a cargo dos comandantes da área de sua localização, melhor ocorrendo com as polícias unificadas.
10 - Pagar aos policiais um salário ou soldo condizente com o seu perigoso trabalho de imprevisível contato com os perversos criminosos, hoje, presentes em cada esquina "armados até os dentes!"
A eliminação de várias funções das "duas" polícias e a extinção das penitenciárias compensará os cofres públicos além da ajuda através de várias guias de recolhimentos e de taxas diversas, tais como:
Multas de trânsito (no total ou em parcelas), de expedientes afins, festividades e muitas outras que poderão ser recicladas.
No caso de desacordo com a diminuição dos cargos, os "insurretos" deverão ser colocados em disponibilidade e/ou aposentados (reformados), a critério do governador.
Os méritos que o policial conseguir no desempenho extraordinário de combate ao crime lhe dará direito a uma breve licença remunerada ou melhoria de função e, nunca! De aumento de vencimentos, que será igual para todos dentro de suas poucas divisões ou graduações.
11 - Acabar, totalmente, ou o máximo possível, com o desvio de funções e atribuições específicas, eis alguma delas:
Condução e apreensão de menores em situação irregular, que deverá ser efetuada por iniciativa e consumação do Ministério Público e dos juizados de menores.
Condução e recolhimento de débeis mentais, mais ligados à secretaria da saúde e seus agentes.
Serviços burocráticos à exceção de colheita de dados, Tel. 190, arquivos ou fichários referentes aos crimes e criminosos, ou seja:
O policial só deveria ser utilizado no serviço interno em misteres que tenha por finalidade combater o crime ou, os que necessitarem de sigilo e controle absolutamente reservado.
Vigilância de autoridades e outros próceres eminentes, pela simples razão da polícia só agir normalmente depois do crime ser praticado ou iniciado e, com tantos criminosos em potencial num crescendo assustador, agrupando às suas hostes do mal, os que estão atuando como "guarda-costas" defensivos de ocasionais eventos criminosos estão antecipando um delito provável em prejuízo do combate a um crime real e iminente.
Policiamento em clubes em geral, inclusive de futebol, que têm a sua "segurança própria" é desnecessário a polícia ficar nas proximidades vigiando e protegendo o "provável na mesma medida do improvável" em prejuízo de outras áreas de periculosidade criminal vigente e ostensiva.
Se há cobrança aos freqüentadores para assistirem ou participarem dos eventos, o beneficiado com o recolhimento financeiro que dê a segurança aos seus filiados ou freqüentadores, deixando a polícia cuidar da prisão dos bandidos "fervilhando em outros campos".
Com, ou sem, a polícia unificada, não vejo a razão de tantas delegacias especializadas para apurar crimes cada vez mais unificados em quadrilhas e bandos, se as academias de polícia atingissem o seu fim, todos os policiais formados nelas teriam por obrigação desempenharem todas às atribuições contra o crime que viesse até eles ou, por eles, fosse procurado e investigado.
A divisão de delegacias me parece mais um "cabide de funções para apadrinhados", não vejo por qual razão uma vítima que reclame de lesões corporais na delegacia de furtos tenha que se deslocar até a delegacia de crimes contra a pessoa. Se todos os policiais, em todas as delegacias, tivessem o mesmo ensinamento policial e as mesmas funções, isso não ocorreria. O melhor seria ter uma delegacia em cada bairro e várias na região central, com os intervalos de quarteirões compatíveis com o movimento de cada uma, todavia, todas elas recebendo as reclamações de todos os que procurem socorro policial e... Executando o seu mister sem separações titulares e nem sempre funcionais.
Também me pergunto qual é a razão de um policial, graduado ou não, deslocar-se de um extremo a outro do estado, recebendo diárias dos cofres públicos, havendo em quase todas as delegacias os meios de comunicações mais modernos possíveis-num simples E-mail, telefonema, fax ou mesmo a Internet poder-se-ia pedir ao colega da região destinatária para cumprir o solicitado, ele faria o serviço e... Pronto! Economia de tempo, pessoais e diárias.
12 - A violência não nos leva a nada e é irmã da perversidade.
Vencer a violência com as armas dela não é vitória, é mirar-se num espelho em apropriação indébita ou roubo!
Atuar com violência contra os bandidos é o mesmo que reprisar o ataque às vítimas, às quais, os marginais, após serem agredidos vão descontar os sofrimentos recebidos:
Seria a policia agindo como "esquadrão de suplício", aos bandidos se vence pelas provas inconteste arrecadadas contra eles e, principalmente, pela inteligência dedutiva!
Se a violência sempre vencesse, ainda hoje seríamos governados pelos descendentes de Átila, Hitler, Osama Bin Laden, "um presidente do norte" e muitos outros "animais" em pele de gente.
Tudo o que disse nestas minhas algaravias não chega nem a quinze por cento do que seria preciso fazer para, pelo menos, diminuir os crimes que a cada dia aumentam apesar das estatísticas, ás vezes, não o confirmar.
O mais difícil para as corrigendas necessárias e prementes é a VONTADE POLÍTICA de praticar novidades (acostumados que estão por culpa de todos nós que os elegemos para nos defender, e não cobrarmos deles as promessas feitas, nos limitando a ficarmos murados e com portões de ferro na tentativa vã de nos defendermos contra ladrões que assaltam bancos, penitenciárias, quartéis e delegacias).
OS OITENTA E CINCO POR CENTO RESTANTES NECESSÁRIOS A PAZ ENTRE OS HOMENS E MULHERES SÓ SERÁ POSSÍVEL COMPLETAR COM AS SEGUINTES (SOB CENSURA) PRÁTICAS:
> Divisão de rendas e de direitos; prática consciente dos deveres.
> Restauração da melhor faculdade humana: a da...família! (sic)
> Fé em Deus e nos semelhantes, quaisquer que seja à doutrina, desde que seja a do amor, com o direito de cada um acabando no limite do direito do outro, também unificado,
> Trabalho, mesmo não tendo "emprego" e com lazer moderado.
> Justiça distribuída a todos e só sendo cega para a injustiça.
> Governantes que queiram para eles o que desejam para nós.
> Término de todo tipo de discriminação.
> Descentralizar às metrópoles em favor do meio rural de onde vêm os nossos alimentos.
> Desarmar a população, todavia, protegendo-a dos criminosos.
> Votar nas pessoas certas para os cargos de governo e de decisões finais.
> Corrigir os erros em "curtos prazos" e, só chegando ao "longo prazo" com o acúmulo da nossa ação no dia-a-dia acabando, dessa forma, com o prazo longo para nos livramos do crime organizado que já bate ou arromba os nossos portões de ferro, PARA ELES DE... ISOPOR!

(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
Fevereiro/ 2 002.
conanbaracho@uol.com.br
Fone 0(31)3846 6567.

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CARTAS CARTORIAIS!

Uma das profissões mais antigas que se tem conhecimento é a do escrivão, na época dos hebreus, tais profissionais eram conhecidos e respeitados como escribas ou doutores das leis.
A primeira profissão oficial exercida em terras brasileiras, pelos nossos então colonizadores, foi a de escrivão, função essa exercida por Pero Vaz de Caminha .
Com o passar dos anos e com o desenvolvimento burocrático, os escrivães passaram a ter uma sala própria denominada cartório, considerada como arquivo de cartas e de documentos oficiais.
Há diversos tipos de escrivães, dentre eles, o policial civil que tem a missão de elaborar inquéritos, expedir certidões diversas e reconhecer firmas de pessoas e fatos ligados ao seu mister, tem fé pública e é um dos principais auxiliares da autoridade policial, sendo considerado como "mola mestra" de uma unidade policial.
Em razão dos meandros da sua função, com raras exceções, não são pessoas violentas ou arbitrárias, cuidando, tão somente, da coleta das declarações ou depoimentos e elaboração dos inquéritos policiais resultantes do trabalho profícuo dos policias-militares e inspetoria de detetives, dessa forma, auxiliando o delegado de polícia até a remessa do feito à justiça pública.
No cartório, ficam arquivados todos os documentos que não foram remetidos ao fórum e os que, por razões de ofício, devam ali permanecer, todavia, o arquivo principal é a memória do escrivão, primeiro, para o controle de toda a papelada na qual fica em afogadilho e, segundo, em razão da própria lei assim o determinar em seu código de processo penal onde se vê a determinação do escrivão ter de refazer, de memória, os inquéritos extraviados ou danificados por quaisquer razões, isso, sem nada receber como remuneração financeira pela sua virtude mental dispensada.
Como uma das atribuições do escrivão é memorizar os feitos, o que acima foi referenciado, um escrivão competente utiliza a sua memória para nela arquivar alguns "casos" excêntricos transcorridos, ao em vez de deixá-los nos escaninhos do cartório, casos esses que ficam latentes em sua memória á espera do incentivo para serem revelados sem, todavia, declinar os nomes verdadeiros das pessoas envolvidas para proteção das mesmas, como deve ser feito quando se fala em deslizes, situações embaraçosas ou mesmo hilariantes de outrém .
Um meu amigo escrivão, ao redor de uma fogueira numa fria noite de festa junina, relembrando alguns acontecimentos com ele transcorridos, passou a relatar para amigos, fatos com ele acontecidos que alegou serem extraordinários, hei-los:
*
"Na primeira cidade em que exerceu a sua função havia um delegado municipal que mal sabia ler e demorava minutos para assinar os papéis, quando estava substituindo o titular e tinha que resolver um problema de gabinete, só sabia dizer para as partes que o procurava:
"O escrivão é que sabe!"
*
No seu Início do aprendizado de práticas cartorais tivera por professor um delegado quase aposentando e que fora escrivão por trinta anos seguidos, ele era tão rigoroso que não admitia preencher lacunas em impressos oficiais obrigando o escrivão a datilografar, por inteiro, quando dele reclamava pelo trabalho desnecessário, recebia a resposta:
"E se você estivesse num local onde não haja tais papéis, como irá fazer para datilografar uma simples intimação não sabendo corretamente seus preâmbulos e dizeres?"
*
Em uma determinada ocasião, fora procurado em cartório por um cidadão bem trajado e com um grande anel de advogado num dos dedos, naquele exato momento, estava tomando depoimentos de uma velhinha a respeito de um assassinato, o depoimento era difícil porque a idosa senhora, a todo o momento, dizia: "nunca estive em delegacia, isso é uma vergonha!", depois de convencida a depor, o advogado jogou uns documentos de veículo sobre a mesa e disse:
"Faça agora para mim uma certidão negativa!"
Ao ser respondido que ele precisava esperar só para ser inserido a ultima fala daquela senhora, ele apanhou seus documentos do veículo e foi direto para o gabinete do delegado; momento depois retornou com a autoridade policial que, diga-se de passagem, era meio arbitrário, o delegado retirou o termo de depoimentos da máquina e disse:
"Preencha, agora, a certidão para o doutor!".
A autoridade foi prontamente atendida, contudo, ao datilografar o número do motor e do chassi, intencionalmente, o escrivão permutou alguns dos números e entregou o documento ao advogado antes pedindo a autoridade policial pára dar um visto, o que não era necessário, porém, para fazer "média" com o causídico, ele assinou dando visto e validando a, intencionalmente, errônea certidão.
Dias depois, o mesmo advogado retornou ao cartório muito nervoso dizendo que fora ao estado de Pernambuco com o documento o qual não fora aceito no departamento de trânsito em virtude dos números do chassi e do motor não estarem de acordo com os do veículo, foi-lhe respondido que ele deveria fazer como fizera da primeira vez, ou seja: ir ao delegado! E, assim, ele foi, para retornar, em seguida, com a autoridade policial, essa já dando gritos e chamando o escrivão de incompetente, ao mesmo tempo, o advogado dizia que teria que ser ressarcido das despesas de locomoção e estadia em Pernambuco.
Sem dar muita atenção aos impropérios do delegado, o escrivão respondeu ao advogado que o Estado lhe pagaria e a quantia equivalente seria descontada no seu salário posteriormente, mas, isso também ocorreria com o delegado já que, na certidão, havia um visto dele.
Naquele momento, o advogado, sabendo que o delegado tinha um salário bem mais alto do que o do seu auxiliar, virou-se para o delegado e disse:
Então o senhor me pagará todas as despesas!
Nervoso e violento como sempre fora, o delegado disse ao advogado:
"Rábula vagabundo, eu estou brigando com o meu escrivão por sua causa e você ainda quer me processar!" dando, em seguida, vários chutes no traseiro do advogado que saiu cambaleando porta a fora e nunca mais ali retornou!
Dias depois, um promotor de justiça, amigo daquele escrivão, o procurou pedindo a certidão referida e, quando lhe foi contado o ocorrido, ele respondeu que não queria mais a certidão e que o próprio advogado teria que ir a delegacia pedir desculpas a todos, inclusive à velhinha que estava depondo no momento de sua chegada.
-Não fiquei sabendo se ele conseguiu, ou não, a certidão pretendida.
*
Um dia, o escrivão em foco, foi com àquela autoridade à Companhia Telefônica, perto da delegacia, para ele fazer um interurbano para uma cidade próxima, no salão, ao lado das telefonistas, foram cercados por várias pessoas influentes da cidade e, como a conversação estava quase toda dirigida ao escrivão, o delegado, de forma grosseira, disse a ele:
"Vá até a telefonista e peça para fazer a ligação, quando o escrivão perguntou qual era o número ele respondeu alto:
"É para a delegacia de lá, seu burro!"
Imediatamente, transcorreu um sussurrante murmúrio na sala, com passos rápidos, o escrivão dirigiu-se a telefonista, que era sua amiga, e disse-lhe: quero uma ligação interurbana! Ao que ela perguntou: qual é o número? E ele respondeu:
É para a delegacia... Sua burra!
O silêncio passou de sussurrante para sepulcral e só foi interrompido pelas passadas rápidas do delegado que, chegando ao balcão, disse: "É para a delegacia de Mutum, senhorita!".
*
Certa ocasião, dois vereadores brigaram no centro da cidade com agressões físicas mútuas, um inquérito foi iniciado e quando estava quase pronto, tendo sido coletado os depoimentos, declarações e o auto de corpo de delito médico, o delegado pediu para vê-lo e... O inquérito desapareceu no gabinete! Dias depois, um dos vereadores pediu a sua remessa para a justiça e o delegado disse não estar com o inquérito, apesar de muita insistência contrária da parte do escrivão.
De imediato, o escrivão pediu a um cabo da PM, que trabalhava naquela delegacia, para reunir as testemunhas e os indiciados, os últimos, separadamente, levando-os à sua residência naquela noite mesmo.
Em casa, usando de sua memória, tornou a datilografar os depoimentos e declarações e, cada um dos chamados, ao chegar, era informado de que o primeiro depoimento tinha sido destruído com derramamento de café, a mesma mentira contou os vereadores.
Pouco tempo depois, foi ao médico e, usando o mesmo recurso do café derramado, consegui um novo laudo médico baseado na ficha do facultativo.
Reestruturado o inquérito, precisava de tempo para passá-lo, furtivamente, para o delegado assinar, uma vez que ele era o primeiro suspeito do desaparecimento do feito anterior. Em razão disso, foi direto ao juiz de direito, muito seu amigo, e lhe pediu para assinar no livro/carga recebendo o inquérito sem, na verdade, recebê-lo. No que o magistrado, a princípio, alegou não poder fazer tal coisa, todavia, após ter a palavra do escrivão de que, até o dia seguinte, o inquérito lhe seria entregue nas mãos, ele confiou e assinou como se o tivesse recebido.
No primeiro expediente do dia seguinte, o referido escrivão esperou formar-se uma extensa fila de pessoas querendo conversar com o delegado e lhe levou vários processos para assinaturas e despachos, colocando o inquérito recuperado em baixo. No princípio, o delegado estava lendo antes de assinar, contudo, ao ser avisado pelo sagaz escrivão de que havia muitas pessoas importantes aguardando para ser atendido, ele passou a assinar rapidamente sem nada ler e, dessa forma, assinou o inquérito aludido, que foi imediatamente entregue ao juiz pelo escrivão astuto.
Não satisfeito com o acontecido, pediu a amigos seus para irem até as proximidades da residência do delegado e inquirir disfarçadamente dos vizinhos se notaram alguma coisa , anormal ali acontecida naqueles dias, uma das pessoas retornou dizendo que um dos vizinhos dissera que, alguma noite atrás sentira um forte cheiro de papel queimado vindo do apartamento daquela autoridade, no que o escrivão se deu por satisfeito nada dizendo ao delegado que, até hoje, não sabe explicar como o inquérito foi parar na justiça e não acreditou no escrivão que apenas lhe dissera:
Numa tarde, ao final do expediente, uma sombra como se fosse um fantasma ou um "ET", colocou o inquérito na minha frente e, ao ver que ele estava assinado, o levei ao Juiz!
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Certo dia, o escrivão acompanhava uma perícia de trânsito onde dois automóveis colidiram na BR-116, um deles, dirigido por uma jornalista que fora levada e internada no hospital, pouco tempo depois, ela disse que tinha desaparecido uma sua bolsa que ficara no local do sinistro com uma razoável quantia em dinheiro, colocando os peritos e o escrivão como suspeitos.
O chefe da polícia rodoviária federal, sabedor do ocorrido, foi no seu automóvel até uma cidade distante, na divisa com a Bahia. Onde, pela ocorrência policial, estavam às primeiras pessoas que chegaram após o acidente e, lá, ficou sabendo que a bolsa da jornalista fora com ela para o hospital e o médico que a atendera a colocara no seu armário de luvas.
No retorno, ele levou o fato ao conhecimento do escrivão lhe dizendo que fizera o sacrifício por que sabia de sua honestidade. O escrivão chamou o delegado e, juntos, foram ao médico e, esse, abrindo o armário, lá encontrou a bolsa recheada de dinheiro em papel moeda, que foi integralmente passada para a jornalista que pediu desculpas pela suspeita.
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Alguns anos depois, tal escrivão foi transferido para uma outra cidade e morava com a esposa e quatro filhos num bairro cheio de escorpiões, ali, um vizinho o convidou para ser padrinho de um seu filho, acrescentando que o fazia em razão de, no futuro, ser ajudado com algum problema que viesse a ter na delegacia, de imediato, o escrivão recusou, peremptoriamente, ser compadre de tal pessoa.
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Na mesma cidade, ficou sabendo, através de uma queixa que não se transformou em inquérito, que um cidadão saía para o serviço e o seu vizinho e compadre ia para a casa dele com a desculpa de tomar o café da comadre, contudo, sempre jogando indiretas e até mesmo se aproximando de uma "cantada sexual", o assédio foi ficando intenso e a comadre do sedutor terminou por contar tudo ao marido.
Na manhã seguinte, ele fez um café bem forte e numa quantidade que encheu uma lata de vinte litros, dizendo a mulher que ia trabalhar, todavia, voltaria em seguida e, quando voltasse, ela desse uma desculpa e fosse para a casa de um outro vizinho.
Não deu outra! Tão logo saiu, o compadre bateu na porta, foi atendido e rumou para a cozinha, onde, surpreso, viu o marido da sua comadre que lá chegara sorrateiramente pelos fundos, meio sem graça disse:
"Compadre, vim tomar o gostoso café da comadre!".
Naquele momento a mulher saiu e o esposo dela sacou de um revólver de cano longo e o apontou para o seu compadre dizendo-lhe:
"Tome todo o café dessa lata sem vomitar, se o fizer, levará bala!".
Desesperado, o aprendiz de conquistador teve que tomar todo o café chegando ao ponto de quase desmaiar.
O caso chegou ao escrivão por queixa dada pelo "tomador" forçado do café, que foi convencido de desistir da ação penal á qual poderia ser pior para ele.
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Numa manhã, estava tomando as declarações de uma linda mocinha que fora seduzida pelo namorado, o pai dela a tudo assistia impassível, ao final do termo da coleta das declarações, foi dado ao pai da menor um impresso de exame médico para ele levar a filha a exames no hospital de onde traria um laudo do defloramento, ou não, da moça. Naquele exato momento, o pai se levantou e, parecendo com muita raiva, disse:
"Eu não vou gastar nem um tostão com essa vadia, vou sair, e o senhor escrivão fecha a porta, coloca a minha filha naquele sofá e faça o exame nela !
Foi um custo para convencê-lo de que isso só poderia ser feito por médicos e que nada lhe seria cobrado pelos facultativos, o estapafúrdio disso tudo é que, enquanto conversava, a mocinha deitara no sofá e levantara o vestido até ás suas coxas.
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Algum tempo depois, o escrivão foi transferido para uma cidade no centro de Minas Gerais, em seu cartório, havia um inquérito de assassinato que tinha cerca de mil folhas, já tendo passado por vários cartórios, vários delegados, até da capital, e a constatação da autoria não ficara delineada, muito embora o indiciado confessara a autoria e entregara a arma do delito, um revólver de calibre 38, entretanto, a prova técnica afirmara que a arma e sua munição não eram condizentes com o projetil extraído da vítima.
O inquérito estava semi paralisado, com o indiciado, um fazendeiro, pedindo através de advogados que chegassem a um fim e o condenassem se fosse o caso.
Numa manhã, um dos advogados do fazendeiro estando no cartório e ouvindo o nosso amigo tomar umas declarações, viu a sua boa capacidade de concatenação e pediu a ele para ajudá-lo a resolver o caso, o escrivão disse ao advogado:
Vou ajudá-lo, porém, não vou ler o que estão nessas quase mil folhas, primeiro, porque não sou detetive e, segundo, em razão de muitas mentes mais iluminadas do que a minha já terem tentado provar a autoria sem êxito, o senhor vai trazer aqui o indiciado que eu quero conversar com ele e, se me convencer de que é realmente o culpado, peça ao delegado regional para colocar um detetive à minha disposição apenas por um dia para fazer umas intimações que tenho em mente e, assim foi feito, com o escrivão acreditando no suspeito e um detetive sendo colocado a disposição do cartório.
O escrivão pediu ao detetive para ir até perto da residência da vítima e de lá trazer três pessoas, uma delas mulher, que soubessem da vida da vítima não importando que nada soubessem sobre o crime ocorrido, o detetive, jocosamente, disse:
"Você vai agora levantar a vida pregressa da vítima só porque o indiciado é rico?"
Ao que o escrivão respondeu:
Não! Vou tentar resolver um caso que vocês, profissionais, não conseguiram!
Pouco tempo depois o detetive retornou com três pessoas, uma delas uma senhora.
O escrivão passou a inquirir cada um em separado sem nada escrever, apenas conversando sobre a vida anterior da vítima, até que, conversando com a senhora ela disse mais ou menos o seguinte:
"... uns três meses antes do falecimento do meu vizinho, Ele provocou "fulano de tal" e acabaram rolando em luta corporal pelo chão, terminando por receber do seu opositor um tiro acima da mama esquerda. Contudo, como eram amigos e o médico também o era deles, o caso não foi levado ao conhecimento da polícia e o meu vizinho nem ficou hospitalizado, com o médico dizendo que a bala estava em um local que não prejudicava e não precisava ser extraída."
Incontinente, o escrivão pressentiu que conseguira deslindar todo o caso, tomou os depoimentos dos três ficando confirmada a versão da senhora e, logo em seguida, chamou o advogado do indiciado e lhe deu as seguintes coordenadas:
"Peça a exumação do cadáver da vítima e exija que os peritos levem uma peneira para peneirar toda a terra ao redor do corpo, lá acharão a bala que a matou. O projétil retirado e constante do inquérito foi propelido por outra pessoa e arma e já estava no corpo da vítima quando ela foi alvejada pelo seu cliente, culminando com a morte da vítima nestes autos."
Deu tudo certo! O projetil verdadeiro foi micro comparado com a arma apresentada pelo indiciado e o inquérito, devidamente relatado, foi remetido para a justiça da comarca.
*
Certa ocasião, numa outra cidade pequena e que nunca tivera um escrivão de carreira antes, o escrivão tinha o seu cartório na cadeia e junto com os policiais militares, tendo comparecido ali umas pessoas para deporem num caso de furto, um dos cabos disse ao escrivão:
Cuidado com "tal" testemunha por que ela é muito ignorante!
O escrivão tomou o depoimento de um cabo PM na presença de vários militares e do delegado, que era um tenente reformado, quando acabou de tomar o depoimento da testemunha que o cabo dissera ser arredia e ignorante, disse para ela:
"Agora você assina debaixo do cabo" se referindo a uma assinatura do militar acima do local onde ele deveria assinar, todavia, fizera a observação com maldade e, todos riram.
Na mesma hora a testemunha disse:
"Vá tomar banho! Eu sou homem e não vou ficar debaixo de cabo nenhum!"
Tão logo falou, o delegado deu-lhe voz de prisão por desacato, entretanto, o escrivão não aceitou a prisão da testemunha alegando que, se ela fosse presa, ele, escrivão, também deveria sê-lo por ter provocado uma pessoa da qual fora avisado da sua ignorância crassa.
O caso foi contornado, todos saíram do cartório e o escrivão ficou só com a testemunha, calmamente, explicou a ela o perigo que correra, com a testemunha, renitentemente, dizendo, "cadeia é para homem!", entretanto, com pouca conversa foi convencida e pediu desculpas a todos e foi-se embora trabalhar na roça.
*
Numa cidade da zona da mata mineira, o escrivão residia um pouco distante da delegacia e tinha que pegar dois ônibus para ir trabalhar, numa manhã, enquanto esperava o primeiro coletivo, um vereador parou seu carro e lhe perguntou:
Você está indo para a delegacia? Ao receber resposta afirmativa, disse: eu o estarei esperando lá para que você me entregue uma certidão negativa que o delegado disse ter posto sobre a sua mesa e, assim falando, deu partida no seu automóvel em direção da delegacia deixado o nosso amigo no ponto de ônibus.
Quarenta minutos depois, o escrivão chegou à delegacia com o vereador o esperando e o acompanhando ao cartório, entretanto, usando da rapidez, o nosso amigo escondeu a certidão pretendida num dos bolsos e, ajudado pelo vereador, revirou todo o cartório e, logicamente, ela não foi encontrada.
O delegado foi acionado pelo edil, mas, como era óbvia, a certidão não foi localizada e não se podia fazer uma segunda por que era de outra delegacia.
O expediente transcorreu normalmente e, só muitas horas depois, o escrivão chamou o vereador e foram novamente procurar o documento que foi encontrado por ele entre o assento de um sofá, lá colocado antes pelo escrivão
Não satisfeito com o castigo dado a ele, ao encontrar com o mesmo no centro da cidade, lhe contou tudo o que fizera e por qual razão assim agira, o vereador acabou por aceitar e ainda disse: apesar do aperto que passei isso servirá para, doravante, quando precisar de uma pessoa não deixá-la num ponto de ônibus, como, erroneamente, fiz com você!
*
Não vou prosseguir relatando os casos estranhos e até hilariantes contados pelo escrivão à beira da fogueira referida, simplesmente, porque gastaria muito papel, tempo e boa vontade dos leitores deste texto. Caso alguém se interesse em ouvir mais essas peripécias, bastarão fazer amizade com qualquer escrivão policial que já tenha um regular tempo de serviço, que ele, na certa, terá muitos outros eventos interessantes para contar, desde que tenha boa vontade para tal concessão.

Infelizmente, com o recrudescimento da violência em nosso país, a polícia, em quase sua totalidade, deixou de usar a mente e o aprendizado das leis para ombrear-se com os marginais no tocante a troca de atitudes brutais num arremedo da "pena de Talião", esquecendo-se de que, do lado dos policiais está o estrito cumprimento das leis e, do outro lado, o completo desrespeito a todas as normas legais, desse modo, não há como encontrar-se um denominador comum na atitude de ambas as partes, por razões óbvias.
A culpa só pode ser de alguns "superiores" e da própria sociedade que acobertam tais deslizes com a desculpa de que bandido têm que sofrer!
Para mim, bandido é também ser humano e precisa ser recuperado em prol de todos, inclusive deles mesmos, fora dessa assertiva, ficarão somente os realmente irrecuperáveis que deverão ser banidos da sociedade em um presídio que apenas o retenha e dê trabalho e boa instrução sem destruí-los enquanto gente.
Se não está havendo modo de acabar com a violência não será com a força bruta que ela desvanecerá, primeiro, é preciso fazer uma verdadeira autópsia, caso por caso, dos motivos dela e não dos seus efeitos e, segundo. O policial deverá ser mais bem instruído para tentar resolver, caso a caso, os eventos delituosos lhe colocado em frente, no cotidiano, todavia, atuando como efeito resultante da causa que aprendera na escola de polícia e de seus bons dirigentes.
Enquanto na polícia existir os "homens de ouro" discriminando os demais como simples e molóides policiais, o efeito não terá consistência real em razão das extremidades brilhantes dos primeiros obscurecerem ás ações dos segundos, igualmente utilizados no combate ao crime sem, contudo, terem ás honrarias dadas aos chamados "policiais de ouro".
O que é preciso é um recolhimento das extremidades em direção do centro e o avanço do centro para as pontas, o que dará uma polícia homogênea e preparada para atuar com discernimento e dentro da lei que os delimita, e abarcará nas suas teias os facínoras contidos pela polícia, desde que bem instruída.
Caso algum policial venha a destacar-se dos demais, como sempre ocorre em qualquer tipo de labor, que os chefes o promovam para ser mais um instrutor sem cátedra dos demais, contudo, deixá-lo sem promoção dando-lhe todos os méritos dos trabalhos que fizer com o concurso dos demais é, no mínimo, um contra-senso perigoso por que provoca ambições e invejas nos demais.
O futebol é um exemplo disso, um jogador que ganha muito mais do que os companheiros só recebe a bola para fazer seus gools se o seu companheiro, menos favorecido financeiramente ou de fama, não tiver nenhuma condição de lavrar o tento, com isso, prejudicando todo o time em razão do tempo delimitado do jogo esvair-se a cada movimento em campo.
Numa unidade policial, na prática, acontece o seguinte:
O delegado ouve ás partes decidindo se manda ou não elaborar inquéritos, recebe as ocorrências dos policias-militares e dos detetives, decidindo o destino delas, dirige a inspetoria de detetives, o cartório, a perícia, vistoriadores e a cadeia, se for o caso... Quase não escreve!
A inspetoria de detetives atende as determinações do delegado, faz investigações policiais criminais, têm sempre como aprestos o revólver e as algemas e, também... Quase não escreve!
O setor de perícias atende ao delegado e elabora laudos periciais diversos, faz anotações e escreve laudos resultantes do seu mister.
O vistoriador de veículos atende ao delegado, confere os documentos do veículo, tira decalques... Quase não escreve!
O escrivão atende as ordens da autoridade policial, mantém um grande e arrumado arquivo, toma depoimentos e declarações, recebe as informações da inspetoria e os laudos periciais dos peritos, fornece certidões, tem fé de ofício, elabora o inquérito até deixá-lo pronto para assinaturas e remessa para a justiça... Escreve o dia todo!
De todos os trabalhos acima referidos, o que necessita mais de usar a mente, portanto a inteligência é o do escrivão, os demais, a usam esporadicamente e caso por caso que lhes chegam ao conhecimento, todavia, o titular do cartório tem que reciclar e concatenar em conjunto todos os eventos estudados em separados pelo delegado, detetives e peritos, encontrando as falhas porventura existentes e as corrigindo sob a direção da autoridade policial, se conseguir convencê-lo da corrigenda que achar prudente, não tem algemas no seu trabalho nem medições periciais e, muito menos, decisões definitivas, contudo, é a verdadeira "mola mestra" de uma delegacia em razão de ter que usar a mente em quase sua totalidade no mister lhe atribuído diariamente.
Estou me referindo a esse assunto em razão de um fato que considero primordial para a homogeneidade das polícias em direção do combate ao crime, organizado ou não, assim o fazendo, fico me perguntando por qual razão quando se vai decidir a feitura de uma recomendação, uma portaria, uma ordem de serviço, uma resolução e, até uma lei ou decreto, etc. não se convoca, pelo menos, um escrivão, para dar a sua opinião que não teria poder de decisão, todavia, poderá ajudar, e muito, na verdadeira consecução viável dos efeitos desejados ? Seria orgulho de quem tem mais diplomas e cursos superiores acabar tendo que se balizar nos informes de um subordinado eficiente?
Uma vez, recebi de um superior a determinação de seguir a ordem de chegada das ocorrências policiais na feitura dos inquéritos respectivos, imediatamente, disse ao delegado, que também recebera a determinação, de que tal ordem era impraticável, contudo, ele não teve a coragem de desdizer o seu chefe, visto isso, fui para a máquina de datilografia e fiz uma correspondência diretamente ao expedidor onde lhe relatei da impossibilidade do cumprimento, as justificando da seguinte forma:
"A autoridade policial estaria ficando subordinada ao agente que dera número a ocorrência; se chegassem ao cartório vinte ocorrências policiais com as dezenove primeiras tratando-se de delito sem maior importância, lesões leves, brigas de marido e mulher, pequenos furtos etc. e, a vigésima, fosse um crime hediondo com o autor preso em flagrante delito, como poderia cumprir a determinação de elaborar as primeiras dezenove ocorrências?
Na certa, o flagrante seria impossível de ser lavrado! Disse-lhe, ainda, que ocorrências policiais são meras informações pendentes, inclusive, de investigações. "Datei e assinei remetendo-a para a capital do estado."
O delegado disse-me que a missiva resultaria em punição!
Nunca fui punido nem tive resposta da minha comunicação, pelo menos escrita, porém, poucos dias depois, a recomendação foi tornada sem efeito pelo emissor dela!
Todo o assunto acima referenciado se prende a casos e assuntos policiais, não poderia descriminar as outras funções, igualmente dignas, desde que o seu titular tivesse por hábito usar a inteligência na resolução dos impasses, ombreando-se com o escrivão para ajudar na solução dos eventos condicionando-se que houvesse o aval de quem pudesse e tivesse por obrigação... Decidir!
Poder-se-ia, também, abrir mais o "leque" e ir a todas as funções, públicas (ou não), escolhendo pessoas que realmente pudessem dar uma opinião ou mesmo parecer escrito a respeito da elaboração de quaisquer determinações que venham a servir de fulcro para serem cumpridas por todos em geral, lembro-me de um caso que ouvi alhures, trata-se do seguinte:
Um motorista de ambulância levou um doente desmaiado para o hospital e o entregou no pronto socorro, após guardar a viatura, retornando, viu que os médicos já tinham feito um exame preliminar e o paciente estava sendo preparado para uma operação do coração, se aproximou do primeiro médico que viu e lhe contou que, no transporte, tão logo ajudara a colocar o doente na maca, observara que um escorpião tinha-o picado num dos braços, não deu muita atenção ao fato em razão do paciente estar desmaiado e, assim, o entregou na portaria.
De imediato, o médico correu para a sala onde estava o doente, reuniu com os outros médicos e deram ao doente uma nova medicação, pouco tempo depois o doente fora liberado com alta e sem a operação que iam fazer, seu mal era apenas um desmaio de fome agravado pela picada do aracnídeo.
Um ajudante de pedreiro vendo o início da construção de um grande edifício pediu e conseguiu emprego na obra, no dia seguinte, estando almoçando na área de material, notou um cheiro nauseabundo e, se aproximando da sacaria de cimento, pressentiu que era daí o odor ruim, sendo inteligente e perspicaz, procurou o engenheiro e lhe disse que nunca sentira tal cheiro em outros sacos de cimento, o engenheiro, como era cuidadoso, foi ao local e constatou que todo o cimento era velho e imprestável, se tivesse construído com tal material, na certa, o prédio ruiria pouco tempo depois, mesmo , porque, ele só iria ver a construção em intervalo de dias.
Como se vê, a ajuda pode vir de qualquer parte, porém, é necessário alguém que tenha poder de decisão, estar receptivo a aceitá-la, ou, pelo menos, ouvi-la e discernir a respeito.
A minha intenção com essas minhas divagações ou mesmo algaravias é tentar cooperar para um mundo melhor, não para mim apenas, mas, para os meus filhos, netos e todos os habitantes desse pequeno planeta tão desorganizado e, erroneamente, denominado de... Terra!

