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O REFLEXO DO... CRISTAL!
ABERTURA

Nada permanecerá eternamente nas trevas, entretanto, é necessário um "emissor" para dirigir a "luz" ao ponto recôndito em que o autor, ou autores, de crimes tentam se esconder disfarçando-se na clandestinidade para tentarem ficar impunes.

Sem uma triagem fundamentada, ocorrerá a repetição errônea dos conhecimentos amealhados, que poderão fazer surgir várias frentes e prolongamentos direcionais sem, no entanto, tomarem a direção exata da autoria dos delitos.

No universo, criado pelo "Arquiteto Divino", sempre haverá o contencioso ou os lados opostos, justamente para os seus filhos escolherem à vontade o seu itinerário para Ele, de livre e espontânea vontade individual, nessas condições, dentre milhares de outras, Deus nos permitiu perceber a Realidade e a ficção, científica, ou não.

A realidade é facilmente comprovada ao ser destrinchada dos seus acompanhamentos às "farpas e fiapos" ilusórios ou utópicos, ficando plenamente viável, observável e aceitável como verdade fidedigna, mas...

Com a ficção os caminhos são outros! Não há, comumente, a prática e o aprendizado acadêmico, o tirocínio escolar ou o trabalho, quaisquer que sejam às profissões envolvidas Ela estará sempre flutuando sobre os seres viventes, agindo tal e qual um espelho que tenha sido lhe retirado o fundo que destacava o reflexo do que lhe fora colocado à sua frente, pode ser uma corrente de águas mansas negaceando na correnteza impetuosa dos rios, ou uma sombra esvaecida consumida por uma claridade cegante, porém, a ficção sempre estará interligada a realidade sem divergir da sua clarividência ou se mostrar livre e altaneira, perambula, ombro a ombro, com o estável sem se fazer de instável e é razão de ser da própria veracidade por lhe dar o respaldo da dúvida e da controvérsia.

O "Mal" por si só, não tem o reforço nem o alimento do "Bem" e precisa da platéia como vítima ou... Sua admiradora! Assim, de forma extraordinária e inimaginável, apareceu... O CRISTAL!
O restante... Caberá aos leitores descortinarem, página a página, até o posfácio ou fechamento deste modesto livro.

ÍNDICE!


CAPÍTULO PÁGINA

I APARECE O CRISTAL! 05

II TENTATIVA DE CONTATO! 09

III O COMEÇO DOS PODERES! 13

IV SURGE: GODOFREDO! 18

V O RELATO DE GODOFREDO! 20

VI O EMISSÁRIO DE QUARTZO! 21

VII A VISITA! 23

VIII A CURA DE NARA! 26

IX A FORÇA HERCÚLEA! 28

X PRELIMINARES PARA A AÇÃO! 29

XI O COMBATE AO MAL! 32

XII A VERDADE DESVENDADA! 38

XIII PRELIMINARES PARA A VISITA! 40

XIV QUARTZO! 42

XV O ANTÍDOTO! 46

XVI CIDADE CIDADELA! 50


CAPÍTULO I

APARECE O CRISTAL!

Chovia, lentamente, sobre a grama e as sempre-vivas, no Palmital, zona rural de Diamantina, de onde se divisava e os arrabaldes e, mais ao longe, o Pico do Itambé e a Serra do Raio, pros lados do Serro.
Filetes de águas negaceavam entre as gramíneas, fazendo sulcos na areia branca daquele planalto que, mais pareceria, um sítio pré-histórico, sem moradores, os últimos, tinham se mudado para a cidade próxima, de suas casas anteriores só restavam os alicerces e tocos de moirões se destacando do piso cheio de vegetação rasteira.
De repente, o chuvisco se transformou em aguaceiro a revolver as sempre-vivas e a grama, alagando os sulcos das areias entremeadas e, numa das passagens da enxurrada resultante, algo brilhou, resplandecente, rolando pela areia revirada pelas águas:
Era um Cristal em forma de um ovo de galinha que, logo foi tragado, novamente, pelo areal, ficando preso nas raízes de um pé de carqueja, desaparecendo no meio da areia em movimento. O ovóide de Cristal aparecera, totalmente, polido e, só poderia ali estar por milênios, com o tempo e as intempéries o formatando do jeito, fugazmente, se apresentara a brilhar, embora o tempo estivesse "fechado" e, nublado pela chuva e, ficaria ali por séculos, se não fosse...

Baracho! Vamos sair desta nostalgia de aposentados, pescar no Ribeirão e, apanhar coquinhos no Palmital, terra que foi do seu avô Alexandre!
-Ora, Therezinha, para irmos lá temos que esperar o tempo firmar, pois, há nuvens de chuvas vistas daqui e, na certa, nos locais referidos está chovendo!
-Se não for amanhã, iremos num próximo dia, você não está mais amarrado aos horários e ordens!
-Na semana que vem, vamos convidar os nossos filhos, genros e netos, levaremos uma lona grande, para acamparmos no palmital, de onde, desceremos \o Ribeirão para pescar! Todos eles têm carros e, nós, iremos de "carona", aposto que aceitarão!

Feitos os convites, que foram aceitos por todos, com os filhos e genros levando cervejas, um litro de aguardente e, uns baralhos, foram para o Palmital, onde armaram as barracas e foram pescar no Ribeirão, deixando Baracho sozinho, a tomar conta dos objetos e carros, por não gostar muito de pescaria.

Baracho colocou uma toalha sobre a grama e ficou jogando "Paciência", com o cuidado de não rasgar ou, sujar o baralho.
Um vento quente começou a virar as cartas aleatoriamente, o que obrigou Baracho a arrancar um pé de carqueja, com a intenção de improvisar um toco com folhas, entre o vento e o baralho, todavia, ao arrancar a carqueja com as suas raízes, veio um Cristal em forma de ovo, de beleza sem par e, vendo-se em seu interior, vários desenhos como se fossem "tatuados".
De pronto, largou o baralho e passou a observar o Cristal, fora garimpeiro na juventude e, nunca vira uma pedra assim, pois, os desenhos não eram jaças, pelo contrário, eram incrustados no cristal, como se fizessem parte dele, no seu interior não se destacando na parte externa totalmente lisa e brilhante.

Assustado! Notou que o Cristal estava tépido e, lhe causando um ligeiro tremor no côncavo da sua mão, como se tivesse, dentro dele, um motor em funcionamento. Abriu a mão e o colocou sobre a toalha, por uns instantes e, novamente, pegando na pedra sentiu que ela estava fria como acontece com os Cristais, no entanto, segundos depois, Ele voltou a se esquentar e a tremular levemente.

Baracho era acostumado com os acontecimentos inexplicáveis que, sempre, o acometiam desde a juventude, ao ponto de pensar que tinha comunicações com os espíritos; nunca pertencera ao espiritismo e, às vezes, que tentou is a um Centro Espírita, fora convidado a sair com a observação de não haver, ali, médiuns que o segurassem. Nunca se preocupou com tais proibições, por ser uma pessoa de passado ilibado, entretanto, àquele Cristal ovóide o estava desnorteando! Passou a observar os desenhos vistos nele, totalmente transparentes, porém, não entendeu nada do que estava vendo, parecendo-lhe vários mapas geográficos desconhecidos e, uns riscos de letras nunca visto por Ele.

De repente, teve uma idéia, pegou o seu celular, colocou o Cristal na toalha e, o fotografou, no entanto, na foto, só apareceram à toalha e algumas cartas de baralho, inclusive, uma que ficara em baixo do Cristal. Pensando que fora uma falha causada pelo reflexo, ficou entre o sol e o Cristal, fotografou e... Nada do Cristal apareceu na foto!
Baracho fora policial operante e, era dado a investigar tudo de estranho ou, inexplicável que lhe chegava ao conhecimento, dessa forma, prosseguiu na investigação, primeiro, examinou às raízes da carqueja, notando que elas não apresentavam queimaduras pelo contato com o Cristal, de onde fora tirado e, o mesmo ocorrendo com a toalha e as cartas do baralho, chegando a conclusão de que o Cristal só esquentava com o seu contato manual, só não sabia, ainda, se Ele esquentaria em outras mãos e, até que ponto iria tal esquentamento, mas, iria descobrir!

