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ESSOUTRO!
ESSOUTRO!


Uma noite...


Caminhando pela estrada dos instintos
Rumava Adônis para ágora,
Decidido conquistar a bela Circe.
Encontra feliz Perseu e Teseu,
Aos quais um dia ensinara nomes de estrelas.
Iguais em liberdade,
Aspiravam distinguir-se uns dos outros
Através do exercício da excelência:
Grandes atos e feitos
De forma a fazer suas histórias,
Marcando no mundo uma polis melhor.

Eis que ascende Circe,
Prestimosa,
A encantar os três amigos.
Folhas secas outonais caídas de um velho carvalho
Descem e emolduram a face da linda mulher.
Vinho, beleza e fraternidade
Aquecem o coração de cada um dos heróis.

De repente,
Fuzilado por um ricupero relâmpago,
Adônis enegrece.
Tomado por ciúmes e baixos instintos
Relampagueia vitupérios vis
Aos assombrados amigos.
Face contorcida e estúpida,
Percebe não poder ganhar a corrida de fundo.
Mente regredida nos corredores fechados do tempo,
Adônis delira,
Surta.

Circe, corça tímida, fugidia e inocente,
Pasma ante tão estranho e repulsivo camaleão,
Faz surgir do bosque de seu coração
Virtual feiticeira.
Condão à mão transforma
Então,
Adônis
Num porco.

Contam...
Que até hoje chafurda luxuriante suíno
Pela Socasseaux.