Coronel Fabriciano (MG) Março/ 2 000.
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br
Fone: 0(xx)31 3846 6567.

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É PRECISO... NAVEGAR!

Governar um país não é o mesmo que dirigi-lo, só se governa de duas formas: democraticamente e com a adesão da maioria dos integrantes ou, tiranicamente, com a participação de uma parte do universo considerado, tendo o restante discriminado ou antagônico.
Dirigir um país é considerá-lo tal e qual um filho onde lhe é ministrado o saber, alimentação, trabalho, segurança e lazer eqüitativo e qualificativamente entre todos, mesmo que alguns fiquem nitidamente contrários à direção especifica, por razões partidárias.
Ao pilotamos um veículo automotor, contamos com o atrito dos pneus nos pisos diversos e com a nossa ação imprimindo e direcionando o veículo prá meta desejada.
Ao pilotarmos um barco, o atrito é modificado para o resvalamento com a superfície tensional das águas, o que transforma a nossa ação para a feitura de um melhor equilíbrio até mesmo em detrimento da direção, dada a amplidão das águas porventura navegadas.
No primeiro caso, o automotor terrestre mesmo estando em desacordo pode ser governado tiranicamente pelo condutor capacitado para tal, contudo, no segundo, o barco não aceita o governo se não estiver em equilíbrio com a água e só poderá ser dirigido em casos especiais, quando o piloto poderá até desligar o seu motor que a superfície tensional da água, com a ajuda dos ventos, o fará mudar do local onde estava antes.
Considerações análogas nos levam ao fato patente de que, dirigir é mais importante do que governar, tanto assim, que, em alguns países o rei governa, mas não dirige!
UM VERDADEIRO LÍDER NÃO GOVERNA, APENAS DIRIGE E SERVE DE ESPELHO À CONDUTA DOS OUTROS. Nem a bíblia ou Jesus Cristo quiseram governar, praticando, tão somente, a direção através das profecias e do evangelho para exemplificarem aos adeptos o bom caminho, no caso especial de Jesus, Ele prometeu que viria depois na "parusia" quando, então, governaria julgando a todos os mortos e vivos.
Ante um caminhão, preso debaixo de um viaduto, um seu "governante" tenderia a cortar partes das ferragens para livrá-lo, entretanto, um verdadeiro e capacitado dirigente, apenas esvaziaria, parcialmente, os seus pneus até passar o veículo pelo obstáculo, reenchendo-os depois.
Numa reta, um "governante" mandaria ajudantes levar um medicamento urgente ao final dela sob uma motocicleta de equipamentos e maquinário duvidáveis, no entanto, um dirigente competente o faria numa bicicleta na convicção que, a cada pedalada dada pelo ciclista, mais perto ele ficaria do destino e longe dos panes prováveis da motocicleta não devidamente inspecionada.
PASSEMOS AO CAMPO POLÍTICO:

A maioria de nossos políticos mascara os fatos errôneos em suas campanhas com receio deles caírem sobre seus futuros votos, na esperança de, ao serem eleitos, corrigirem os erros e engodos, por outro lado, a oposição, com receio de perda de votos, não os leva ao público no momento ensejado.
Quando a eleição é ganha, o tapete é levantado e a sujeira sai debaixo: o pó vai para os narizes dos governantes e o lixo despenca sobre os pobres desfavorecidos; de lado, a oposição fica recebendo o pó com resíduos do lixo, antes escondido, e esbraveja para todos os lados esquivando-se da responsabilidade, numa espécie de "mea culpa" por não ter levantado o tapete antes.
Farpas, faiscas, lascas, diretas e indiretas, são espalhadas por ambos os lados, cada qual querendo esquivar-se da responsabilidade por algo que, de antemão, ambos sabiam que aconteceria, cada lado querendo amealhar, não o povão, todavia, deputados, senadores, governadores e prefeitos com vereadores para suas hostes e, mais lixo é jogado em quem votou neles!
Tudo isto ocorre porque o que ganhou a eleição não age como dirigente e sim como governante. Com isso, ao em vez da rédea, utiliza o cabresto (nos dois sentidos, amordaçar e chicotear com a outra extremidade). Por ter pegado o animal em pêlo sem os arreios apropriados que justificassem uma rédea justa e eqüitativa, deixou a sela e manta com um grupo, os arreios complementares, alforje, forragem etc. com outro, equipamentos esses que foram acabar por debaixo do tapete, ora devassado.
Numa "fazenda" mais ao norte, um dirigente mais gabaritado, amealhou o alforje e só o entregará ao governante em apuros caso o retribua com compromissos de juros de milhões de sua moeda forte e muito mais "real" que a nossa e, fazendo muita intenção, colocou o nome no alforje de "FMI".
Mesmo que o governante consiga pacificar seus oponentes arreando o animal, precisará do alforje para tê-lo como depósito dos bens denominados "erário" ou, produção insignificante brasileira "PIB" (até alface, altamente perecível, estivemos importando do Chile).
Alguns governadores, cerca de sete, acordaram do pesadelo de pagamentos de juros para liquidar juros e resolveram ser Dirigente, indo ao campo de luta da democracia, que é o campo da palavra, o que ocasionou um reboliço internacional, com o fazendeiro emprestador e agiota comparecendo de imediato com mais oferta de dólares desde que abocanhasse mais e mais pertences nacionais, e, ditando normas estapafúrdias de economia sobre os descamisados, antes, oferecendo lenços de sedas aos que governam a vítima montada num animal sem arreios, mas, lembrem-se...
ESTÁ SEM ARREIOS E, COM ISTO, TAMBÉM ESTÁ SEM... OS FREIOS!
Esse mesmo povo sofrido, já venceu muitas batalhas e as vence diariamente, até sem emprego. Se a situação não se normalizar com a posse de um dirigente que pode ser o mesmo que aí está (capacidade ele tem para tal) o povo irá para as ruas e, como diz o refrão, "o povo unido jamais será vencido!".
Este mesmo povo já venceu aos Portugueses na independência, escravatura, guerra na Itália, retirou um presidente, fez a" diretas já" e outras coisas mais, quase sem derramamento de sangue, o que lhe dá o gabarito de domar o animal e lhe dar os arreios e rédeas necessários deixando de fora o alforje, para, ao final, fazer do nosso governante um dirigente ou, trocá-lo por outro que possa Dirigir e não governar apenas e... Apesar de tudo!

Coronel Fabriciano (MG)
(aa.)S. A. BARACHO
conanbaracho@uol.com.br
Fone 0(XX)3L 3846 6567.}

FERRADURAS EM... FECHADURAS!

Quem nasceu há uns sessenta, ou mais anos, e em cidade histórica, hoje patrimônio da humanidade! Como o é Diamantina, tem uma imensa dificuldade para conviver com a atual juventude, pelos motivos claramente entendíveis e, infelizmente, patentes em todos os lugares do nosso tacanho planeta, senão, vejamos:
Na minha juventude, as moças eram chamadas de meninas ou donzelas, dava-se um imenso valor ao bom comportamento de ambos os sexos. Respeitavam-se aos mais velhos e cada um tentava ocupar seu espaço dentro de determinadas normas morais. Os botequins e os antros só eram freqüentados por maiores e sob as vistas e fiscalização de policiais enquadrados em suas disciplinas a ponto de nem fumarem na presença do "paisano".
A PALAVRA ERA GARANTIDA, CULTUADA E ACEITA.
As moradias eram alugadas apenas com o entendimento verbal entre o locador e o inquilino, quando os aumentos eram, porventura, necessários, combinavam-se entre às partes sem nenhuma participação do "Estado".
Nos mercados, viam-se, amontoados para brindes: limões, quiabos, melancias, abóboras, canelas para acender fogo, goiabas etc.
OS PROFESSORES E PROFESSORAS ERAM REALMENTE RESPEITADOS e, se necessário, faziam uso de réguas e palmatórias para manterem a disciplina escolar, sem que nenhum pai ou mãe os interpelasse, pelo contrário, o aluno que contasse em casa ter apanhado da professora, recebia reprimendas ou outra sova dos pais.
As vestimentas femininas eram daquele sexo e, as masculinas, dos homens, não havia miscelânea no vestir!
AS MÚSICAS NÃO OFENDIAM AOS OUVIDOS COM PALAVRAS DE BAIXO CALÃO e, se houvesse só era tocado nas zonas boêmias com o som reduzido para não sair do perímetro.
A LIBERDADE IMPERAVA, TODAVIA, ERA PRATICADA COM RESPONSABILIDADE E MODICAMENTE SEM PREJUDICAR AOS DEMAIS.
O exemplo sempre partia dos pais, professores, religiosos e dos mais velhos.
Havia crimes das mais variadas espécies, todavia, eram difíceis as chacinas, uso e contrabando de drogas, quadrilhas, seqüestro, estupro etc., na maioria das vezes, o bandido só matava as suas vítimas para evitar ser morto, no caso de furto ou mesmo roubo.
ENTRETANTO...
Veio a segunda guerra mundial que, terminada, espalhou às suas mazelas pelo mundo todo embrulhadas com os seus "costumes" diferentes dos nossos.
OS "HYPPIES" NOS "INVADIRAM" COM SUAS PERFORMANCES DE LIBERDADE TOTAL, e amealharam muitos incautos rapazes e moças curiosas com o bem estar e liberdade total que eles fantasiavam para todos.
Terminada a fase daqueles libertinos, ficou a chaga purulenta no âmago de muito dos jovens.
COM O PASSAR DOS ANOS, FOI-SE INSERINDO EM NÓS O MERCANTILISMO SELVAGEM DO PRIMEIRO MUNDO, onde o dinheiro era a fachada principal, ficando a honra encarcerada em cadeias de isopor à disposição de quem quisesse manchá-la, desde que tivesse valor monetário excedente.
Sendo o mal muito mais contagiante do que o bem, estando esse em desvantagem pecuniária àquele, medrou-se em local onde não havia maturidade moral, cobrindo de jaças a maioria de nossos jovens ainda imberbes.
O MAL PRECISA SEMPRE DE TER AFLUENTES A ELE COMPACTUADOS, EM RAZÃO DO SEU BRILHO SER FOSCO E SEUS VALORES DISPUTADOS POR TODOS OS IMPERFEITOS AO DERREDOR. Dessa forma, ao primeiro sinal de fraqueza, novos elementos entram em sua orquestra para júbilo de seus adeptos, um deles, foi à propaganda vinculada pela "mídia" sem um maestro que a controlasse nos acordes corretos, sem o regente, as suas melodias foram encontrar guarida na maioria dos jovens.
O maior mal ocasionado contra nossa família pela "mídia" é os escandalosos e lascivos mostruários televisivos que, em todos os horários do dia, são estampados em telas de televisão com foco direto em nossas salas, portanto, em nossos filhos, seus amigos e outros menores, que ficam vendo, às vezes, sem entender bem, porém, entranhando em suas mentes juvenis para, mais tarde, jorrar inundando suas atitudes em desfavor de todos e à favor da imoralidade coletiva..
Lembro-me bem de que quando a televisão começou a mostrar atitudes eróticas, fê-lo em uma novela onde só se ouvia o respirar arfante de dois amantes praticando a cópula, os mais velhos entenderam, os mais jovens armazenaram o fato para praticá-lo, sem o conhecimento exato e preventivo, no futuro.
Pouco a .pouco, foram desnudando as mulheres e até os homens frente a todos os telespectadores, sem se interessarem com o fato de crianças estarem na observação, vê-se, hoje, até padres cantando no meio de mulheres seminuas, agarrados à venda de discos ou a um microfone como se fosse a sua bíblia.
A revolução de 1 964, pelo menos, teve um mérito, censurava tais libertinagens. Com o seu término, que era necessário, Ela voltou mais encorpada, moderna e mais ousada do que antes.
O rádio e a discoteca também acompanharam a lascívia, contudo, como seus campos de ações não são televisivos, bem menos mal fazem á sociedade.
É PRECISO UM BASTA!

NÃO É POSSÍVEL TRANSCORRER TANTA LIBERTINAGEM TRANSMITIDA POR ANTENAS E SATÉLITES, ONDAS DE RÁDIO OU DISCOS, SEM UMA FECHADURA QUE POSSA CONTÊ-LA, pelo menos, quase ao máximo e em defesa dos jovens imaturos no aprendizado erótico, não seria necessário lacrar todas as portas desse malefício, apenas, fazer com que ele só alcance aos maiores que não se envolveriam totalmente com as sugestões lhes acenadas por lindas mulheres ou rapazes guapos.
Uma tecnologia e cibernética que está ufanando de poder efetuar viagens ao espaço, bem poderiam descobrir uma forma de que seus sinais emitidos de libidinagem e mostras eróticas só fossem captados por maiores esteja onde estiver o transmissor, o seu telespectador ou ouvinte. Isso, em nada prejudicaria o emissor em razão do menor não ser independente e, portanto, não ser cliente das insinuações apresentadas que, na verdade, giram em torno do mercantilismo mascarado pelo erotismo.
Há séculos, li que um general vencera uma guerra de campo recuando suas fileiras na parte central e aceitando o inimigo avançar por ali, contudo, a cada recuo, sua tropa formava uma espécie de "U" envolvendo a frente, com os que recuavam e os flancos do inimigo que avançava convicto de que estava ocorrendo uma debandada, resultando numa derrota por receber artilharia dos lados direito, esquerdo e fundo! Para mim, tal oficial utilizou a formação numa espécie de um grande pote OU UMA IMENSA FERRADURA QUE SÓ NÃO SE TRANSFORMOU EM CÍRCULO PORQUE O GENERAL NECESSITAVA DE UM POSTIGO PARA OBSERVAR AMBAS AS TROPAS EM COMBATE.
Os nossos governantes, desde que ciosos dos seus deveres de proteção às famílias, deveriam estudar a estratégia daquele militar, adaptando-a para o momento atual, em luta contra o erotismo barato e oferecido diariamente a maiores e menores, sendo praticado pelos devassos em razão da lacuna da fiscalização, resultando numa escola de lascivas que "corariam" às prostitutas antigamente freqüentadoras das zonas boêmias e lupanares.
Do jeito que as coisas estão enfileirando-se para o mal, com os afluentes (já referenciados) investindo dinheiro na certeza de abocanharem grandes fortunas em pouco espaço de tempo, num futuro não muito distante, não terão mais clientes em razão de tê-los exterminados ou amealhados para as suas fileiras. Todos nós sabemos que o mercado não é lucrativo sem o equilíbrio da oferta e da procura.
No meu modesto entender, deveríamos estribar nos ensinamentos do general referido, ou no princípio das guerrilhas que é não atacar diretamente o inimigo mais forte e, sim, miná-lo aos poucos ferindo e lambendo como o fazem as baratas!
A forma mais temida por parte dos mais abastados é tocar em seus bolsos! Para tanto, sem alarde, elaborar uma lei que sancione a libertinagem em direção dos menores com multas muito altas ou, pelo menos, ao nível dos lucros delas obtidos. Garanto que, paulatinamente, dos vídeos desaparecerão a depravação que só existe em razão do lucro fácil.
É preciso fazer com que as multas funcionem como uma ferradura gigante cedendo e circundando conforme as circunstâncias se apresentem, contudo, sempre aplicando suas sanções e fechando o cerco até que a passagem de saída só ocorra para a distribuição da arrecadação em prol de todos, principalmente, na recuperação da juventude, tão dilapidada pelos infratores.
Em pouco tempo, a FERRADURA/FECHADURA ficará estanque pela eliminação do mal sensual vigente e, portanto, também, sem as arrecadações, porém, as mentes juvenis ficarão descongestionadas dos acenos pueris e devassos do mercantilismo sexual.
A VERDADE É PROEMINENTE POR SI PRÓPRIA, A MENTIRA NECESSITA DA CUMPLICIDADE!
Não é justo eximirmos de responsabilidades e atribuir toda a culpa aos projetores das mostras de nudismo, nós temos a nossa parcela de responsabilidade em uma porcentagem bem grande, pelas razões seguintes:
-Aceitamos, passivamente, o domínio do mercantilismo selvagem em nossas vidas em nome das facilidades que ele aparenta ter para as nossas comodidades mais prementes, nos esquecendo dos escudos da moralidade com os quais temos a obrigação de proteger a nós e aos nossos familiares.
-As mulheres, a cada dia, estão perdendo sua majestade de rainha do lar, com honrosas exceções, para ocuparem o trono de soberanas da lascívia. As assim desviadas, a troco de um miserável dinheiro, desnudam-se em público ou ante as câmaras para qualquer um que aceite observá-las. Esquecendo-se de que às suas células, a cada dia, estão a conduzindo a uma velhice defasada da moral e alheia ao mesmo publico que, antes, a aplaudia apenas pelas suas formas esculturais, entretanto, perdido o viço, serão como folhas de jornais já lidas e relidas várias vezes no passado delas.
Em meu tempo de rapaz, era hábito darmos volteios e negaceio apenas para olharmos uma nesga de coxa feminina resultante de um descuido, hoje... É comum ver-se rapazes ao lado de mulheres semidespidas com olhares alhures e desatenção completa do "material" que tem ao seu redor, isso é resultado da oferta estar muito à frente da procura e o que vale mesmo nos trâmites sexuais é a conquista mais difícil e não o oferecimento total.
Os nossos representantes políticos, encarregados por nós de elaborarem leis eficazes que nos beneficiem, procedem como cegos ou surdos a tais reclames indecentes com receio de perderem votos para uma futura eleição ou entrarem em atrito com a "mídia". Bastaria a vontade política para que uma cortina indevassável vedasse essa imoralidade cada vez mais crescente e provocadora de muita ruína moral e até intelectual e financeira.
As empresas e a indústria, quase que em geral, também são responsáveis por tais desatinos, quase todas as propagandas envolvendo mulheres e homens em telenudismo e fazendo gestos impróprios, propalam mercadorias que, praticamente, nada têm a ver com a imagem, ficando essa apenas sugestionando os eventuais e muita das vezes incautos compradores, e, maculando a inocência dos menores e incapazes telespectadores.
Atualmente, quase não se vê na maioria dos canais de televisão um programa sério e que possa servir de ensinamento por mais simples que seja, a maioria dos programas apresentam novelas com cenários fora da órbita do cotidiano brasileiro, com a amante sempre mais bonita e prendada do que a esposa traída, com personagens passando necessidades e, até fome, numa sala cheia de vasilhas de prata e muito luxo ou, até com o mal saindo vencedor em muitas delas.
ESTAMOS VIVENDO NUMA ÉPOCA DE HIPOCRISIA QUASE QUE GENERALIZADA:
A imoralidade está patente e até teleguiada, e os governantes fazem de conta que não ocorre nada errado:
As drogas e o contrabando proliferam e... Quase ninguém faz nada!
Os detentos armam rebeliões e os quem têm a obrigação legal de separá-los de nós, não conseguem manietá-los, se não o fazem, por qual razão ainda os chamam de detentos ou presidiários?
Alegam que o cigarro faz mal a saúde e até ficam a cercearem os fumantes, entretanto, a própria secretaria da saúde mascara tais propagandas de tabacos com os dizeres "faz contrair câncer, mal a saúde etc.", ora bolas! Se fizer mal e àquela secretaria tem por obrigação zelar pela saúde e o bem estar de todos, o que ela deveria é proibir a propaganda e não lhe dar um diploma de sua incapacidade, tolerância e inoperância!
Será que estão permitindo a propaganda em razão dos impostos do cigarro ser altos?
Continuar a enumerar os culpados não levaria a nada em razão de termos em nosso interior um fervilhamento de opiniões, muitas delas desconexas, atritantes e jactantes, com cada um de nós imaginando sermos os donos da verdade sem darmos conta de que é preciso um equilíbrio eqüidistante dos extremos para o controle total das situações, quaisquer que sejam elas!
O MEIO TERMO E O LIVRE ARBÍTRIO SÃO A MOLA MESTRA DA CONVIVÊNCIA PACÍFICA ENTRE TODOS OS SERES HUMANOS.
Neste século que findou, foram encontrados vários potes com mel puro em tumbas de faraós, cujos embalsamentos transcorreram há milhares de anos.
Os patriarcas bíblicos viviam por vários séculos...
Dito isso, vejamos as coincidências no tocante ao referenciado nesse texto:
O mel permaneceu puro e próprio para o consumo em razão de seus componentes não se entredevorarem;
Os seres humanos tiveram sua idade reduzida justamente pelo fato deles utilizarem o egoísmo, orgulho, inveja, devassidão e muitos outros adjetivos degenerativos contra eles próprios, minando as suas existências numa vicissitude diária e inclemente em desfavor dos jovens, que serão os homens do amanhã, todavia, vivendo pouco e sofrendo muito pela falta de um patamar e estribo que os possa manter na orla da vida em trânsito para a felicidade, igualdade e honestidade, tudo isso, sem um falso puritanismo, mas, com cada coisa aparecendo para eles no seu devido e correto tempo e não lhes sendo jogado como se fosse um maná dos céus.

Coronel Fabriciano (MG)
Meados do terceiro milênio.
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br

O REFLEXO DA... COSTURA!

Para colarmos algo a outro objeto é preciso de aderência, grampo, costura ou outro qualquer método que permita a união.
A colagem é facilitada se a contextura permitir unir materiais idênticos, entretanto, ela se torna difícil se pretendermos unir coisas ou grupo de textura díspar, mesmo tendo, ambas, uma finalidade em comum.
Para unificarmos alguma coisa o principal é o estudo ou a escolha do "material" que será utilizado para a "colagem", ele terá que ter a capacidade do controle absoluto evitando a dispersão que anularia a união e, ter "vida própria" para assimilar às falhas e virtudes dos lados que se aproximarem em direção da junção pretendida sem discriminar e não favorecer à nenhum dos lados, para tanto, recebendo às virtudes e, ao mesmo tempo, às deficiências, pára, em seguida, elaborar uma norma de conduta em que, "a priori", haverá "menos mal" e "menos bem" caminhando juntos para o razoável ou, pelo menos, para o mais aceitável.
"A UNIFICAÇÃO DAS POLÍCIAS" é ideal para o combate ao crime, qualquer que seja à sua tipicidade, no início, o difícil é ombrear, lado a lado, a Polícia Militar e a Civil, pelas razões que passo a enumerar "sob censura":

a)- Os Policiais Militares :
Instituição antiga com fim social de prevenção e combate ao crime, além de força auxiliar do exército sem dele nada receber em troca, pelo contrário, eles "confiscaram" às metralhadoras Madsem, FMZB e alguns fuzis, na época, modernos, isso ocorrendo há décadas.
No meado do último século, viam-se praças fardadas fazendo uma simples operação de rotina em lombos de cavalgaduras e sentados sobre os seus fuzis, não tinham algemas, aprestos policiais e nem revólveres ( só oficiais e subtenentes podiam portar revólveres mas... os bandidos já os tinham! só, que... às escondidas).
A dupla cognominada de "Cosme e Damião" era o "xodó" da população, todavia, era um martírio para os PMs que tinham que lutar na via pública contra os relutantes infratores da lei até conseguir manietá-los e os isolar numa cadeia ou delegacia de polícia.
Os praças da PM tinham pouca escolaridade, porém, excelente aprendizado em suas "Escolas de Recrutas", o que lhes davam o tirocínio para a prática dos misteres lhes afeto, era uma escola " dura" e de difícil adaptação, contudo, formava muito bem os soldados e graduados, o que redundava em beneficio incomparável ( até hoje) para a população ordeira.
Nos rincões, grotões, vilas e povoados, havia, diuturnamente, uma "Diligência Permanente" composta de um cabo e dois soldados, sempre... Respeitados, respeitando e... Estimados!
Com a modernidade, surgiram os aprestos policiais (rádios, algemas, apitos etc.) bem como, as viaturas, foi o fim da dupla "Cosme e Damião" e o início do policiamento motorizado de mais fácil locomoção e mobilidade aos locais necessitando da presença dos PMs., muito embora, com isso, os marginais, tão logo os veículos da polícia ultrapassavam determinado trecho, ocupavam o seu vácuo e continuavam na prática dos delitos, o que não ocorria com a presença da dupla extinta e já referenciada.
Várias companhias e pelotões foram desmembrados dos batalhões e "destacados" nas cidades, o que foi bom.
Em contrapartida, acabaram definitivamente com as diligências permanentes, com os lugarejos só recebendo a visita dos policiais nas "agruras dos crimes", no entanto, isso resultou em: Menos contato com a população!
O desenvolvimento social e o mercantilismo enterraram quase que totalmente, o sentimento de classe.
Antigamente, ninguém ousava falar mal de um PM diante de um seu colega de "farda", hoje... É quase comum eles próprios desmerecerem um colega em um ambiente estranho aos "quartéis", com honrosas exceções.
No meu extenso tempo de PM tínhamos o hábito de, tão logo avistássemos um civil "dar-lhe uma busca visual" à procura de armas, atualmente, em trajes civil, coloco uma arma na cintura e ando por todos os lados e nunca fui abordado por um policial civil ou militar a mim estranho, à respeito do porte referido.
A disciplina férrea, por força do desenvolvimento social, foi abrandada a um mínimo perigoso:
Os cabos, que eram comandantes de diligências e até "excelências" (existe um livro com esse tratamento), passaram a ser considerados como "soldados melhorados". Os sargentos, que eram considerados "molas mestres das unidades" foram reduzidos á "cabos melhorados". Oficiais, até superiores, acabaram tirando patrulhas com as praças nas viaturas - não houve a decrepitude da disciplina em razão dela, apesar de menos "dura", ainda ter ás suas antenas e garras entranhadas nos PMs desde a antiga "escola de recrutas" onde aprenderam que "superior não mente" e que "o soldado é superior ao tempo".
O que me está preocupando é o fato de alguns PMs estarem se "desligando" do "mundo civil" e fazendo, aos poucos, um mundo alternativo só pára eles, passando, dessa forma, a considerar a "todos" como seus desafetos, resultando, de vez em quando, em "balas perdidas matando inocentes" e prisões, às vezes, apenas por suspeição simples ou desobediência passiva facilmente controlável, além de se apresentarem como "juizes e carrascos" justamente por esse distanciamento e disjunção com os "paisanos" livres ou...presos nas penitenciárias e cadeias!
Porém, ao mesmo tempo, me conformo parcialmente com tais deslizes por saber que o "policial é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo" e o nosso povo não se encontrar muito bem civilizado!
Apesar de algumas censuras feitas, devo dizer que a PM. Principalmente a Mineira, ainda é a melhor polícia na prevenção e prisão dos desajustados do meio social, portanto, contrários aos ditames da lei, se ela não é perfeita a culpa é da própria sociedade e de quem, erradamente, a dirige cometendo crimes ou enganos graves, o que não é o caso no presente.

b)- Os Policiais Civis.
É uma instituição também antiga em que, até meados do século próximo passado, a maioria das delegacias de polícia tinha por delegados os "juizes de paz", alguns deles mal sabendo ler e assinar o nome, os peritos e escrivães do interior, em sua maioria, eram "ad-hoc" e às investigações eram executadas pela "triagem" composta por praças da polícia militar local.
Alguns delegados eram oficiais da PM.
Com a complementação da maioria dos seus quadros, foram eles ocupando, paulatinamente, às delegacias e, a "triagem" da PM foi recolhida aos quartéis, o mesmo ocorrendo com os peritos e os escrivães "ad-hoc" que foram suprimidos, com os delegados oficiais da polícia militar também sendo dispensados para as suas unidades.
Ao em vez da unificação, que teria sido mais fácil naquela época, houve a dispersão separando os policiais que tinham quase às mesmas funções, indo os PMs para os quartéis a praticarem a polícia preventiva e repressiva enquanto, na sua antiga "casa", a polícia civil continuava com as investigações, perícias e elaboração de inquéritos.
A formação da polícia civil ocorre nas suas academias de polícia, dividindo-se em símbolos ou classes no tocante a escolaridade, dessa forma, uns aprendem a elaborar perícias, outros, práticas cartorais, investigações etc., todavia, com poucas aulas do "todo" no combate ao "tudo", ou seja: os criminosos de vários tipos e periculosidade.
O mesmo ocorrendo nas academias ou "escolas de recrutas" atuais da PM.
Apesar de algumas referências que possam ser mal interpretadas, devo repetir o que disse a respeito dos PMs:
A polícia civil Mineira é a melhor polícia do Brasil e, também, é um termômetro do procedimento social o balizando para a ordem pública.
No meu entender, a PM é a raiz, a Polícia Civil a haste ou caule e a Justiça a copa, florida ou não. A PM chega no "calor" dos acontecimentos, faz às prisões e isola os locais de crime, a Polícia Civil se aproxima e prossegue elaborando periciais e iniciando às investigações do delito, recebendo o local preservado, os presos e às ocorrências escritas pelos PMs após, faz os inquéritos respectivos e os remete para a copa (frondosa, florida, ou não) da Justiça, só que, na Justiça, eles refazem todo o trabalho escrito pelos escrivães praticando uma espécie de "vídeo tape": mais gastos financeiros e de pessoal para o Estado sem contar o "stress" de ler e reler para às partes envolvidas confirmarem, ou não, o que já disseram na Delegacia de polícia ou para os PMs da patrulha :
TUDO ISSO SÓ NÃO É UM ABSURDO PORQUE É LEI!

c)- O Cidadão
Os que ainda têm emprego ou trabalham, levantam cedo e pegam conduções superlotadas, ao colocarem o pé no vão da sua porta já estão correndo uma série de perigos vindos do desconhecido indevassável "mundo exterior" ao seu lar, tem que estar com os bolsos abotoados, às suas jóias mais caras ficará nos seus cofres ou esconderijos individuais do seu lar etc.
Não vou me referir aos apertos e dificuldades a que ficarão expostos fora da sua casa, por que isso já é do conhecimento de todos nós e sempre difundindo pela "mídia" escrita, falada e televisiva, até à exaustão.

d)- Deficiências e ... Algumas soluções (sob censura):
Escolas de formações das duas polícias com uma só finalidade, porém, com ensinamentos diferenciados, o que ocasiona tirocínios diversificados para resolverem o mesmo fato delituoso ou de prevenção ao crime.
Complexidade de classes, graduações, patentes, funções, atribuições etc., todavia, como classificações mais disciplinares, administrativas e de comandamento do que resultantes para a meta final que é o combate ao crime e manutenção dos criminosos nas cadeias e penitenciárias.
Obs.: Fiquei sabendo de casos esdrúxulos, tais como:
Um determinado sargento, ao lhe pedirem socorro para prender um criminoso, respondeu: Moço! Eu sou é... Burocrata!
Um escrivão, igualmente solicitado, respondera: Minha senhora... Eu trabalho é no cartório! E, muitos outros eventos parecidos.
Divisões de delegacias acompanhando o nome dos delitos mais graves (homicídios, furtos e roubos, tóxicos etc.) quando, a bem do razoável, o ideal seria todas elas atenderem às "queixas" de quaisquer tipicidade de crimes, praticando, cada delegacia procurada pelo cidadão, á iniciação seqüencial da apuração do fato, por exemplo :
Determinada pessoa chega a delegacia de homicídio reclamando que teve um seu cordão de ouro furtado, ela seria recebida, qualificada e feito uma espécie de relatório, depois, o responsável encaminharia os papéis para à delegacia de " furtos e roubos" que prosseguiria com o feito, isso geraria menos deslocamento para a vítima e mais relacionamento pessoal dela (público) com os policiais, além do fato de transcorrer uma maior diversificação dos trabalhos evitando o "stress" da mesmice ao ficar por longo tempo cuidando de uma só tipicidade de crime, ou, então:
Toda delegacia atender, até à remessa para a justiça, todos os casos delituosos, para tanto, e quando necessário, convocando "peritos" ou "especialistas" para cada evento que depender de perícias e exames laboratoriais.
Policial militar e civil ter que se envolver com os menores inimputáveis, doentes mentais, filas de um modo geral, inclusive do INSS., futebol, cinemas, teatros, clubes, guarnições de presídios , endemias etc..
Ao em vez das associações de oficiais, subtenente e sargentos, cabos e soldados, escrivães, delegados etc. deveria existir uma única, no momento, para cada uma das polícias e, com a unificação, reuni-las em uma só. Pois, às divisões são incompatíveis com quaisquer unificações e geram desentendimentos ferindo melindres, onde a associação dos dirigentes se imporá de cima para baixo oprimindo às inferiores:
Não se unifica pela força, esta só subjuga o físico, ficando a mente de cada um no resguardo e maquinando dispersão ou... Fingindo obedecer!
Moradias para às "autoridades" das duas polícias e para juizes e promotores, além de viaturas oficiais com cota de gasolina, enquanto que os que realmente precisam, "praças", detetives, escrivães, carcereiros, etc. recebendo módicos salários, não têm direito a tal benesse : é a inversão da dádiva em favor de quem não precisa dela ! No momento do entrevero ou embate com os bandidos, os que não tem nenhum favorecimento, estarão, par e passo, na vanguarda defendendo a todos e quase nada levando de vantagem pecuniária no seu dia-a-dia de calmaria.
Acabar, totalmente, com os quinquênios, adicionais, auxílio moradia, vestuário, comissões diversas etc., ou seja: cada policial terá o salário igual ao do seu colega e recebendo apenas o básico, claro que sem a covarde diminuição de pagamento utilizado em muitas empresas sob a alegação de contenção de despesas por "déficit".
Com essa medida, acabar-se-ão com os disparates, por exemplo, o de um determinado policial aposentado, como é o meu caso, estar recebendo proventos maiores do que o seu colega que está no cargo atuando, além de tudo, não prejudicará a ninguém... Com o passar do tempo, ficará mais fácil descobrir quem esteja se locupletando ocupando funções para as quais não tenha freqüência ou esteja preparado para assumi-las.
Terminar com as classificações de comportamento (excepcional, ótimo, bom, mau etc.) que, também, discrimina sem dar vantagens. O policial tem que ser "bom" no seu mister, se ele for além, que, como prêmio, seja dada a ele uma compensação meritória extraordinária em forma de uma pequena dispensa remunerada para o seu descanso, retornando da licença com o ânimo de praticar a excepcionalidade. O que lhe redundará em nova dispensa e servirá de incentivo e exemplo para os seus colegas, iguais e até superiores que procurarão imitá-lo para ficarem acima de "bons" e também serem compensados com uma licença por alguns dias do trabalho lhes afeto.
Desmistificar o "curso superior" como um meio de ter maiores salários e ser "ferrão" dos subalternos, fazendo-o luzir como forma de melhor entender o correto no momento exato e ser uma paralaxe que permitirá o tirocínio dos policiais observarem às suas qualidades no raio da órbita policial no tocante à retirada de circulação de todos os infratores da lei.
Deveria ser ensinado aos policiais, até a apreensão ou a exaustão, de que é "melhor ser escravo das leis e dos regulamentos do que dos homens!" quaisquer que sejam eles, inclusive os seus superiores.
Os estatutos ou leis orgânicas de ambas às polícias estão "caducas" há tempos e... Estagnadas! Além de terem em seus vocábulos "coisas" hilariantes, tais como:
"Faltar com a verdade" antes da completa apuração dos eventos, quando sabemos que a "verdade", apesar de clara e lúcida precisa ser comprovada e Ela não deixa nenhuma dúvida após a sua constatação;
Não haver punições para todos os atos errôneos dos considerados "superiores" ou chefes, principalmente os ditames da lei orgânica da polícia civil.
Proibir a ingestão de bebidas alcoólicas em controvérsia com a lei que diz que é crime apenas embriagar-se, se fosse proibido às bebidas alcoólicas, elas não poderiam fazer parte das fórmulas de muitos remédios e, todo padre ao celebrar uma missa teria que ser preso em flagrante ao ingerir o vinho da consagração.
A não corrigenda modificatória das leis orgânicas ou estatutos tendo a participação representativa de cada setor da segurança, até dos carcereiros, soldados e outros, prejudicou por demais os seus artigos, só quem exerce na prática do dia-a-dia a sua função poderá dar subsídios para as normas a serem obedecidas e cumpridas integralmente.
Obs.: Certa feita recebi uma circular que me obrigava a elaborar os inquéritos pela ordem de chegada e numeração das ocorrências da PM respondi ao delegado, por escrito, da impossibilidade do seu cumprimento, alegando que estaria a autoridade ficando sujeita ao agente que numerasse e entregasse a ocorrência e, no caso de chegarem de uma só vez vinte ocorrências com às dezenove primeiras noticiando crimes de menor gravidade e, a vigésima, um homicídio ou roubo, não teria como elaborar o flagrante ou dar andamento na última enquanto não fosse concretizadas às anteriores.
Não sei dizer o que disse o emissor de tal circular, contudo, dois dias depois, fomos comunicados da sua anulação por cancelamento total e irrestrito.
Não se justifica a existência de Hospitais nas "duas polícias", inclusive os do IPSEMG o governo poderia fazer convênios com todos os nosocômios particulares que passariam a atender aos policiais mediante a simples apresentação da cédula de identidade e do último contracheque e, se fosse o caso, carteira de dependentes.
Justifico: Trabalhei mais de 35 anos nas duas polícias (vinte e dois anos na PM), poucas vezes precisei de atendimento médico e nunca fui internado em nenhum hospital.
Em minhas doenças eventuais usava remédios naturais ou de farmácia, portanto, poucos gastos dei ao Estado, igual a mim deve haver outros.
Com os convênios haverá economia para os cofres públicos que deixariam de manter verdadeiras "cidades hospitalares".