Permaneceu com a pedra na mão, notando que ela chegara ao limite de quentura sem o lesionar, pelo contrário, estava sentindo radiações confortáveis, lhe parecendo que o Cristal regulava o seu batimento cardíaco e a respiração...

"Vamos embora! Já está para escurecer e o Baracho está sozinho no Palmital!"
Era a voz da sua esposa que lhe chegara aos ouvidos claramente, contudo, lhe pareceu que ela ainda estava no Ribeirão e, nenhum ouvido humano poderia ter captado tal conversa, que prosseguiu com a resposta do seu filho Anderson, o mais velho, que resplendeu a mãe:
"Pai é policial experiente, não tem medo nem das onças que costumam ir lá, além disso, ele deve estar jogando paciência sem nem se lembrar de nós, mas, como à senhora não está pescando, por estar preocupada, vamos todos embora!"

Baracho colocou o Cristal na toalha e, todas as vozes emudeceram, tornou a pegá-lo, ouvindo Sabrina, sua neta mais velha, dizendo: "Desta vez, eu peguei mais peixes do que o Daniel" se referindo ao primo, também, neto de Baracho e Therezinha.

Colocou o Cristal na toalha e ficou pensando o que fazer em seguida, principalmente, em razão da sua família ainda demorar uma meia-hora, ou mais, para subirem ao Palmital.
Inadvertidamente, tentou tampar o Cristal com o seu boné, porém... Ele desapareceu! Assustado, levou a mão ao Cristal e... Tocou no seu boné que, ao retirá-lo, se tornou visível!

Pegou o Cristal ovóide e tentou ver se os desenhos eram os mesmos, constatando que nada modificara, mas, ao mesmo tempo, notou que estava vendo muito melhor do que antes, embora o seus óculos estivessem sobre a toalha, mas, mesmo assim, a sua visão melhorara extraordinariamente. Seria em razão dos poucos minutos em que estivera manuseando o cristal? Não sabia, porém, iria tentar descobrir!

Sem pensar a respeito com maior intensidade, resolveu observar o interior do Cristal, cheio de mapas e letras desconhecidas e, para tal, aproveitando-se da pouca claridade do entardecer, levantou o Cristal em direção da abóbada celeste para, em seguida, quase deixá-lo cair!
O que viu o apavorou mais ainda, pois, viu estrelas nunca vistas antes, nem com lunetas, inúmeros planetas desfilavam em suas órbitas, com tamanhos enormes! Era como se Ele estivesse perto Deles!
Virou o Cristal para os lados do Ribeirão e, de Diamantina e, viu os seus familiares como se estivessem chegando perto! Claramente, vira todos eles e, pelo local que estavam subindo, sabia que ainda estavam longe e, cobertos por um morro. Dirigiu o Cristal para baixo e viu, estarrecido! Rios e túneis, abaixo dos seus pés, em uma distância imensurável.
Tornou estupefato! A colocar o cristal na toalha e, Ele arrefeceu o calor adquirido no contato.

Decidiu nada contar aos demais até saber tudo à respeito daqueles poderes, porém, aonde poderia esconder o Cristal se, ele, a tudo tornava invisível?
TUDO?
Ao pegar o Cristal a sua mão não ficara transparente, por qual razão?
Colocou o Cristal no bolso e, ele não ficou invisível, nem tornou o seu bolso invisível, por qual razão?
Teria que tentar saber á respeito!

CAPÍTULO II
TENTATIVA DE CONTATO

Veja! Pai está dormindo sobre a toalha com o baralho espalhado ao redor e, no gramado.
-Aposto que ele está fingindo, é o seu temperamento infantil!
-Que nada. Mamãe! Ele está sem os óculos, tendo os olhos fechados, embora nada veja sem os óculos.

Correndo, Daniel pulou sobre as costas do avô, como sempre o fizera.

Baracho levantou-se tendo o cuidado de não machucar o neto e, ralhou com ele:
Você não é mais uma criancinha e está pesado!

Todos se aproximaram do patriarca, que recebeu apalpadelas dos filhos e netos, beijos da esposa e acenos de cabeça dos genros e nora.

Momentos depois, estavam reunidos junto a uma fogueira onde carne era assada com os genros e filhos tomando cerveja.
Tinham por costume não armarem barracas, a ao ser uma lona colocada entre o Veraneio de Vanderlei e Adriana, juncionada ao Monza de Paulo e Andréia, veículos estes que os transportaram.

De lado, Baracho observava, carinhosamente, a sua família, que era composta pela esposa Therezinha, por Andersom, militar e filho mais velho, Adriana, Andréia e Álisson, Vanderlei, esposo de Adriana, Paulo, marido de Andréia, Ana Maria, esposa de Andersom, os netos: Sabrina, com 13 anos, filha de Paulo e Andréia, Daniel, com 08 anos, filho de Vanderlei e Adriana, Ana Flávia, com 02 anos, filha de Anderson e Ana Maria e, Isadora, de apenas um ano e us meses e, também, filha de Vanderlei e Adriana.
Embevecido com a observação, se sentiu meio abobalhado ao relacionar, mentalmente, os nomes dos seus familiares, que já conhecia de cor e salteado, momento em que, sentiu que o cristal palpitava, levemente, no seu bolso esquerdo e, sem nem ter certeza plena, pressentiu que o palpitar Dele lhe parecia como se estivesse arquivando os seus pensamentos e, tomando conhecimento dos nomes dos seus familiares, pois, tão logo parara de pensar neles, a pedra silenciara! Fazendo um teste, começou a pensar em seus irmãos, no amigo Marquinhos e, Artur, vizinho e, atualmente, na Itália e, o Cristal voltou a palpitar, durante tais pensamentos.

Pai! Vamos retornar para casa, temos crianças conosco e, o local é visitado por onças na madrugada e, o senhor, tendo ojeriza de armas de fogos não as trouxe, pediu Adriana, no que foi aceito por todos! Pouco tempo depois, estavam subindo a serra do Ribeirão, indo para Diamantina.

Lá chegando, depois de alguns circunlóquios, todos foram para as suas residências, ficando Baracho e Therezinha sozinhos com o filho caçula Álisson, em casa.
Como ainda era cedo, com a noite apenas começando, Álisson foi dar um passeio pela cidade e, Therezinha, alegando cansaço, foi dormir, com Baracho ficando a sós na sala de televisão.
Não ligou a TV, limitando-se a colocar uma mesinha à sua frente do sofá aonde colocou o cristal, notando que, por uma fração de segundos, ele esquentara em suas mãos.
A pedra era lindíssima e refletia todas as paredes e objetos pequenos da sala, sem ofuscar era como se as imagens estivessem pintadas nela, entretanto, sem devassá-la, ou seja, não as dissecava.