PARAR DE CENSURAR É PRECISO!

Nesta oportunidade, vou me referir ao que acho ser necessário para a UNIFICAÇÃO DAS POLICIAS.
Como já fui textual por demais, vou apresentar alguns tópicos para ajudar a moldar a "vida própria" da "colagem" o que permitirá a UNIÃO das polícias, aparando às suas arestas de disparidades e tendo por meta principal o combate ao crime, cujo fulcro, como já disse ambas vêm exercendo a contento às suas atividades, só que... Separadas desde o nascimento em priscas eras:

OS UNIFICADORES
Deverá ser composta uma equipe de alto nível intelectual e com maturidade com representantes de todas às classes, postos ou graduações, para a "colagem" que definirá a contextura da unificação.

ARMAMENTO
Padronizar os armamentos a serem utilizados no combate ao crime, todavia, sem eliminar o criminoso, apenas o manietando e o confinando numa prisão para à sua regeneração, como manda a lei.

"COSME E DAMIÃO" INTERLIGADOS
Retornar a dupla "Cosme e Damião" com as viaturas fazendo as ligações entre uma e outra para dar-lhes maior mobilidade e assistência, acabando com os claros ou vácuos do trajeto dos veículos prontamente ocupados pelos marginais.

POSTOS PERMANENTES
Retornar às diligências (ou postos) permanentes em distritos, vilas ou povoados visando a manutenção da lei e relacionamentos sociais com a população.

AULAS SOCIAIS
Fazer convênios com escolas de um modo geral, até faculdades se for o caso, para o aperfeiçoamento social e de convivência dos policiais unificados, o que, também, os unirá aos cidadãos por meio da freqüência às aulas.

ESCOLAS DE POLICIAIS
Retornar as escolas de recrutas com o nome de "escolas de policiais", para os ensinamentos funcionais e muito necessários, evitando, dessa forma, muitos enganos primários, tais como:
Atuar em crimes de ação privada sem a representação de quem de direito ou, num crime de dano sem vítimas pessoais, eles atuar como se fosse uma ação pública e... Muitos outros casos análogos.

APRESTOS POLICIAIS
Distribuir os aprestos policiais para todos em igualdades de funções (algemas, apitos, celulares, agendas, rádios etc.).

R.P. PADRONIZADA
Padronizar as rádios patrulhas e equipá-las funcionalmente, inclusive com macas, oxigênio etc.

POSTOS POLICIAIS
Transformar às companhias e pelotões em postos policiais com apenas doze policiais guarnecendo determinado número de quarteirões que abranjam toda a comunidade.

SENTIMENTO DE CLASSE
Promover um moderno sentimento de classe que una os servidores ao mesmo tempo em que faça com que eles próprios pratiquem o saneamento do meio deles dos maus companheiros, pára isso, dando ao que se encontrar fora do bom procedimento uma ampla e irrestrita possibilidade de regeneração e readaptação em prol de todos, inclusive dele mesmo. Na impossibilidade da "regeneração", que seja feita uma comunicação ao superior imediato evitando, assim, que ela venha da população e, consequentemente, da imprensa, às vezes, ávida de sensacionalismo.

"BUSCA VISUAL"
Que a cada policial unificado volte a ser ensinado a usar a "busca visual" à procura de armas, drogas etc.

DISCIPLINA
Equilibrar no "meio-termo" às disciplinas das corporações unificadas, e acabando com as sentenças e chavões mentirosos de: "superior não mente", "o policial é superior ao tempo" e outros.

SOCIALIZAÇÃO DOS POLICIAIS
Promover a socialização angariando amizades com o cidadão comum e acabando com as alcunhas de "paisano", "Alcagüete", "estranho no ninho ou ao meio", gírias exageradas e cognomes ofensivos etc.

FUNÇÕES "AD-HOC"
Suprimir os cargos "ad-hoc": todos os policiais têm que ser concursados para poderem ser responsabilizados, com ampla defesa, pelos deslizes porventura cometidos.

AUTORIDADE POLICIAL
Não vejo a razão primordial de o delegado ter que ser advogado, basta o candidato provar à sua capacidade para a função, podendo ele ser engenheiro, médico, ou qualquer um com maturidade e conhecimento, inclusive empírico, para tal mister.

ACADEMIA DE POLÍCIA ÚNICA
Uma academia única para a polícia tendo como maior cátedra a do combate ao crime em todas às suas formas e manifestações, além de sempre estar atualizada com as novidades que for surgindo.

DUPLICIDADE DE FUNÇÕES
Elaborar estudos junto à Justiça ou ao Congresso nacional para ser evitada a duplicidade de trabalhos e funções nos inquéritos policiais no intervalo dele para o processo.

REDUÇÃO DE "CLASSES"
Reduzir ao máximo possível e funcional a complexidade acumulatória de classes, postos e graduações (atualmente eles são mais de 45 nas "duas polícias").

REESTRUTURAÇÃO DE DELEGACIAS
Reestruturar o número de delegacias da capital e das grandes cidades, desmembrando-as em cada bairro com atendimento ao público que lá se apresente pedindo providências a respeito de qualquer crime ou contravenções: os policiais deverão saber tudo sobre a sua função, ressalvando-se apenas os casos de perícias médicas ou de locais de crime, onde o policial que atender ao cidadão encaminhará os papéis iniciais da "queixa" ao local apropriado e, não, o queixoso, este, se for necessário, será chamado pelo destinatário dos papéis.

LOCAL A SER POLICIADO
Elaborar um "universo" dos locais que devam ter policiamento, excluindo os de clubes em geral, teatros, cinemas, filas, etc. ficando esses locais na obrigação de ter os seus vigilantes próprios, com a polícia só comparecendo chamada para resolver os casos criminais ou contravencionais.

ASSOCIAÇÃO ÚNICA
Estudar a criação de uma associação única para todos os policiais unificados.

MORDOMIAS
Acabar com as mordomias discriminatórias e com as benesses apenas para as autoridades.

SALÁRIO BÁSICO
Haver só um salário básico para todos os policiais de mesma função e categoria, eliminado às "vantagens" no seu total. Justifico:
O atual governo do Estado colocou o nosso pagamento de razoável para bom, o que nos permitirá manter nossas "contas" em dia, desde que não haja diminuição do pagamento mensal e atual.

COMPORTAMENTO
Terminar com as classificações de comportamento, todos os policiais têm que ter um "bom comportamento" à altura da sua função pública, quem se destacar em determinado serviço policial, receberá uma licença remunerada de um a sete dias, o que servirá de incentivo e bom exemplo para os seus colegas.

CURSO SUPERIOR
O curso superior só servirá para promoções por merecimento desde que comprovado ou testado regularmente.

LEMA COMPORTAMENTAL
O policial deverá ser ensinado a ser um "escravo das leis e dos regulamentos" e... Nunca! Dos homens.

LEI ORGÂNICA
Elaborar uma lei orgânica única onde haja direitos, deveres, prêmios e castigos para todos os policiais.

HOSPITAIS E CASAS DE SAÚDE
Acabar com os hospitais e casas de saúde ditas dos policiais, o Estado fará convênios com os nosocômios particulares e os policiais serão atendidos apenas com a a, presentação da carteira de identidade e o último contracheque e/ou, se for o caso, uma carteira dos seus dependentes.

PORTE E POSSE DE ARMA
Todo policial deverá receber uma arma de fogo e munição, podendo trazê-los consigo, mesmo em seus horários de folga, em determinado tempo, o seu superior imediato fará uma vistoria na arma e o policial será responsabilizado por dano ou o extravio dela fora do seu horário de trabalho.
Justifico: é lamentável ver um policial prender um marginal e depois do serviço feito ser interpelado por colegas do desajustado ou seus familiares estando desarmado por ter deixado a arma na seção ou posto onde trabalhara naquele dia. Se o Estado fornece prédios, viaturas, alimentação de presos etc. pode muito bem dar ou facilitar a compra de uma arma de posse efetiva para o seu funcionário, ao em vez de obrigá-lo a deixar a arma num escaninho frio no local onde trabalha à espera do seu retorno, às vezes, como... Cadáver!

ELIMINAR A CONTINÊNCIA FORMAL
Elaborar estudos para acabar com a "continência" que nasceu de uma homenagem prestada a uma rainha e, na PM se estendeu para "atitude, gesto e duração", passando os "unificados" a se cumprimentarem respeitosamente ou amigavelmente como o fazem os cidadãos educados.
Observação: às variáveis permitidas pelos dedos das mãos poderão ser usadas como um código ao ocorrer o cumprimento, por exemplo: se um policial for cumprimentar ao outro e sabendo que está sendo seguido por alguém, poderá dizer: boa noite! E, ao mesmo tempo, imperceptivelmente para os demais ao redor, unir o dedo mínimo ao polegar, prosseguindo no seu itinerário na certeza de que o colega por ele cumprimentado estará, a partir daí, seguindo ao seu perseguidor! E, inúmeros outros códigos ou sinais de dedos, desde que padronizados e bem lhes ensinado para evitar mal entendido.

SERVIÇOS ESPECIAIS
Modificar as estruturas das PM2, P2, Coseg, Corregedorias e análogos, em prol da missão principal de combate ao crime, os componentes de tais grupos deverão ser aproveitados nas delegacias ou postos policiais com a missão especial de atualizarem fichários dos suspeitos e dos criminosos para serem consultados, diariamente, no início de cada turno policial. Observação: não vejo a razão de um policial que deverá ser "bom" estar vigiando um seu colega igualmente "bom" ou, "menos bom"; com os policiais, com a nova modalidade de sentimento de classe, a disciplina estando enraizada e a socialização inserida neles, os "maus" acabarão sendo afastados pelos próprios colegas, com a comunicação de deslizes sendo feita a cada responsável da delegacia ou posto, isso não é "delatar" e, sim, padronizar e lapidar o meio para à sua sobrevivência como filtro ou muralha da sociedade.

DISTRITO POLICIAL
Para evitar sentimento exacerbado de algum oficial trabalhando numa delegacia, que é um vocábulo referente a delegado, o nome dela poderá ser mudado para Distrito Policial, que também não é nome estranho para a população.

UNIFICAÇÃO EM PROL DO CIDADÃO
Aproveitar-se do fato das "duas polícias" Mineiras serem as melhores do Brasil, destarte, praticar a contextura unificando-as para o bem da população e da própria polícia com a meta primordial do desmantelamento das quadrilhas e bandos criminosos, os confinando a uma penitenciária resultando no livre trânsito dos homens honestos, atualmente, praticamente confinados em seus lares cercados de barras de ferro que, para os bandidos, são de ...isopor!
Feita a unificação, às duas anteriores polícias deixarão de ser raízes e caules para fazerem parte do "todo" em favor de "todos" os cidadões, também não mais serão um "termômetro que mede o grau de civilização de um povo" para se transformarem em uma muralha-filtro divisor das águas turvas! Sem eliminar o criminoso e, sim... O crime! Quanto aos delinqüentes, os "novos policiais unidos" os passarão pelo filtro, se forem recuperáveis irão para às "águas plácidas e cristalinas", caso contrário, a "muralha" os retornarão às "águas turvas" de onde serão "pescados" quantas vezes cometerem crimes.

SOBRE A IMPRENSA
Com a unificação concretizada das polícias, o dirigente dela deverá manter contato estreito e amigável com os diretores do "quarto poder" visando uma norma a ser dada aos repórteres da imprensa falada, escrita e televisiva no sentido de que eles parem de pressionar aos policiais com perguntas de fundo sensacionalistas, todavia, com segundas intenções de colocarem mal aos entrevistados que, igual aos repórteres, também está trabalhando.
Os repórteres, com a exceção que confirma a regra, quando vão entrevistar pessoas importantes em todas as facetas do cenário nacional não os pressionam, pelo contrário, às vezes, o entrevistado fica sabendo antes do que lhe será inquirido, porém, usam "dois pesos para uma só medida" entrevistando os policiais no "calor" dos acontecimentos e, pior! fazendo comentários desairosos ao término da entrevista, às vezes, desvirtuando o que recebeu de informação, com isso, estão prestando um desserviço à segurança pública e dando ensejo aos marginais de fazerem observações hilariantes à respeito do assunto tratado, bem como, colocando em má situação a polícia ante a sociedade, essa nem sempre tem a capacidade de assimilar e mesmo entender tudo o que foi dito pelo policial, só se atendo e acreditando na opinião desairosa final do entrevistador.
Caso o contato com o responsável pela empresa de comunicação não estiver funcionando bem ou dando certo, que o dirigente policial determine que, em cada grupo de policiais em determinado trabalho tenha sempre um policial mais arguto e mais capacitado para falar pelos demais, inclusive, discordando do repórter quando a pergunta for má intencionada. Tudo isso ocorrendo no "calor da entrevista" o que fará com que o entrevistador não possa, depois, fazer comentários "picantes" e mentirosos sob pena de perder a credibilidade com o seu público, razão de ser da sua existência profissional.
É comum vermos na imprensa em geral fisionomias de autoridades e agentes policiais bem como às suas fotos, tudo isso "escrachados" para o público, quando cometem um delito, deslize e até gafes, mas... Os bandidos em geral tampam os seus rostos e fogem das câmaras e microfones: os valores estão trocados! É o tipo físico dos marginais e às suas fisionomias que deveriam ser mostrados para, no mínimo, a população ver o seu rosto e poder, depois, os denunciarem quando cometerem crimes ou, então, fugir da proximidade deles. Da forma em que vem ocorrendo, eles comente crimes, passam como desconhecidos para o público e, na próxima esquina, após serem soltos, misturar-se-ão com os cidadões honestos como se fosse um deles.

PASSE LIVRE
Com a unificação, o DETRAN e os seus anexos passarão a pertencer ao grupo reunido, dessa forma, acabará o disparate da administração de trânsito ser do Detran e o policiamento que fiscaliza, dirige e orienta o trânsito, ser de outra organização (PM).
É comum vermos principalmente nas capitais e em cidades de maior densidade populacional os coletivos trafegando superlotados de passageiros além da capacidade prevista para os ônibus, a comissão que planejar a unificação deverá manter conversações no sentido de que os policiais ficarem isentos de pagar passagens nos coletivos urbanos, para tanto, apenas apresentando à sua cédula de identidade funcional, isso não ocasionará maiores prejuízos financeiros para as empresas de ônibus se considerarmos que, no máximo, eles farão parte daquele acréscimo da superlotação que acaba por dar muito lucro aos concessionários de tal serviço, além disso, terão uma maior segurança em seus coletivos sem pagar nada extra pela cooperação e, ao mesmo tempo, estarão cooperando para a diminuição de uma pequena parcela de gastos por parte dos policiais.
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Devo pedir escusa por ter sido muito prolixo e repetitivo, porém, o justifico pela importância e complexidade do tema, acho que devo terminar, porque, se aceitarem integralmente às minhas sugestões, poderemos cair no "risco" de estarmos formando e unificando policiais para trabalharem no paraíso, o que não condiz com a situação atual estampada em cada esquina de nossos aglomerados humanos por culpa de todos nós! e não somente dos profissionais da segurança pública como muitos deixam transparecer de forma errônea nos seus julgamentos precipitados.
Finalizando, devo dizer que, nem sempre a erudição nos dá a educação, a disciplina, e a modernidade má direcionada não nos tem dado o conforto, porém, a unificação das polícias, sendo bem feita, nos dará uma melhor... Segurança!
Para justificar, mais uma vez, a prolixidade textual das minhas sugestões, cito dois provérbios de minha modesta autoria:

A força dos mares e oceanos está na conjunção das suas gotas d'água, volatilizando-as ou às dispersando, os transformaremos num .... Deserto!
Dispensar às idéias, por mais simples que se apresentem, é tornar árido um vergel, ou... Alagar os areais do oponente que acatá-las no restolho da dispersão da opinião expressa!

(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
Coronel Fabriciano-l2/05/2 002.
Fone: 0(xx)3l 3846 6567.
conanbaracho@uol.com.br

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O SISO DO SISMO!

Desde que entrei na idade da razão, tenho observado inúmeras casas ou casebres serem desmoronadas e destruídas por enxurradas resultantes das chuvas advindas de nuvens nimbóticas, isso, transcorrendo quase todo ano e, por incrível que possa parecer, desabando outras casas, colocadas no mesmo local da anteriormente destruída, ali reconstruída durante o tempo do estio.
As fortes chuvas e conseqüentes enxurradas, não reclamarão dos obstáculos às margens de seus leitos estarem sendo repostos continuamente após a sua passagem, porque, para elas, não haverá destruição e, sim... Transformação!
É comum ver-mos várias construções, até luxuosas, debaixo de barrancos sem arrimo, quando chega a época das chuvas muitas delas ruirão estrondosamente, inclusive fazendo vítimas humanas, o barranco não se importa com o que existe (natural ou não ) em baixo na sua base ou vertente, quando é propelido, desnivela-se arrastando tudo sem lamentar, para ele ocorreu apenas uma transformação.
As pontes mal construídas e sem os respaldos laterais sobre ás margens dos rios, são, constantemente, na época de cheias, lambidas e negaceadas pelas enchentes que, sistematicamente, comprovam a sua estrutura e capacidade de sustentação; um dia, leva toda a ponte, seja ela de cimento ou de aço, para às águas, isso não importa, o que interessa é a modelagem que estão fazendo com o fim de transformação do meio circunvizinho.
Contudo... Não me conformo!
Como pode um ser, que se diz inteligente, tentar vencer de forma truculenta a natureza mesmo sabendo que receberá de volta os estilhaços ?.
Será tão difícil estudar a natureza imiscuindo-se entre as suas benesses e desvantagens?
O homem é um neófito habitante da terra, todavia, por considerar ter a capacidade muito elevada de inteligência, deixa escapar os cuidados mais elementares que sempre deveria tomar face ao desconhecido ou o que não consegue controlar nem está a seu alcance administrar, dessa forma, tão logo venha o prejuízo ocasionado pelas intempéries, transmudam suas culpas jogando-as sobre os governantes na intenção do ressarcimento dos bens levados ou destruídos pelas águas, o pior disso tudo é que, muitos deles, conseguem receber do Estado o pagamento pelos danos ocasionados pela natureza, em suma, recebe de todos nós que somos os fornecedores do erário.
O homem verdadeiramente inteligente, antes de construir às margens dos rios, procura nas bibliotecas ou mesmo com os mais idosos, porém, lúcidos, informações à respeito de enchentes anteriores até fazerem um quadro exato da altura maior em que as águas já ocuparam o leito do rio em foco, assim, munidos da informação, nunca irão construir naquele nível alcançado pelas águas, o fazendo bem acima. Um ditado muito antigo diz que "às águas sempre retornam aonde estiveram antes", também não erguerá suas casas debaixo de barrancos sem antes conhecer bem o local e a formação estrutural da terra , bem como, efetuar canais de drenagens e até muros de arrimos realmente fortes o suficiente até para conter todo o barranco das proximidades da futura construção. Se for construir uma ponte, o fará após investigar na região a altura máxima alcançada pelas águas das chuvas fortes e também a construirá tendo de cada lado a mesma distancia da largura do rio, desde que ele não seja por demais largo e, com a quantidade e qualidade do mesmo material que ficará suspenso sobre as águas.
A maturidade consciente estribada no aprendizado do cotidiano e, principalmente, nos erros dos demais! Nunca deixará seu portador ficar resvalando pelos bojos dos acontecimentos em direção dos gargalos das soluções , ao primeiro sacolejo do evento, o conhecedor profundo da missão a ser executada, aponta sua projeção em um mergulho certeiro e consciente, sem arestas, ultrapassando o gargalo e ganhando a vitória incontestável sem deixar atrás de si nenhum seu par atropelado ou acotovelado pela sua passagem direta pelos obstáculos, mercê dos conhecimentos adquiridos dos próprios companheiros de jornada ou dos antecessores.
Na natureza nada se perde em vão... Tudo se transforma! O homem também se transforma e ao seu derredor! Contudo, muitas das vezes, perde tudo... Em vão!
O nosso planeta é nossa moradia e somos inquilinos recentes e desobrigados do pagamento de aluguel para o usufruto das benesses recebidas, se nada pagamos pelo uso, devíamos, pelo menos, cuidar melhor da natureza, da flora e da fauna, principalmente, por termos recebidos a centelha da inteligência para a gerência geral de todos os tipos de habitantes terráqueos, não o fazendo, deixamos de participar das transformações naturais passando a ser um estorvo e mesmo um predador da lei maior das mudanças.
Se parássemos para observar a natureza, veríamos que ela é mais poderosa quantitativamente e, ás vezes, qualificativamente, do que o homem, suas águas cobrem três vezes a parte cedida ao homem, suas florestas nos dão medicamentos, comodidades e oxigênio, juntamente com as algas, nada cobrando de retorno a não ser o respeito por elas.
Os vendavais, tempestades, tornados, raios e outras intempéries, na maioria das vezes, têm dias e locais marcados para os seus surgimentos, como que, nos colocando de sobreaviso preventivo, em razão de não terem a intenção de nos causar danos e, sim, transformarem os elementos em seus caminhos.
A prova incontestável dessa superioridade está nas suas "armas" mais poderosas que são os vulcões, os terremotos e maremotos, ainda não controlados pelo ser humano, que apenas é capaz de prevê-los ou seguí-los, contudo, não podendo contê-los!
Desde criança, ouço dizer que o paraíso estaria na região dos rios Tigre e Eufrates, no oriente médio. Todavia, observando atentamente os problemas meteorológicos mais graves, passei a acreditar que o Éden está mesmo é na América do Sul. Aqui não temos terremotos, vulcões em atividade, nossas estações do ano são amenas e regulares, em tudo se plantando dá, não temos guerras fratricidas e ainda possuímos a maior floresta do mundo, além de termos uma verdadeira caixa d'água potável do planeta, há apenas uma exceção: precisamos, urgentemente, aprimorarmos os nossos comportamentos os estribando no princípio do direito de cada um terminar no início do de seu semelhante, inclusive com referência aos animais, fauna e a flora.
Quando eu era garoto ouvi uma historia que dizia mais ou menos o seguinte:
"Anos após a sua ascensão ao primeiro céu, Maria perguntou a Jesus:
Qual é a razão pela qual a maioria dos continentes e países da terra ter terremotos, maremotos, tornados, geleiras e nevascas, enquanto um pequeno continente em forma de um grande pernil não sofrer tais intempéries?
Ao que o "Rabi" respondeu:
Mulher! Preste bem atenção e veja o "povinho" que lá foi colocado, eles próprios são as intemperanças climático-sociais do seu continente, suas ações, com poucas exceções, eqüivalem aos efeitos causados aos demais países e continentes, agravado pelo fato de terem inteligência e não usá-la no rumo correto!"
É premente que utilizemos o nosso livre arbítrio coletivamente em prol de uma perfeita harmonia com a natureza para o bem dela e, principalmente, para a nossa sobrevivência na terra, dessa forma, ao em vez de sermos considerados destruidores, o seremos cooperadores com nossa morada emprestada enquanto vivermos e os nossos dependentes.
Às vezes, a "inteligência" do homem causa-lhe peças das mais estapafúrdias, senão, vejamos:
Construir bombas atômicas capazes de destruir o planeta até por sessenta vezes!
Querer conhecer os planetas e às estrelas se nem conhecem a própria terra lhes alugada, principalmente parte da Amazônia, os pólos e os abismos dos mares.
Fechar escolas, hospitais, retirar subsídios para estudos científicos, deixar retornar a tuberculose, febre amarela e outros males.
Insiste em ter alguns governantes e políticos sem nenhuma condição moral para tal patamar.
Não distribuir a renda, no que beneficiaria a todos, inclusive, a quem cedesse parte dos seus bens materiais.
Muitos outros eventos complexos para serem solucionados, porém, fáceis de serem sanados desde que houvesse vontade real para tal.
Tendo o homem à inteligência, e a natureza apenas a força ainda incontrolável, ouso dizer que, no caso em foco, quem vem vencendo é a natureza, mesmo, porque, destruindo-a, o homem está, na verdade, é... Suicidando!
Quando ocorre um terremoto, ele tem muito mais inteligência do que o homem, em razão de trazer em seu bojo o material necessário para a destruição sem encontrar um freio que lhe contenha a trajetória, só o fazendo quando quer ou ao final da acomodação que deu início ao seu movimento, ao homem, mesmo tendo inteligência, só caberá fugir ou tentar escapar do seu caminho, levando consigo todo o seu saber intelectual ou a sua parvoíce.
Não há covardia nem escolha por parte do sismo, ele apenas está se acomodando em suas placas como o fazemos numa poltrona pouco importando com os ácaros ou micro insetos embaixo de nós, além disso, não é comum ver-se um terremoto combatendo o outro, o que denota um princípio de inteligência sismológica.
A mente humana é possuidora da capacidade de entabular soluções intelectuais perspicazes em todos os momentos de sua vigília. Entretanto, o uso dessa capacidade varia de pessoa para pessoa e também depende do grau de conhecimento recebido e da moral inserida nela, o reflexo dessa inteligência é que vai atuar para o bem ou para o mal, bem como, para o utilizável ou o dispensável.
DE NADA VALE TER-SE INTELIGÊNCIA E NÃO USÁ-LA PARA O SEU PROVEITO OU O DOS DEMAIS, MELHOR SERIA NÃO TÊ-LA PARA NÃO SER COBRADO MAIS TARDE.
Para fugirmos de um terremoto de nada vale a inteligência (desde que o homem esteja no seu centro de devastação) ela ficará relegada a um plano inferior ao físico, esse sim, necessário para a fuga, onde se verá os parvos disputando em igualdade de condições com os mais sábios.
Nessas circunstâncias, posso dizer, sem medo de errar, que os terremotos têm mas siso do que os homens em razão de igualá-los na fuga sem nunca se afastarem de suas placas, o homem é que foi mais imprevidente em residir perto de suas zonas de atuações, como o fazem os que moram perto dos leitos dos rios e debaixo dos barrancos ou no beiral dos precipícios, isso ainda é pior quando se está em cidades onde as prefeituras ainda dão o "habite-se" para tais moradias.
Não acredito na afirmação de que o paupérrimo tem que viver naquelas condições precárias, se eles já não têm nada mesmo, pelo menos que continuem ter a vida, bem maior nos dado de graça, o que não lhes será mantido se continuarem a arriscá-la debaixo de barrancos ou nas margens dos rios, lembrem-se de que quando vão dormir deitam-se na pachorra de suas existências à procura dos braços de "Morfeu", pegando no sono, enquanto isso, do lado de fora, com o tempo fechado de nuvens "carregadas", as águas começam a engrossar trazendo ao bojo longitudinal do rio um volume crescente e continuado, com a diferença de que, o ser inteligente está dormindo estático e sujando a sua cama, enquanto a enchente, também usando o leito dela, invadido parcialmente pelo homem, passa limpando-o de todas as sujeiras ou objetos estranhos em direções de lagoas, outros rios maiores ou mares, de onde se evaporarão para retornarem, mais tarde, pelo mesmo trajeto ou outros idênticos.
A única coisa em comum entre eles é que o homem segue o seu caminho para a desencarnação de sua alma ou espírito e, a enchente, para a evaporação e nova vida enquanto água.
Se o ser humano não aprender a utilizar corretamente o livre arbítrio, ele será vítima do mau tempo, dos irmãos ou... De si próprio!
Com referência às intempéries aqui referenciadas, bastaria afastar-se das proximidades delas que deixaria de ser imolado por seus próprios atos temerários e atrevidos contra quem é muito mais forte indomável (pelo menos por enquanto) e... Destrutivo!

(aa.)S.A.BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br

O SUSTAR DO... SUSSURRO!

Há anos, a humanidade vem se destruindo, paulatinamente, num arremedo de fúria santa nos embates que lhe são forçados em todos os instantes de sua vigília. Ao menor sinal de perigo, os seres humanos, igual a um avestruz ou galinha choca, escamoteiam às suas iras e descontentamentos soltando faíscas de ódio para todos os lados, principalmente, na direção onde não haja escudos defensivos. Dessa forma, ficando livres dos ricochetes, sem, contudo, atingirem o alvo necessário por serem meros aprendizes de uma escola cultural muito mal ministrada a eles.
Desde a mais tenra idade, os jovens aprenderam ter que respeitar aos mais velhos, seguir uma linha metódica de comportamento e não se sobressair aos seus educadores. Esses ensinamentos vem sendo praticados pelos pais, há séculos, de geração em geração, sem que ninguém, até os dias de hoje, atentasse para o detalhe de não haver uma metodologia em tais instruções nem uma comunhão ordeira e igualitária dos genes de cada aluno dentro de sua própria família.
Se cada pai ou responsável ensina de um jeito, a seu critério, com cada "aluno" sendo, normalmente, diferente do outro, isso em vários lares ou instituições, os ensinamentos não poderão seguir uma mesma linha ou reta direcional para um fim desejado, por várias razões, dentre elas:
A meta desejada nunca será eficaz já, que, cada professor não seguirá uma trajetória preestabelecida nem terá como fazê-lo por faltar-lhe o cabedal dos métodos a serem ensinados, praticando cada um, tão somente, o que acha que aprendeu com os mais velhos ou em escolas, inclusive, da maturidade e de vida;
Sabemos que cada criança é diferente da outra, inclusive, dentro da própria família, dessa forma, se os "professores" não seguem uma linha metodológica, muitos menos seus alunos terão como por em prática com uma direção correta o que aprendem isso só ocorrendo por casualidade.
Em tempo antanho, era comum ouvir-se dizer que a melhor escola era a de "berço" estendendo-a para a da vida, isso poderia ter respaldo meritório e comprobatório se o desenvolvimento progressista não tivesse nos batido à porta numa velocidade alucinante e seqüencial.
Apenas no século que passou, tivemos uma miríade de inovações a começar pela descoberta do automóvel e do avião até os moderníssimo computadores que só faltam pensar por si próprios, se já não o fazem lá no norte onde está instalada a "NASA".
Somando-se a todo o progresso, vieram, também, os agrupamentos de nações ao comando das mais poderosas, cognominadas por "Mercosul" e outras.
Todo esse desenvolvimento desenfreado se fez acompanhar de uma mudança radical dos hábitos e costumes em todas as camadas sociais, os garotos já não brincam de "pega-pega" ou "soldado contra bandido", nem as meninas de boneca ou "passa aliança", as brincadeiras foram trocadas por horas e horas nos computadores, televisores com antenas parabólicas e "video-games".
Apesar de todo o desenvolvimento, os ensinamentos dos pais continuaram sem uma baliza que os condicionassem numa vertente convergente para que todos os alunos tivessem uma meta a alcançar de forma condizente com os bons princípios, fazendo-os crescer como seres humanos honrados, o pior de tudo isso é que os mais influenciáveis passaram a seguir os usos e costumes lhes mostrados nos cinemas e televisões nem sempre estribados no bom proceder ou aplicáveis em todos os momentos da vida.
Até meados dos anos setenta do século e milênio próximo passado, cerca de noventa e cinco por cento dos filmes, novelas, textos, livros e outros informativos análogos ocorriam o fato de todos eles terminarem com um final feliz. A medida que a humanidade foi percorrendo o término do século, esse costume foi sendo esquecido e passaram a acontecer o fato de muitas das vezes o mal sair vencedor, inclusive, em novelas de televisão, com a justificativa de que a realidade deveria ser mostrada e não embuçada. Além disso, é comum ver-se filmes, novelas e livros em que sempre a concubina é mais bonita e prendada do que a esposa abandonada. Sem contar os textos, impressos ou em telas, onde, às vezes, relatam um estado de pobreza de um ou mais atores. Porém, ao derredor deles, sua casa está repleta de luxo e coisas supérfluas, num desrespeito a imaginação do leitor ou assistente que sabe muito bem que, ao primeiro sinal de miserabilidade, tudo é vendido para a tentativa da subsistência falida da família.
Quando ainda era difícil as evoluções das cátedras escolares e havia poucos estabelecimentos de ensino, ao ponto de muitos brasileiros ricos terem que estudar no exterior, muito se dava valor a educação de berço que, mesmo com as deficiências já relatadas, servia de timoneiro para as travessias dos "mares da vida", entretanto, com a evolução industrial, cibernética e da comunicação, o mundo virou uma aldeia global e as noticias, novidades e progresso, trafegavam velozmente para as famílias influenciando os responsáveis pelos jovens, contudo, como já disse, sem lhes dar um fulcro ou paralaxe para distribuir ensinamentos que surtissem um efeito edificante.
A natureza e os minerais, ao contrário do ser humano, tem uma boa base para sua proliferação saudável :
Nunca se verá uma árvore de grande porte que não tenha passado pela semente, tegumento e tenras raízes;
Um prédio nada será se não tiver um alicerce competente a sustá-lo pelo tempo programado;
As estações do ano seguem uma meta trimestral e, se não o fazem, é justamente pela péssima ação predadora do homem intervindo com suas invenções e experiências sem pré planejamento eficaz e... Poluições diversas!
As árvores das terras altas e arenosas aparecem ao rés-do-chão com seus troncos e caules retorcidos resultantes da luta pela sobrevivência à procura de água sem se endireitarem após estarem na superfície. Em razão do aprendizado lhes determinar que devam permanecer retorcidas para continuarem em confraternização com sua base que prossegue, enquanto viva, serpenteando o interior da terra à procura do alimento líquido.
Os ventos, climas e as águas, seguem um itinerário preconcebido desde os seus nascedouros como a cumprirem ensinamentos anteriores.
Só o homem, embora sendo uma centelha divina, segue por caminhos tortuosos e, muitas das vezes até suicida, em razão do deficiente ensinamento lhe ministrado desde o passado mais remoto até os dias de hoje.
Nunca, quaisquer que sejam as escolas ou universidades, poderá lograr êxito na educação do ser humano se ele não tiver tido uma base alicerçada na honestidade e nos princípios que regem os caminhos que pretenda seguir, mesmo que esses itinerários sejam o do crime e da desonra,
Aonde vou? Como vou? Quando vou e... Por onde vou ? , é necessário um azimute nos ensinamentos e nos aprendizes que apontem para a direção almejada.
Assertivas essas que só poderão obter sucesso se o docente também conhecê-las muito bem para transmiti-las aos discentes.
De nada adiantará os letrados, governantes, superiores, igrejas, educandários, etc. urgirem esforços para encabrestarem o grosso da população canalizando-a para as vertentes por eles desejadas, porque encontrarão uma intransponível barreira humana de seres que se ufanam de saberem tudo, porém, apenas pensando que são possuidores dos conhecimentos diversos, por tê-los recebidos de forma incorreta, mas... Sugestionadas!
De quem é a culpa?
Claro! De todos nós e dos nossos antepassados!
Se estiver errado em minhas explanações, vejamos algumas situações esdrúxulas, para não dizer algo pior:
a)- Até mais ou menos a metade do século que se esvaiu, um professor ou professora tinha até nome de avenidas e prédios públicos, o esposo leigo de uma mestra era chamado de "marido da professora ", hoje!... É preciso dizer?
b)- Os policiais eram escolhidos pela robustez física em detrimento da escolaridade, tinham bigodes e eram, às vezes, violentos sem serem arbitrários, entretanto, eram respeitados ! Hoje?... Continuam fortes, escolarizados, e, às vezes, violentos, mas... Poucos são respeitados!
c)- Os vereadores trabalhavam horas a fio e nada recebiam dos cofres públicos, hoje?... Não preciso dizer nada!
d)- Os trabalhadores tinham, em sua maioria, trabalho ao qual eram agregados, hoje?... O mercado de trabalho declinou e, mesmo assim, os "trabalhadores", na maioria, procuram emprego e colocação desprezando o trabalho.
e)- Nas escolas e faculdades o aluno tinha que esmerar-se para conseguir notas que o elevassem ao ano escolar seguinte. Hoje?... os discentes não mais se preocupam em razão do próprio estabelecimento de ensino lhes dar inúmeras facilidades para galgarem o ano seguinte, sem pensarem que, assim o fazendo, estão premiando a incompetência e colocando no mercado de trabalho mais profissionalizado formados que irão errar nas atribuições que receberem em razão da falta da base, construções ruirão e pessoas serão mortas por médicos assim saídos da escola.
f)- O egoísmo impera nas classes mais altas que apenas defendem seus interesses sepultando os de seus inferiores.
Dessa forma, juizes, comandantes de unidades militares, delegados, senadores, deputados, governantes e muitos outros, com honrosas exceções, se previnem de não pagarem aluguéis de suas residências, deixando os funcionários menos graduados e que mais necessitam à procura de casebres nas periferias das cidades ou das favelas, é o que acontece hoje!
g)- Os médicos já não atendem em residências onde apareciam de branco com as suas valises pretas, contudo, ao serem procurados em seus consultórios, apenas olham os paciente e os mandam fazer uma série de exames laboratoriais pagos pelos clientes que lhes dão subsídios para fornecerem o diagnóstico. Quem deveria pagar tais exames é o facultativo, exatamente procurado e pago para dar o nome da doença do paciente e o conseqüente medicamento, hoje... É isso o que, erradamente, acontece !
h)- Os nossos fundamentos falhos, mercê das bases mal dirigidas e sem azimute, nos fizeram eleger políticos constituintes para elaborarem mais uma constituição para o nosso país com o pomposo nome de carta magma !, Nela, como em outras passadas, foram inseridos, apenas "prá inglês ver", vários direitos e garantias individuais com a grande maioria deles não tendo forças para sair das folhas fibrosas, secas e flexíveis denominadas papel, onde nem deveriam ter sido gravadas, o que evitaria a jactância de muitos quando estão a procura de votos, hoje?... Elas são letras mortas! senão, me provem do contrário, mostrando-me que todos têm empregos, saúde, escola, saneamento básico e muitos outros artigos ou itens ressecados nas folhas da aludida lei!
Continuar apontando as clamorosas falhas seria como pregar dos altos das pirâmides em dias em que não haja visitas ou, nos desertos quase infindos.
Se houver algum dirigente despreparado ou mesmo venal escutando, na certa, fará "ouvidos de mercador", além de desgastar em letras um assunto que é muito sério e que mereceria estar, não no papel, mas, no meio dos neurônios de nossos dirigentes, desde que o seu conhecimento tenha tido, pelo menos, uma aceitável base com um azimute devidamente e homogeneamente apontado para o norte socio-moral da humanidade.
Predicado esse muito difícil de encontrar justamente pela falta de concatenação nos ensinamentos e nos aprendizados iniciais.

SOLUÇÕES?

A primeira é utópica, bastaria colocar toda a humanidade num continente e as fortunas, cabedais culturais e escolares numa grande ilha com alguém os distribuindo igualitariamente entre todos, porém, com o passar de poucos anos tudo estaria como se encontra hoje, porque, ainda não se consegue mudar o modo de pensar e de agir arraigados pelos falhos ensinamentos iniciais, que acabarão por dissipar os bens materiais e fazerem mau uso dos valores eruditos e/ou culturais, a segunda solução seria ...
O SUSTAR DO SUSSURRO!

Em todos os locais de aglomerações humanas, seja de trabalho, estudos, lazer e até doutrinários, é comum observarem-se determinadas pessoas destacarem-se da maioria discorrendo sobre regras a serem seguidas, as formas a serem aplicadas e as ilustrações dos eventos. Entretanto, uma maioria esmagadora permanece em silêncio, quer por timidez, quer por incapacidade ou, ainda, por faltar o dom da oratória, COMO É O MEU CASO.
Quem sobe ao estrado para a oratória, começa, desde o primeiro degrau, a vestir-se com o paletó do egoísmo, a camisa do orgulho, e o lenço da exibição vaidosa.
A cada degrau, vai se sentindo dono da situação e mestre dos seus futuros ouvintes, a cada dobrar de joelhos à procura do patamar seguinte ou intermediário, tem longe do pensamento a genuflexão criteriosa para respeitar a si própria e aos demais, apenas... Galgam os degraus como dono do "universo" e merecedor de todas as atenções!
Se, entre os poucos degraus, houvesse apenas um da autocrítica lúcida, na certa, o orador teria desvanecido o seu egoísmo, orgulho e exibição, acabando por fazê-lo titubear desconexamente o que o faria retornar ao rés-do-chão sentando-se imediatamente na poltrona de onde saíra solerte, porém, não havendo tal entrave benéfico, ele prossegue galgando os restantes degraus enquanto, um pouco abaixo, o alarido termina ficando apenas um sussurrar desbalizado.
No patamar mais alto, começa às suas algarvias entremeadas de poucas coisas úteis e muitas desnecessárias ao desenvolvimento dos ouvintes, sempre estará se vendo num espelho imaginário como um salvador da pátria, um líder nato ou um literato imbatível.
Na platéia, o sussurro continua, porém, sem vertente para uma boa canalização que pudesse projetar suas flechas em direção do orador.
Não havendo concatenação, o sussurro fica bailando sobre seus emissores e os ouvintes qual uma tênue fumaça em locais frios, esvanecendo-se ao encontrar com outras oriundas de díspares lábios.

UM DIA...
Uma fagulha, celeste ou extraterrena, aglutinará os sussurros qual um aspirador monumental, retendo-o no bojo até à assimilação de seus méritos, os expelindo, depurados, de uma só vez em todas as direções, ocasião em que, sustado, o sussurro passará a ser um estridente grito de lamento que calará todas as vozes antagônicas aos seus desígnios, o que obrigará os dirigentes a repensarem o que vêm fazendo em seus interesses próprios contra a vontade de quem os colocara no apogeu com a missão única de representá-los, mister esse que fora esquecido tão logo houvera a posse.
Desaparecido o sussurro, (às vezes erroneamente confundido com fofoca) cada ser inteligente da humanidade não ficará nas ante-salas da oratória, porque, sua fala será contundente e, ao mesmo tempo, exigente da partilha a que tenha direito.
Com o nosso "passar pelo tempo", as modalidades de ensino se modificarão pela razão única de que ninguém aceitará pacificamente algo que discorde formalmente, o mercantilismo e os abusos ruirão pela divulgação em forma de denuncia clara e explícita, que partirá de cada fauce humana disposta a não deixar que seja sufocada pela goela abaixo.
Não haverá mais chacinas, tráficos de diversas maneiras, analfabetos, miseráveis, sevícias, etc. em razão do silêncio dos inocentes ter sido substituído pela gritaria dos insatisfeitos.
O mal só é relativamente vencedor quando ele é embuçado em escaninhos dourados ao resguardo injusto de quem tenha a obrigação de saneá-lo: o "Mal" e, não... O praticante do mal!
Enquanto a Justiça ficar olhando as más ações por um postigo folheado a ouro, ao derredor, elas vão se aquartelando em forma de sítio esganador, pouco se importando com a tênue observação que só serve para dar-lhes mais ânimo à procura do dinheiro fácil e da prática de diversificados malefícios.
Com o sustar do sussurro, haverá o desmantelamento dessas irregulares coligações desde o seu nascedouro, o que não permitirá sua reunião básica para perpetuar os delitos mais truculentos, hediondos e infames, mercê do fato de cada um colocar, aos gritos, as evidências criminais ao longo de sua linha de visada, obrigando, dessa forma, a uma tomada de providências imediata de quem tenha a obrigação de fazê-lo, o que não ocorreria se ouvisse apenas murmúrios queixosos e hesitantes.
O quarto poder (Imprensa em geral) é a mola mestra para a melhora de nossa situação estrutural, bastando, tão somente, receber os queixumes e ampliá-los em forma de gritos estridentes, como porta-vozes dos descontentes através de todos os meios de comunicações, falada, escrita e televisiva.
Por tudo isso que relatei, dou o passo inicial pedindo, aos gritos :
QUERO: DISTRIBUIÇÃO DE RENDAS, CARIDADE, HONESTIDADE, JUSTIÇA, SEGURANÇA, SAÚDE, TRABALHO, ESCOLA E... ESPERANÇA!

(aa.)S.A.BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br
Coronel Fabriciano (MG)
Segundo mês do terceiro milênio.
Fone: 0(xx)31 3846 6567.

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OMISSÃO!

Na primeira dificuldade, em quaisquer circunstância da nossa existência, temos por hábito procurarmos o causador das falhas ou, na pior das hipóteses, saímos à procura de um " bode expiatório " para justificá-las, todavia, com raríssimas exceções, procuramos o engano a partir de nós mesmos.
Qualquer coisa, criada, inventada, vivificada ou feita pelo homem, sempre haverá o certo, o errado e o meio-termo, o que muda é apenas o ponto de observação e suas preferências, bem como, o próprio ser humano e suas desigualdades.
Para um homem, enquanto desonesto, o certo é o errado, em contraposição, para um lídimo, o certo é o correto mesmo.
No meio termo ficam, em determinados casos às pessoas sem opiniões, sem discernimentos, desinteressadas de tudo e da vontade investigativa ou deliberativa.
A coisa certa, no irrestrito valor do vocábulo, não pode conter em si nenhuma constituição errônea e, muito menos, a omissão consciente, ela é como um diamante sem jaça ao surgir às vistas do garimpeiro felizardo.
O objeto errado, no irretorquível predicado do vocábulo, também não poderá conter nenhuma formula do correto, todavia, estará sempre congregada com a omissão culposa ou dolosa, é como o excremento de um elefante sendo remexido ou incomodado apenas por um ciscar de moscas.
A virtude sempre estará no meio-termo dos extremos eqüidistantes, entretanto, isso não vale quando as extremidades forem o "certo" e o "errado" em razão da virtude nunca amealhar nada dos erros e engodos, sendo frontalmente contra o errado, ela não poderá coabitar com ele, mesmo estando, aparentemente, em igual distância do certo e da coisa errada, ocorrendo essa circunstância, a omissão ficará entre o meio-termo e o errado, contudo, nunca atuando no "certo" em razão dele afastar-se dando lugar de intervalo para a omissão intrusa juntar-se à coisa considerada errada.
O difícil para o homem, na atualidade, é saber discernir entre o bem e o mal em razão da carência de honra e respeito mutuo contemporâneo, somado à ambição desmedida, inveja desmesurada e egoísmo cumulativo, nessa situação, a omissão campeia desordenada pelas planícies da nossa existência sempre sendo reforçada pela soberba e ambição desenfreada da maioria que deles tenham conhecimento.
Há dois tipos de omissões, uma é a culposa onde é praticada por imperícia, imprudência ou negligência, a outra, é dolosa! Podendo até caminhar para ser criminosamente hedionda, nesse caso, sempre terá fins lucrativos ou contra a vida humana.
É muito difícil para a maioria das pessoas distinguir, de imediato, a coisa errada da íntegra, em razão do errôneo sempre estar revestido de omissões danosas e mascarado por subterfúgios e benesses faustosas.
O meio-termo também não é fácil de ser identificado por causa da proximidade da omissão ou lacuna ainda não expelida totalmente dele e flutuando no intervalo entre ele e o "mal", todavia, longe do "bem", do qual sempre ficará separado justamente pelo meio-termo divisório e procurado pelo neófito aprendiz da viagem pela vida.
A coisa certa tem luz própria de amplitude infinita e é reconhecida pela difusão de suas virtudes e dos seus méritos, nela não há nenhum meio-termo e, muito menos, a coisa considerada errada.
Elencar, nessas poucas páginas, todas as omissões ou lacunas diretamente influindo em nossa vida, seria impossível em razão de não haver, no mundo, nenhuma livraria que coubesse os livros e vocábulos necessários a tal mister, todavia, alguma omissão mais contundente pode explicitar, dentre elas as seguintes:
Fabricação irregular de máquinas ou quaisquer outros equipamentos em que a sua vida funcional fica bem abaixo do razoável, com a intenção do retorno dos compradores à nova oferta e aquisição do produto sabotado.
Fabricação de medicamentos com as dosagens medicamentais abaixo do normal para um maior lucro dos fabricantes em detrimento da saúde dos seus clientes, nesse caso, pacientes que dependem da dose correta para sua sobrevivência, cura ou melhoria de saúde.
Governos e políticos, de uma forma que está ficando quase generalizada (menos em Minas Gerais), governando e legislando em causa própria, ou pior, dolosamente, lesando seus eleitores e amealhando dinheiro público ou de terceiros para seus cofres ou dos seus apadrinhados ou apaziguados.
Facultativos, causídicos, policiais, religiosos, engenheiros e construtores, fiscalizações, latifundiários, industriais, comerciantes, banqueiros e muitos outros, numa prática quase constante da omissão em desfavor de todos, inclusive deles mesmos, eventuais e futuras vítimas de seus próprios deslizes com dolo ou mesmo com culpa:
Um médico que explora seu paciente e até o deixa falecer, poderá, no futuro, ter um seu parente em igual situação vindo a fenecer, ou, um parente próximo sendo assassinado ou acidentado pela falta exatamente da pessoa que o deixara morrer por sua omissão.
Um causídico omisso que deixa seu cliente inocente ser condenado a uma pena rigorosa poderá fazer dele um revoltado que, sabedor de sua inocência e do descaso do seu advogado, certamente, engrossará o rol dos criminosos perigosos e só pensará em vingança contra seu "defensor" e todos os demais.
Um mau policial que não seja escravo da lei e dos ditames legais acabará, com sua omissão, sendo escravo dos homens e transformando-se num delinqüente pior do que os criminosos marginalizados, justamente por receber salários para fazer um trabalho correto em defesa de toda a sociedade, agindo com omissão, passarão do meio-termo e será amealhado pelo lado errado da coisa, prejudicará a sociedade, a si e à sua família... Irremediavelmente!
Um religioso, inclusive protestante, que não seguir os ditames da bíblia sagrada, os dogmas e a fé caritativa, na certa, ficará imerso no lodaçal dos desvirtuamentos e da incredibilidade de seus fregueses da igreja em que se destacou como guia e pastor. Sua lacuna poderá levar muitos dos fieis a desacreditarem nos ensinamentos da igreja de Cristo.
Os engenheiros e construtores que se descuidarem, erigindo construções diversas sem os cuidados necessários à segurança, matarão muita gente e muitos serão levados a bancarrota, inapelavelmente !
A fiscalização, qualquer que seja ela, que não cumprir os trabalhos lhes distribuído, deixará a coisa "certa" ser mesclada à "errada" sem a separação do meio-termo que ficará orbitando entre as duas situações heterogêneas, por isso, pagará caro pela omissão que acabará por bater-lhe, também, à porta, principalmente se o seu mister for cuidar da saúde, que é pública e, portanto, poderá se mal fiscalizada, alcançar-lhe, também, de supetão.
Os latifundiários que não exploram a maior parte de suas terras e se apegam às mesmas sem distribuí-las ou facilitar a compra a quem possa cultivá-las em favor de todos, estará juntando ao seu redor terras não aproveitadas que acabarão sendo invadidas por quem delas necessite realmente, culminando por prejudicar-se ou aos seus herdeiros pela sua ganância possessora, a sua omissão desmedida e parvamente ambiciosa é uma das razões da precária distribuição de terras neste país.
Os industriais, banqueiros e comerciantes estão no mesmo altiplano sobre uma montanha de dinheiro tendo, na base, os seus empregados, funcionários e clientes semi-aterrados pelo vil metal que eles ajudaram a colocar na pilha sem receberem os dividendos e vantagens do lucro que ajudaram a arrecadar para os patrões, as suas omissões chegam ao cúmulo de prejudicarem exatamente a quem sempre os ajudou. Essa é uma das omissões que não permite a divisão das rendas para todos, ou, pelo menos, para quem ajudou pela vida a fora na coleta das fortunas.
Seria como já disse impossível relacionar em papéis todas as omissões existentes, principalmente, em razão de elas estarem medrando em todos os lados e ramos da vida humana.
Até um simples gari omisso poderia deixar algum monturo num canto de rua e, ali, procriarem insetos e mosquitos que acabariam por causar uma epidemia lastimável e mesmo mortais, onde se gastariam milhares de reais que dariam para pagar, vários anos, um gari em cada palmo do piso daquela mesma rua mal limpa pelo funcionário omisso.
Quando um dirigente omite em suas obrigações em desfavor dos que estão em patamares abaixo do que ocupa, estará praticando um ato mais prejudicial e repulsivo do que o dolo consciente, também estará se prejudicando e aos seus pares em razão da ordem natural das coisas que não permite deslizes de procedimento; ao menosprezar seus dirigidos estará, também, esmerilando a sua base de sustentação, minando-a, degrau a degrau, até chegar o dia em que abaixo de si só estará os seus comandados. Todavia, despojados das energias necessárias a mantê-lo no patamar, tais subordinados terão sobre eles apenas os restolhos das omissões contra os mesmos praticadas, dessa forma, todo o palácio de cristal do dirigente ruirá em cacos, estilhaços das lacunas praticadas que, no ricochete de suas arestas, atingirá o foco de sua difusão, ou seja: o venal e imprevidente dirigente!
As formas de governar que proliferam a cada mudança de comando, às vezes, com a abertura de novos secretariados e/ ou ministérios, onde, de quando em vez, desaparece um deles para ser criado dois ou três, mercê da necessidade de dar acolhimento aos apadrinhados ou cumprirem conchavos políticos transcorridos durante o pleito, levam alguns dirigentes ao cúmulo de ter em seus quadros tais atribuições divididas em várias secretarias e ministérios, cada titular fingindo que obedece ao outro, isso só quando não ocorre nada de meritório, todavia, uma delas se destacando das demais, os interligados avançam frente aos microfones e câmaras no afã de receberem, também, as homenagens.
Apesar de ser contra tantas divisões de atribuições com aglutinamento de algumas delas na sombra da outra, um ministério ou secretaria teria que já ter sido empossada e estar funcionando a pleno vapor, é o de combate a OMISSÃO (lacuna, falha ou o sinônimo que acharem de bom alvitre).
Já escrevi alhures, que todas as leis do mundo, e não são poucas, caberiam dentro dos dez mandamentos doados a Moisés por nosso Deus, e que não há necessidade de orações, novenas, missas, seminários etc. pedindo ao Arquiteto do Universo para acabar com a violência e a maldade, bastaria, tão somente, pedi-lo pela CONVERSÃO DOS PECADORES e... Mais nada!
Da mesma forma, retornando ao lado humano, uma secretaria ou função análoga que combatesse o bom combate na extinção demolidora da omissão, quaisquer que sejam elas, verteria em vantagens imensuráveis e até inenarráveis para todos nós.
A omissão é a "AIDS" de fraque e cartola que nos ameaça e circundeia em todos os nossos passos pelos caminhos da vida. De quando em vez, ela se traja de mendigo e fica nos recônditos à espera dos mais simplórios, pobres e desnutridos, quando lhes dá o bote fatal, de outras vezes, ela se homizia nos postigos nos vislumbrando parcialmente e esperando a nossa aproximação para nos dizimar.
Fugir da omissão é mais difícil e complicado do que bani-la em direção do errado insofismável, seu eclético companheiro de peripécias destruidoras, justamente por ela estar sempre dissimulada no entremeio da coisa errada, entre o meio-termo e o mal, com aparência de correta até a sua eclosão calamitosa e, às vezes, irreparavelmente corrosível.
Em determinadas circunstâncias, a omissão é pior do que fazer a coisa errada, neste caso, ainda há a possibilidade da corrigenda, naquele, é praticamente impossível, dado ao fato da omissão não ter consistência para o remendo, por ser "algo que se deixou de fazer'.
No dia em que a humanidade não mais aceitar ou praticar a omissão dolosa ou culposa, a Terra será um paraíso de gozos e felicidades onde tudo que se fizer criar ou participar, sempre estará burilado e com o selo da aceitação de todos, funcionando para todos e em favor de todos.
Aos poucos, o "errado" irá se desvanecendo por falta de clientes e da ajuda da omissão, consequentemente, as lacunas serão cimentadas pelo meio-termo que servirá de timoneiro do destino da humanidade à caminho das estrelas que é o seu porvir prescrito há milênios.

Início do primeiro abril do
Terceiro milênio.
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uol.com.br
Coronel Fabriciano/MG.

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PENA DE... MORTE!

A violência sempre esteve em simbiose com a docilidade numa comunhão constante através do limalhar volátil dos tempos desde que a vida se fez presente em nosso planeta.
Por várias vezes, essa conjunção ficou patenteada no "livro da vida", às vezes de modo sutil e despercebido em seu resultado final, ora, prejudicando alguém pela própria arbitrariedade da violência, ora, beneficiando pela amenidade da docilidade bondosa. Não é viável a coexistência pacífica e a bondade sem a presença da violência é necessário a miscelânea delas para que uma destaque da outra em direção de nossos sentidos, faltando uma delas, não há o que projetar ou justificar a oposta: NÃO HÁ O BEM SEM O MAL OU... VICE-VERSA!
Todo oposto está em proporção igual ao seu desafeto desde que haja o equilíbrio do meio racional.
O meio termo é a razão de ser de todo empreendimento aceitável em qualquer eventualidade que o fato nos seja apresentado, inclusive no campo espiritual/psicológico.
Até Deus utilizou do meio termo para punir Adão, Eva e Caím pelas faltas cometidas, expulsando Adão e Eva e banindo Caím da família, colocando no último uma tarja preta na face por ter o mesmo cometido o delito mais grave, sem, no entanto, ceifar a vida de ninguém por considerar tal ato como "extremo" !
Duas coisas causam-me espécie repulsiva:
Os Extremos e os Excessos! Em quaisquer de suas manifestações ou formas!
Estando presente (ou latente) o "estremo" não há de que falar-se em julgamento justo e ponderável.
Os "excessos" desgastam as fontes e massacram os alvos deles, quaisquer que sejam! Tornando aleatórias as "linhas de visada" e a de "mira" nos campos materiais, espirituais, animais, psicológico e até humano, influindo nas demais linhas da imaginação e de procedimentos diversificados.
Meio termo e equilíbrio se completam harmônicamente, enquanto o primeiro nivela a atuação o segundo a completa na horizontal, tal e qual um nível perfeito abrindo e apontando o horizonte para um resultado ideal.
A bondade e a docilidade são gêmeas fraternas e nos foram doadas, no início da criação terrena, pelo Criador, que nos deu vida, alimento, moradia e geração inicial na pessoa de Adão e sua família, ex-moradores do fabuloso "Jardim do Éden".
Em seguida, apresentou-se a maldade insinuando-se em Eva e sendo acatada por Adão. A "maldade" "transfigurou-se em ''violência" no âmago de Caím, aflorando em sua magnitude no fratricídio de "Abel" e... existiam apenas alguns seres humanos na terra, talvez não mais do que quatro! O que comprova que a violência e a maldade já, naquela época, estavam em simbiose com a docilidade e a bondade em local onde havia o mínimo de pessoas envolvidas.
As atuais estatísticas alardeiam um aumento da violência num parâmetro insustentável, no que, não encontra respaldo na verdade, uma vez que, no início da vida humana na terra, a "maldade" e a "violência" já medravam meio a meio com a bondade e a docilidade apenas, ressalta-se, a violência sempre foi fruto do mal e, a bondade, doação do Criador e, isso, pesa na balança, em virtude de Deus ser o " Tudo em todos"! Em assim sendo, a sua bondade e misericórdia não podem ser medidas pelo acréscimo da violência nem pela densidade populacional, local onde grassa o "mal". Entretanto, esta doação de bondade para levar e haver a simbiose com o "mal tem que haver a receptividade e o merecimento". O "mal" gera-se por si só em razão de ser a decadência de o próprio ser humano.
Não interferindo Deus no "modus vivendi " de seus filhos, ele não dará a bondade e a misericórdia para a simbiose, a menos que passem a merecê-la.
Resta-nos uma solução paliativa e dependente do aval de Deus:
O homem, em sua essência ditatorial e egoísta, tão logo conheceu o fogo e uma paupérrima sabedoria, galardoou-se de "dono da terra", passando a explorar e destruir a natureza, principalmente os animais, vegetais e minerais e não satisfeito, começou (há muito tempo) a embater um com os outros até transformar-se no predador do próprio irmão.
Estes "extremos" mesclaram-se aos "excessos" transformando em ruins os bons princípios e o respeito, passando a afastar o "meio-termo" e o "equilíbrio", esta dilatação de pensamento e atitudes foi diluindo a simbiose entre o bem e o mal e isso só poderia levar ao aumento de um dos predicados antagônicos, com realce maior para a Violência, não tendo o homem o merecimento de receber o reforço da bondade e misericórdia de Deus, cabe a ele fazer o equilíbrio sob o olhar atento do Criador, para tal equilíbrio, necessário se faz que os extremos sejam recolhidos ao centro com o recuo permanente das arestas... Sem apará-las! Para tal feito, não contando o homem com o merecimento de Deus, ele deverá inverter os pólos numa ótica humana de doação paulatina e diuturna, cedendo aos "maus as vantagens que dá aos bons. Quanto mais o homem normal afastar-se do delinqüente violento mais e mais o desviado e desajustado irá assimilando maldade dos seus iguais, em desfavor dos que se afastaram deles (os bons).
Numa sociedade "perfeita", cada um dos seus membros tem sempre que aprender uns com os outros, todavia, para ser perfeito, o aprendizado tem que ser de coisas dóceis e boas. O mal não ensina docilidade nem humildade, portanto, os bandidos nada têm a nos ensinar! dessa forma, eles perdem não aprendendo, e o mal de seus colegas vão se amalgando cada vez mais neles, no entanto, se os bons e honestos misturarem-se com os desonestos e pervertidos dando a eles sabedoria sem extremos e não recebendo deles a maldade, as arestas irão sendo assimiladas tal qual a junção de átomos na química e, de quando em vez, haverá a transformação de "menos maus" em "iluminados" sem que os virtuosos percam nada na troca, desta forma ocorrerá a separação cadenciada dos violentos sobrando tão somente os irrecuperáveis!
Afastar-se de todos os maus é um erro grave! Julgá-los sem ter em mãos todos os dados é erro maior, isolá-los em um todo seria o holocausto!
Por qual razão os grupos de todas as religiões, sociedade de serviços e o próprio governo, não tomam as rédeas da situação simplesmente procurando trazer para seus meios de circulação e vivência os violentos? dessa forma, na quase plena luz da bondade e da sabedoria, eles poderiam ser dosados e domados além de instruídos para o "bem servir". Se de todo não houver frutos imediatos e fartos, pelo menos, sem que os marginais o percebam, muitos deles terão às suas arestas influenciadas pelos bons exemplos e atos e acabarão por deixarem a vida irregular que levavam, o que delimitará os 'maus pervertidos" dos "maus ocasionais" que ainda estão à caminho da perdição caso ficassem juntos:
Só a sociedade ganharia com isto!
Num campo de futebol, nos circos, nas quadras esportivas, nas igrejas, nos cinemas, nos clubes, etc. a população está presente, muita das vezes pagando por tal usufruto, mas, os violentos também lá se encontram, entretanto, suas maldades estão retidas e tolhidas pelas ações dos esportistas, atores, representantes religiosos... E, pela contigüidade dos seus "semelhantes" de boa índole. Será isso um enfraquecimento do mal? Ou será o fato do mal, apesar de presente na galeria dos assistentes, se encontrarem rebaixado a planos inferiores pela visão e audiência de um ato considerado honesto?
Acredito que a última hipótese é a mais viável, já que, as trevas do mal não têm força para obscurecer a luz plena das boas ações. O que ocorreu então?
Claro está que aconteceu apenas a junção e o equilíbrio dos "maus" à áurea dos bons, e essa simbiose concorreu para que o mal fosse mascarado, embora de forma momentânea. Contudo, provado está que o mal não é constante nem os maus são totalmente solidários nas más ações, pois, se assim fosse, os maus praticariam más ações em quaisquer lugares e a todos os momentos!
A PENA DE MORTE PARA O SER HUMANO É INFAME E BOÇAL, atua claramente oposta à união simbiótica e tolerável entre o "bem" e o "mal", além do fato de não ser correta e "boa", pois, se aplicada, seria um ato determinado pelos "bons" : matar outrém em nome da própria "bondade" é um absurdo irrecuperável !
O próprio Deus que era (e é) juiz e executor, ao julgar o primeiro crime de sangue, não matou o acusadom, justamente por não querer macular o "Bem" dando-lhe a força de "Matar"! Tempos depois, num outro julgamento, cobrou dos julgadores os atributos de "jogarem a primeira pedra" desde que não tivessem "telhados de vidros"!
Estará o "bem" aqui no planeta alicerçado no próprio "bem" para eliminar os semelhantes, alimentando-o com a eliminação de humanos, acabando com a vida, dom de Deus? Isto é praticar o bem? Tem tal "bem" elementos cósmicos para refazer a vida em caso de erros no julgamento e condenação a morte?
Teria a nossa justiça, desde o mais humilde recruta e/ou aprendiz de detetive até o mais douto juiz, passando pelas instituições e aparelhagem científica, TODOS os condizentes para "salgar" e discriminar os mais ferrenhos criminosos os encaminhando para a morte material e irreversível? Acredito que não! Pois, para retirar qualquer coisa é preciso tê-la de antemão e, Nós, não somos donos nem das nossas vidas!

(aa.)S.A.BARACHO.
Fone 0(xx)3l 3846 6567
conanbaracho@uol.com.br

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PENITENCIÁRIA... PENITENTE?

"Num país, só poderá existir ordem quando cada autoridade constituída (e seus agentes) se encerre nos limites que a lei prescreve"

Não devemos medir o homem por sua capacidade de vencer e, sim, de convencer!
Vencer é uma contingência agregada em vários meandros que se completam na direção desejada, contudo, convencer vai mais além e requer discernimento para aceitar a vitória ou a derrota dependendo do ponto de vista de cada lado colocado face a face.
A força é um privilégio de conquista com perseverança, labor e controle, entretanto, utilizá-la descompassada e arbitrariamente, é o mesmo que transfigurá-la em injustiça!
Não se coloca cimento nos areais nem em terrenos paludosos em razão da falta da base para a sua sustentação, no primeiro caso, ele escorregará pelas areias ou se enfraquecerá pela diluição arenosa e abrangente e, no segundo, porque o lodaçal o liquidificará esmaecendo a sua força.
Vitória e força andam de mãos dadas por razões óbvias que dispensam arrazoamentos.
Dentre os vários labirintos e sinuosidade que completam a força e a vitória, situa-se o armamento que, quanto mais pesado, é mais mortífero e devastador, culminando com a bomba atômica. Contudo, uma arma muito mais poderosa está nesse evento em um almoxarifado ou paiol, lacrado e muito bem protegido por milhares de guerreiros denominados de neurônios que, com ela, se encerram na caixa craniana de cada ser inteligente.
Nenhuma arma será acionada sem uma ordem originária de tal poder, que também é conhecido por mente, inteligência ou pensamento, a única disparidade é o grau de sabedoria nele contida, erroneamente denominada de "QI".
Para mim, os quocientes de inteligência servindo de paradigmas para a avaliação da inteligência humana já estão muito ultrapassados, pelo simples fato deles, normalmente, serem feitos com o ente em repouso e à espera do mesmo.
A nossa mente é um turbilhão de informações e centelhas variadas que são conduzidas e arrebanhadas pelos neurônios que, por sua vez, também sofrem interferências externas de emoções diversificadas e até da alimentação ingerida, o que coloca em cheque tal exame, que poderá ser efetivado justamente quando o ser humano está em uma evolução transitória de suas induções e percepções extracorpóreas.
A história registra que "Einsten", o pai da teoria da relatividade, foi reprovado várias vezes na escola onde estudara. Napoleão Bonaparte ficou em antepenúltimo lugar em tática militar na academia que freqüentara. "Ghandi" venceu todo o poderio armamentista da Inglaterra utilizando apenas a sua inteligência e o poder do seu pensamento reforçado pela "não reação".
Se passarmos a medir as inteligências tomando por base informações suplementares como: situação financeira, moral, educação, maturidade, cultura, discernimento, decisões complicadas e difíceis, religiosidade e inúmeras outras, inclusive do "DNA ou GENE" de cada indivíduo, parece-me que luzirá a fina essência da inteligência pura e sem jaças que, também, será aceita pelas pessoas que estiverem próximas ou conhecerem o entrevistado colocado em exame.
Ser bacharel, ter galões ou divisas, ou ser autoridade, não quer dizer que seja totalmente inteligente. Pois, para galgar os postos de comandamento pode ter havido uma não perda de oportunidade nos estudos enquanto outros, com a mesma inteligência, se perderam pelas vicissitudes do cotidiano pobre ou em festanças pela noite à dentro deixando a sua mente estagnada momentaneamente em prol dos prazeres da carne. Passada a "ressaca", a sua inteligência continuará a mesma, excetuando-se apenas a possibilidade de tê-la empanado com algum problema mórbido advindo das farras praticadas.
Como já disse, vencer! Precisa de o predicado convencer para formar uma contextura vitoriosa, não basta ao homem chegar a patamares acima dos outros, e, ali, estagnarem preocupando-se apenas com as benesses porventura adquiridas, na certa, será ultrapassado pelos seus próprios colegas, sendo, também, deixado para trás por subordinados que, mesmo não tendo o cargo de chefia, irão além dele no tocante ao pensamento e a inteligência.
Não nos é permitido devassar, totalmente, o futuro de forma concreta, isso, ocorre apenas aleatoriamente nas maquetas futurísticas dos planejadores/especialistas.
No tocante a alma ou espírito a vedação é total!
Se não podemos, com certeza, basear nossos parâmetros para o futuro baseados em nosso padrão de vida do cotidiano, qualquer que seja ele, do mendigo ao abastado, do recruta ao general, do eleitor ao presidente da república, do boçal ao mais inteligente , temos, então, que visualizar o nosso passado mais próximo ou longínquo na tentativa de encontrar um corrimão que nos conduza a um futuro promissor e por nós idealizado.
Sem a pretensão de querer ser um historiador que, para mim, é um "profeta que olha para trás" e, também, sem me ufanar de ser um ator, apresento aos amigos um pequeno monólogo onde procur, o relatar fatos comigo acontecidos no passado e que me serviram de azimute na minha humilde vida de "ninguém", hei-los:

REMEMORANDO O PASSADO
Por volta da década de 60 do século passado, me encontrava como soldado e cabo da polícia militar mineira, destacado na cidade de Montes Claros, uma das minhas funções era a guarda da cadeia, dividida em turnos para um só policial a tomar conta de muitos presos encarcerados, até por oito horas seguidas.
O ensinamento policial recebido na caserna e a educação de berço, já que nunca estive em escolas além do curso primário, eram os únicos timoneiros do meu procedimento, dessa forma, procurava ser respeitado e respeitar os reclusos, procedendo com eles de acordo com o meu entendimento ocasional em cada situação apresentada, assim, dando-lhes remédios às minhas custas, respeitando às suas visitas, inclusive mandando, no caso de mulheres, que elas próprias revistassem umas às outras, porém, colocava uma moça, vizinha da cadeia, no meio delas, despistadamente, para informar-me no caso de alguém tentar o ludibrio.
Certo dia me encontrava escalado para a guarda a partir da meia-noite, o que bastou para que vários presos de uma cela de alta periculosidade tudo fizessem para haver uma troca com o meu colega, que estava no turno anterior ao meu, no que não foram atendidos.
Tão logo me deitei a espera do meu horário, o alarme de fuga foi dado e todos nós fomos para a cadeia que ficava próxima ao nosso alojamento, onde constatamos que todos os presos, em número de uns quinze, tinham evadido passando pela grade que serraram, isso, por volta de quase meia noite.
Todos os policiais foram para a captura, e todos os fugitivos foram presos naquela mesma noite, em razão de terem evitado os movimentos de pessoas nas ruas e avenidas se homiziando em casa de seus familiares ou amantes, já conhecidos por nós.
Na delegacia, prestaram declarações dizendo que só foram recapturados em razão de não terem fugido de madrugada.
Ao serem perguntados por que optaram pelo horário da fuga, em coro, responderam:
"Uai! vocês acham que iríamos prejudicar o Baracho, único policial que nos dá atenção, respeita nossas visitas e nos dá remédios!
*
Pouco tempo depois, na cidade de Monte Azul, continuei respeitando os presos, mesmo, porque, as penas lhes imputadas eram de cerceamento da liberdade e não de outras proibições, gostava de sentar-me com os pés nas grades de uma cela onde estavam três perigosos assassinos e um ladrão.
Também procedia com eles igualmente o fizera em Montes Claros com o acréscimo de, quando em vez , às escondidas de meus superiores, dar-lhes uma meia garrafa de cachaça com pena do abandono em que se encontravam.
Em uma madrugada, estava conversando com eles sentado numa cadeira e com os pés nas grades e, assim... Cai no sono! Para ser acordado com uma violenta briga na cela, dois contra dois a rolarem pelo chão, notei que a porta da cela estava entreaberta até o quanto conseguiram vedadas em parte pelas minhas pernas e a cadeira.
O alarme foi dado com os meus colegas chegando e a briga dos presos terminando.
No inquérito decorrente, dois dos presos disseram que os outros dois queriam me assassinar para acabarem de abrir a porta da cela e, também, para apanharem os fuzis, no que não concordaram se atracando com eles pelo piso da cela. O interessante disso tudo é que nunca me preocupei em saber quais deles queriam matar-me e qual a dupla que me defendeu, dando o caso, de minha parte, como encerrado.
*
Nos idos de l 953, entrei para os quadros da polícia mineira na minha terra, Diamantina e, disso, tenho orgulho e sei que fui componente de uma organização policial que, para mim, é a melhor do país, posição honrosa mercê dos ensinamentos que vinham recebendo desde o seu início... Espero que venham sendo copiados seguidamente, se não for assim, repensem e reencontrem a cátedra anterior amoldando-a para o presente!
Aprendi, desde a minha inclusão, alguns tópicos que cabem muito bem neste texto:
-Seja escravo da lei para não o ser dos homens!
-Estejam sempre atentos à cintura do civil (na época paisano), pois, ali, pode ter uma arma de fogo irregular!
-O que mantém o preso na cadeia é o olho da sua guarda e não as estruturas de ferro, cimento e aço!
-Ao receber tiros, ainda ineficazes, primeiro, procure abrigo para, só então, respondê-los!
-Não denunciem os seus colegas em erro, lembrem-se de que, a outros, cabe essa missão, tente dar-lhes exemplos e conselhos, se não for atendido, afaste-se deles sem magoá-los.
-Não tenha o civil como seu inimigo, lembre-se que você veio da mesma "massa".
-A polícia é o termômetro que mede o grau de civilização de um povo, quanto mais civilizada for à população assim também o serão os seus policiais.
-Nunca chame à atenção de estudantes que estejam juntos com seus colegas, o mesmo fazendo com os maridos junto com às suas esposas, namorados ou noivos juntos, assim agindo, Eles se sentirão na "obrigação" de desacatá-los para não ficarem mal com os colegas ou parceiras.
-Evite o quanto for possível sacar a sua arma de fogo apenas para fazer ameaças, se tiver que fazê-lo o faça com convicção e para a sua defesa ou de outrém, atirando se necessário for.
-Não ingira bebidas alcoólicas quando de serviço, faça-o, se quiser, somente quando de folga, contudo, sem ofender o decoro da classe.
-Prefira andar só a mal acompanhado.
-Soldado é superior ao tempo! Numa clara alusão de que não aceitariam desculpas para o não cumprimento do dever policial.