Fazendo um teste, Baracho pegou o Cristal e, como se fosse um óculo olhou para a Televisão, porém, só viu parafusos, placas, engrenagens etc. Ela ficara transparente! Olhou para as suas pernas e, elas, estavam normais, dirigiu a visão para o quarto da esposa, tomando um susto: Viu, através da porta fechada e das paredes, a sua cama e, sobre ela, a sua esposa, também, viu os seus ossos e veias e, além, do quarto, viu o seu orquidário, a rua e as casas, vendo, também, uma serra e ruas distantes.
Tornou a colocar o cristal na mesinha, com ela esfriando. Lembrando-se dos seus óculos e, de tê-los colocado numa pedra ao lado do Veraneio no palmital, pegou o Cristal e focalizou na direção do Palmital e, em linha reta ao sítio onde estivera, todavia, viu uma imensidão de dejetos e objetos quando, em determinado momento, com a visão focalizada onde estivera ao lado dos carros, pensou nos seus óculos e, Ele se destacou em tamanho grande sobre uma pedra, aonde o deixara, ao ponto de ver-lhes as lentes embaçadas pelo sereno da noite.
Tornou a olhar o quarto pensando em Therezinha e, viu-a de camisola, deitada à dormir tranquilamente, apenas, ao redor dela, tudo estava transparente, por isso, teve a convicção de que, pensando em algo ele lhe era mostrado no estado natural e, sem ver o seu interior.
Olhou para os lados do Vau, na cabeceira do Jequitinhonha, pensou em diamantes e... Quase caiu do sofá! Vira, na Serra da Baeta e, na Ilha do Pagão, milhões de diamantes de todos os quilates, todos luzindo sem ofuscá-lo! Vários juntos e, alguns separados da maioria, porém, pertos. Estendeu seu pensamento para além do Vau e viu, aos montes, enorme quantidade de tais pedras de diamantes até o infinito!
Meio trêmulo retornou o Cristal para a mesinha e ficou pensando:

-O seu primeiro contato com o Cristal fora ao arrancar um pé de carqueja para evitar que o vento espalhasse o baralho, mas, a raiz era pequena e folhas miúdas, o que os tornava inoperantes para cercar o vento. Teria sido atraído, pelo Cristal, para descobri-lo?
-O Cristal, coberto pelo seu boné, fê-lo invisível, por qual razão não fez o mesmo com a sua mão e bolsos?
.-Por qual motivo imaginara o nome da sua família, Marquinhos e Artur?
-A sua visão estava perfeita ao ponto dispensar os óculos, fato ainda não percebido pelos seus familiares, além disso, não sentia mais nenhum achaque e/ou dor, apesar de se gripar facilmente quando ia ao Ribeirão e |Palmital.
-O Cristal o estava ajudando e... Obedecendo! Por qual motivo?

Nessas reminiscências, notou que já passara da meia-noite e, não tivera sono, seria ação do Cristal? Desistiu, por enquanto, de descobrir as novidades e resolveu ir deitar-se, colocando o Cristal no bolso, rezou antes as imagens, notando que, a cada oração feita, o cristal pulsava levemente, como se estivesse decorando.

Deitou-se, tendo a sua bermuda de lado e... Não conseguiu dormir!
Já de madrugada, com a esposa ressonando ao seu lado, pegou o Cristal, pensando: Dormir! Quase não tendo tempo de retornar o Cristal ao bolso, dormiu, placidamente, sem sonhos.
Na manhã seguinte, dia útil, todos foram para o trabalho e, os netos para a escola ficando em casa, na parte da manhã, apenas Baracho, Therezinha, Isadora e a sua ama de nome Nara.
Enquanto Therezinha cuidava dos afazeres da casa, Baracho se trancou no quarto do terraço, com o intuito de se aprimorar no entendimento do Cristal.

A pedra estava repousada numa cama do casal. O quarto tinha apenas um pequeno armário, uma estante e, a cama referia, havia uma abertura na parte frontal de onde se via, embaixo, o orquidário da esposa e, além, a rua e uns montes verdejantes, numa das paredes estava um espelho de regular tamanho.
Deitado, ao lado do Cristal, Baracho rememorou os feitos mágicos transcorridos, desde quando tirarão Cristal das raízes, o seu pensamento vagava, sempre, empanado pela dúvida e, a constatação feita até então. A pedra, no seu entender, não era originária da Terra, pois, análogas e/ou, parecidas, não poderiam ter tantos poderes e, os mapas e letras, nela existentes, não eram conhecidos no planeta, pelo menos, nada igual, tinha visto nas escolas, televisão, jornais e internet.

Sentou-se! Se não conhecia as letras, como o Cristal poderia estar entendo, pelo menos, os seus pensamentos e, o ajudando? Para tal, teria que ter tido um professor ou... O seu pulsar seria uma forma de aprender ao toque da sua mão?
Se Ele estava começando a aprender, isso significava que, ninguém, pelo menos na Terra, o tinha tocado antes, sendo Baracho o primeiro a manuseá-lo.

Pegou o Cristal na mão e, depois de pensar nas suas dúvidas, que elencara naquele quarto, sentiu o pulsar constante para, em seguida, ocorrer a imobilização total, momento em que apontou o Cristal para os lados do orquidário embaixo da janela, vendo distâncias imensuráveis chão à dentro, ocasião em que pensou, apenas nas orquídeas e, como num passe de mágica, desapareceu o abismo e, só viu as plantas; naquele exato momento, pensou: Mostre-me quem, ou quais, antes de mim, o tocou neste planeta? No mesmo momento, as orquídeas desapareceram e Baracho viu um quadro negro e vazio sem nada destacar dele. O que o convenceu ter sido o primeiro terráqueo a tocar no Cristal, no que, prosseguiu:
Na Terra, você foi tocado por quem, ou quais?
Naquele momento, o quadro negro desapareceu e, atônito, Baracho viu a si próprio, deitado na toalha, no Palmital, tendo o Cristal numa das mãos e, o ramo de carqueja na outra.
Não teve nenhuma dúvida de ter sido o primeiro a encontrar e pegar o Cristal, pelo menos, na Terra.
Ainda com o Cristal na mão, pensou:
Quero ficar invisível! Porém, nada sentiu e, continuou a ver o seu corpo, todavia, ao olhar para o espelho, viu, apenas, o cristal flutuando no ar, balançou a mão e, o Cristal fez o mesmo, portanto, estava invisível para os outros e, não, para si. Imaginou que, assim, ficaria pela eternidade se o quisesse. Pensou em ficar visível e, se viu no espelho espalmando o Cristal.
Tornando a ficar invisível, deixou o Cristal na cama e foi para o andar de baixo efetuar testes, tomou café, comeu biscoitos, fez trejeitos para a esposa sem ser visto, porém, sua neta. Isadora, de apenas uns 14 meses de vida, lhe fez acenos e sinais de que queria ser por ele, carregada. Estaria ela o vendo? Não sabia, depois, interrogaria o Cristal... Interrogar, como?
Retornou ao quarto do terraço, pegou o Cristal e, pelo pensamento, retornou ao estado de visível.
Teria que encontrar a forma de conversar com o Cristal, pois, o que ocorria, no momento, era, apenas, pelo pensamento e jogo de imagens, por Ele projetados.

CAPÍTULO III
O COMEÇO DOS PODERES

Depois de muito tentar encontrar um meio de saber a origem de todos os eventuais poderes do Cristal, Baracho quedou-se em seu quarto do terraço tentando, por meio da yoga mental, ter uma ajuda específica e... Nada conseguiu! Pois, o Cristal lhe dava resultantes pedidas, apenas, com o toque nele e, sua iniciativa, nada mais, além disso!
Quando estava quase desistindo de suas investigações, lembrou de que, apenas, a Isadora, sua netinha, tinha o identificado, quando do seu teste de invisibilidade, efetuado entre os seus demais familiares. Desceu célere e, visível, carregou Isadora para o terraço, dizendo aos demais que ia distrair a menina no quartinho e, assim, deitou-se com Isadora na cama de casal do terraço, notando que Ela estava atenta aos detalhes do quarto, sem brincar ou, reclamar de nada, o que não era normal em uma criança de um ano e poucos meses.
Ela parecia estar recebendo instruções de algo!... O Cristal! Pensou Baracho e, incontinente, o retirou do bolso... Um clarão não ofuscante, porém, azulado, inundou a cama e, o quarto todo!
Isadora viu e esticou as mãozinhas pedindo o Cristal. Com um receio enorme, Baracho relutou na entrega, com medo de algo grave ocorrer! A Pedra, ao em vez de esquentar, gelou-se, ao ponto de Baracho abrir, totalmente, a mão, com o Cristal flutuando em direção das mãos de Isadora, esta, o recebendo sorridente e, levando-o ao seio, como se fora um brinquedo seu.