RETORNANDO AO PRESENTE
De uns anos para cá, o índice de criminalidade vem crescendo assustadoramente, até para os próprios bandidos que têm que se defenderem de seus próprios companheiros de crimes.
Os homicídios e crimes hediondos grassam pelas metrópoles chegando ao interior em números maiores de que muitas guerras, com o agravante de haver mais honra em guerras e revoluções se comparados aos crimes das ruas e do campo.
Apesar da grande violência e carnificina das guerras convencionais, há uma grande diferença entre elas e às "guerras não convencionais de rua", no primeiro caso, existe convenções que, mesmo não sendo cumpridas na íntegra, as limitam um pouco e, ao final dos combates, os vencidos são absorvidos e, muitos deles acabam por serem bons cidadões do país conquistador, no segundo caso, não há nenhuma convenção nem estatuto a não ser a ambição desenfreada permeada com a inveja e a truculência, os inimigos sãos os próprios conterrâneos e as leis da sua nação ou quem as represente terminada a mini-guerra citadina, quando há a contenção dos criminosos, eles continuarão seus desatinos nas penitenciárias dos Estados.
Não sei a origem da palavra penitenciária, entretanto, imagino que possa ser local de cumprir-se uma "penitência" lavrada por um juiz, se for assim, desde o vocábulo já começa tudo errado, o preso não deve cumprir penitência e, sim... Regenerar-se!
Se for para cumprir apenas penitência parece-me lógico que, acabado de cumpri-la, poderá retornar ao crime à espera de outra penitencia a ser determinada, não é assim que os meus irmãos católicos fazem ao confessarem regularmente e seguidamente com o padre?
O nome correto das monumentais cadeias, hoje penitenciárias, deveria ser REFORMATÓRIO, título hoje apropriado apenas para recuperação de menores.
Não se justifica colocar um preso de alta periculosidade em presídios para reabilitarem-se, isso, em razão da reabilitação ser o retorno ao estado anterior e, esse, no caso em foco, era o crime devasso, desumano e hediondo para qualquer ser social normal.
Mudando o nome já é uma grande jogada psicológica em razão do ser humano ser um escravo de convenções, siglas e estatísticas, mesmo, por que, imperceptivelmente, a todo o momento ouvindo-se o termo reformatório acabaremos por nos imiscuirmos a ele e às induções oriundas desse vocábulo, isso, ocorrendo entre reclusos e seus guardiões e, vice versa, redundará em benefício na direção da verdadeira reforma dos elementos recolhidos cumprindo pena judiciária.
O próprio guarda do presídio terá sua truculência amenizada em razão de "penitência" sugerir punição e, em contra partida, "reformatório" procrastinar a violência diluindo-a em reforma do indivíduo sob a sua guarda.
Paralelo ao imediatamente acima referido, nossos governantes, enquanto inteligentes e interessados no bem estar público, deveriam esmerar-se para a existência de uma espécie de ouvidoria, a nível de secretariado, com o mister precípuo de OUVIR todos os lamentos e reclames da população, principalmente no tocante aos diversos delitos praticados, tendo o cuidado de elaborar uma rede de computadores para a triagem das informações recebidas, com isso, muitos crimes, raptos, seqüestro, enriquecimentos ilícitos, fraudes de todos os tipos e outros, acabarão fazendo com que a maioria dos delitos morram em seu nascedouro em prol de uma sociedade mais justa, depurada e um reformatório mais enxuto.
Os condenados cumprindo pena nunca deverão ter punições que ultrapassem a recebida dos tribunais.
Não cabe aos guardas e carcereiros atuarem como carrascos e corregedores de infrações dentro da prisão, isso ficará a cargo da justiça, para tanto, acionada a respeito da indisciplina cometida pelo recluso, aos guardas cabe apenas... VIGIAR! Usando a máxima antiga de que quem vigia preso é o olho do guardião.
Em todos os Estados da federação, as penitenciárias têm sido um problema, primeiro, porque as suas construções não geram votos eletivos e, segundo, por falta de vontade política para a modificação que, no momento, é essencial e crucial.
Se um governante, além dos seus títulos, diplomas e cargos, também ter e praticar a inteligência que o ajudou a elevar-se sobre os seus comandados, achará uma solução para o impasse "penitenciária ", no meu modesto e sob censura entender.
Se a mim fosse dado o poder de decidir, investido do cargo de governador, faria o seguinte:
Desativava todas as penitenciárias em quatro meses, vendendo os seus lotes e materiais demolidos e recolhendo os valores recebidos ao erário público.
Nesses quatro meses, construiria grandes cadeias debaixo ou em anexo aos diversos quartéis da polícia e das forças armadas, bem como, companhias e pelotões das cidades menores e até em delegacias regionais de segurança pública.
Preliminarmente, os policiais e militares seriam instruídos pelos seus chefes e psicólogos para o cumprimento da missão de guarda, que já cumpriam antes, contudo, nesse caso, próximo à sua repartição ou caserna.
Não venham dizer-me que isso é anticonstitucional ou fora da lei, para tal divergência existe o senado para elaborar a lei apropriada, não me digam, também, que colocará em risco a segurança dos policiais, porque, como nós sabemos, os bandidos estão muito melhor armados e automotorisados do que os policiais , esses, tiveram às suas armas pesadas recolhidas pelo , há tempos (FMZB, MADSEM etc.) , também não vale altercar alegando que o "mal" nos quartéis irá alastrar-se progressivamente, pela simples razão de que o "mal" não incentiva o "bem" consciente, pelo contrário, o bem sapiente é que tem a supremacia, pelo menos mental, sobre o mal , se alguém for arrebanhado pelo "mal" vindo dos reclusos é porque, a bem da verdade, às suas boas ações eram apenas superficiais.
Além disso, onde se localizam, na atualidade, as penitenciárias, elas também colocam em risco a população circunvizinha, população essa que a polícia tem o dever de proteger.
Com a mudança em foco, as visitas para os prisioneiros sentir-se-ão mais felizes pelas instalações policiais próximas repletas de policiais. O que poderá fazer com que os jovens visitantes acabem por receberem incentivos culminando por prestarem concursos visando a carreira militar, já as mesmas pessoas que visitavam os seus parentes e amigos nas penitenciárias....nem é preciso explanar a respeito! "
*
O bem mais precioso para o ser humano é a saúde e, depois... a LIBERDADE!
Sem a liberdade não ocorrerá a perenidade e estabilidade de nenhum movimento, por mais truculento e abusado que for, pelo simples fato do mesmo estar circunscrito a limites físicos (éticos ou não), seu alimento principal é a barganha, reféns e dinheiro para suborno dos que estão além de suas fronteiras.
Acreditar que um movimento dessa forma existente no interior de uma ou mais penitenciárias possa colocar em perigo a sociedade civilizada, é o mesmo que crermos ser perigoso a existência de circos e jardins zoológicos nos centros urbanos em razões de suas feras ali estarem enjauladas, além disso, só pela falta da liberdade, ouso dizer que é mais difícil um sapateiro dirigir diariamente e de forma eficaz a sua sapataria do que, um ou mais presidiários, de dentro de uma prisão, manter-se num comando rebelde e cheios de siglas por muito tempo, exatamente pela falta do complemento mais necessário que é justamente a liberdade sua e a dos seus liderados .
Remodelando penitenciárias em reformatórios e os colocando anexo a quem deva guardá-los e, igualmente, protegê-los como manda a lei , duvido que, de dentro de suas celas, venham a surgir movimentos revolucionários, pelo simples fato dos guardas, em maior proporcional e formação adequada, sempre estarem em condições de auscultar quaisquer eventos que caminhe para a rebeldia, terminando com ele no nascedouro e sem o uso da força e, sim, da persuasão respaldada na própria lei que lá os confinou.
A economia para os cofres públicos seria grande e bem poderia ser aplicada uma parte dela para um melhor pagamento dos guardiões , economia essa advinda da venda das penitenciárias extintas ou de seus lotes, viaturas, combustíveis, deslocamentos etc.
Em cada reformatório não deverá ocorrer super lotação de condenados.
Terá que haver um posto de saúde que poderá ser composto pelo próprio médico da unidade militar ou policial em convênio com médicos da Secretaria da Justiça e, também, uma seção da Justiça Pública composta de um advogado, promotor e agentes da polícia civil, capelão da unidade militar ou policial, podendo ali também se instalar uma delegacia de polícia. Tudo isso através de convênios com as secretaria envolvidas, garanto que custará muito menos para os cofres públicos pelas razões óbvias.
Os prisioneiros terão um uniforme que não os humilhe e que serviriam para identificá-los melhor na situação em que se encontrarem, podendo até variar de cores em razão da periculosidade e/ou brandura dentre eles.
Tão logo inicie tal sistema prisional, os comandos das unidades, delegacias de polícia e fórum da localidade, juntos, evidenciariam esforços com os empresários locais para que fosse dada aos presos uma oportunidade de trabalho, mesmo que confinados, para ajudar em suas regenerações e aprendizado para o futuro, com os valores dos pagamentos sendo fiscalizados pelo poder público e depositados num dos bancos da cidade em nome do recluso, que poderia sacar através de procuração dada a um seu familiar, porém, com o saque sendo condicionado a uma ordem oficial que vise a fiscalização do destino a ser dado ao dinheiro evitando, dessa forma, que ele venha a ser utilizado para compra de armamentos , subornos, drogas etc.
Tudo até aqui relatado é uma UTOPIA?
Acredito, veementemente, que NÃO!
Quimera é acreditar que as penitenciárias deste país e, de muitos outros, estejam cumprindo o seu dever precípuo que é o de regenerar os reclusos os colocando em condições de conviver pacificamente com a sociedade ética e cumpridora das leis.
AS PENITENCIÁRIAS, todos nós sabemos, SÃO, NA VERDADE, UMA ESCOLA DE CRIMES, transformando o prisioneiro que ali chega, às vezes, ainda um cordeiro neófito na criminalidade, em um lobo voraz e espreitador de suas futuras vítimas, o primeiro "banho prisional" que recebe dos confinados mais experientes é servir de escravos deles e até de "mulheres" para os mais ferrenhos criminosos, com tal aprendizado ferindo-os na carne e na moral, acabam por se entranharem cada vez mais nas sendas da criminalidade e, quem perde com isso somos nós, os chamados honestos e cumpridores das leis que, em desigualdade de condições com às suas forças animalescas e sem os parâmetros da honestidade, nos defendemos apenas "pedindo providências policiais ou servindo de noticiário para os jornais enquanto vítimas indefesas ".
Nunca conseguiremos vencer o "mal" utilizando as suas armas, se isso ocorrer o que estamos conseguindo é, simplesmente, aumentar sua força negativa e repressiva.
Só se vence o "mal" com a bondade criteriosa emblemada pelo discernimento da inteligência.
Em tempos não muito longínquos, apareceu um grupo que se autodenominou "esquadrão da morte" e que visava exterminar os bandidos.
Tão logo tomei conhecimento do fato disse para os meus amigos:
"Tal esquadrão irá matar bandidos, contudo, eles descontarão eliminando as suas eventuais vítimas". Isso, estribado no fato de que, mais antigamente, um ladrão ao ser descoberto dentro de uma residência na iminência do furto, sair correndo derrubando tudo o que encontrava pela frente, porém, deixando a vítima ilesa. Hoje, sabedores de que poderão ser identificados pela vítima e terminarem nas mãos de um grupo de extermínio, acaba fazendo o que às suas mentes devassas aconselham, ou seja:
Eliminam a vítima ou vítimas para evitar a identificação.
O futuro na certa saberá o que o presente e o passado nem suspeitavam! Mas, para tal sapiência, é necessário alimentá-lo com o convencimento de que sabemos o que estamos executando, como ser feito, por onde e como vencermos às vicissitudes do presente... Frenéticas e cheia de rebuliços dos enclausurados, ainda criminosos!
***
POSFÁCIO:

Este é o terceiro texto que elaboro de forma despretensiosa, o primeiro resultou na "Justiça das Pequenas Causas" muito embora não me desse nenhum mérito a não ser o meu foro íntimo ter ficado rejubilado.
Se duvidarem, procurem ver a cópia do ofício " Of./CHG/ n. 205-Brasília, de 04/de junho de 1991, firmado por Ivete Lund Viégas - Chefe de Gabinete da Secretaria Federal de Assuntos Legislativos- MJ. Ministério da Justiça, Ed., sede- sala 430- Esplanada dos Ministérios 70064 "; o segundo, recebi do meu Governador, Dr. Itamar Franco, um ofício datado de 11/de dezembro de 2000, firmado pelo Dr. Saulo Moreira- Secretário Particular do governador, que me premiou com a informação de que tenho um sadio patriotismo; o terceiro, apresento agora, convicto de estar prestando um serviço à minha pátria, esperando receber apenas o titulo de nacionalista para aglutiná-lo ao de patriota.
Caso nenhum valor encontrarem em minhas algaravias, aceitem-nas apenas como uma modesta peça para comparações com outras mais eficazes e produtivas, dando-lhes o destino merecido, quiçá, uma cesta de lixo, entretanto, de minha parte, se alguém, seguindo a seqüência natural destas páginas, alcançou este final, já me dou por vencedor e... com méritos!.
Perdoem-me alguma jactância, porém, ela é o resultado da felicidade de ter sido lido por alguém num país em que a maioria de nós somos cognominados de ninguém!
Observações: Vide nas duas folhas seguintes as resposta do Governo do meu Estado para onde foi encaminhado o texto acima:
"/Estado de Minas Gerais/Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos/Gabinete da Secretária/ Belo Horizonte, 22 de março de 200l/ Prezado Sebastião Antônio Baracho/ Com a minha cordial visita, e atendendo à solicitação do Excelentíssimo Senhor Governador Dr. Itamar Franco, agradecemo-lhe, mais uma vez, pela atenção e importante cooperação que, certamente poderá acrescentar às nossas ações à frente desta Secretaria/ Desde que assumimos a Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos, a nossa meta principal centrou-se, não somente na humanização do sistema carcerário, como também nas famílias dos recuperados e nas comunidades periféricas às nossas Unidades/ Para isto, criamos o PERSpectiva- Programa Estadual de Recuperação Social que estabelece uma política pública de atendimento ao sentenciado, promovendo a humanização do Sistema Penitenciário do Estado de Minas Gerais e ditando práticas administrativas objetivas que visam a seriedade no trato da coisa pública./ Graças a Deus, chegamos agora ao terceiro milênio sob a inspiração de uma nova consciência. O conceito tradicional de segurança pública, fundado tão somente no combate às conseqüências mais graves de nossas mazelas sociais, para a Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos, está superado. Hoje, o conceito de defesa social- um dever do Estado e um direito e responsabilidade de todos- orienta nossas ações, dentro e fora das unidades penitenciárias e centros de reeducação de adolescentes./ Em Minas Gerais, não é mais aceita a concepção ultrapassada de que a preocupação do Estado deve estar na guarda pura e simples de menores ou tão somente na garantia do afastamento do convívio social daqueles sentenciados pela prática de atos infracionais. Os mineiros exigiram soluções duradouras para o problema penitenciário e, através das 53 parcerias e 83 frentes de trabalho construídas com a Secretaria de Estado da Justiça e de Direitos Humanos, em apenas um ano demonstraram que estão dispostos a participar e a cobrar participações./ Ao assinar esses 83 convênios, contratos e protocolos de intenções com 53 organizações não governamentais, instituições públicas, entidades sindicais de trabalhadores e profissionais liberais, federações de industrias, associações comerciais, igrejas, empresas públicas e privadas, e operacionalizá-los, a Secretaria deu partida a um processo irreversível de humanização, modernização e moralização do sistema penitenciário mineiro./ Não é por outra razão que se agitam no interior das unidades penitenciárias representantes do " status quo ante " numa reação articulada contra o fim da extorsão, do tráfico de drogas, da violência e do desrespeito aos direitos humanos, que, pela primeira vez, lança suas raízes de forma definitiva nas penitenciárias mineiros, no forma de uma política pública./ Guardados sob o manto covarde do anonimato, esses representantes de um modelo ultrapassado vêm difundindo mentiras dentro e fora das penitenciárias, na expectativa de desestabilizar não essa secretaria, mas o Programa Estadual de Recuperação Social que se pretende consolidar. Como é do conhecimento de V. As., eles sequer se dão a conhecer quando remetem correspondências ao senhor Governador do Estado, na vã tentativa de travestir com o respeitável manto da verdade, mentiras que só a insanidade ou a defesa de interesses escusos explicam./ Ainda que confrontada com ameaças de toda ordem, a Secretaria não retrocederá na consolidação das medidas de humanização e moralização do sistema penitenciário. Todos aqueles que a elas ainda resistem obrigados a se submeter à nova ordem administrativa ou, quando afrontadas as orientações superiores, a deixar, após rigoroso inquérito administrativo, o sistema penitenciário mineiro, por completa incompatibilidade. Não serão toleradas resistências às orientações saneadas do Programa Estadual de Recuperação Social./ Medidas dessa natureza, contudo, bem sabe V.As., geram reações que, na grande maioria das vezes, se fazem perceptíveis apenas em seus efeitos. Agindo como clandestinos da moralidade pública, representantes do que, infelizmente, ainda há de mais execrável no sistema penitenciário vêm-se utilizando a boa fé e do desconhecimento de alguns representantes da imprensa para divulgar toda sorte de mentiras, fomentando rebeliões e assacando contra a honorabilidade do Governador do Estado de Minas Gerais./ Urgente, pois, se faz uma reação. Urgente se faz a divulgação do muito que o Governo de Minas Gerais já fez em humanização, moralização e modernização do sistema penitenciário estadual e que levou o Programa Estadual de Recuperação Social a ser adotado como um modelo para todo o País. Aqui, com certeza, , se constróem um País, Muitos, contudo, são aqueles que querem vê-lo natimorto. No combate à sua nefasta ação, urgente se faz que construamos a mais duradoura de todas as parcerias: a parcerias com a opinião pública mineira. // Atenciosamente./ Angela Maria Prata Pace Silva de Assis. Secretária de Estado da Justiça e de Direitos Humanos. "

O RETORNO DO "EMISSOR!"

Mesmo estando sujeito a ser considerado como um "palpiteiro de plantão", às contingências atuais agregadas aos agravamentos da situação carcerária numa somatória de eventos criminosos que, agora, estão às nossas portas, inclusive nas dos moradores do interior e dos grotões, me sinto na obrigação comigo mesmo de insistir na mesma tecla, amplamente especificada no texto acima e de minha autoria.
As palavras bonitas referenciadas pela lídima Secretária de Estado da Justiça e dos Direitos Humanos ficam, para mim, mais parecendo uma prestação de contas de "Alguém pára "ninguém" onde tanto se falou, inclusive nos "anônimos" e eventuais difamadores do anterior governo do Estado. O que não é o meu caso que sempre fui um admirador do "Governador Itamar Franco e da sua equipe".
O que escrevo tenho a hombridade de assinar e até dar telefone e endereço.
Não foi, não é e nem será nunca ! A minha intenção de censurar quaisquer autoridade constituída por ter por princípio a convicção de que :
"Manda quem pode e, obedece quem tem juízo!".
Agora, transcorridos dois anos depois do envio que fiz do texto "PENITENCIÁRIA... PENITENTE ?" , ficam, para mim, no ar e sem respostas às seguintes perguntas :
-A situação interna dos reclusos das penitenciárias foi sanado no tocante a separação dos perigosos e epidermidos dos "menos maus" ?
-A vigilância vem conseguindo contê-los recônditos?
-Será que as ferragens, o cimento armado, telas com alta voltagem elétrica, muros altos, armamentos sofisticados, ou não, opressão física, castigos etc. estão conseguindo separar os criminosos pacatamente do meio social ordeiro?
-Qual é a média de recuperação moral de tais reclusos?
-Os presos enclausurados nas penitenciárias estão realmente privados da liberdade em razão das sentenças lhes impostas, ou... Estão formando quadrilhas lá dentro e, pior! Comandando as que estão em liberdade?
-As "ONGs", referenciada pela Secretária, estão ajudando no sentido de dar trabalho aos presos que, voluntariamente, queiram exercer uma profissão, se colocando assim a um passo de modificarem o seu modo de vida de bandido para "Mocinho"
...Se for continuar, acabarei mesmo sendo um palpiteiro, não de plantão, todavia, sujeito a um plantão me privando da liberdade pela minha ousadia.
Desta forma, paro por aqui mesmo na esperança de que as minhas opiniões possam, algum dia, serem coletadas por um extraterrestre e vir a ser usada em outro mundo diferente do nosso.
Vou me recolher aos meus aposentos onde fui jogado pelo Estado quando me considerou oficialmente um "Aposentado!", no entanto, antes e agora, faço juntar a essa peça dois textos de minha lavra e, um deles, não foi levado em conta pela Prefeita de São Paulo que, por razões óbvias, retirei o nome dela dos meandros da passarela dos papeias referidos.

Coronel Fabriciano (MG)
Fevereiro de 2 000
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
MASP. 220 105
conanbaracho@uol.com.br
Fone: 0(xx)31 3846 6567.

///

PRA FRANCÊS...VER!

Cai à tarde nos raios do sol que se extinguem.
Os cerrados recebem desenhos arabescos na fuga do astro-rei para detrás das cortinas rendadas de pequenas árvores retorcidas.
Nas vertentes das encostas dos penedos, uma cidade mesclada de casarões seculares e de residências modernas começa a fechar os olhos para o descansar da canícula do dia que se escoa.
As aves recolhem-se celeremente aos arvoredos.
O cintilar das águas de dois ribeiros que semi-circundam a cidade refletem a restinga dos raios solares:
Uma música celestial vinda das corredeiras tênues em confronto com os seixos arredondados e multicoloridos se faz ouvir no silêncio da tarde-noite.

DIAMANTINA começa a dormitar!
O frio da noite próxima coloca vestes salivares na povoação e orvalha as suas "sempre-vivas" (flores silvestres locais de hastes únicas, retas e finas) com florzinhas brancas de múltiplas pétalas eivadas nos areais dos vergéis circunvizinhos.
Com a noite avançando nos portais da cidade, a população vai-se recolhendo a fugir do frio, enquanto boêmios e trovadores ocupam as praças e ruelas com seus violões em serenatas tangentes e acalentadoras.
Nos bares, baiúcas e botequins, corre a "pinguinha" sem nenhuma arruaça ou escândalo... Tudo entre irmãos!
Nenhum policial é convocado para as rápidas desavenças, porventura ocorridas, os próprios participantes se harmonizam recolhendo os mais exaltados aos seus dormitórios os acompanhando sem a mínima violência, dessa forma, a noite transcorre pacificamente e o dia se aproxima...

DIAMANTINA começa a acordar!
Abrem-se as cortinas dos coqueiros mirins nos topos das serras e o sol aparece renovado, límpido de poluição e... Grandioso!
Os seus raios percorrem às reentrâncias das montanhas desfazendo o desenho das sombras e renovando o brilho das águas nos sopés da cidade rejuvenescida.
Portais imemoriais ombreiam-se com os hodiernos e refletem em suas arestas a beleza da manhã radiosa.
Garimpeiros apanham as suas batéias e peneiras e, armados de enxadas e alavancas, encaminham-se para os rios, gupiaras e/ou o Jequitinhonha, famoso rio um pouco distante da cidade que serpenteia entre as serras, matos retorcidos e barrancas de areias.
Os tropeiros arrebanham os seus animais nas ravinas próximas rumando para a cidade e para o mercado municipal, já pensando no retorno ao interior, levando, então, as mercadorias citadinas trocadas pelo produto da terra, e, ao mesmo tempo, os seus colegas de profissão se aproximam com novas levas de mercadorias para o mesmo afazer comercial.
As ruas com pedras arredondadas e lajeadas seculares são profanadas pelos andares ligeiros de soldados a caminho do quartel, comerciários para as lojas e alunos para as escolas: Pedras estas que deveriam ser pisadas com meias de sedas dado ao seu passado glorioso, piso de reis, rainhas, séquitos e...
Sofridos e esquálidos escravos!
Os turistas se engalanam nas treliças e janelões históricos a observarem o povo humilde, calmo e hospitaleiro.
Passado o primeiro momento de embevecimento e após os primeiros contatos iniciais, os "estrangeiros" ficam conhecendo a cidade e a vizinhança, descobrindo, na periferia, a "Sentinela" e os "Cristais" O último pela sua beleza de águas escurecidas pela proximidade envolvente da serra em forma de catedral e, a Sentinela, pela beleza campal também ao pé da serra de onde desce um riacho serpenteante de águas puras, frígidas e límpidas, tendo ao final o encontro com um rio de águas tépidas.
O viajante/turista delicia-se em demorados banhos despreocupados com eventuais chuvas, isso, em razão da água não se sujar por vir da serra próxima em lajeados e areias lavadas e brancas.
Diamantina é uma cidade recostada na serra, deitada numa gupiara de diamantes, tendo sua "mão" direita sobre o rio da prata, a esquerda acima do rio grande e, os pés, na confluência destes mesmos rios.
A cidade observa, no horizonte não muito distante, o "Pico do Itambé" em forma de batéia emborcada sobre a bacia do Jequitinhonha, o município fica a nordeste do estado e ligado à capital por via asfáltica.
Falar mais de Diamantina (terra do saudoso Presidente Kubstichek e... minha!) é desgastar em letras a oportunidade única da surpresa do turista e seriam necessário mil e um dias e páginas para tal mister.
Se Napoleão Bonaparte, ao colocar o rei de Portugal em fuga para o Brasil, o tivesse seguido e, nessa perseguição, o tivesse ultrapassado em nosso território chegando a Diamantina, na certa a história teria tido outro final:
O seu sangue Francês combativo teria se diluído ante tanta beleza, sendo "bon vivant" como um autêntico francês e, portanto, amante das artes, teria se enamorado de nossas plagas, nossos riachos e dos alcantis imemoriais.
A "Serra do Izidoro" tornar-se-ia a sua Bastilha prendendo-o pelo coração e pela visão, a nossa "Sempre Viva" tornar-se-ia a sua Flor de Lis , o Pico do Itambé transformar-se-ia no seu "Louvre" e 'Can-Can":
Nunca haveria o "Waterloo"! Simplesmente porque ... Não se sucumbe no paraíso!
Todavia, Napoleão limitou-se a assustar o monarca luso, com isso, permitiu que tal rei viesse para nós descobrindo, funcionalmente, o Brasil, passando a coletar nosso ouro e diamante das nossas minas com a mão escrava e subjugada, quase que totalmente alheio a verdadeira riqueza de nossa flora/fauna silvestre e rios.
HOJE, não temos mais dominadores e Portugal é nosso irmãozinho, resta, tão somente, descortinarmo-nos aos olhares conhecedores da beleza como são os dos requintados franceses:
Óh francês, sedento da fuga da chaminé, vire leme e pensamento prá o reflexo do Itambé, verá deitada na serra, banhada em água cristalina, a mais bela cidade da terra, a minha doce... Diamantina!

(aa.) S.A.BARACHO.
ano de l 990
conanbaracho@uol.com.br
Fone: 0(xx31- 3846 6567.

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R E C O N S T I T U I N T E
(A quem possa interessar e conhecimento dessas haja de pertencer...).

Para reedificarmos os nossos erros, necessário se faz uma plena introdução de nossas idéias em retrocesso ao nosso âmago, de onde saíram desordenadamente sem um ponto de apoio ou uma linha de visada que lhe proibissem o ricochete diretamente contra seu próprio emissor, ou seja: nós mesmos!
A idéia é como o pensamento que precisa ter uma boa conjectura, clareza e dinâmica abrangente de todo o universo onde se queira intervir. Jogá-la ou difundi-la apenas como algo premente é uma necedade e, na certa, nos custará um imenso sacrifício, com suas arestas nos atingindo e nos salpicando de impurezas e eventos negativos e contundentes.
Ter idéias é fácil e muito comum, até os débeis mentais às têm em profusão, o que se torna difícil é o concatenar delas com outras diversificadas e alheias aos lugares comuns de cada uma, visando surtir um efeito correto no alvo desejado.
Com a facilidade da fonte emissora, muitos se ufanam de serem os donos da verdade e ficam a distribuir idéias a granel ou, pior! Cobrando por elas muito caro, em razão da dificuldade do canalizamento tranqüilo que as levariam em direção da jusante, num porto imaginário de junção com outras coletadas no trajeto, local onde ocorreria a plena distribuição de seus benefícios em prol de toda a sociedade, caso tivesse ocorrido, no itinerário, o beneficiamento de suas virtudes jogando para as margens os detritos negativos, improdutíveis e imperfeitos nelas inserido pelo primeiro emissor e os coadjuvantes agregados.
Pior do que tudo isso é o ser humano que se omite dizendo não ter nenhuma idéia para si ou para difundir, é como um fantoche manejado pelas idéias dos que o circunda nada produzirá para o bem comum ou dele próprio, sendo apenas levado pelas estradas de sua infeliz vida sem nem ao menos saber por que está vivendo confirmando a lapidar frase de um poeta:
"Todo homem que uma idéia não tiver é como um cego junto a um abismo sem um bordão sequer!"
Com o evento da república e a conseqüente democracia, a idéia saiu dos reinos, impérios ou ditaduras e ganhou a massa popular, até então marionetes das decisões que lhe eram impostas pelos governantes, no principio, ela negaceou pelas avenidas, ruas e cidades, mesclando-se com os vilarejos e ruelas sem, no entanto, ter uma forma balizadora que pudesse extrair-lhe o cerne possibilitando a junção com outras idênticas à favor do bem social, caíra de cheio sobre quem não estava acostumado a tê-las para distribuir ou receptáculos para amealhá-las e, consequentemente, delas fazerem uso com outras para a realização da comunhão criteriosa dos benefícios que dela pudessem usufruir.
A democracia atingiu a maioria dos homens como a alforria alcançou a maioria dos escravos: vendaval repleto de tornados contra uma extensa campina desnuda de árvores! Apenas veio, invadiu, efetuou redemoinhos, mas... Não encontrando nenhuma resistência mercê da carência de arvoredos ou obstáculos que pudessem comprovar a sua força, esvaiu-se em si mesma sem ter como demonstrar seus méritos, potencial e benfeitorias, justamente pela falta do discernimento habitual e do contencioso.
Não tendo como assimilar o novo ideal democrático nem entender suas idéias no sentindo de nelas se imiscuir cultivando suas vantagens em proveito de todos, os homens menos preparados didaticamente ou mesmo possuindo a inteligência um pouco tacanha em relação a minoria dirigente, se perderam na miscelânea de normas, doutrinas, decretos, leis e tantas outras formas de vivência que os elevassem acima do lugar onde sempre proliferaram, ficaram, dessa forma, vendo " a comitiva passar sem dela tomar parte efetiva, apenas acompanhando a procissão sem saber qual santo era cultuado "
Quando iniciou a forma eletiva de galgar postos na república, esses menos desavisados, despercebidos da importância do fato e desapercebidos de um saber que os colocassem par e passo na disputa, optaram por, simplesmente, praticarem o dever cívico de votar sem nem ao menos procurar saber em quem votavam e elegiam para ter as idéias em seu lugar. Votavam apenas para atender determinações e evitar sanções, tinham como felicidade que o seu escolhido fosse o ganhador achando que, com isso, também ganhavam a eleição, ledo engano! Na maioria quase esmagadora dos casos, o eleito se desfaz da parceria passando a ser representante de si próprio até contra quem o elegeu para representá-lo.
Portanto, considerar como tendo vencido a eleição quando um seu candidato é eleito para um cargo de governante é um grande erro, por que, com raríssimas exceções, o eleito passa a governar no interesse próprio ou de um grupo que o amealhou (ou por ele foi escolhido) em detrimento da imensidão dos demais governados, dentre eles, os seus eleitores!
Mesmo assim, em todos os casos até aqui referidos, a idéia está sempre presente, a diferença é a meta por ela almejada ou alcançada que varia na proporção de seus iguais em pensamento e ações, podendo ser dadivosa ou terrivelmente onerosa, é doadora quando surte efeito para o social e o bem comum, todavia, é cara quando deglute o orçamento e desvia os fundos públicos em direção de um pequeno grupo de privilegiados e, ao mesmo tempo, emissor da idéia juncionada no interesse próprio.
Próximo do homem que prefere escamotear às suas idéias passando a ser simplesmente um seguidor silencioso dos outros, está o homem que tem suas idéias, mas não tem um canal para distribuí-las à espera da união com outras idênticas ou, pelo menos, parecidas, com a finalidade da lapidação esmerilante que cause um forçamento tributário à procura do grande "rio das soluções" à caminho da foz no "mar da tranqüilidade" e da paz .
Esse homem esteve presente quando das invasões Portuguesa, Holandesa, Francesa, na segunda guerra mundial, libertação dos escravos, proclamação da república, etc.etc., porém, sem a canalização necessária, deles só conhecemos os mártires, em virtude do fato dos que lhe poderiam alimentar as idéias ficarem pelas margens, resultando, assim, na falta da conexão e volume para alcançarem, juntos, o caminhos para a jusante visando chegar ao "mar da tranqüilidade".
Até agora tenho falado muito que não é nenhum mérito uma vez, que, falar, também os boçais e até os animais o fazem, passarei, então, a dizer procurando lançar minhas idéias à procura de parceiros com a finalidade do bem de todos; como não tenho um canal aberto, ao invés de apenas dizer, prefiro lançar idéias e interrogações do que, até agora, parece-me completamente errôneo prejudicando a todos, senão, vejamos:
- Por qual razão temos que pagar para ter o auxílio à lista, números de telefones, informações e outras taxas etc. se, em seguida, ao darmos o telefonema, ele nos será cobrado?
- Qual a razão dos açougues dividirem a carne em variadíssimos tipos e preços, tais como: filé, picanha, alcatra, primeira, segunda, terceira, pelanca, contrapeso etc.? Não seria mais óbvio haver apenas uma carne de primeira e uma de segunda? A primeira para os verdadeiramente ricos e, a segunda, para os pobres, com isso estaria unindo mais os menos pobres aos pobres, em contrapartida, como vem sendo feito, estamos discriminando mais ainda os miseráveis!
- Porque temos que pagar a água que sai dos esgotos de nossa moradia se já pagamos, mensalmente, por ela quando a recebemos?
- Qual a razão da CEMIG, ou outra qualquer central enérgica, nos cobrar juros por quaisquer átimos de atraso nas contas mensais não nos retornando, na conta seguinte, os "apagões" e "blecautes" que, às vezes, nos dão grandes prejuízos?
- Para acabar com as multas de trânsito por estacionamento proibido por que razão as prefeituras não fazem abrigos ou estacionamentos em vários pontos da cidade, cobrando uma taxa menor do que as multas lavradas?
- Sem querer diminuir o ganho dos advogados, por que não se modifica as leis permitindo que cada acusado faça, caso queira, sua própria defesa em todas as instâncias? Isso, valendo apenas para a sua absolvição. Caso venha a ser condenado teria direito a um advogado nomeado ou por ele pago, ficando sem nenhum efeito a condenação imediatamente anterior, tal procedimento diminuiria os prazos do processo, em razão do acusado, sendo inocente, conseguir a sua absolvição pelo simples fato de ter que se defender usando a verdade dos eventos em harmonia com as provas contra ele coletadas no processo no calor do evento.
- Porque não colocar agências bancárias ou outras organizações arrecadadoras, inclusive receita federal, em todos os bairros onde haja policiamento? Isso evitaria que o usuário do serviço tenha que pagar ônibus e deslocar-se até o centro onde encontrará filas para a quitação do débito, quando, na verdade, ao ser credor ele tem que sair à procura do devedor.
- Por qual razão não se institui um fundo para construir casas populares cobrando uma pequena taxa dos locatários de imóveis alugados e futuros adquirentes dos imóveis? Quem tem casa para alugar pode muito bem ajudar a construir casas para quem não tem onde morar, principalmente levando-se em conta que todos, locatários e locadores, nasceram nus e nada tinham a não ser a vida lhes dada pelo Criador que é pai de todos!
- Devem-se estudar mais facilidades para os aposentados, evitando-lhes: filas, deslocamentos excessivos, pagamento de ônibus, precedências de passagens, lugares, etc., afinal, eles ajudaram a construir o Brasil como está agora e caminhando para o futuro, iniciando a labuta numa época de ditaduras e de grandes dificuldades, quando tinham que escrever com canetas de tinteiros, deslocar-se em lombo de animais, trabalharem aos sábados, bem como, sem a cibernética eletrônica atual e computadores que só faltam transformar o operário em um "robô" de tanto ficarem sentados e pensando pouco ;
- Por qual razão o nosso ar é tão poluído? Será falta de fiscalização ou falta de respeito aos demais? Acredito que as duas coisas acontecem, não há fiscalizações do ar nas cidades onde tem fábricas, principalmente na minha que, pelo menos duas vezes por semana, de madrugada, vejo o céu ficar, de repente, de estrelado a todo vermelho, ao ponto de sentir pingos minúsculos na pele mesmo não estando serenando, isso, alem de falta de fiscalização, é também falta de respeito por parte dos emissores do descarrego dos gases, pior, descaso com seus próprios empregados que moram nas circunvizinhanças.
- Por que proibir um cidadão com moral ilibada de possuir uma arma de fogo em casa para sua estrita defesa, desde que prove saber usá-la corretamente e não colocar em risco a vida de nenhum inocente ? Há anos que os bandidos possuem armas dos mais variados calibres e, até hoje, o congresso nacional, a polícia nem a justiça conseguiram desarmá-los! Proibir o cidadão respeitador das leis de querer ter sua defesa é, pelo menos, discriminatório! Levando-se em conta que os marginais não são contidos pelas leis ou pelo estado.
- Alegam que o custo de vida e a cesta básica dos consumidores "está pela hora da morte" com tudo subindo inflacionáriamente, só para o governo tudo está as mil maravilhas! Porque as prefeituras, ou o governo estadual ou federal, ao invés de distribuir cestas básicas que, de básico, não tem nada (em alguns lugares só dão o feijão), não dá condições ao município de montar um armazém central ou cooperativa em cada cidade com agências filiais nos bairros onde só cobrariam dos clientes os custos enxugados dos objetos a serem comercializados, bem como, despesas com o prédio, eletricidade, impostos e empregados? Garanto que em menos de sessenta dias os preços dos supermercados cairiam em mais de 40%, tendo os seus donos que diminuírem os lucros exorbitantes que acumulam à cada venda que efetuam .
- Por qual razão em cada cidade não é colocada uma loja do tamanho necessário para exposição e venda de produtos artezanais e de artistas plásticos da região à disposição de quem quiser vender o seu produto por ele manuseado e, às vezes, melhor do que os que ficam estampados nas lojas?
- Qual a razão dos governantes não assumirem a direção de asilos e abrigos para os velhos e deficientes, cobrando uma pequena taxa de suas famílias ou do próprio asilado ou albergado que puder pagar para ter as benesses e o convívio com outros iguais a ele?
- Qual o motivo de Bancos irem a falência ou mesmo "quebrarem"? Cobram-se juros e operações financeiras de todos, além de outros juros, até pelo uso de seus talões de cheques, quando fazem empréstimos, não são comedidos na cobrança de altos juros além de exigirem avalistas que possam quitar o débito de quem toma o dinheiro deles. É difícil de acreditar e inverossímil!
- Por que cobrar impostos de pequenos bares de apenas uma a duas portas, bem como, outros estabelecimentos comerciais análogos, quando, na verdade, ao venderem, embora parcamente, estão pagando impostos e evitando um maior desemprego além da rotatividade do dinheiro miúdo?
- Por qual razão temos que pagar por uma certidão negativa? Seja cartorial, policial ou judicial, consignando-se que ela é "negativa!"
- Se os bancos afirmam que o cheque é pagamento a vista e que a promissória é de pagamento a prazo, por que as agências bancárias não assumem os cheques sem fundos quitando-os para o portador? E, depois, a mesma agência se incumbiria de cobrar do emitente, seja diretamente ou via judicial, afinal, o talonário é do banco e faz propaganda gratuita para a agência. Aposto que se isso fosse possível muita gente não conseguiria tão facilmente um talão de cheques!
- Por qual razão se exige cintos de segurança em automóveis, com os coletivos, em sua maioria, não os tendo obrigatoriamente? Será que só acontecem acidentes automobilísticos com automóveis? Não é o que o noticiário divulga! Ou, será a força das empresas apertando para baixo?
- Por qual razão há uma média de alunos que deverão ser aprovados nos colégios? Isso não é premiar a incapacidade? No meu ver quem não obteve notas durante todo um ano teria que ser reprovado de imediato! Esses aprovados incorretamente acabarão sendo engenheiros que terão obras desmoronando, ou, pior, sendo médicos, acabarão por matar quem os procure para a cura, justamente pela falta da base de estudos!
- Por que cada prefeitura não promove a detetização e desratização em todo o município, residência por residência, evitando, dessa forma, inúmeras doenças que acabariam por azafamar a própria secretaria de saúde municipal e os cofres públicos? Isso, em razão de haver, em muitos lugares, esgotos a céu aberto por deficiência da própria prefeitura ou Copasa.
- Por qual razão o governo federal e estadual, bem como o municipal, se for o caso, não assimilam os "Despachantes" em sua totalidade, só recolhendo através de guas de recolhimento bancário, o que acabaria com muitas "maracutais" e acertos, podendo ser dada oportunidade aos atuais proprietários de ficarem numa espécie de "assemelhados" ao estado ou união, com os novos escritórios prestando o devido concurso público, isso acarretaria em mais dinheiro para os cofres públicos e menos desonestidade afins.
- Não entendo a razão dos traficantes terem tanta força em nosso país fazendo desmandos todos os dias, desafiando a própria justiça e polícia, isso ocorria, antigamente, com os "bicheiros"! Bastaram as loterias esportivas e similares para acabar com eles: jogo do bicho já virou passado! A solução seria fazer o mesmo com as drogas, quaisquer que sejam elas, é só colocá-las á venda aberta em comércio especializado, proibindo o consumo só para doentes mentais e menores, o resto, ficaria por conta dos dias a seguir, garanto que a maioria dos viciados se desligaria de imediato dos traficantes indo comprar nos locais legalizados. Secada a fonte de renda absurda, os traficantes iriam procurar outros afazeres, um deles, talvez, seria matar-me por ter dado esse palpite, mas, se for para acabar com as vítimas que eles sacrificam diariamente, me consideraria realizado mesmo sendo um mártir!
- Não consigo entender a razão pelas quais as agências de emprego, diariamente, oferecem emprego dando, a maioria das vezes, apenas a oportunidade de uma vaga para cada categoria, com isso, está fazendo os pobres mais paupérrimos ainda, Já pensou numa capital uns cem desempregados correndo a agência, antes pagando coletivos, vestindo uma roupa melhor, etc. a procura de uma só vaga? Isso é covardia e propaganda barata, se há só uma vaga, telefone ou mande chamar apenas um dos inscritos, não venha colocar na televisão apenas para fazer propaganda em detrimento de centenas que irão procurá-los em vão.
- É um absurdo você estar viajando de ônibus e, chegando numa rodoviária, ter que pagar apenas para urinar; paguei, recentemente, o preço de um refrigerante na rodoviária de Belo-Horizonte, isso deveria ser efetuado pela empresa que me levou até ali sem ter miquitório no coletivo!
- Ultimamente, é incentivado ao público utilizar os telefones 0800 para denúncias, o que acho muito válido, entretanto, por que, não se acresce a esse esquema amplo e irrestrita liberdade do público em geral dirigir-se, aos magistrados, governantes ou autoridades de diversas seções? Tente uma pessoa comum falar com um juiz e governante fora da época de eleição, que encontrará uma imensa barreira de assessores desinteressados no problema apresentado!
- Por qual razão é dado o "direito" aos marginais de não serem fotografados quando pegos na prática de crime? Todos sabemos das dificuldades que a lei coloca para a prisão dos criminosos, não fotografá-lo é dar-lhes oportunidade de, pouco tempo depois, continuar praticando crimes, com suas vítimas alheias à sua pessoa, as vezes por não tê-la vista "escrachada" numa foto de outro crime praticado por ela!
- Qual a razão de continuarem vendendo bebidas em frascos plásticos que duram até 500 anos para serem consumidos pela natureza, a solução seria trocar tais receptáculos por um que sirva de esterco, ajudando, assim, a própria natureza a assimilá-lo.
- Retornando ao exemplo das variedades de qualidades e preços das carnes dos açougues, por que não fazermos o mesmo no tocante ao oferecimento de gastos funerários, que chegam a preços exorbitantes apenas para levarem a carne humana já sem o espírito (alma) para uma cova de terra ou cremação, quando, em ambos os casos, haverá a consumação total da matéria destruída pelos vermes da terra ou pelas chamas? Bastaria haver um esquife de primeira e outro de segunda qualidade; dividi-los em várias categorias é também discriminar o "de-cujus" em várias castas miseráveis quando, na verdade, com a morte, eles estão no mesmo plano, o sepultamento de primeira ficaria só para os que são ricos satisfazerem o seu "ego" e dar uma "satisfação a seus pares"!
- Por qual razão ouvimos, muitas vezes, a informação das facilidades do imposto único, porém, sem nunca haver a junção das idéias visando sua concretização? É um absurdo o efeito cascata dos impostos que o tornam muitas vezes pior do que os "juros sobre juros" tão decantados negativamente por todos os usuários de bancos, agiotas etc., isso em razão de atingir a todos taxando, inúmeras vezes, até produtos de primeira necessidade, dessa forma, atingindo pobres e ricos.
- Não entendo por que o paciente médico tenha que pagar laboratórios de análises clínicas, quaisquer que sejam eles, em razão do médico cobrar pela consulta ou ser pago por algum plano de saúde. Se pagarmos a um médico para ele diagnosticar nossas enfermidades é justo imaginarmos que o facultativo esteja de posse de todos os conhecimentos sobre as diversas doenças e, caso tenha dúvida, que ele próprio pague ao laboratório de análises para receber a informação do mal que possui o paciente que já lhe pagou pela consulta ! Aposto, sem poder provar, que muitos exames de laboratórios são exigidos sem a necessidade dos mesmos, senão, vejamos: Porque, antigamente, os médicos examinavam, detalhadamente, o paciente, olhando-lhe a língua, barriga, auscultando pelo estetoscópio, etc. será que tais exames se igualariam ao de laboratório? Claro que não! Entretanto, a partir deles, saía uma internação ou uma receita médica; será que na atualidade o médico prefere as comodidades de aparelhos evitando o exame físico ? Tenho minhas dúvidas!
- A maioria das vezes que pagamos um ônibus que trafega pela cidade, o fazemos para efetuar compras, pagar bancos, e muitos outros afazeres comerciais, por qual razão não se estudou ainda uma forma das empresas e repartições públicas e privadas pagarem os coletivos para seus próprios clientes, ao invés de onerá-los mais ainda, já basta a obrigação de ter que enfrentar filas para efetuar pagamentos quando quem nos deve sempre são procurados por nós e não o inverso, esse pagamento do coletivo seria irrisório dado ao número sempre crescente do comércio e das repartições e firmas diversas, em contra partida, o pagamento de apenas duas passagens diárias aos ônibus nos tira, pelo menos, o pão e o leite diário e premente.
- É difícil entender por qual razão as faculdades exigem um exame vestibular para alunos freqüentarem as universidades, primeiro, em razão do mesmo aluno ter completado o curso imediatamente anterior deixando-o para trás, o que já o colocaria diretamente no vestíbulo da universidade, pelas razões óbvias, segundo, a universidade vai ministrar exatamente a partir do grau ultrapassado pelo aluno e não do vestibular irregularmente lhe exigido, ora! Isso seria o mesmo que exigir que o cabo para ser sargento ter que ser mais cabo e um pouco menos sargento ou, o promotor para ser juiz, ser mais promotor e menos magistrado!
Não vale a desculpa esfarrapada de que não haveria fundos para a construção de universidades, bastaria admitir todos os que completassem o grau imediatamente inferior, os colocando sentados até em degraus e pisos e, tão logo iniciasse o ano letivo, transcorresse uma triagem honesta que, na certa, eliminaria os incapazes e menos preparados para o curso superior, assim sendo feito, haveria até uma melhor escolha com os verdadeiramente capazes, num universo muito maior, destacando-se dos demais e continuando o curso almejado em igualdade de condições com seus pares. Até financeiramente seria bom por causa das taxas que seriam cobradas de todos os candidatos.
- O vale refeição deveria ser extinto e, em seu lugar, a prefeitura colocaria uma cantina nos locais apropriados, depois de feitos estudos, onde todos os trabalhadores se alimentassem gratuitamente bastando apresentar um documento da firma empregadora, recebendo, o município, o valor integral do vale refeição, podendo, ainda, estabelecer contratos com lanchonetes e similares para tal mister. O excedente poderia ser distribuído aos desempregados pobres que também comeriam grátis dependendo de um comprovante dado pela prefeitura, tal solução acabaria com o comércio ilegal de venda dos vales refeição que beneficia muito mais o comprador do que ao vendedor (empregado).
- Não entendo por qual razão, ano após ano, os proprietários de veículos automotivos têm a difícil tarefa de procurarem os órgãos de trânsito, despachantes e agências bancárias para pagarem a Taxa Rodoviária Única (IPVA), isso, seria sanado com uma simples cobrança na bomba de gasolina em cada litro de gasolina, álcool ou óleo diesel adquirido, assim, os cofres públicos só teriam mais lucros em razão de todos os veículos em circulação pagarem o imposto, gota a gota, do combustível colocado em seus automotores já que, ninguém, tem condição artesanal de fabricar, comercialmente, os combustíveis; acabaria a "gastança" em papéis, deslocamento de carros, acúmulo de trabalhos nas delegacias, despachantes etc.
- É difícil entender por qual razão inúmeros caminhões e até carretas têm que trafegar por avenidas e ruas de muito trânsito de automóveis e coletivos tendo como justificativa o descarregamento de cargas para o comércio citadino, não seria mais fácil e até menos perigoso, além de maior fluência do trânsito, que as firmas tivesse um depósito em locais fora do grande movimento de automotores e pessoas, onde os caminhões e carretas fizessem a descarga, com a firma, paulatinamente, apanhando a carga para suas lojas ? será que os interesses particulares de tais comerciantes é mais importante do que evitarmos congestionamentos, acidentes com danos materiais e pessoais, multas de trânsito, tudo isso, em desfavor de seus próprios clientes ?
- Não entendo por qual razão as delegacias de polícia são obrigadas, através da autoridade policial, receberem menores em situações irregulares e débeis mentais, não podendo atuar ou autuar referidos cidadãos por se tratar de menor e doente mental, cujas atribuições cabem ao juizado de menores e secretaria da saúde, ficando a delegacia apenas como um mero intermediário, porém, cada vez mais assoberbada em prejuízo do seu mister maior que é contenção dos delinqüentes adultos, elaboração de inquéritos e segurança pública. Não seria mais condizente o encaminhamento dos referidos (menores e doentes mentais) diretamente a quem possa dar solução ou mesmo iniciá-la como manda a própria lei?
- Sabemos que a terra atrai os corpos pela força da gravidade, até aí isso costuma ser bom no tocante a chuvas, ventos etc., no entanto, quando vêm sobre as nossas cabeças e propriedades os famigerados fogos de artifícios e balões, às vezes incandescentes e cheios de labaredas é...lamentável! O espaço aéreo pode estar liberado para todos dentro de determinadas normas, todavia, o espaço no solo tem dono, não é justo que um cidadão, (até menores), desavisado ou desinteressado, solte seus foguetes em direção do espaço perto dele sem atentar para o detalhe que os restos não irão cair sobre ele e, sim, após uma parábola, em local não lhe pertencente causando prejuízos materiais e até corporais. Que os governantes tomem as providências necessárias para o controle desse mal não esperando que aconteça com eles para agirem, basta que eles lembrem que o cargo que ocupam foi para nos representar em tudo e num todo.
- É uma vergonha a somatória de casas lotéricas medrando até em lugares que nem uma farmácia tem isso, é exploração contra o pobre desajustado e desesperado que joga suas misérias em detrimento, às vezes, de sua própria subsistência, incentivados pela propaganda lançada a eles, diuturnamente, por todos os meios de comunicações. Nunca efetuam demonstrações de quem não ganha, apenas, mostram os ganhadores! As acumulações de prêmios é outra vergonha, não deveria havê-las, que ganhasse o que chegar mais perto do número sorteado, mas, havendo a acumulação, há a maior propaganda e mais clientes vão jogar seu dinheiro fora. Em meados desse século que se esvai, um "bicheiro" era execrado e tinha que pagar subornos para continuar o seu irregular comércio, hoje, quase não se vê mais falar em jogo do bicho, ele mudou de nome, de roupagem e, de patrão; do novo patrão ninguém fala por que ele é poderosíssimo muito embora seja um representante nosso. Loteria não salva ninguém das aperturas financeiras, provando o contrário: tente brincar com alguém jogando o conhecido "cara ou coroa" onde só há duas opções, dificilmente um derrotará totalmente o outro, ressalvando-se algum azarado ou sortudo, ao passo que, na loteria, as opções são vastíssimas mesmo para quem jogue muito dinheiro.
- Há anos atrás ouvi uma notícia de que um oficial superior de uma das forças armadas, após um inquérito interno, fora punido por ter sido encontrado em sua residência um ventilador de sua unidade, para mim, ele deveria ter sido elogiado em razão de ter a posse de tantos valores e apenas ter ficado com um mero ventilador, a notícia me pareceu uma perseguição covarde. Também tenho ouvido que, pela constituição,. o cidadão tem direito a saúde, entretanto, por que razão se vê tantos planos de saúde , alguns caríssimos, outros com várias exigências de idade, tipo de doença etc. como se tais planos fosse o cliente e não o fornecedor e nós não tivéssemos o direito aludido . Sem querer por um ventilador nessa "istória", peço que me esclareça o fato de ter direito e ter de pagar! Se pago, não é direito ser atendido e sim obrigação, se não pago, acabo contaminando outros com minha doença desamparada e apenas coberta pelo papel da lei. Porque o governo, ao em vez de só querer varrer seus imóveis e até direitos com a desculpa de limpeza da máquina administrativa, não utiliza a mesma vassoura para escamotear de debaixo dos seus capachos e rodapés às suas obrigações, uma delas, se apropriando do dever de ser o maestro dos planos de saúde? Com cada cidadão pagando a ele e não a terceiros que, às vezes, são mais exploradores do doente do que a própria doença. (mais renda para os cofres públicos e mais emprego em oferta).
- Segurança pública é um dever do Estado e não de firmas, muitas delas despreparadas para a atribuição específica. Se existe tantos departamentos, secretarias, assessoria etc. nos órgãos públicos, qual a razão de um deles não poder administrar as firmas de segurança visando o bem estar dos vigias e dos vigiados, mesmo sendo eles marginais, para tanto, usando, se for o caso, aposentados ou reformados com experiência comprovada no serviço de segurança, além de uma fiscalização e auditoria constante para se chegar quase a perfeição do atendimento ao público que está carente de segurança.
- Sempre tenho ouvido falar de que " é preciso retirar as crianças das ruas", quando assim falam, só pensam nos "pivetes" e menores infratores, esquecendo-se que também existe crianças de boa formação inicial e "bom berço" praticando atos irresponsáveis só, que, estes, têm o aval dos pais e o receio de sua apreensão resultar em represálias.
Tirar as crianças das ruas é mais difícil do que desocupá-las dos marginais, em razão da criança ser mais renitente do que o adulto, ter mais "idéias" embaralhadas e não catalogadas, além de, pelo tamanho e fisionomia, passarem despercebidas na multidão, principalmente pelos ares inocentes da juventude.
Um marginal quando vai para as ruas tem um quinteto de idéias primordiais: dinheiro (assaltos, seqüestro, roubos furtos etc.); drogas de diversos tipos, vendendo-as ou comprando e até tomando; mulheres (sedução, estupro, relacionamentos etc.); violência de todos os tipos inclusive as desnecessárias e, farras que chegam a orgias e bacanais.
Uma criança dificilmente teria os mesmos objetivos, se querem dinheiro não se importam com as quantias módicas e até pedidas em esmolas, algumas até usam drogas as conseguindo com dificuldade, raramente pensam em mulheres como praticantes de sexo, suas violências, com algumas exceções, são mais brandas e as farras são limitadas, porém... Suas idéias são difíceis de serem catalogadas ou carreadas para o bem comum da sociedade, porque é uma verdadeira miscelânea de imagens e desejos juvenis acrescidos do que vêem com fartura e não tem nada de seu para usufruir o almejado, não tendo normas nem força física, se imiscuem no meio do povo fugindo ao primeiro sinal de perigo, ainda não entendem que também há adultos em situação financeira aflitiva, vendo isso em suas próprias casa aonde vão de vez em quando e, não entendendo, utilizam a própria rua para sentirem-se iguais aos mais afortunados que não os receberiam em suas casas, mas... A rua é de todos! E eles se consider, am os locatários dos passantes.
Para conseguirmos retirar as crianças vadias das ruas não deverão ser utilizadas nunca as policiais ou mesmo juizado de menores, o que é preciso é que nossos representantes, colocados no apogeu por nós, desçam do fulcro de observação sem efetuarem parábolas, indo diretamente a criança vadia e irresponsável através do oferecimento a elas do esporte, lazer, trabalho construtivo e escolas de diversos tipos de ensinamentos, para tanto, elaborando normas estatutárias regulamentares, tendo por parceria pequenas porcentagens de loterias, bancos, lojas, fábricas, firmas e até de voluntários. Primeiro, seria difundida pelas ruas uma cartilha modesta, até em cópia xerox, esclarecendo aos menores as vantagens lhes oferecidas e o futuro que elas poderiam alcançar saindo da vadiagem, isso iria dar uma direção às idéias complexas das mesmas por falta de um ponto de paralaxe que convergisse seus pensamentos amontoados para um ângulo novo em junção com as linhas da esperança e do aprendizado ordeiro; segundo, construindo praças modestas de esportes populares pelo centro e bairros das cidades, e escolas humildes , diferentes um pouco das tradicionais, podendo ser utilizadas, caso haja ofertas, até residências de voluntários ou pessoas empenhadas na ajuda aos menores .
Tais providências ajudariam na reabilitação dos menores e, por via de conseqüência, defenderiam a todos nós, eventuais vítimas dessas mesmas crianças em um futuro não muito longínquo. A continuar como estão às crianças abandonadas só terão por "horizonte" a prática de crimes hediondos e, por universidade, as penitenciárias que também costumam funcionar como aprimoramento do mal ou faculdade do crime.
Nenhum munícipe tem condições de ter a própria eletricidade, estando, na maioria esmagadora, pendentes do pagamento da mesma. Por quais razões impostos como o IPTU não são divididos, mensalmente, num total de l2 prestações em cada ano? Tal parcelamento beneficiaria o usuário e a própria prefeitura, evitando, dessa forma, ter o pagamento do imposto no final do ano em quantia acumulada. O desconto transcorreria na conta da energia elétrica, praticamente acabando com os sonegadores.

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Finalizando, devo dizer o que a maturidade me ensinou através do aprendizado pelos meandros da vida:
Numa nação ( ou país ) só poderá existir ordem, tão decantada em nossa bandeira, quando cada autoridade constituída se encerrar nos limites que a lei prescreve sem omitir suas obrigações !
Trace as idéias com carinho pondo firmeza nos traços, que a retidão dos caminhos dará segurança a seus passos. Se o desespero lhe atordoa, confie à idéia o seu grito, que a idéia em silêncio voa, e vai gritar no infinito!

Coronel Fabriciano, novembro de 2 000.
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO
FONE (031) 3846 6567
conanbaracho@uol.com.br

RAIOS RELAMPEJANTES!

De um século para cá, vem ocorrendo inúmeros acidentes e incidentes meteorológicos com um grande número de vítimas humanas e animais, principalmente, em locais de maiores altitudes muito procurados pelos raios dilacerantes antecedidos de relâmpagos ofuscantes.
Só nestes primeiros dias do terceiro milênio, os raios mataram mais da metade das pessoas igualmente atingidas em todo o ano próximo passado.
Pela nossa cronometragem, vassala do antigo império romano, está começando a trilhar o terceiro milênio, entretanto, a idade do nosso planeta registra muito mais milênios já vencidos.
Fica no ar uma pergunta:
Qual a razão pela qual, a cada ano que ultrapassamos, vem aumentando o número de raios projetados contra o nosso solo planetário sem uma média aritmética dessas projeções oriunda das nuvens?
O normal na natureza, que é sábia e nada deixa perder sem aproveitar, seria que a variação dos números dos raios a nós dirigidos tivesse uma aproximação média seqüente, ou seja, não deveria aumentar a intensidade e, sim, expelir os raios medianamente, havendo apenas ressalva no tocante ao clima e densidade pluviométrica de cada região.
Se o número de raios vem aumentando constantemente alguma coisa está intervindo na atmosfera terrestre adulterando os seus ditames de "nada perder em vão, tudo transformando!".
O raio é projetado de uma nuvem em várias direções, a saber: para o infinito, para outra nuvem, para o solo ou, do solo o recebendo, essas variações são como uma imensa granada que, ao explodir, forma um leque em vários rumos, porém, o raio tem proporções infinitamente mais poderosa e letal, além do agravante de também vir de cima para baixo.
Uma coisa é certa! Não há ataques covardes ou traiçoeiros por parte dos raios, eles sempre se fazem anunciar por fenômenos da natureza muito conhecidos dos homens, ora, com as nuvens carregadas, ora, com chuvas ou aproximação delas e, sempre, se fazendo acompanhar da claridade majestosa de seus relâmpagos ou um trovejar tonitruante, o que dá tempo para a maioria das pessoas que estiverem em perigo se protegerem dos seus malefícios desde que tenham os conhecimentos necessários para tal esquiva.
Os raios têm o cognome de "Mal das pontas" em razão deles serem atraídos pelas projeções naturais ou, artificiais, podendo cair em antenas, metais, árvores (principalmente as isoladas), pessoas em destaque nos altiplanos, condutores de energia elétrica e telefônica, mares, lagoas e rios em que, nas águas, haja minerais apropriados as conexões com eles e, muitos outros exemplos .
Ainda não temos escudos com capacidade suficiente para nos defender dos raios, pelo menos individualmente, a única defesa que se sabe é a colocação de pára-raios que tem por função atraí-los para a terra desviando-os das pessoas e prédios, mesmo assim, algumas faíscas, às vezes, desviam-se, causando estragos.
Quando eu era jovem, estive garimpando diamantes numa várzea residindo num rancho de sapé com três amigos, certa tarde, nos encontrávamos deitados enquanto um temporal ocorria do lado de fora, de repente, um raio alcançou uma alavanca num lado do único quarto e ficou praticamente dançando para cima e para baixo, um senhor idoso que estava conosco disse: não olhem e nem respirem em direção do raio! Segundos depois ele desapareceu terra à dentro, ocasião em que vimos que a alavanca estava, parcialmente, apoiada num chinelo de borracha, perguntei a razão pela qual tinha nos orientado a não olhar para o raio e nem respirar em sua direção, ele respondeu:
"Quando uma faísca fica dançando dessa forma até a nossa respiração em conjunto pode atraí-la"
Não sei por qual razão, contudo, acreditei naquele senhor.
A crendice popular faz com que pessoas menos avisadas acreditem que fumar durante uma tempestade de raios ou deixar espelhos a descoberto os atrai, o que não tem amparo científico.
Nosso planeta tem três partes de água para uma de terra, pelo menos, é o que se vê do zênite, essas águas, pelos seus componentes minerais, são, por si só, um excelente chamamento dos raios.
Um astronauta russo disse, ao ver a terra pela primeira vez do espaço, que ela era azul. Alguns extraterrestres observadores do planeta, já fizeram relatórios para seus gestores dizendo que a terra era o "Planeta das pontas" ou "dos raios relampejantes".
Se continuar crescendo a incidência de raios com o aumento de mortes de pessoas e animais, não demorará algum governante inventar a secretaria dos raios relampejantes com a finalidade única de conseguir empregos para os seus aliados, sempre à espera na fila dos relacionados para o famigerado "cabide de emprego".
A potência dos raios é infinitamente superior a qualquer blindagem terrena conhecida, lutar frontalmente contra ela é debalde desfaçatez, a única forma de amenizar os efeitos dos raios é deles desviarem-se antes de sua chegada ou atraí-los para um local em que não consiga ter uma ação destruidora .
Sem querer ditar normas, os governantes deveriam por em pauta o assunto raios o entregando às secretarias da educação e da ciência e tecnologia, que, assim, determinados, orientariam o público em geral de como escapar de tão funesto perigo, para tanto, através de todos os meios de comunicações em voga, darem uma direção de defesa a todos nós.
Os ensinamentos da vida, através da minha maturidade, me instruíram a respeito e, agora, passo a todos os que lerem essas algaravias o que aprendi:
- Raio é uma descarga elétrica entre uma nuvem e o solo acompanhada de relâmpagos e trovões;
- Relâmpago é a luz ofuscante, rápida e intensa que provem da descarga elétrica que gerou o raio.
- Para negacearmos antecipadamente a produção e expansão do raio temos que tomar, entre outras, as seguintes providências:

Nas cidades:
- Ao primeiro sinal nos dado pela natureza climática, desligar todas as tomadas elétricas e desconectar todas as antenas, quaisquer que seja elas;
- Afastar-se de todo tipo de metal, inclusive fogões caseiros, geladeiras, colheres, garfos e outros;
- Caso a vinda dos raios seja muito intensa e seqüente é aconselhável até tomar o posição fetal eliminando, assim, as "pontas" do corpo.
- Sair de perto de piscinas, grandes tanques de água, gramados e jardins onde tenham árvores, principalmente se uma delas estiver isolada, em razão de suas pontas;
- Não ficar debaixo de postes com condutores de energia elétrica ou telefônica;
- Evitar atender ou telefonar nos momentos críticos;
- Não permanecer descalço em local em que haja água, por ser ela excelente condutora de energia;
- Não acreditar que, estando motorizado sobre pneumáticos, esteja livre, lembre-se de que o raio vem de cima e poderá alcançá-lo antes de ser perturbado pelos pneus;
- Não ficar próximo a animais, principalmente cachorros e gatos pela razão deles terem fortes imantações nos pelos;
Outras defesas que o meu parco conhecimento não me permite difundir poderão ser facilmente adquiridas através de livros, bombeiros e cientistas.
No campo:
Além da maioria dos conselhos inseridos acima para os citadinos devemos, também, seguirmos os seguintes:
- Estando em planaltos, colinas ou montanhas, procurar descer para um local mais baixo para evitar que o seu corpo sirva de "ponta" para o raio, caso não haja como sair, nunca esconder-se debaixo de árvores, o que poderá ser feito é deitar-se e esperar passar a tormenta;
- Afastarem-se, o máximo possível, das cercas de metal, principalmente às de arame farpado ou aço:
- Evitar homiziar-se próximo do gado vacum ou ovelhum por causa de seus pelos que tem muita energia magnética, e suas respirações também servirem de atração para as faíscas: Certa vez, tomei conhecimento de que todo gado que estiver com seus focinhos para os lados das cercas metálicas acabam fulminados pelos raios, o que não ocorre com os animais que estejam virados para o lado oposto às cercas. Observação: se isso é crendice popular não vale a pena arriscar dada a força inclemente e desigual dos raios em relação a nós.