Baracho colocou a mão na região em que Isadora colocara o Cristal, com ela a segurando com as duas mãos, contudo, a menina estava apenas tépida e, o Cristal, também!
Vovô! Vá lá em baixo buscar biscoito para nós! Ninguém o verá e, poderá trazer mais de um!
Surpreendido1 Baracho viu que não estava sendo refletido pelo espelho e, assim, fora colocado invisível pela neta e, não, pelo Cristal. Como era um policial, imaginou que, sem maiores conhecimentos do evento, era melhor obedecer à neta e. dessa forma, saiu do quarto e, começou a descer a escada de ferro, mas, escorregando caiu no vazio! Todavia, fé-lo flutuando, sentindo que era amparado por algo aconchegante e... Macio!
Ao pisar no piso dos fundos da sua casa, com um corredor para transpor, deu um salto e, saiu, novamente, flutuando até a porta da cozinha, que se abrira sozinha, com a sua esposa saindo e, quase esbarrando em Baracho, sem vê-lo na entrada.

Baracho foi até a copa e abriu a tampa da lata de biscoitos, ocasião que Daniel, de 05 anos, irmão de Isadora, ia fazer o mesmo.
Assustado com a tampa se desenroscando sozinha, o menino gritou pela avó, com Baracho apanhando alguns biscoitos e, dando a volta pela frente da casa, retornou ao beco e subiu a escada, ouvindo Therezinha ralhando com Daniel, o chamando de guloso e mentiroso, por afirmar que a tampa se abrira sozinha.
Tão logo retornou ao quartinho, viu a sua imagem refletida no espelho e, entregou um biscoito para Isadora, que o levou a boca, deixando o Cristal sobre a cama.
Teria a menina o feito se tornar invisível ou, seria o Cristal sobre a cama?
Depois de comer o biscoito, se lambuzando de farelo e, antes que Baracho interviesse para limpá-la, o Cristal refletiu uma tênue luz e, todos os farelos se desprenderam, flutuaram e, entraram no espelho desaparecendo totalmente, sem deixar marcas na superfície do mesmo.

Estaria o Cristal protegendo a menina, embora não estivesse sendo por ela, tocado?

Sem dar tempo de Isadora intervir, Baracho apanhou o Cristal e, quando ele iniciou violento congelamento, intencionalmente, o jogou contra o espelho!

Surpreso! Viu que o espelho não se quebrou e, absorvendo o cristal, fez com Ele o mesmo que fizera com os farelos de biscoitos.

Isadora, sentada na cama de casal, começou a rir e bater palmas seguidas.

Pasmo, Baracho ficou apensar, olhando o espelho:

-Teria sido forçado, pelo Cristal, a jogá-lo contra o espelho?
-Teria o Cristal ficado invisível segundos antes de entrar em contato com o espelho, se desviando Dele, o mesmo ocorrendo com o farelo?

De repente, lembrou-se de que Isadora continuava a bater palmas seqüentes, como se estivesse tentando entrar em contato ou, chamando a atenção de algo e, virando-se para Ela, viu que o ovóide Cristal estava, lentamente, pousando entre as suas mãozinhas, como se viesse do nada.

Tornou a tomar o Cristal das mãos da neta e, Ele iniciou o congelamento, tendo uma idéia, colocou uma das mãos de Isadora sobre a pedra empunhada por ele e... O Cristal estabilizou o congelamento começando a ficar tépido, pulsando como se assimilasse os pensamentos e situações de ambos.

Teve a certeza de que, para saber algo mais, teria que ter a presença e, a aceitação de Isadora, o que não seria difícil, em razão dela ser muito dócil e, uma criança de apenas um ano e poucos dias.

Deixou o Cristal nas mãos da menina e, como um teste, lhe fez às seguintes perguntas:

Em que dia você nasceu?
Assustando, ouviu da menina:
-Dois de maio de 2005!
E, o seu avô?
-Qual dos dois? Indagou.
EU!
-12 de maio de 1937 as 14 horas!
E a sua avó Therezinha?
-11 de março de 1 942!
Qual é a raiz quadrada de 81?
-09!
O quê! Isso é impossível!
-Impossível é Deus pecar! Respondeu a menina a sorrir.

Um pouco apavorado com o inusitado proceder sapiente da menina, ao mesmo tempo, sabedor de que às suas respostas foram originadas do Cristal, prosseguiu na conversa, com o único intuito de aprender mais sobre o Cristal.
Devemos contar aos outros sobre o que vem acontecendo conosco? Com Isadora apenas sorrindo sem nada dizer, porém, sem estar com o Cristal nas mãos.
Baracho pegou o Cristal, notando o início do congelamento dele, passou-o para Isadora, que o acolheu nas duas mãos dizendo:
Apenas para Ana Flávia, pelo menos, por enquanto.
A minha outra neta com apenas dois anos de idade?
Ela mesma, a nossa priminha!
"Nossa" pensou Baracho estranhando, pois, naquele momento e lugar, Ana Flávia seria prima só de Isadora! Será que o Cristal, também, se considerava primo de ambas?
Preferiu não indagar de Isadora, limitando-se a deixá-la no quartinho e, ir ao térreo buscar Ana Flávia, que acabara de chegar com o pai, seu filho Anderson; não haveria perigo em deixar Isadora sozinha com a pedra, pois, levaria só uns minutos e, pressentia que o Cristal a estava protegendo.

No piso de baixo, abraçou e, abençoou Ana Flávia e, celeremente, se dirigiu ao terraço com ela, aproveitando-se do fato do pai dela ter ligado a televisão, sem nem ver o rapto da filha e, os demais parentes estarem no barzinho de Therezinha.

Tão logo adentrou no quarto do terraço, Isadora, deixando a cama, se abraçou com a prima, tendo o Cristal numa das mãos, o qual emitia uma luz azulada sem foco dispersor.
Tão logo ocorreu o contato afetivo das netas, três acontecimentos foram liberados:

-A cortina da janela se fechou o mesmo ocorrendo com a porta ultrapassada por Baracho e Ana Flávia.
-O Cristal clareou todo o quarto com uma luz difusa.
-As Netas se agregaram ao avô, praticamente o jogando na cama, como se todos planassem para lá, com o Cristal flutuando sobre os três, quase a lhes roçar as cabeças.

Meio perturbado com o inusitado do fato e, ressabiado, Baracho olho para o grande espelho e, só o quarto com a porta e a janela, com a cortina aberta, portanto, estavam todos os três, invisíveis, bem como, o Cristal.
Invisíveis! Ou, em outro local? Pois, sentia uma corrente de vento com perfume de flores e, de água corrente!
Quis soltar-se do amplexo das netas e, não o conseguiu! Não forcejou, pois, no seu entender, se, estivessem flutuando pelos ares, na certa, o seu amparo seria às netas, sob o Cristal, que continuava a planar sobre eles, os conduzindo para algum lugar...
Paulatinamente, foi perdendo os sentidos, o mesmo ocorrendo com as meninas, que estavam de olhos fechados, todavia, sentiu um inenarrável bem estar e... Dormiu! Não sentindo mais nada no estranho deslocamento físico e/ou, mental!

Acordou sentando num platô, sobre um lajeado estranho e, totalmente, liso com desenhos arabescos, não identificado por Ele. As netas estavam ao seu lado se recobrando da "Viagem"

Em plano inferior, via-se uma floresta com árvores frutíferas, um rio de agias lentas, porém, de cor verde. Baracho não conseguiu identificar nenhuma das árvores e suas frutas. Abaixo do lajeado tudo era plano e extenso, se confundindo com o horizonte, cheio de nuvens brancas formando vários desenhos desconhecidos.