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Como disse no principio, o aumento gradativo dos raios foge a toda magnitude conhecida, algo está perturbando a natureza e, quando isso ocorre, podemos, sem sombra de dúvida, culpar o ser humano que é o mais inteligente em relação aos outros seres viventes, contudo, menos sábio quando se trata de não intervir ou modificar o que não conhece muito bem.
Embora seja também um do clã humano, ouso, mesmo sendo completamente leigo em ciência, meteorologia e outros ensinamentos análogos, referir-me a alguns eventos que poderiam estar influenciando a natureza e, essa, defendendo-se, nos manda os seus raios que, diga-se de passagem, são suas espingardas "de encher pela boca" em razão do seu poderio inegável, basta lembrar-se dos terremotos, vulcões, tornados e outros, hei-los:
- Só no século próximo passado, desde o seu início, a humanidade vem desenvolvendo-se, desordenadamente, passando de, pouco mais do que homens do campo, para viajante das estrelas, sem nunca lá ter estado e nem conhecer o seu próprio planeta, uma vez que, aqui perto, no Alto Jequitinhonha, tem locais que nunca um ser humano pisou quanto mais na Amazônia, nos abismos dos mares ou geleiras glaciais, essa rapidez de invenções não lhes permitiu avaliarem os prós e os contras, contudo, ficando sempre satisfeitos com os "prós" relativisando as desvantagens que só os fariam arcar com despesas, desse modo, inventaram e construíram barcos a vapor e depois a energia de outros combustíveis e elétricas, aviões para transportes, os transmutando, também, para as guerras, de dinamites passaram a fortes petardos os transformando em energia nuclear e bombas atômicas, sempre com a esfarrapada desculpa de que eram assim modificados para a defesa de quem os possuísse.
- Destruíram, e ainda destroçam cada vez mais, as matas que já deixaram a muito tempo de serem virgens, ora, usando o machado e serras elétricas, ora, o fogo que as queima e, com elas os habitantes da sua fauna.
- Os países menos desenvolvidos e, portanto, mais pobres, dentre eles o Brasil, fabricam ou montam veículos automotores de várias categorias os vendendo em seu território e para as nações do primeiro mundo, dessa forma, Elas, sendo mais ricas e exigentes, exportam os mesmos veículos acrescidos de filtros que lhes contenham a poluição: não sei quem está enganando quem! Em razão de tal fato igualmente prejudicar os que recebem os carros com filtros, pois, o zênite da terra é o mesmo para todos e a nossa poluição irá atingi-los igualmente, tenham, ou não, os filtros.
- De o inferno nuclear com testes de bombas atômicas acho que nem preciso entrar em detalhes, está patente o perigo que eles causam para todos, inclusive a quem os pratique.
- A quantidade enorme de gases agressivos expandidos para a atmosfera em nome do progresso e da necessidade humana é como colocarmos um veneno lento, porém, letal, em nossos alimentos com a justificativa de que tenhamos que exterminar as nossas parasitas intestinais, a atmosfera já está reagindo retirando de nós a camada protetora de ozônio, o nosso intestino, caso receba o veneno lento, também reagirá, contudo, não retirará nenhuma camada preferindo gangrená-lo.
- Grandes fábricas de todos os tipos de produções, principalmente químicas, viram suas possantes e grandiosas chaminés apontando-as para o apogeu infinito, quais canhões bélicos, momento em que lançam as suas fumaças venenosas que, em contrapartida, são muito piores do que os obuses dos canhões, com isso, mais uma vez são atacados a natureza que não tem padrasto e se prima por um paradigma milenar de a tudo tentar modificar sem o prejuízo da perda.
- A cada ataque feito pelo homem ou pela sua cibernética, a natureza responde não se defendendo, porém, tentando modificar ou reciclar, dessa forma, os gases químicos que não atingem a camada de ozônio ficam bailando, descontrolados e sem padrões na atmosfera do nosso planeta, acabando por receberem um dos outros e do meio ambiente os elétrons necessários para se eletrificarem, ficando, desse modo, qual um sistema virtual das "pontas" acumuladas abaixo ou... Uns prolongamentos delas, receptáculos maravilhosos para os raios atuarem e se dirigirem lampejantes para eles quando os ultrapassam pela sua pouca profundidade caindo diretamente no solo do planeta.
- Se o que até escrevi pode parecer apócrifo ou utópico, espero que alguém prove a este "Baracho ninguém" do contrário...
- O homem está praticamente sem rédeas em nosso mundo, não fora isso, como explicar a prática dos mais absurdos desatinos contra o próprio homem, ao ponto das guerras terem mais honra do que os assassinatos covardes que se tem noticias, diariamente, por todos os meios de comunicações, essa falta de controle aliado ao desinteresse, não permitem a nenhum governo conseguir amealhar os seus governados numa campanha de sanear a humanidade evitando que ela, sem aviso, ataque a natureza, milhões de vezes mais forte do que ela, e, assim sendo, vamos ficar esperando até que os raios sejam trocados por outras hecatombes ou Tsunami piores, porque , A NATUREZA TEM ARMAS PODEROSÍSSIMAS E, APENAS, NÃO NOS QUER DESTRUIR E, SIM... MODIFICAR!
Quando não se tem uma solução viável, razoável ou ao nosso dispor, e o ataque vem poderoso sobre às nossas cabeças, centro de nossas "pontas", temos que nos agarrarmos a qualquer arrimo mesmo que ele seja considerado uma crendice popular ou simplório, o que não podemos fazer é permanecermos estáticos à espera do pior, qual um avestruz a enfiar sua cabeça e pescoço num buraco qualquer deixando a descoberto o restante do seu corpo a mercê do perigo.
Se o raio vem de cima e não podemos esconder nas entranhas da terra nem desviarmos para a periferia do mundo, uma coisa podemos fazer: ao em vez de descermos, que o façamos para o nosso interior à procura de uma chama divina ou de maturidade que nos possa orientar na fuga da tempestade erroneamente provocada por nós mesmos ou por nossos pares.
De uma coisa tenho certeza: se algum dia me encontrar em uma situação em que não possa evitar um raio, vou tentar chutá-lo para longe de mim, pelo menos, não tenho duvida:
O meu pé não retornará para a terra nos dada de graça e tão queimada, lacerada, escavada e massacrada pelos meus próprios irmãos de jornada!

Segundo mês do terceiro milênio.
(aa.)Sebastião Antônio BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br
Fone (031) 3846 6567.

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SUTILEZAS SENATORIAIS

"Num país só poderá existir ordem quando cada autoridade constituída se encerre nos limites que a lei prescreve !"
Esvoaçam as andorinhas sobre os arvoredos em bandos e com os seus trinados em diapasão, as suas asas esticavam e envergavam, ao sabor dos ventos, sem se tocarem umas às outras, de quando em vez, algumas delas se amontoavam em alguma árvore isolada, com o restante, em vôos rasantes, raspando às arestas da flora verdejante.
O desfilar da tarde vai cedendo lugar ao anoitecer que se aproxima celeremente, pouco a pouco, os restantes pássaros vão pousando nos galhos livres ficando idênticos a uma colmeia de abelhas agitadas.
No amanhecer do dia seguinte haverá um novo esvoaçar em demanda das árvores para destinos incertos à procura do acasalamento ou alimentos naturais, ficando as árvores à espera de novas visitas da passarada.
*
Numa outra parte, não muito distante, um bando de urubus "navegava" um pouco abaixo das nuvens em vôos circulares e lentos e com alguns mergulhos de asas fechadas em direção do solo, ou, o mais próximo dele, em breves lances com retornos imediatos às alturas. Em um determinado momento, como que obedecendo a um toque de corneta em parada militar, todos se dirigem ao chão, onde uma novilha acabara de dar os últimos estertores de agonia. Garras e bicos fortes dilaceram rapidamente o animal para deleite daqueles abutres famintos, que só largarão àquele repasto quando chegarem aos ossos ou forem enxotados por seus predadores e/ou outros animais.
*
Em um outro sítio, também não muito longe, um bando de hienas devorava uma carniça ao mesmo tempo em que colocava em debandada uma outra facção de abutres que, das hienas, não mais se aproximarão receosos de suas ferocidade.
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Um pouco abaixo, uma gazela e um cordeiro estão a pastar na gramínia verde tomando, de quando em vez, alguns goles da água de um ribeiro, seus olhares são sempre furtivos para todos os lados com receio da presença de algum predador ou cobra venenosa nas proximidades.
*
A fauna e os pássaros, apesar dos seus predadores ou outros inimigos naturais, labutam no seu dia-a-dia, cada um conquistando o seu espaço apenas o necessário para a sua sobrevivência, somente o homem não se contenta com o estritamente necessário passando a escamotear os bens materiais e até psicológicos e doutrinais de seus semelhantes, aos quais, despojam e sepultam na "cidade dos caixotes", ou, os projetam para as periferias e até para a cidade dos "pés juntos ".
À medida que o desenvolvimento foi se acentuando e as riquezas sendo acumuladas por alguns poucos amealhadores, descobriu-se a necessidade de haver uma segurança pública condizente com o progresso e os bens materiais em poder de alguns poucos, bem como, uma legislação adequada a fazer valer os direitos, "ditos humanos", em razão do direito ter virado peça de manobra ou de negociação sempre partindo de cima para baixo, consignando-se que o patamar, muita das vezes, é ocupado pelo mais poderoso ou o mais rico e nem sempre ali se encontrando a Justiça para ser distribuída eqüitativamente ou, pelo menos, coerente.
No milênio que se extinguiu, leis foram sendo elaboradas, a princípio com ações horizontais, pouco tempo depois, com umas tendo comandamento sobre outras até descobrirem uma que chamaram de constituição que seria a carta maior, todavia, mesmo assim, de tempos em tempos, as constituições eram sobrepujadas por outras com o mesmo título, contudo, pasmem! Nenhuma delas sendo inteiramente cumpridas como nelas estavam inseridos os seus títulos, capítulos e itens, simplesmente, trocava-se uma por outra mais atual para, ao final, também, não ser cumprida na íntegra, pelo menos quando em favor dos mais humildes e paupérrimos.
Com o evento da república, federalizou-se o parlamento de onde se destacou o senado para legislar em nosso nome por sermos os provedores dos senhores senadores, que só alcançarão tal parlamento se lá forem colocados por seus eleitores, dentre eles, este humilde "escritor".
Atualmente, se não me engano, eles são em número de 81, numa média de três por estado da federação.
Obviamente, só um deles recebeu o meu voto, contudo, gostaria de ter elegido, pelo menos, 60 % dos senadores!
De umas cinco décadas para cá, comecei a tomar certa ojeriza pelos nomes pomposos que se têm dado a diversos estabelecimentos, instituições ou órgãos públicos, parecendo-me que, com isso, esteja havendo um mascaramento de camuflagem da verdadeira capacidade e realidade do objeto nomeado, dessa forma, dentre outros, encontramos os seguintes:
Academias, aeroportos, balneários, bolsa de valores, cooperativa, drogaria, diplomata, educandários, comarca, catedrais, instituto, ordenança, palácio, parlamentar, paquiderme, pediatra, generalato, quilômetro, quântica, reservista, sitiar, simbiose, sigilo, supermercado, taberna, tarifa, cobertura, universal, e milhares de outros que, de há muito tempo vem sendo difundidos. Porém, na verdade, não exercem a atribuição estampada em suas fachadas nominativas e, se o fazem, são imediatamente desvirtuados para interesses alheios à sua origem, senão, vejamos:
Em muitas academias não existe a cátedra correta e, às vezes, nem professores gabaritados; os aeroportos na verdade, em sua maioria, são campos de pouso mal conservados; os balneários, em sua maioria, não passam de lagoas com alguns defeituosos brinquedos para folguedos diversos; a bolsa de valores quer ditar normas a nossa economia quando, na verdade, a mim, que não tenho ações, pouco me importa às suas flutuações; muitas cooperativas não cooperam com seus associados e, sim, com os seus diretores; alguns senadores e deputados, na maioria das vezes, esquecem sua nobre missão de representar-nos, por via de conseqüência, elaborar ou participar de leis que nos beneficie, preferindo votá-la com seu partido ou pares, mesmo que discordem; drogaria é o nome de fachada de meras farmácias que, ás vezes, nem a maioria dos remédios têm; muitos diplomatas o são por razões partidárias e não pela capacidade, não fosse isso, muitas guerras e desentendimentos entre países não ocorreriam.
Paro por aqui mesmo! Dado ao fato de que, continuando, iria acabar por ofender muita gente e instituições, o que não é minha pretensão, essa, é apenas chamar à atenção para o exagero do preciosismo estampado em nomenclaturas que visam, tão somente, dar nomes de aparato suntuoso e magnífico a funções corriqueiras, fazendo com que o verdadeiro cerne da função ali estampada seja quase que esquecida ou praticada com parcimônia e não no seu apogeu a que foi preestabelecida.
De uns tempos para cá, passei a ser assinante da "Directv" e "SKY" onde acabei por ficar assíduo aos programas da TV do Senado no tocante ás reuniões dos senadores com seus discursos, muita das vezes, inflamados, entrecortados de apartes, outras vezes, de intervenções que chegam quase ás raias da violência, mormente verbal, me deleitava com as falas de todos eles, talvez pelo fato de nunca tiver conseguido falar em público, acredito que não seja timidez e sim uma força interna contrária, com a qual, não lutarei optando por aceitar-me como sou e não como os padrões externos o determinam, há séculos e séculos o mesmo ocorreu com "Moisés" ao ponto do Altíssimo ter que nomear outro para representá-lo no tocante a falar com o faraó.
No principio, a minha audiência era premiada com os discursos maravilhosos de Pedro Simon, Lauro Campos, Heloísa Helena, Antônio Carlos Magalhães, Jader Barbalho e muitos outros que deixo de declinar os nomes para não cometer injustiça.
Com a sucessão dos eventos, comecei a me contorcer no sofá, o que também deve estar acontecendo com Juscelino Kubstichek, Tancredo Neves, Rui Barbosa e muitos outros republicanos democratas, com a diferença de que, Eles, sendo espíritos, não sofrem fisicamente num sofá e, sim, na essência de suas induções para nós que insistimos em fazermos "ouvidos de mercador" aos seus acenos sugestivos mentais. Dos discursos inflamados, a maioria passa a uma votação de "cartas marcadas" com prévia sapiência do resultado da votação, mesmo que ela venha nos onerar por demais, alguns chegam ao disparate de dizer:
"Não concordo com o voto que darei, mas, sou obrigado a acompanhar a minha bancada ou aos meus pares!" esquecendo-se de que está votando em nosso nome, seus eleitores ou, não.
Várias vezes, ouvi denúncias de crimes e contravenções serem apontadas, em voz alta e tom agressivo, senadores contra senadores, sem levarem em conta que as leis foram por eles votadas e aprovadas, ou por antecessores deles para serem cumpridas, ou será que só nós estamos sujeitos ás sanções nelas explicitadas?
O que é mais degradante é o fato de um senador da república xingar o outro, todavia, chamando-o de excelência! Se o outro é excelência, quem está xingando está se posicionando igual ou abaixo do ofendido ao chamá-lo de excelente. Quando brigo com a minha esposa ou filhos, às vezes, há xingamentos recíprocos, porém, eles param imediatamente à chegada de qualquer visita, em razão de ter aprendido que "roupa suja se lava em casa"; os senhores senadores e deputados também devem ter conhecimento disso e, se continuam a ridicularizar um ao outro, praticando, ou não, calúnia ou difamação, duas coisas são certas, primeiro, estão querendo "aparecer" para seus eleitores ou, pior, não dão a mínima para as leis que elaboraram nem para suas comissões ou seus decoros parlamentares, segundo, estão querendo ser arrebanhado ou arrebanhar os desafetos de seu oponente que se agregarem com ele.
É uma vergonha, para não dizer algo pior!
Na atualidade, quando vejo e ouço as reuniões do senado, os senhores e senhoras senadores fazem-me lembrar a fauna e os pássaros referenciados no início deste texto, e fico imaginando se o que votei nele é uma andorinha, urubu, hiena, cordeiro, gazela ou, uma cobra venenosa. Isso, em razão de que, em alguns dos casos, determinado senador passar, de repente, de andorinha a urubu, de urubu a hiena, de hiena a gazela, de gazela a cobra e de cobra a cordeiro.
Há exceções? Claro e... Insofismáveis!
O mal não subsiste por si só, ele precisa da argamassa do "bem" para dar-lhe têmpera e consistência assim como fazê-lo destacar dos demais, Se ele permanecer só "mal" não terá a mínima aceitação perante a opinião pública e cairá no descrédito, dessa forma, enquanto houver os senadores íntegros os divergentes terão respaldo e escudos para continuarem suas maléficas ações.
Então os bons e honestos senadores são os culpados da prevalência dos maus?
Na certa que não! É só lembrar que os "maus" e, igualmente, os "bons", são colocados naquele patamar por nós, desavisados e desinteressados eleitores!
Somos nós, os culpados?
Também não! As maiorias dos eleitores não tiveram uma escola para ensinar-lhes a sociabilidade e a convivência pacífica com os entreveres da vida familiar ou social. Assim, ficaram marginalizados, ao primeiro aceno de um "doutor" lhes prometendo alguma migalha, votam logo nele, bastando, às vezes, apenas um aperto de mão, um abraço, uma dentadura, um par de chinelos ou, a alienação dos patrões interessados em proteger algum político.
A maioria dos nossos verdadeiros senadores, os íntegros! Vêm-se obrigados pelas contingências de momento a passarem por urubu, hiena ou cobra, na tentativa de defenderem os interesses de seus eleitores, no entanto, ao assim procederem, não se deixa enxovalhar ou conspurcar pelos maléficos, nem participam dos lucros fáceis ou degenerativos, apenas, camufla suas aparências de cordeiros ou gazelas para angariarem votos de seus companheiros do senado para um fim nobre, o que é aceitável, uma vez que, a própria bíblia sagrada faz alusão ao "feitor infiel" o elevando como ser humano previdente.
A convivência diária entre os senadores "maus" e os " bons" só pode ajudar na recomposição do bem em direção de resultados mais concretos e justos, pouco a pouco, as arestas vão sendo aparadas com o mal levando a "pior" porque suas jaças não serão amealhadas pelos bons , contudo, as fagulhas do bem se inserirão no mau senador, queira ele ou não, sua própria jactância, egoísmo e orgulho não lhe permitirão desfazer da benesse por já estar acostumado a juntar tudo ao seu derredor como sendo de sua propriedade.
Anteriormente e, erroneamente, aprendi e ouvir dizer que o anterior presidente do senado era um homem mau, entretanto, quando da eleição do novo presidente, o vi chorar lágrimas que achei verdadeiras em razão dos elogios que recebera de seus pares e até da oposição, naquele momento, vi confirmada a minha versão imediatamente acima referenciada (caso seja mesmo verdade a sua explosão de sentimentos lacrimejantes).
Sem querer desmerecer os meus irmãos indígenas, artistas, semi-analfabetos e outros, não se concebe um senado ou congresso onde serão elaboradas leis que influirão, por demais, na vida da nação, composto por índio, como o caso do meu amigo "Juruna", cantores, "Moacir Franco, Agnaldo Timóteo etc. essas pessoas são patrimônios da humanidade, contudo, nem por isso, deve-se considerá-las aptas a serem deputados ou senadores para legislarem, a razão é óbvia e a culpa não é delas e, sim, de quem as elegeram ou as apresentaram aos eleitores. Aposto que, pela seus gabaritos de honorabilidade, nenhuma delas quiseram ou quererão retornar ao parlamento.
Numa democracia plena e irrestrita é necessário o contencioso aplainando as cascas à procura do cerne condizente e esmerilado a ser apresentado como resultante do entendimento final plenamente harmônico.
O litígio tem que ser discutido na tribuna em discursos amenos ou mais exaltado, contudo, eles têm que fluir pelas corredeiras dos "rios da tolerância" em direção do "mar da legislação", portanto, da tranqüilidade! Se ele assim não navegar, na certa ficará debatendo nas margens egocêntricas do "toma lá dá cá" ou do "é dando que se recebe", acabando por se emaranhar em redemoinhos de dejetos em mentes vazias de sabedoria e lotadas de ganância.
De quando em vez, a história registra a revolta dos prejudicados ou mesmo dos truculentos, quando armazenam as idéias, fecham as tribunas e fazem uma verdadeira faxina nos dejetos os obrigando a alcançarem aos demais, só, que, não passarão pelo rio da tolerância nem chegarão ao mar da tranqüilidade.
Quando o congresso ou parlamento é fechado toda a nação fica muda e o seu destino fica incerto com as decisões sendo tomadas sem sua participação ou aquiescência, o que é... Lamentável!
É preferível sofrer na democracia a ser conduzido pela ditadura!
Na democracia, os erros do parlamento ou congresso têm o nosso respaldo e responsabilidades por sermos os provedores dos senadores, deputados e governantes, querendo modificá-los bastará votar certo!
Na ditadura é o contrário, os opressores nunca erram, nós é que erramos sozinhos e sozinhos temos que arcar com as conseqüências dos desmandos deles.
Bendito seja o senado federal! Mesmo tendo suas mazelas é o nosso amparo e proteção, o que nos dá alento à espera do discernimento abrangente a todos os cidadãos que, um dia, virá da tribuna senatorial, quando ela entender de elaborar os litígios e lapidar as sutilezas aprimorando-as na direção do bem comum, não as deixando resvalar ou estagnar pelas margens do egoísmo ou da ambição orgulhosa e pessoal.
O senado é tal e qual um grande estádio futebolístico, da seguinte maneira
A população civil é a platéia heterogênea que fica lânguida ou espalhafatosa nas arquibancadas, cadeiras numeradas e "gerais", assistindo ás sessões;
O juiz é o presidente.
Os auxiliares, ex-bandeirinhas, fazem parte da "mesa" assessorando o presidente.
Os senhores senadores são os jogadores com suas bancadas sendo denominadas de guarda metas, zagueiros, laterais, meio de campo e atacantes, com os últimos mesclando-se com os apoiadores, centro avante e pontas; suas bases estão na platéia assistindo os seus trabalhos e torcendo por uma vitória que venha beneficiá-los regiamente e... Principalmente! .
A população militar e policial são as guarnições que cuidam da ordem e da segurança:
A "Situação" é o time mais forte e, por via de conseqüência, o mais fraco é a "oposição", muito embora, de quando em vez, a oposição logra êxito com a ajuda de "São Caetano" e de parte das bancadas da situação.
Em iguais situações poderíamos, igualmente, colocar a câmara dos deputados, pois, a platéia é a mesma!
O povo, desde a Antigüidade, quer pão e circo, nos últimos anos, ele só está tendo o circo com o pão sendo grassado pelo desemprego e falta de leis apropriadas para dar-lhes condições de uma subsistência mais farta e condizente.

SENHORES SENADORES:
Mais valioso do que o tratamento de excelência é o de ser alguém num país cheio de "ninguém"!
É chegada a hora da união dos senhores para fazerem uma assepsia generalizada visando uma grandiosa operação plástica, plasmando por inteiro toda as artimanhas, sutilezas negativas, litígios e o contencioso improdutivo, garimpando o diamante perfeito do meio das areias e pedregulhos cheios de impurezas e jaças, para tanto, em harmonia de boa vontade sincera, fazer a apuração jubilosa mandando-a pelas vertentes e rios da popularidade na direção do mar da tranqüilidade, tudo isso, sob os aplausos dos provedores, nós... Seus eleitores!
Essa mudança radical só ficará estagnada se não houver um primeiro passo coletivo, mesmo com a coletividade sendo mínima em relação a todo o conjunto. Contudo, dando o exemplo honesto e comedido, ela terá a força de um tornado que lamberá às margens profanas e deletérias esmerilando o bem e o mal. Porém, só levando com ela o bem para ser incorporado na direção da sociabilidade e dos prazeres da população que passará a ter novamente o "pão" e o "circo" numa união fraterna com visão clara e feliz de um futuro promissor.
Nunca fui político na verdadeira configuração do vocábulo, nunca estudei em bancos escolares a não ser o primário, sou extremamente tímido, porém, sou garbosamente um... Empírico! Diploma este recebido através da observação quase ióguica da maturidade que possuo e a de outros observados criteriosamente e, cuidadosamente, por mim.
Dessa forma, escrevi vários volumosos livros de poesias, ficção, policiais e textos, os quais os tenho bem guardados e inéditos em razão da timidez financeira que não me permite editá-los, e do desinteresse que vem grassando nossos conterrâneos editores que, deles tomaram conhecimento, limitando-se a vê-los através de um postigo que mal deu linha de visão às primeiras páginas.
O diploma empírico me dá a coragem intransferível de tentar ajudar meus amigos senadores, dando-lhes ás seguintes opiniões:
a)- Lavem a "roupa suja" reservadamente e no círculo de suas bancadas ou na dos outros colegas, contudo, se tiverem que fazê-lo da tribuna, pelo menos, não chame o opositor de "excelência" quando imputar-lhe um delito ou ofendê-lo, isso é, no mínimo, hipocrisia ! Soando para mim tal e qual um policial ao algemar um perigoso criminoso chamá-lo de "senhor ladrão, estuprador ou assassino"!
b)- Recusem votar coisas banais como liberações de emissoras de rádios comunitárias que só serão ouvidas (se conseguirem transmitir) numa pequena área na imensidão desta nação, e outras contingências análogas, num prejuízo de tempo e espaço para as causas maiores e mais produtivas para o funcionamento ideal do país que é tão carente de soluções para seus impasses sempre emergentes;
c)- Façam uma lei em que as comissões parlamentares de inquérito(CPIs) tenham o acompanhamento e participação ativa dum representante do ministério público e da defensoria, para, ao final, sair uma denúncia (ou não), dando, dessa forma, condições do outro poder, o judiciário, prosseguir visando uma sentença que venha fechar com "chave de ouro" os trabalhos da comissão;
d)- Providenciem uma comissão de notáveis de alto saber jurídico para ser feita uma verdadeira faxina revisional em todas as leis vigentes brasileiras com a intenção primeira e única de juntá-las o mais possível no menor número aceitável e funcional, pelos motivos seguintes:
d.1- Se as constituições nunca foram integralmente cumpridas e, pior! De cima para baixo, muito mais estão sendo descumpridas ou ignoradas às leis existentes e em pleno vigor. Há tantas leis e determinações neste país que ouso dizer que elas não caberiam em muitas bibliotecas, e sua maioria só é lida tal e qual o faz ante um dicionário à procura apenas de um sinônimo, item ou capítulo. Não sei por qual razão desmembraram leis de trânsito, menores, tóxicos, contrabando, armas, e muitas outras, do nosso já senil código penal, que, também, nunca foi lido ou cumprido na íntegra, dessa forma, muitas outras leis poderiam estar reunidas num só "compêndio" o que facilitaria, por demais, o manuseio e as soluções dos eventos em lide e em foco;
d.3- Quanto mais leis existir mais e mais serão as sutilezas escamoteadas para os escaninhos de nichos corrosivos com as "fauces" sempre abertas para esconderem a verdade e evitar ás sanções previstas por elas, dessa forma, facilitando o infrator com duplo prejuízo para a vítima.
e)- Dar um maior valor para a tribuna não permitindo que ela seja ocupada para comunicações, sessões não deliberativas e "falas" que nenhum ou quase nenhum interesse tenha para a coletividade e para as soluções dos problemas pátrios ; já vi a tribuna ser usada para comunicações de fatos tão fúteis que dá até sono ouvir o orador, isso, em detrimento de suma importância para o desenrolar dos eventos realmente necessários de serem explicitados e solucionados, de quando em vez, os oradores me parecem mais um transmissor de noticiais já amplamente divulgadas pelos meios de comunicações, e o senado não é uma redação e, sim, uma casa gestora das leis que, se bem elaboradas e praticadas corretamente, por si só, seriam um estanque de muitas noticias alarmantes do nosso noticiário diário.
f)- Exemplificar-se no vestuário da magistratura e padronizar uma roupa uniforme para todos os senadores quando em seção que seja transmitida para a população, evitando, dessa forma, que uns senadores (ou senadoras) se apresentem com roupas impecáveis e cobertos de jóias, enquanto outros, por várias razões, são vistos com vestimentas díspares em relação aos primeiros. Minha opinião é que a roupa seja branca, parodiando o vocábulo "candidato" que vem do latim "candidatum" e quer dizer "homem de branco".
g)- Quando forem votar uma lei que tenha interesse precípuo para a população e até para a humanidade, esqueçam por completo os seus partidos e bancadas e atuem no interesse público, não importando a orientação recebida de suas agremiações, lembrem-se que as cúpulas dos partidos não os elegeram e nem teriam votos para tal, isso, só ocorreu pelo manancial de votos de seus eleitores que ficam na expectativa da lei que os beneficiará e, dia chegará, em que esses eleitores, desiludidos os trocarão por outros seus legítimos representantes.
h)- Elaborem uma lei em que os três poderes da república, pelo menos uma vez por mês, sejam reunidos para uma troca de pareceres, sugestões e entendimentos responsáveis e íntegros, com a finalidade do crescimento em todos os níveis da verdadeira democracia e liberdade com responsabilidade, assim procedendo, as seções resolveriam, ou tentariam resolver, casos como: saúde pública, segurança pública, desemprego, epidemias e endemias, agricultura, incentivos, inclusive culturais, nomeação de embaixadores e, muitos e muitos outros que só vão a pauta para serem ali esquecidos. Não venham me dizer que essa reunião é anticonstitucional e uma conjectura da minha parte, em razão da própria "Carta Magna" dizer que "os poderes são harmônicos entre si" dessa forma, não vejo disparidade entre harmonia e conjunção, pelo contrário, uma completa e justifica outra.
i)- Promulgar uma lei que vise a junção de deputados federais e senadores num só congresso com um só parlamento para a elaboração das leis prementes e realmente necessárias a nos tirar do fundo do poço, não vejo a razão da existência de duas câmaras para o mesmo fim, isso só atrasa e acumula os trabalhos com os feitos indo e vindo e, de permeio, dormitando em escaninhos e gavetas de uma das câmaras por meses e anos, nessa junção, poderia as denominações continuarem como senadores e deputados ou, modificar os nomes diminuindo, em razão da mesclagem, o número dos representantes de cada estado da federação. Essa mudança é justificada com o fato do poder executivo não ter divisões a não ser o secretariado bem como o judiciário a não ser as câmaras mais altas para os recursos, no caso de senadores e deputados, nenhum deles tem comandamento sobre o outro o que dificulta ainda mais o escoamento das decisões visando ás elaborações das leis e similares.
Seguir com os meus palpites seria como chover no molhado e gastar em letras todas as soluções plausíveis, nós precisamos é de vontade política e honorabilidade em todas as castas da sociedade.
Não é possível que um país que tem uma das maiores economias do mundo tenha uma das piores distribuições de rendas e trabalho do planeta. Querer que a minoria de cerca de dez por cento devasse seus bolsos em divisão é como querer que os rios retornem às suas nascentes para purificarem-se dos dejetos e imundícies lhe jogadas no itinerário pelo homem; se as duas opções não ocorrerão jamais, a solução será elaborar leis que venham a diluir as fortunas nos cofres da minoria ao ponto dela fazer uma inundação irrefreável com o trasbordamento beneficiando os mais carentes, façam a fartura ocorrer que ela própria fará a divisão justa e consecutiva!
Para terminar, devo dizer, plagiando (em parte) bons poetas:
"Os freios que sempre tive durante a minha vida foram necessários ao meu equilíbrio e maturidade, tive de amor a vida cheia, prezado os bons valores, gravei as ofensas na areia e rabisquei nas pedras os pavores "
"Todo representante de eleitores que um bom discernimento não tiver é como um cego junto a um abismo sem um bordão sequer!"
"Trace os seus rumos com carinho, pondo firmeza nos traços, que a retidão do caminho dará segurança a seus passos. Se o desespero lhe atordoa, confie á prece o seu grito, que a prece em silêncio voa, e vai gritar no infinito!"
(aa.)Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br
EM TEMPO:
Apesar de não ter diplomas ou medalhas, de três coisas não abro mão: Ser conterrâneo de Juscelino Kubstichek / Ter ganhado um prêmio na França, há anos, com o texto "Para francês ver" que me rendeu uns míseros cinqüenta dólares, revistas e fitas cassetes, reafirmando (para eles) o que um presidente de lá dizia a nosso respeito "o Brasil não é um país sério!" / Ser (ou penso ser) um dos autores desconhecidos do Juizado de Pequenas Causas, lei essa que me parece ter derivado de um texto que mandei para o então presidente Color de Melo e ministra Zélia, conforme correspondência que recebi: ofício/CHG/ n. 205- Brasília, em 04/junho/ 1 991, firmado pela senhora Ivete Lund Viegas-chefe de Gabinete da Secretaria Federal de Assuntos Legislativos-MJ. Ed. Sede- sala 430- Esplanada dos Ministérios.
(O autor)

O CURANDEIRO E SUAS CURAS!