O Cristal! Onde está?
Debaixo de nós em tamanho gigante! Responderam as meninas a uma só voz, com Ana Flávia esclarecendo ao atônito avô:
Enquanto estávamos na atmosfera da Terra, Ele apenas nos levitou embaixo Dele para, ao sair do nosso planeta, se estendeu ficando embaixo de nós e, nos fazendo dormir para vencermos a falta de oxigênio do espaço, até pousar aqui, de onde parece ser originário. Só não me pergunte onde estamos Ele ainda não nos disse!
E, os nossos familiares na Terra? Na certa estarão, loucamente, nos procurando!
Eu explico! Disse Isadora:
O Cristal fez clones perfeitos de nós e, nesse momento, estamos com eles no andar de baixo da casa do vô, conversando normalmente com todos, sem que, ninguém desconfie de nada e, é o Cristal que os responde o que for perguntado, exatamente, como o faríamos se, lá, estivéssemos.
Credo! Balbuciou Baracho.

CÁPITULO IV
SURGE GODOFREDO!

Nós vamos ficar por aqui, por quanto tempo?
O tempo não existe para o Cristal! Respondeu Ana Flávia, no entanto, somente Ele poderá nos dizer o período e, a razão de nos ter deslocado para cá.
Vejam! Quase gritou o avô, me parece que há movimento embaixo de nós, sinto um ligeiro tremor crescente e, contínuo, vindo do lajeado e, ou, do... Cristal!
Ao mesmo tempo, sentiram que todo o lajeado (Ou o Cristal) estava descendo, lentamente, formando uma espécie de funil, com Eles juntos para, em seguida, se imobilizar dentro de um círculo de cristais compactos, com o Cristal ovóide diminuindo de tamanho até tomar a forma encontrada por Baracho e, flutuando, destarte, entre eles, como se os chamasse para uma grande porta na parede cristalina.
Sem titubear, Baracho e as netas acompanharam o cristal e, entraram na abertura reluzente da parede e... Caíram, planando, no vazio!

Eles pousaram, tranqüilamente, num campo verdejante e sem árvores próximas, o ar era puro e perfumado levemente, um regato era visto não mais do que uns dez metros do ponto de pouso deles.
Olhando para cima, Baracho um céu infinitamente resplandecente, sem ferir os seus olhos, de cor, levemente, azulada.
De repente, notou que as netas caladas a observare o ambiente e, batendo palmas sorridentes.
Ana Flávia! O que está acontecendo e, onde está o Cristal?
Não sei vovô! O que é Cristal? Com Isadora alegando estar com fome.
Surpreso, Baracho notou que as suas netas retornaram ao normal e, procedendo como crianças de três anos.
Não viu o Cristal ovóide em nenhum lugar. Estavam sós naquela imensidão desconhecida!
Fome? Com a observação de Isadora, passou a dar pelo fato de, também, estar um pouco faminto, o mesmo ocorrendo com Ana Flávia, que, igualmente, reclamara.
O que fazer? Pegou as duas netas, a menor no colo e, Ana pela mão e, se dirigiu para o regato, notando que ele era estreito e, não havia correnteza, parecia um estreito e, longo espelho.
Tão logo chegou á margem, viu na superfície às suas imagens refletidas e, o cristal flutuando entre os três, esticando e, encolhendo na direção da margem oposta.
Ousadamente pegou Ana Flávia, também, no colo e, sem testar a profundidade, entrou na água, todavia, não afundou! Passando a andar sobre a superfície e, ganhou a margem à sua frente.
Tão logo atravessou o córrego, tudo escureceu e, um grande Portal abriu-se no chão verdejante, mostrando uma escada larga e de um material parecendo um cristal opaco.
Temerariamente, iniciou a descida com as meninas pedindo para serem colocadas no chão, no que foram atendidas. A escada tinha 28 degraus, ao pisar no último, tudo ficou claro e, à frente deles, estava uma mesa com quatro cadeiras confortáveis, havendo, sobre a mesa, várias espécies de alimentos e frutas, todos iguais às que tinham na Terra.

Sofregamente, todos se fartaram com a comida e frutas, ficando resfatelados nas cadeiras.
Quatro? Qual a razão de mais uma cadeira, pensou Baracho. Com Ana Flávia e Isadora, á uma só voz, dizendo:
É para o Cristal!

Naquele exato momento, o Cristal se formou na cadeira para, em seguida, modificar-se totalmente e, se transformando num belo rapaz, moreno e de boa compleição física, tendo os olhos da cor da jabuticaba.
Antes que Baracho e as netas saíssem da expectativa, o Rapaz disse:

Vou explicar tudo para vocês! Meus representantes terrenos! Tenham um pouco de paciência porque tenho que detalhar os eventos, em razão das suas mentes serem arcaicas em relação a minha e, a dos meus, trata-se do seguinte que, ao ouvirem, ficara eternamente gravado em suas memórias:

CAPÍTULO V
RELATO DE GODOFREDO!

Há milhares de anos, a Terra era indivisível e, de um só piso, os mares e oceanos existiam. Era completamente plana, com um ligeiro declive na direção do sul, a evaporação, originária do sol de vocês, fazia o equilíbrio do volume das águas. As árvores eram pequenas, com menos de seis metros de altura. Não existia o Homem e, os animais eram raros, porém, a beleza era incontestável e, deslumbrante.

Os séculos foram passando, inexoravelmente e, nós, os "CRISTALINOS", nos afastamos do seu planeta, ao qual, visitávamos de quando em vês.
Quando retornamos, há alguns séculos, os Humanos já estavam a dominar a Terra na região do oriente médio, porém, como eram violentos, nos recolhemos à nossa estrela, nomeada de QUARTZO, NA GALÁXIA PEDRA LINDA! Com os nossos potentes "Tele-Vison" ficamos de atalaia a observarmos a Terra e, o que vimos, por séculos, foi a quase total destruição do seu planeta, tal como:

Fumaça constante a anuviarem os raios solares, diminuindo a evaporação!
Os Rios foram crescendo em volume e, destruindo as margens, solapando a terra fofa, causando vales r, mais vales, com as suas águas juntando-se e, formando mares e oceanos.
Terremotos, maremotos, incêndios e, outros, acabaram por desmembrar a Terra em continentes variáveis em tamanho e temperatura ambiente.

Criaram aviões para o transporte e, os transformaram em armas bélicas!

Reuniram-se em tribos, depois em bandos e, finalmente, em nações, mas, a maioria belicosa e orgulhosa.
As Religiões cresceram e difundiram, porém, a maioria, fazendo culto ao poder, principalmente de ocupação monetária!
Hoje, a Terra é um arremedo tétrico do era dantes e, para adiantar a minha narrativa, pararei por aqui, a respeito do seu planeta e, passarei a dizer-lhes a respeito do meu, da forma que se segue:

CAPÍTULO VI
O EMISSÁRIO DE QUARTZO!

Quartzo fica há muitos anos luz da Terra, na galáxia Pedra Linda, o dia de lá é parecido com o seu, no tocante às horas, todavia, não temos noites, por isso, se aproxima de 24 horas suas.
Nós, os Cristalinos, podem modificar a nossa imagem ao nosso bel-prazer, porém, só ma forma original, como me apresento agora ou, na forma cristalina, isso, podendo ser efetuado no total ou, em parte do nosso corpo.
Temos dois sexos (Macho e Fêmea) com todas as nossas necessidades comuns acontecendo, apenas, quando não estamos na forma cristalina.
A nossa sociedade é fraterna, com o poder sempre passando de pai para filho sem nenhum desentendimento, pois, a todo o momento que quisermos, estamos em contato telepático entre nós, sendo vocês os únicos com quem nos comunicamos e, lemos os seus pensamentos, isso, em razão de serem os nossos Representantes Terráqueos! Escolha feita por mim, quando Baracho me tocou no Palmital pela primeira vez, tendo as suas netas Ana e Isadora, recebido à mesma representatividade, pela excelência do amor que nutrem uns pelos outros.
Em pouco tempo (seus) também nomearei nossos representantes os seus netos Sabrina e Daniel, os quais, sem o saberem, já estão recebendo emanações minhas e, dos meus, em Quartzo, quando estão dormindo.
Amigo! Interrompeu Baracho, você tem um nome?
Claro, em Quartzo sou ETÉREO e, na Terra podem me chamar de GODOFREDO!
Continuando, com a devastação que está ocorrendo na Terra, Ela terá pouco tempo (seus) para proteger a flora e os animais irracionais e, racionais, terminando por se transformar numa imensa pedra a rolar pelo espaço, o que será catastrófico para vocês e, para os demais planetas que giram ao redor do sol que lhes dão a luz e vida! Essa é a razão da minha presença ante vocês e, da convocação para serem nossos Representantes, além da premência de efetuarmos as modificações necessárias e urgentes!
-Modificações?
Isso mesmo! Depois, entrarei em maiores detalhes!
O meu pai é o chefe máximo de Quartzo e, se chama DIAMOND, tenho amplos poderes para aturar na Terra, me dados por Ele e, pelos Cristalinos!
A nossa intervenção visa proteger vocês, os planetas que orbitam em torno do sol e, por via de conseqüência, os limítrofes, pois, se a Terra se transformar num bólido pedrífero, a girar no espaço, acabará por transformá-la, junto com os demais planetas do seu sistema, em um buraco negro imensurável, que acabará por engolir, também, o meu planeta e, os adjacentes.
-Por falar em modificações, por qual razão vocês e, os seus não as praticam na Terra, modificando a temperatura, flora, animais, minerais e, os animais? Interrogou Baracho.
Isso seria impossível! Em razão do Criador dos mundos, ter dado, apenas, para vocês o livre-arbítrio de tomarem as decisões que lhes interessarem, sem que possa ocorrer a intervenção nossa ou, dos demais extraterrestres, sob pena de sermos banidos, eternamente, para um buraco negro mais próximo do, assim, interventor!
-Credo! Então o livre-arbítrio é uma faca de dois gumes pendendo sobre nós, se formos bons, Ele, simplesmente ficará inerte a esperar, mas, se formos maus, teremos os dois gumes cortantes sobre nós!
-Exatamente! E, nesse caso, unindo os cortes, esporadicamente, os atingirão ainda em vida e, quando partires para a eternidade dos espíritos, terão sobre vocês, ambos os gumes.
-Agora entendi por que os Quartzianos terão de ter representantes terrenos para efetuarem as mudanças necessárias para a Paz e, a convivência pacífica entre todos nós.
-Isso mesmo!
-Porém, logo nós, tão incapazes monetariamente e, didaticamente?
-Esses valores são arestas necessárias, apenas, no desenrolar da vida para conseguirem tranqüilidade financeira! O que mais vale é a honorabilidade junto com a inteligência nata e, isso, você tem e, os seus netos e família, assimilaram de vocês e, da sua esposa!

CAPÍTULO VII
A VISITA!

Para não os acumularem, com mais informações e detalhes, dos quais, vocês não precisam dada a inteligência nata que possuem e, a capacidade de interpretação para a solução dos problemas que os assoberbarem, vou, por enquanto, me afastar de vocês, indo para Quarto, todavia, antes, os retornarei ao quartinho do seu terraço, na Terra e, desvanecendo no ar os seus sósias no andar de baixo, para tanto, paralisando a sua família, por alguns segundos seus!

Espere! Intervém Ana Flávia, o Cristal ficará conosco, ou melhor, com o meu Vô?
-Ele era apenas uma forma de lhes chamar à atenção para a nossa presença e, existência, comigo, em miniatura cristalina o controlando, todavia, dentro de minutos, com Ele, irei até aos meus, mas, não os deixarei desamparados, pois, sem vocês o saberem, implantei, sem nenhuma dor, os mesmos poderes Dele no Umbigo de vocês três, com a missão de protegê-los e, por correção mental de vocês, toda a sua família será, também, protegida.
-No Umbigo?
Sim, Ele, apesar de vocês acharem não ter nenhuma validade física, é a mola-mestre dos seus reflexos e previsões, pois, silenciosamente, os protege! Desde quando foi formado e, cortado do útero que lhe acolheu e deu-lhes a luz e, à vida!
Quando precisarem entrar em contato comigo, coloquem o dedo indicador no umbigo, pense em Quartzo, mesmo não o conhecendo, que eu me apresentarei a vocês, na forma em que achar conveniente, para evitar os prejudicar com uma aparição em local impróprio.
Tchau! E, desapareceu no éter e, ao mesmo tempo, Baracho e as netas, surpresos, viram que estavam na casa do quarto do terraço, ouvindo Therezinha os chamando para o almoço, alegando: Por que vocês foram aí para cima, justamente no momento do jantar?
Sem respondê-la, Baracho, tendo ao lado as meninas iniciou a descida de 15 degraus para o térreo.

Depois do almoço, com os demais não desconfiando do extraordinário acontecimento transcorrido, cada um foi para os seus afazeres e, por ser período de férias escolares, só ficaram na casa os avós e, os netos.
Vou! Há algo estranho no ar!
Eu também pressenti!
Ora, tanto Sabrina quanto você, Daniel, estão vendo, por demais, desenhos na televisão e, pior! Trazendo os enredos infantis para nós!
Não foi isso e, sim, o sonho estranho que tive e, no dia seguinte, a prima Sabrina me relatou o mesmo sonho, como tendo ocorrido com ela.
O que! Conte para mim o sonho que, em conjunto, tiveram, pediu Baracho, com Ana Flávia e Isadora sorrindo e batendo palmas.
Não é sonho para bebês, informou Sabrina a sorrir, porém, como não houve nada impróprio nele, vou contar! Sonhamos, nós dois, o seguinte:

"Um Cristal ou, um diamante, do tamanho de um grande ovo, todo colorido, insistia em ficar sobre a minha cabeça, num gramado desconhecido e, sob uma luz esverdeada, Ele piscava sequentemente, como se estivesse podindo para ser acompanhado".
"A princípio, relutei, mas, como Ele irradiava uma serenidade quase plena, o obedeci e, Dele, me aproximei, sem haver o recuo, tão logo assim o fiz, o Cristal desapareceu, o mesmo ocorrendo com o estranho gramado e o sol verde e, me vi deitada na minha cama."
"Tornei a dormir e, novamente, o sonhei com o Cristal, desta feita, vi um grande Portal, onde estava escrito Quartzo e, quando o quis transpor, novamente, tudo desapareceu e, me vi quedada em minha cama nesta casa."

-A mesma coisa eu sonhei, interrompeu Daniel.

É, realmente, estranho o sonho idêntico de vocês, informou Baracho, dando uma piscadela de olhos para Sana Flávia e Isadora.

O mais estranho de tudo é o fato do nosso Avô não ter fumado nenhum cigarro desde ontem, nem Ana Flávia estar mordendo a tudo que encontre pela frente, como eram os seus hábitos anteriores e, Isadora, ter parado de dormir durante o dia e, tomar mamadeira.
Tal aconteceu por ter sido os nossos sósias, mandados por Godofredo, que estiveram com vocês, disse, intencionalmente, Ana Flávia, com Daniel dizendo: Depois, é você, meu vô, que afirma que vemos, por demais, desenhos!
Sem saber o que dizer e, não querendo contar toda a odisséia, sem consultar Godofredo, Baracho encerrou o diálogo dizendo: Vamos para o terraço admirar a paisagem! No que foi aceito, já que, os jovens, não podiam ir lá desacompanhados, dado a mureta sem baixa e haver perigo de caírem.