Há dois mil anos, o mestre Jesus, ao ser interpelado pelos seus apóstolos que reclamavam do fato de pessoas estranhas estarem expulsando os espíritos maus usando o seu nome, respondeu mais ou menos o seguinte:
"Quem não está contra nós está a nosso favor!"
Essa máxima deixou claro que só quem atua ao contrário aos ensinamentos de Cristo é que não está com Deus, dando um alvará aos que, mesmo não fazendo parte de nenhum grupo religioso ou até sendo ateu, poderá estar a favor de Deus desde que cumpra as suas determinações indiferente ao fato de tê-las, ou não, aprendido de algum padre, pastor ou de quaisquer igrejas, inclusive a de Cristo.
Deus não pode (porque não quer) desdizer-se, dessa forma, nunca porá nenhum obstáculo à prática do bem, mesmo que ela venha de um ateu ou de um criminoso, para Ele, o que vale é a essência e não o invólucro do "produto", também não exigirá diplomas, emblemas, maturidade nem a oportunidade ideal para o Bem ser praticado, venha ele de onde vier.
O passado hediondo do indivíduo não lhe acompanhará na conversão, a sua vida pregressa será imediatamente apagada no ato do arrependimento.
Quando Lúcifer revoltou-se contra Deus em razão do Altíssimo ter criado Adão fazendo-o, espiritualmente, à sua imagem, ele foi vencido pelos arcanjos Miguel e Gabriel.
O Senhor achou boa a criação do nosso mundo, porém, por séculos e séculos, tentou domar o homem sem usar o seu poder, tudo sendo debalde, primeiro, deu a Adão e Eva o comando de tudo na terra com apenas uma proibição, que eles desobedeceram, Deus acabou por retirá-los do Éden ao mesmo tempo em que desterrava Caím pelo fratricídio de Abel, tempos depois, destruiu a humanidade com o dilúvio deixando vivos uns oito representantes da linhagem de Adão, destruição essa que lamentou dizendo que não mais afogaria o homem, se necessário, os queimaria para evitar o sofrimento do afogamento; segundo, fez uma aliança com Moisés no êxodo, que, também, foi quebrada pelos seres humanos; por último, mandou seu filho para morrer por todos os irmãos, criados, desde o princípio, à sua imagem e para uma nova e eterna aliança envolvendo todos os povos, inclusive os bárbaros e hereges.
Não querendo mais destruir a sua criação, o Senhor optou por dar ao homem O LIVRE ARBÍTRIO que o acompanharia durante toda a sua vida e que serviria de uma peneira para selecionar os verdadeiros merecedores do paraíso, que só seria alcançado com a morte da carne carcereira, dando-lhes, também, o Espírito Santo para ajudá-los desde que se dispusesse a escutarem às suas consciências.
O livre arbítrio foi uma atenuação da pena que poderia ser aplicada ao homem pela sua sistemática desobediência às determinações divinas, dentre elas as seguintes:
Não comerem do fruto da árvore do bem e do mal;
Não praticarem as depravações (para não dizer o pior) sediadas em Sodoma e Gomorra;
Não cumprirem os ditames dos dez mandamentos (reduzidos em dois) dados a Moisés e por ele divulgados;
Seguirem ao seu próprio filho, o Messias, cumprindo seus ensinamentos, o que, além da desobediência, o executaram em morte de cruz ladeada por dois ladrões.
Daí em diante, foi dado ao homem a livre escolha atenuando a pena que deveria ser de um colossal fogo eterno e devastador.
Desde a mais remota antigüidade, do tempo de Adão até aos nossos dias, o homem vem recebendo seus professores, antes denominados de profetas, apóstolos e Messias, posteriormente, os santos, Ghandi, Madre Teresa, frei Damião e muitos outros, contudo, a todos desobedecendo ou ignorando em prejuízo próprio, tanto material quanto espiritual.
Com o progresso, a desobediência praticamente alastrou-se ficando os valores humanos praticamente sepultados pela "mídia" e pela licenciosidade frenética e abusada.
Só o livre arbítrio continua indelével e servindo de bússola para a verdadeira felicidade e fuga das tempestades dos bacanais dos injustos e descrentes.
Até nas universidades e igrejas existe o obscurecimento dos dons intuitivos do Espírito Santo em favor da liberação das orgias e das maculadas funções sociais da humanidade.
O progresso acabou com o entrudo onde se brincava apenas com água e pequenas farras em grupos de amigos, transmudando-o em carnavais onde impera o sensualismo e o grande desperdício de dinheiro em detrimento dos mais carentes e mesmo dos dependentes dos foliões.
É triste ver a passarela do carnaval no Rio de Janeiro lotada de pessoas divertindo-se com as escolas de samba para, na quarta-feira de cinzas e, nos dias seguintes, vermos o mesmo Rio de Janeiro servindo de passarela e os favelados aparecendo como platéia faminta e carente de tudo.
Os médicos já não mais atendem em residências, onde compareciam tal e qual um anjo, vestidos de branco e trazendo a esperança de cura, hoje, o máximo que se consegue é, muita das vezes, nem olharem ou tocar o paciente, mandando-o, preliminarmente, fazer exames diversificados que terá que pagar para o médico saber qual é a doença do infeliz.
Os padres já não são vistos nas periferias e junto a pobreza, para isso, nomeiam casais ou os leigos da sua igreja.
Os policiais patrulhavam as ruas em duplas conhecendo todos os criminosos e intervindo, preventivamente, à tempo de evitar os crimes, hoje, estão motorizados , contudo, distante das vítimas que deveriam defender, não por culpa deles, porém, das estruturas que os alimentam.
Antigamente, os doentes eram doentes mesmo, não importando se estavam com estresse ou loucos, hoje, com tantas especializações e diversificações de atendimentos, chegam ao absurdo de um grave doente cardíaco ser mandado procurar um médico ou hospital especializado para ser socorrido, esquecendo-se que o tempo perdido poderá agravar o mal reclamado.
As farmácias, em razão da ganância dos fabricantes de remédios ou de seus proprietários, mais parecem um estabelecimento bancário que visa só o lucro sem se interessar pelo doente que às procuram aflito.
O LIVRE ARBÍTRIO CONTINUA ATUANDO...
Com o agravamento do desemprego e dos males físicos, muitos doentes saem á procura de alternativas que não lhe devassem os bolsos alem das possibilidades pecuniárias, dessa forma, está num crescendo a oferta dos curadores, benzedores, medicinas alternativas, remédios genéricos e/ou manipulados, que são encontrados em quaisquer locais, desde as capitais, cidade e até no campo e grotões.
Não há comércio, indústria ou mesmo país, que agüente o desemprego generalizado com a conseqüente falta de clientes/compradores, quando isso ocorre, geralmente, quase todos vão as bancarrotas ou as recessões.
Quem sabe ouvir o seu interior tendo por fulcro o poder do seu espírito protetor, na certa, terá mais condições de equilibrar-se na gangorra das dificuldades ficando no meio dela sem desviar-se para as suas bordas que lhe trariam o desequilíbrio, assim, usando o meu entendimento interno e o livre arbítrio, tenho me livrado ou amenizado muitos males que me afligiram ou ainda afligem, porém, mais moderados pelas minhas decisões tomadas, dentre elas as seguintes:
- Ao primeiro sinal de AZIA ESTOMACAL, tomo três goles de água quase fervendo, deito-me por uns instantes e, de imediato, levanto-me já dando arrotos e me sentido melhor, dessa forma, ficando livre da azia e dos remédios convencionais;
- Quando eu tenho DORES DE CABEÇA, corto uma cebola (de preferência roxa) e cheiro por uma das narinas tampando a outra alternadamente, sinto um forte ardor na nuca, contudo, a dor de cabeça se esvai de imediato; também, para tal mal, tenho por costume ficar girando a cabeça no sentido queixo-orelha-alto da cabeça-outra orelha e queixo e, vice-versa, devagar e compassadamente;
- Quando tinha DORES DE DENTES, ficava queimando as gengivas com remédios, até que um dia descobri que, esticando um dos braços ao mesmo tempo em que apertava, continuamente, e com um aumento gradual, o indicador da mão direita (ou esquerda) com o meu polegar e indicador da mão oposta, tomando o cuidado de esticar o braço que estivesse do mesmo lado do dente dolorido, o meu dente latejava e parava de doer;
- Sofria quase que diariamente de uma espécie de "FOTOFOBIA" que me obrigava a deitar e ficar por muito tempo vendo luzes ofuscantes mesmo com estivesse com os olhos fechados, um dia, comecei a tentar ficar imóvel na posição de decúbito dorsal ao ponto de nem engolir saliva... Imóvel mesmo! Momento em que começava a comandar uma força que eu fazia parecer que me entrava pelo alto da cabeça, passava por todos os meus órgãos internos e saía na planta dos pés, ocasião em que continuava a imaginar ela retornando pela planta dos pés, subindo até chegar ao alto da cabeça onde a projetava para o infinito, isso, somado a orações e pensamentos salutares, com o passar do tempo, me sentia como se realmente algo tomava forma e percorria o meu corpo imóvel, ao final, dormia ou levantava-me completamente curado. Esse "tratamento" praticamente curou-me, quase não tenho mais a sofrida fotofobia;
- Desde criança que sofro um pouco de BRONQUITE sem ter asma, fumo muito e nunca quis tentar largar o vício, ultimamente, dado ao calor do verão, coloquei um ventilador de teto em meu quarto e salas o que bastou para agravar a minha bronquite, um dia, estando rezando em pé, comecei a abrir os braços os esticando a frente do corpo e os retornando a posição de cruz forçando minhas omoplatas para trás, ia e vinha constante e rapidamente, senti que os meus pulmões ficaram como que mais desobstruídos e a respiração melhorava. Faço isso todas as noites e não fui mais perturbado pela bronquite e, às vezes, nem noto o vento do ventilador sobre o meu corpo parcialmente desnudo;
- Tenho HIPERTENSÃO ARTERIAL há mais de 40 anos, ela é muito complicada, já tendo consultado mais de trinta médicos e cardiologistas, todos eles não deram jeito nela em razão da mesma modificar até em cinco pontos na máxima e mínima, medição essa em frações de segundos, o último médico que me auscultou disse-me para não medir mais a "pressão" em farmácias nem com médicos, assim que eu passasse mal fosse direto para um hospital, determinou aquele facultativo! Tentei elaborar remédios tomando "embaúba", alpiste, óleo de alho etc. tudo debalde. Uma vez, um médico conseguiu colocá-la no normal, contudo, fui parar numa enfermaria e o médico teve que me dar bife salgado para ela subir um pouco, entretanto, a mesma hipertensão ajudou-me a ficar livre do alcoolismo pelo simples fato de, tomando diariamente os remédios da farmácia, que não combinavam com o álcool, ter-me afastando da bebida, anteriormente, ingeria bebidas alcoólicas parando com os remédios, mas, quando entendi que, se não parasse de tomar os remédios não poderia beber, optei por tomar os medicamentos e, assim, paulatinamente, fui me desintoxicando... Hoje, não mais sou alcoólatra e não dou a mínima para a hipertensão arterial!
- Certa feita, fui a um oculista para trocar de óculos e ele mandou-me ir para a capital do Estado PARA OPERAR UM DOS OLHOS, dando o nome da doença que era complicado e muito extenso, chegando em casa, resolvi não procurar nenhum oculista e comecei a praticar a "dança do elefantinho" que tinha visto e lido num livro, poucos dias depois estava bom do olho e assim me encontro até hoje, muito embora não tenha retornado ao oculista que me examinara para saber a opinião dele. A dança do elefantinho consiste em ficar em pé com as pernas abertas cerca de 40 centímetros de um pé ao outro, momento em que vamos girando os braços ao lado do corpo de um lado para o outro dobrando as pernas ao logo dos movimentos semicirculares e deixando os braços soltos como se fossem mangas de um paletó sem os braços, fazendo isso por vários minutos e com os olhos abertos mirando ao nível deles acompanhando os movimentos de um lado para o outro;
Retornando a um outro oculista, o mesmo também me mandou ir para a capital do Estado para SOFRER UMA CIRURGIA NO OUTRO OLHO, não fui e, na manhã seguinte, por inspiração, passei a mirar o sol da manhã com o olho doente, o fazendo por alguns minutos e durante alguns dias... Curei-me totalmente! Pelo menos no meu entendimento.
- Tinha uma espécie de ALERGIA ao redor de meus tornozelos com feridinhas que iam se alastrando e eram doloridas, gastei muito com pomadas convencionais, contudo, sempre elas retornavam a incomodar-me até que, um dia, plantei "babosa" no meu quintal e quando ela estava viçosa, quebrei uma das pontas e passei o líquido gelatinoso e verde dela no local da alergia, no dia seguinte não havia mais nenhum sinal dos ferimentos e assim está até hoje;
- Sempre tive DORES DE OUVIDOS a ponto de já ter ido até os hospitais em razão da doença, de uns tempos para cá, descobri que, tampando as narinas e fazendo força até o ar ir aos ouvidos internamente, ouvia uma espécie de estalo e a dor acabava, se o término da dor foi em razão de circulação de sangue ou de ar ou se é momentânea não sei, só sei que não tenho tido mais os incômodos e, quando pressinto que possam começar, repito a ação e a dor não vem;
- Tinha MUITA DOR NO NARIZ em razão de tê-lo machucado na minha juventude numa briga de rua, de uns tempos para cá, descobri que, passando minha aliança de ouro em um pano felpudo até esquentá-la e, a encostando-se às narinas, a dor acabava e, assim, o tenho feito com ótimos resultados;
- Desde jovem, tinha uma violenta DOR DE GARGANTA com inchaço das amígdalas ao menor sinal de mudança da temperatura, vários médicos quiseram operar e eu não deixei com medo da anestesia, há uns trinta anos, estava novamente sofrendo com a referida dor e com muita febre, contudo, durante a noite, tive um sonho, no qual fui informado que não deveria tomar nenhum remédio para diminuir a febre até que formassem placas nas amígdalas, ocasião em que deveria ir a um otorrinolaringologista e pedir a ele para lancetar o órgão inflamado, assim o fiz na manhã seguinte, com o sangue espirrando no avental do médico e... Nunca mais tive dores de garganta!
- Recentemente, apareceu-me uma espécie de REUMATISMO DOLORIDO NO OMBRO DIREITO E NA AXILA DO MESMO LADO, numa noite, estando fazendo minhas orações em pé, comecei a gesticular como se estivesse nadando nos diversos estilos, inclusive "borboleta", forcejando os braços e sentindo muitas dores, continuei nas noites seguintes e, agora, estou curado com as dores tendo desaparecido totalmente;
- Quando tinha CONSTIPAÇÃO INTESTINAL, ficava tomando laxantes constantemente até que, um dia, tomei conhecimento da urinoterapia, a partir daí, sempre que estava com constipação, em jejum, tomava um copo de minha urina, poucos minutos depois estava livre da prisão de ventre;
- A maioria das IRRITAÇÕES que aparecem em mim, por vários motivos, inclusive, hemorróidas, passo babosa ou pasta de dentifrício e... Fico curado!
- OS MEUS FERIMENTOS SANGRANTES, desde que superficiais, são curados com papel higiênico ou algodão queimado, bem como, teias de aranha também tostadas ao fogo, com o penso colocado apertando o ferimento para ajudar na contenção do sangue;
- Em uma determinada ocasião, estando na cidade de Carmésia, ENGASGUEI-ME COM UM OSSO DE FRANGO e, como lá não tinha médico, fui para a Belo-Horizonte numa "jardineira"(ônibus da época), durante a viagem, sofri mais ainda com as diversas curvas de estrada de terra, em determinado ponto da viagem, notei que uma senhora estava sentada de lado numa caixa de ferramentas que ficava do lado direito do motorista, propus e consegui trocar de lugar com ela, alegando que estava doendo muito o meu "peito" e que de nada adiantaria ficar no conforto de minha poltrona, tão logo efetuei a troca, notei que a dor estava vacilando em meu interior durante as curvas e, dessa forma, resolvi, estando de lado em relação ao sentido de direção do ônibus, fazer força contrária ao movimento me determinado pelo coletivo, a certa altura, notei que o osso descera para o meu estômago, cheguei na capital já sem dores, tomei vários copos de leite e fui para um hotel na certeza de que o leite desarranjaria o meu intestino, não deu outra: defequei um osso de quase quatro centímetros, ficando livre do mesmo, não tendo mais febre nem infeção e... Melhor! Ficando livre de procurar socorro de hospital ou médico!
- De quando em vez, PARA EVITAR A TROMBOSE, DEFICIÊNCIA OCULAR, MÁ CIRCULAÇÃO DO SANGUE E PROBLEMAS ESTOMACAIS, preparo um "medicamento", vulgarmente denominado de "limpador de veias", e o tomo antes das principais refeições, na base de uma colher de chá, inclusive no café da manhã, me sentido muito bem tão logo inicio o tratamento, que leva mais de um mês, a composição do remédio é a seguinte:
Descasco cinco grandes cabeças de alho roxo e rodelas de três grandes cebolas, de preferência roxas, coloco o material em meio litro de mel de abelhas passando-o pelo liqüidificador até ficar uma massa líquida homogênea, acondiciono o líquido numa garrafa em uma geladeira e vou tirando as colheradas para tomar, antes, mexendo bem o conteúdo.
Em data recente (2004), estava com um FERIMENTO INDOLOR NO PÊNIS, ele foi aumentando alcançando a glande, tomei inúmeros medicamentos e usei muitas pomadas, inclusive antibióticos e ante-inflamatórios, a auto medicação não resolveu o problema, muito embora tenha tido a ajuda de especialistas das farmácias, sem outro recurso, procurei um urologia e ele, após examinar-me, me disse que eu estava com "HPV", codiloma ou "mal do Papa Nicolau", doença venérea transmissível e mais comum em mulheres, tal médico marcou um exame de biopse para a semana seguinte a da consulta. Fiquei desesperado por nunca ter traído a minha esposa nos 38 anos de casado e, também, sabendo que ela me era fiel e, por ser de uma família vitima do câncer. Dias antes do exame da biopse, um amigo de cognome "Marquinhos" me aconselhou a procurar um "Benzedor" velho e experiente e, com ele, fui até ao senhor "Raimundo" que, ao primeiro exame, me disse: ISSO É "COBREIRO DE LAGARTIXA!", me benzeu e, três dias depois, estava praticante curado, após, procurei um outro urologista que me informou que a minha cura era completa e se eu tivera "HPV", ele rasgaria o seu diploma. Não acredito que o primeiro urologista tenha agido de má fé, prefiro acreditar que ele pensou que era a doença por ele diagnosticada, apenas, deveria esperar o resultado da biopse que pretendia. O Benzedor foi colocado no meu caminho pelos meus protetores do além. As posições que, tomadas por mim, com relações aos males especificados, foram do meu livre arbítrio, o fazendo como uma cobaia de mim mesmo, preliminarmente, não aconselho a ninguém imitá-las tomando por base às minhas experiências, primeiro, em razão do fato de determinados "remédios" ser bom para uma pessoa e ruim para outra, segundo, essas deliberações devem partir da consciência de cada ser inteligente em consulta ao seu interior... Morada do Espírito Santo!

ALGUMAS BENZEÇÕES:
Quebraduras, destroncamentos etc.:

Material: Pano branco e agulha com linha e sem nó.
-Pergunta (Eu): o que coze?
-Resposta (paciente): Carne quebrada, nervo rendido, osso desconjuntado!
-EU: Isto mesmo eu cozo! e, em seguida, costurar no pano cruzando com a linha sem o nó.
Repetir por três vezes, depois, ou no momento, rezar três Pais Nosso e três Ave Maria pela sagrada morte e paixão de N. S. Jesus Cristo.
Obs. Em cada vez guarda-se o pano, a agulha e a linha sem que outra pessoa os use.

Cobreiro e empinge:
Igual ao descrito acima e, MAIS:
Cinza de fogão em um papel, mandar a pessoa pisar e contornar o pé com uma faca.
-EU: o que corto?
-Paciente: Cobreiro (ou impinge)!
-Eu: Isto mesmo eu corto e, em seguida, o contorno do pé na cinza dizendo: na cabeça, no meio e no rabo (em voz baixa).
Repetir por três vezes, após, risca o contorno todo o cruzando, depois, embola a cinza no papel e coloca no fogo para queimar, em seguida, reza três Pai Nosso e três Ave Maria oferecendo pela paixão e morte de N.S. Jesus Cristo.

Espinhela caída:
Eu e o paciente em jejum total. Levo a mão direita espa, lmada no estômago do paciente e digo fazendo cruz: "Deus ressuscitou, alta espinhéla levantou!", isto por três vezes, uma em cada dia.
Reza-se um Pai Nosso e uma Ave Maria pela Paixão e morte de N.S. Jesus Cristo, a cada dia da benzeção.

Observação: Benzeções ensinadas a mim por minha sogra em data de 01\02\ 1 981.
*
SOU DAQUELES QUE ACREDITAM NOS CURANDEIROS, BENZEDORES E. MÉDICOS!
Os primeiros, muitos das vezes, sem nenhum estudo, "receitam remédios" das mais variadas espécies e informais.
Os últimos formados em faculdades e prescrevendo medicamentos convencionais; no centro de todos eles estão os doentes, pacientes de algum mal, entretanto, esse mesmo paciente trás dentro de si uma chama viva suficiente para ajudá-los na própria cura, desde que saibam soprá-la na direção correta e que esteja atento aos sinais para fazê-lo de forma condizente. Essa chama é o termômetro que mede o grau de competência dos facultativos, curandeiros ou benzedores, que precisam, para ajudar o doente, fazê-lo impregnar de bons fluidos animando a chama e derrotando a doença, mesmo sem um diploma que confirme a habilitação de quem cura e os nivele no tocante a cátedra escolar, sendo, em muitos casos, até um substituto informal das faculdades de medicina.
Quando o doente procura o médico, curandeiro ou benzedor, levando consigo a fé de ser curado, praticamente, está indo à fonte com um balde cheio de esperança e, lá, só irá pegar a água apenas para completar até a borda, principalmente em razão de estar, também, fazendo uso do seu livre arbítrio e obedecendo a voz interior que o acirra à procura desejada.
É CLARO QUE NÃO ESTOU CONTRA OS MÉDICOS, O PRÓPRIO JESUS FOI UM DELES! Simplesmente, estou tentando EXPLICAR QUE A MAIOR CURA DE QUASE TODOS OS NOSSOS MALES ESTÁ DENTRO DE NÓS MESMOS, bastando, tão somente, saber auscultar o nosso interior e medir às conseqüências de nossos atos, primeiro, para não nos expormos voluntariamente aos males e, segundo, ouvindo o nosso foro íntimo, tomando decisões acuradamente e com. FÉ!

S.A.BARACHO-Março 2004)
(aa.)conanbaracho@uol.com.br
Fone: 0(xx)3l 3846 6567

ALGUNS DITADOS...

Se o sol nasceu para todos, certamente, todos estão a tampar-me dos seus raios!
Se a esperança é a última que morre, na certa, a morte sobreviverá à esperança!
Beleza não põe mesa, desde que a formosura não seja a garçonete!
O leão é o rei dos animais, ou melhor, era! ...Perdeu o reinado para os homens!
A mulher é a rainha do lar! Engano, muitas das vezes o "castelo" dela é alugado... Chegando até a ser despejada!
Todos são iguais perante a lei! Entretanto, não há harmonia entre "todos" e a lei é sempre mutável!
Lar doce lar!...Nem sempre, às vezes nem açúcar se tem em casa!
Se o fumo faz mal a saúde, fará o mesmo bem a doença?
A pena vem sempre após a condenação... Desde que não seja utilizada para assinar a sentença!
O divórcio retorna o casado a solteiro, para casar-se precisa ser noivo... Porque não se pode regredir de casado a noivo?
A lua de mel nem sempre é doce, será cruzamento de abelha com marimbondo, ou... A lua foi maculada pela terra?
O segredo é a alma do negócio... Principalmente para o arrombador de cofres!
O silêncio vale ouro! Será? ... Então, por qual razão todo mudo que conheço é pobre?
"É mais fácil guiar um animal feroz lhe dobrando o instituto do que a muitos homens confiando na sua moral, honra ou... reciprocidade!".
(S/A/Baracho/l998)
conanbaracho@uol.com.br

É ASSIM... COMPANHEIRO!

Não sou uma sumidade em política, governo, partidos e em outras situações idênticas na forma e no conteúdo.
Também não estudei em nenhuma escola além do antigo primário ou "grupo escolar", todavia, quando o fiz, era numa saudosa época em que a professora era considerada como uma segunda mãe e o seu nome dignificavam monumentos, bairros e ruas. Hoje, rebaixaram-na para "titia" e o seu nome não é mais considerado nem para "batizar" caixas de fósforos, isso, com honrosas exceções confirmando a regra. Contudo! Sou formado empiricamente e provedor de uma maturidade que acumulei no meu cotidiano ligado à segurança pública de Minas Gerais, aprendendo e apreendendo, peça a peça, com juizes, oficiais militares, delegados, advogados, colegas e, até com os... Bandidos!
Sim! O "mal" tem uma virtude! É a de nos mostrar os seus graves e negativos defeito nos dando uma oportunidade de evitá-los desde que façamos uma devassa dos seus "predicados" pesando às vantagens e desvantagens para escolhermos o "caminho" correto, exatamente para... Fugir dele!
Sou uma daquelas pessoas que, ante as notícias escritas, faladas e televisivas, procuro os "detalhes" nelas contidos como se navegasse em cabotagem ao redor delas, isso é fácil! Pelo acúmulo repetitivo das mesmas. Encontrado o detalhe discordante, formo a minha opinião esperando fugir do "Bem" e do "Mal" e alcançar uma via, mesmo que seja vicinal, que me permita avaliar o que me chegou à mente pelos meus sentidos.
Com o caminho delineado, coloco o "Bem" à minha direita sem desprezar o "Mal" que deixo à esquerda.
No itinerário mental, vou extraindo o aprendizado do lado "Mau" sem assimilá-lo, ou seja: deixando-o num recôndito da mente para não tropeçar copiando-o e, do lado "Bom" vou, também, avaliando às suas vantagens, mas, assimilando-as para a minha "caminhada". Quando chegar ao "cruzamento" das decisões que deverei tomar para o meu bem estar e o dos meus companheiros de jornada, terei catalogado toda a validade informativa da notícia, entrevista, pesquisa etc. sem ter sido manipulado ao bel-prazer da informação chegada aos meus olhos ou ouvidos.
Um advogado de defesa tem o "dever" de representar o seu patrocinado, mesmo sendo ele um frio assassino, como o elemento mais probo do tribunal, em contrapartida, a promotoria ou a acusação terá que apresentá-lo como o pior dos criminosos.
De entremeio, aos juizes e jurados cabe aplicar justiça absolvendo ou condenando!
O réu é o mesmo para o quarteto referido, o que modificou foi apenas o entendimento assimilado da ação praticada e explicitada.
Para os eleitores ocorre a mesma coisa, mudando-se apenas os personagens da "acusação" e da "defesa", ficando os eleitores como juizes e jurados e, os dois primeiros, como candidatos.
A disputa ferrenha entre os candidatos procurando amealhar os votos dos indecisos é enlameada pelas calúnias, ofensas, traições e até assassinatos, onde a notícia é ventilada a "torto e a direito" sem passar pelos crivos da autenticidade e da verdade,. Quem "pode mais" a distribui ao povo ajudado pelas "fontes" pagas com o seu dinheiro ou com o endividamento antecipado a ser quitado pelo cargo que pretende ocupar.
O eleitor, nos dias e meses que antecedem á sua condição de juiz e jurado, é assediado pelas noticias de interesse depreciativo de muitos candidatos a enxovalhar o nome do rival lhe tributando os mais aviltantes defeitos, à maioria das vezes mentirosos.
Se o futuro votante for caminhando entre esses boatos falsos e perversos e não ter a capacidade de discernir entre o "Bem" e o "Mal" acabará chegando ao "cruzamento" agregado aos "Maus" e, assim, julgará colocando o seu voto numa urna de rara beleza por fora e cheia de podridão e corrupção por dentro, pelo acúmulo ali dos votos venais.
Pior! Por anos, será relegado a um plano rasteiro e rastejante enquanto os que receberam às suas benesses em votos o dilapidam e à sua família colocando-o em uma situação de penúria abaixo da em que se encontrava antes.
O "Melhor Candidato", não querendo usar dos mesmos artifícios do seu rival, acabará por se afogar num "mar" de boatos e de mentiras lhe jogado em cima.
Os adversários do "Bom Candidato" não ganharam nenhuma das eleições que com ele disputaram, Ele próprio foi quem às perdeu!
Num debate com "FCM", que era ligado aos meios de comunicações no nordeste, afeito e afoito frente às câmaras, quis ser educado e usar o mesmo recurso do "FCM", que, além de tudo, tinha uma apresentação de porte "Adônico" e às "notícias" o colocavam como a favor dos "descamisados" e contra os "marajás".
Se o tivesse chamado, frente às câmaras, de "filho da put...!", teria recebido mais votos!
Num outro pleito e debate com um candidato com nome de "rei", ele venceu! Ao final, um amontoado de microfones se aproximou do seu rosto e foram desviados pela chegada célere do seu rival tomando-lhe à frente e às palavras.
Se tivesse feito o mesmo que o rival, dando-lhe um truculento esbarrão e permanecendo à frente dos repórteres, novamente teria uma maior onda de votos!
ATUALMENTE...
As notícias nos chegam em atropelo ainda misturadas com o "Bem" e o "Mal", com novos jurados e juizes, no caso, os eleitores sem condições de darem a "peneirada" para abrir o caminho os colocando à esquerda e à direita exatamente pela falta de um discernimento de precaução e fruto de uma escola menos professoral da moral e dos bons costumes, a prova disso é o alto índice criminal e de pobreza que nos sufoca.
Se não encontrarmos o ponto de equilíbrio para irmos ao "cruzamento"! (dia da eleição) poderá ocorrer que muitos votos volúveis cheguem à urna... Putrefazendo-a!
O "Nosso Candidato", embora caminhando na vicinal correta, já deu um pequeno tropeço ao comentar uma pesquisa eleitoral, totalmente lhe favorável, dizendo:
"Só passarei a acreditar e avaliar as pesquisas à partir de julho!"
Com isso, ele (você) desmereceu os que, ao serem pesquisados, lhe creditaram pontos, isso é um engano que poderia ou poderão custar votos preciosos, principalmente, quando foi dito em rede nacional pela televisão.
A próxima eleição apresentar-se-á diferente de todas às anteriores, o "Bom Candidato" terá que estudar um pouco de arte dramática (ou cômica) por que ela está me parecendo uma...
"Cena de Teatro!".
Primeiro, algumas aulas estão sendo ministradas do exterior, com as "Torres Gêmeas", massacre Israelense aos Palestinos respondidos com atentados beirando o terrorismo, tentativas de golpes na Venezuela e Colômbia e bancarrota Argentina, ou seja : um ótimo prato para os difusores das noticiais venais ; segundo, com os nossos candidatos e correligionários fazendo do Brasil um grande palco de arte dramática e, até cômica, pois, dramática será para nós se o "Bom Candidato" não vencer às eleições e, cômica será para o vencedor ao contar os seus votos putrefatos lhes causando gargalhadas pela simplicidade e despreparo da maioria dos "jurados".
Se não for teatro, explique-me:
- Uma candidata nortista ser derrotada por um amontoado de dinheiro encontrado com o seu marido e, pior, sem a condenação judicial. Para mim, ela teria que ser derrotada pela carência de votos e não por cédulas que poderão ser dela realmente.
- Um grande partido aliado ao governo se desligar dele, todavia, votando contra o povo e a favor do governo, como: aumento da energia elétrica resultante de economia nossa (apagão) e isenção de impostos dos lucros da bolsa de valores, e outros...
- Um excelente candidato do sudeste, verdadeiro astro da política, ficar de um dia para o outro sem um "papel" na peça teatral e, além disso, nem estar na fila!
- Um presidente que toma medidas contra os pobres e, portanto, prejudicando o seu astro principal o isolando numa "serra", inclusive sem previsão até hoje de um vice dele.
- A inteligência de que o presidente é possuidor quase me leva a crer que ele, sendo um homem bom, culto e cheio de medalhas, está com a sua dedução lógica dividida, de um lado, quer a vitória do "Bom Candidato" para fazer o bem ao seu país e, do outro, sabendo da dificuldade que terá em passar o governo para um rival que colocará em "pratos limpos" às mazelas governamentais, sufoca às suas primeiras intenções; essa "lavagem de pratos" não prejudicará a população de maioria pobre por que, isso, eles o fazem todos os dias com às suas esfomeadas línguas à procura de aproveitar às migalhas que lhes chegam às mesas.
- Do lado de fora, estando dentro, um grande país do norte está apreensivo e nos observa atentamente, se o "Bom Candidato" vencer, um fundo seu, muito conhecido internacionalmente, acabará tendo um furo e será chamado de "FMI", ou seja: "Fundo Muito Indigesto".
O país do norte não ousará intervir militarmente por ter sido picotado ultimamente pela Argentina, Venezuela, Colômbia, além disso, tal pais do norte sabe muito bem que o Brasil é impraticável para a ocupação bélica militar dado à sua vasta extensão territorial de difícil vigília, onde, um simples pelotão móvel na Amazônia, Pantanal, Cabeceira do Jequitinhonha, Pico da Neblina e do Caparaó, Agreste Nordestino e outros, poderia dizimar, armado apenas com facas "peixeiras" e "Curvelana", inúmeros batalhões ou companhias invasores .
- Nem o comunismo no seu tempo de apogeu quis se apropriar do Brasil (nem ideologicamente), somos uma nação e um país de heróis em todos os campos do saber e do esforço humano, vencemos a independência dos nossos irmãos portugueses, a escravidão e as ditaduras com um mínimo de derramamento de sangue.
- Defeitos? É claro que os temos e eles são explorados pelos maus candidatos em suas campanhas pela "mídia".
- Somos um povo relativamente acomodado, para não dizer preguiçosos, no que nos desculpamos jogando em cima da mistura de raças.
- Carnaval, Semana Santa, Fogueiras de são João, Pedro e Antônio, Sete de Setembro, Dia da Criança (ricas! às pobres só tem à noite assim mesmo com fome), Natal e muitas outras datas servem de "cobertores" para abafar às ações dos maus dirigentes do calor dos seus destemperos administrativos, bem como, para angariar votos, nem sempre correto, dignos e merecidos.
- O pobre é o maior culpado pela torrente caudalosa de votos aos que não merecem, eles entulham às suas casas de filhos que não conseguem educar dando-lhes escolaridade, portanto, discernimento, crescendo dessa forma o número de eleitores indecisos e prontamente "pescados" pelos maus candidatos que, às vezes, os ganham com um simples aperto de mão. Aos maus governantes não interessa um país erudito e intelecto, perderiam os seus votos à primeira mensagem enganosa, falsa e mentirosa que apresentassem.
Devo dizer-lhe que, atualmente, o Brasil precisa muito mais de você do que você dele! Se lhe faltar algo para o relacionamento com as nações sempre terá ao seu lado alguém à altura dessa missão. Governar é dirigir, em primeiro lugar, uma equipe competente e digna, em segundo plano, uma nação livre fazendo-a caminhar nos trilhos da moralidade e do saber em direção da "estação da felicidade" para todos em geral, principalmente, em razão de termos em nosso solo tudo do que precisamos para ser muito mais potente do que àquela nação do norte! Eles de muito já sabem disso!
É momento de acabarmos com a dinastia dos "Fernandos" colocando em Brasília o republicando Luiz que, apesar de não ter dinastia tem nome também de "rei", só que, da paz e da união de todos nós.
Peço um pouco de reserva nesta minha correspondência por ainda estar com o umbigo atrelado na máquina do Estado e, como disse um mau governante : "Funcionário Público é vagabundo!", a acreditar nele, à sua mentira deslavada poderá ser acatada por um seu igual que poderá passar a perseguir-me, pois, como disse Rui Barbosa:
"Chegará o tempo em que o Homem terá vergonha de ser honesto!"
No meu humilde entender, esse tempo já nos bate às portas, porém, assino o presente, naturalmente, pela riqueza moral do destinatário.
Apresento, a título de cooperação, alguns "slogans" e poemas de minha autoria para a sua apreciação:
Prá frente Brasil! Lula é "mil"!
A voz da nação é Lula na direção!
Vote livre e contente: Lula para presidente!
Lula... Lá em Brasília é alvorada sem fantasia!
PT. É... Lula para você!
Tiradentes descansa... Lula é a esperança!
Lula e seus intelectuais vencerão o derrotado e os seus comensais!

Atenciosamente e, após o pleito, Respeitosamente.
Àquele abraço do ainda "juiz ou jurado"

Coronel Fabriciano (MG) 19/março/2 00l
(aa.)S.A.BARACHO
conanbaracho@uol.com.br
Fone 0(xx)31 3846 6567

POSFÁCIO

Os textos nunca terão fechamento por serem uma essência do nosso âmago literário, ou não! a única situação permitida a eles é uma ligeira interrupção ou uma mudança de origem e, portanto, do reflexo!
Eu já li, alhures, que o "livro ombreia com o sabre", entretanto, digo eu: Às palavras de profundo saber e idôneas podem superar o sabre e embotar o brilho e a periculosidade bélica das armas! Desde que tenham uma platéia condizente, harmoniosa e ávida do aprendizado vindo das passarelas dignas dos livros e dos textos de ilibados autores, famosos, ou não!
A Fama é uma conseqüência do trabalho meritório e ímpar dos Homens, em grupos, ou não, no entanto, se o reflexo deles não atingirem os alvos que venham a pretender, Ela poderá ficar obscurecida e anônima, contudo, sem jaças e latentes à espera de algum "garimpeiro fortuito ou descobridor de talentos emergentes" que, revirando os "nichos e depósitos imponderáveis e esquecidos" poderá trazer à luz e ao conhecimento da platéia a "obra abandonada e esquecida num recanto qualquer" e, Ela, tendo méritos, estará resplandecente por não ter deixado o "lixo do depósito dos desinteressados" lhe cobrirem as arestas do saber nela contido e relegado ao abandono.
Esperando ter prestado algum serviço a quem ler os textos de folhas anteriores, aqui termino o meu humilde trabalho na esperança, também, de que eles não vão para uma cesta de lixo ficando, na certa, à espera do "garimpeiro" se, antes, não for incinerado.

(aa.)Sebastião A.BARACHO
Fone: 0(xx)31 3846 6567
conanbaracho@uol.com.br