No terraço, enquanto os seus netos brincavam no piso com bolinhas de gude, Baracho os informou que ia deitar na cama do quartinho e, que não se aproximassem da escada e da mureta, saindo, em seguida, sabedor de que seria obedecido.
Encostou as porta do quarto e, colocou o dedo indicador da mão direita no umbigo, pensando em Quartzo...
No espelho, apareceu Godofredo, apenas de calção preto e, foi logo dizendo:
Os sonhos transcorridos com os seus netos Sabrina e Daniel, foram por mim elaborados e, visam, tão somente, iniciar o preparo mental Deles, os quais serão iguais a vocês, nossos Representantes terráqueos.
De quartzo, todos vocês só poderão ver o Portal, lhes sendo vedada a ida lá!
-Por qual razão! Não confiam em nós?
Meu amigo, vocês são da nossa inteira confiança e proteção e, por isso, não poderão visitar Quartzo, pois, lá, a vida é cristalina, que não condiz com a de vocês, que é matéria carnal. Tão logo vocês posem em Quartzo, de imediato, se transformarão em cristal e, sem condições de haver a metamorfose para serem, ou, continuarem a ser humanos!
-Quando você lanchou conosco no espaço, aparecendo como Godofredo, onde estávamos?
Perto do Portal de Quartzo! E, só não os levei até lá para não os sacrificar os transformando em cristais.
Agora, vou retornar ao meu planeta, pode ficar tranqüilo que, a todo o momento, estou monitorizando você e os seus netos, porém, só lendo os seus pensamentos para coisas úteis, dentro em breve, o meu pai Diamond, eu e, os conselheiros vamos lhes apresentar uma cartilha para você iniciarem os seus trabalhos como nossos representantes, em favor do universo da paz!
E, desapareceu no espelho!

CÁPITULO VIII
A CURA DE NARA!

Vovô! Godofredo é lindo! Disse Sabrina, tão logo Baracho saiu do quarto do terraço.
Vocês conhecem Godofredo?
Claro! Tão logo o senhor fechou a porta do quarto, todos nós, enfileirados, sentamos junto a mureta e, da porta, quando vimos Ele aparecer no espelho!
Como?
As paredes do quarto ficaram transparentes, por isso, vimos a rua em frente, porém, Ana Flávia nos disse que era só nós pensarmos no senhor e, no espelho! Com isso, vimos Godofredo, captando tudo o que ele disse ao senhor.
Credo! Os acontecimentos anômalos estão se sucedendo vertiginosamente acelerados!
É preciso vovô! O tempo urge e a ferocidade da maioria dos homens e mulheres está se sucedendo, colocando em perigo os planetas.
Isadora! Você sabe o que é Urge e, outros vocábulos que mencionou?
Claro, Eu estou formada no segundo grau, como o senhor, pelo Cristal, o mesmo ocorrendo com os meus primos, todavia, O Cristal só nos forneceu o seu saber didático e, empírico, com a informação de que, nós, os cinco, não poderemos ter maior cultura especial, entre nós.
Isso é justo... Justíssimo! Pois, entre iguais não pode ocorrer comandamentos!
"Todos vocês deverão se reunir com os demais no andar térreo!" Tal pensamento foi inserido na mente de todos e, imediatamente, obedecido!
Tão logo se materializaram no pé da escada e portão de entrada do andar de baixo, ouviram a voz entrecortada de soluços de Therezinha, que dizia:
Nara, a babá de Isadora foi atropelada, na rua em frente e, levada, de imediato, para o Hospital, isso, dizendo a Adriana, mãe de Isadora.
Sem dar tempo para nada, Isadora atravessou o portão e, correndo, chegou onde estava a sua mãe e a avó, logo dizendo:
Mãe! Me leve ao hospital no seu automóvel! Com os demais chegando.
Ora! Isadora, no hospital, Eles não a deixarão ver Nara!
A mim, Eles deixarão, informou Isadora e, incontinente, entrou no carro que estava estacionado em frente da casa.
Aconselhada por Baracho, Adriana entrou no veículo e saiu para o hospital, quando, pelo pensamento, Baracho transmitiu para Isadora que, Eles, estariam com Ela, pela força e presença do Cristal ou, de Godofredo e, que, Ela deveria colocar o dedo indicador da mão direita no umbigo, pedindo a Godofredo para, invisível, acompanhá-la e, fazer com que todos a obedecessem no hospital. Atendida, deveria ficar a sós com Nara e, promover o aparecimento real de Godofredo, junto de ambas.
Tão logo Adrianaparou o carro no acostamento do hospital, teve que sair correndo atrás de Isadora que, entrou no hospital e mandou que o médico e, as enfermeiras a deixassem a sós com Nara, que estava numa sala sendo preparada para sofrer uma cirurgia.
Isso é impossível! Gaguejou o médico para, em seguida, sob o olhar assustado das enfermeiras, dizer: Saiam todos! Deixem à garota sozinha com a paciente!
Isadora, deixando a mãe para trás, entrou fechando a porta atrás de si e, vendo Nara com a roupa toda suja de sangue e, com os braços quebrados e, sangrando, colocou o indicador no umbigo e, apareceu Godofredo, com Nara dizendo: Outro médico!
Godofredo colocou as mãos sobre os dois braços de Nara e, ficou imóvel na posição, em seguida, todo o sangue estancou e, os ossos dos braços de Nara se solidificaram, sem deixar nenhuma cicatriz.
Nara levantou-se deslumbrada e, se abraçou com Isadora, dizendo estar muito bem e, sem dor alguma. Quando se virou para agradecer ao "Médico" não mais o viu. Naquele momento, a porta foi aberta e, por ela, entraram Adriana, o médico e, as enfermeiras, ficando, todos, estarrecidos com a cura relâmpago da paciente.
Ao saírem do hospital, o médico disse que não ia deixar nada escrito a respeito, achando, Ele, que fora um milagre inenarrável.
Em casa, Baracho explicou para os netos que Godofredo curara Nara usando os seus Cristais que, são mais duros do que o aço e, atuarão como se fosse os próprios ossos dilacerados de Nara, mas, muito mais potentes e, que, nunca mais quebrariam, mesmo que, novamente, se acidentasse.

CAPÍTULO IX
A FORÇA HERCÚLEA!

Deitado em sua cama, ao lado da esposa, Baracho ficou relembrando os poderes recebidos, juntamente, com os netos, enquanto Therezinha ressonava tranquilamente, em determinado momento, "ouviu" a voz de Godofredo, suave e, sem repercussão audível externa, lhe informando:
Neste momento, juntamente com os meus, implantamos um líquido cristalino na medula dos ossos de vocês, o qual os transformará em inquebráveis e, lhe darão uma força física hercúlea, quase invisível, ao ponto de poderem carregar toneladas sem se cansarem, vencerem, em luta corporal, até um regimento de homens, no entanto, não deixem transparecer essa potência para mingúem, a não ser em casos especiais e, necessários. Os seus netos, também, foram avisados dessa benesse. A força só se manifestará quando, dela, precisarem, colocando o polegar no centro da testa e, pensando no portal de Quartzo. Logo em seguida, houve o silêncio com o afastamento de Godofredo.
Baracho levantou-se e, indo ao seu orquidário, deu um murro numa estaca de ferro fundido que estava ao lado de uma árvore e, recolheu a mão quase gritando de dor. Colocou o polegar direito no seu terceiro olho, no centro da testa, pensou no portal de quartzo e, voltou a dar um leve murro na estaca e, Ela, praticamente, se desintegrou em vários pedaços ferríferos!
Retornou ao quarto, ouvindo Therezinha perguntando que barulho fora, por ela, ouvido. Respondendo, Baracho disse que fora uma caneca de alumínio que caíra da pia do banheiro.

Quer receber um murro vovô? Claro que não! Minha neta Isadora, pois, será uma agressão agravada por ser minha neta, entretanto, se não colocar o polegar na testa, pode fazê-lo! Com Therezinha rindo e, dizendo que um tapa ou, murro da menina seria como um leve sopro de vento, no que, todos os seus netos, ao redor da mesa onde tomavam café, dar uma sonora gargalhada, sem que a avó entendesse a razão dos risos.
Meu vô! Ontem, Godofredo me disse que, todos nós, a partir de hoje, devemos nos acostumar a ir dormir por volta das vinte e duas horas de todas as noites, disse Sabrina, à sós com Baracho.
Ele disse a razão?
Não, apenas me pediu para dar tal conselho para o senhor e os meus primos, aos quais, já os comuniquei.
Deve ser importante essa insinuação, alegou Baracho, a partir de hoje, assim o farei, mesmo que tenha que perder algumas partidas de futebol pela SKY.

CAPÍTULO X
PRELIMINARES PARA A AÇÃO!

Estando dormindo cedo em atendimento a Godofredo, Baracho, também, se sentia melhor fisicamente, porém, sempre tentava a razão de tal pedido, vindo de quartzo.

Uma noite, por volta das 23 horas, sem ser chamado, Godofredo apareceu o quarto e, por sinais, chamou Baracho para o quarto onde usava a internet, sendo atendido de imediato, deixando a esposa a dormir, pois, ela, também, passara a dormir mais cedo.
No quarto do computador, Godofredo fechou a porta e, ocupando uma poltrona ao lado da do baracho, foi logo dizendo, mentalmente, para Ele:
O meu pai e os conselheiros mandaram-me dizer a você, para ser retransmitido aos seus netos, o seguinte:

De nada valerá tentar vencer os maléficos usando as suas armas bélicas e, massacrantes, pois, assim o fazendo, estaremos nos igualando a Eles, muito embora com boas intenções!

É preciso que a nossa vitória tenha por base o convencimento ilibado, que os forcejem a se afastarem do mau caminho ou, em último caso, os tornem incapazes para os maus atos. Vocês são a única esperança nossa para que todos os planetas possam a continuar girando pelo espaço etéreo, isso, porque não queremos destruir a Terra, sem lhes dar oportunidades de sobrevivências no espaço sideral.

Pedimos que fossem dormir ais cedo, para orientá-los o modo de agir, por nós elaborado, da seguinte forma:

- A partir de amanhã, depois das 22 horas, colocaremos, no seu caso, Therezinha a dormir sem acordar até o raiar do sol e, então, para todos os cinco, você e os seus netos, Eu lhes apresentarei, por escrito, no teto dos seus quartos, alguns eventos maléficos, que estejam sendo planejados nos seus cinco continentes físicos, os mais graves e de periculosidade super-agravada, quando, vocês, com os poderes recebidos de nós, os desvirtuem os anulando, para tanto, colocando o indicador no umbigo ou, o polegar no terceiro olho, depois, pensando no Portal,.

Com isso e, por isso, acabem totalmente com as más ações lhes importas, inclusive, se preciso for, usando a visão de longo alcance, a audição, a invisibilidade, a força e, o tele transporte para, junto aos maquiadores do mau procedimento, os convencer a paralisar a ação maldosa no nascedouro, todavia, sem usar a submissão forçada e, sim, a do convencimento na paralisação do mal que estejam programando contra a humanidade em seu todo!
¬-Como o Mal está se bestificando a cada dia, pela falta de fé em Deus, nós, iniciaremos por suprimi-lo, em sua fase mais aterradora, ou seja: Começando do Mal mais destruidor e evolutivo, com isso, aos poucos, tudo entrará no eixo da paz!

Agora, você pode retornar ao seu quarto, que eu volto para Quartzo... Desaparecendo em seguida!

Na manhã seguinte, os netos, eufóricos, comunicaram ao Baracho terem sidos informados das novidades, no mesmo momento em que ele conversava com Godofredo, pois, todo o diálogo, foi transmitido, ips literis, para Eles.
Então vamos tomar café e, darmos uns giros pela cidade sem usarmos os nossos poderes, apenas... Passeando!

Vô! Convenci os nossos parentes mais próximos, inclusive a vovó, a darem um passeio em Manhuaçu, visitando outros parentes, por um período de uns três dias, informou Sabrina.
Tal convencimento foi usando alguns dos seus poderes?
Claro! E, por sugestão de Godofredo!
Então, será para o bem Deles e, para nos dar liberdade de, sozinhos em nossos quartos, iniciarmos o saneamento do Mal.

Baracho! Chegou Therezinha vindo da padaria, se você não se importar, vou, com os meus filhos, genros e noras, passear em Manhuaçu por uns dias, no automóvel do Álisson!
Todos?
Sim, estranhamente, recebi uma comunicação deles, pelo celular, alegando que precisávamos ir lá, sem os filhos, que ficarão contigo, em razão de não poderem perder aulas!
Mas, Isadora ainda não está na escola.
Se não concordar levaremos todos eles.
Que nada! Você sabe que adoro os nossos netos, que não me darão nenhum trabalho!
Então, está combinado! Álisson foi por gasolina no carro e, eu vou arrumar as malas e, rumou para o quarto.
Fui eu, meu vô, que sugestionei Adriana, a minha mãe e Ana Maria a me deixarem com Ana Flávia e Isadora em sua companhia, informou Daniel e, tive a ajuda de Godofredo!
Está tudo bem!
Por volta das quatorze horas daquele dia, os parentes, depois de demorada despedida, partiram para Manhuaçu, só ficando, em casa, Baracho, o neto e, as netas!

CAPÍTULO XI
O COMBATE AO MAL!

Vovô será que Godofredo vai mandar, por escrito na língua portuguesa, às solicitações para atuarmos.
-Claro! Meu neto, Ele sabe que não entendemos de línguas estrangeiras, a não ser alguns vocábulos. Quando aparecerem no teto de nossos quartos, aposto que será na língua que falamos fluentemente.
Então, vou dormir antes da hora marcada, pois, terei o prazer, sendo um empírico, de corrigir os doutores!
-Lembre-se de que, os malfeitores, também, podem ser analfabetos!
Melhor para mim, que só tenho como o senhor, o segundo grau.
Vocês podem dormir mais cedo, porém, as manifestações só apareceu no teto após a hora demarcada por Quartzo e, seus enviados.
Veremos! E, foi direto para o seu quarto.
Vamos ver televisão até a hora de dormirmos, comandou Baracho, sendo acatado pelos demais.

Na hora aprazada,, todos foram deitar, fechando, antes, as portas, portão e janelas.
Pouco tempo depois, apareceu no teto de todos eles, em letras garrafais, os primeiros pedidos de interveniência vindo de Quartzo, via Godofredo:

No quarto de Baracho apareceu um pedido alusivo a guerra: Estados Unidos vs. Iraque e, Unificação das Polícias, em geral.

No de Sabrina: Acabar com o Poderio Atômico!

Para Daniel: Intervir na guerra Israel vs. Palestina.

No teto de Ana Flávia: Intervir as Escolas em geral.

Para Isadora: Intervir no tráfego de drogas.

Para o entendimento da intervenção efetuada pelos Cinco Auxiliares de Quartzo, vê-se, a seguir, em tópicos, cada uma delas:

-Invasão do Iraque:

Comodamente deitado na sua cama, Baracho leu, várias vezes, o enunciado, que era, resumidamente, o seguinte:
"Determino que você e os seus comandados, e número de trezentos mil militares, peguem as suas armas ficando formados em frente aos seus quartéis, porque, dentre em pouco, aviões pousarão e, os trarão para a nossa pátria, antes, deixem aí, os seus substitutos, em igual número (Mais de 300 mil). Cumpra-se! J. Bush."
Baracho, pelo poder da visão transparente e da invisibilidade, mentalmente, sugestionou o emissor (Presidente Bush) a trocar o "peguem as armas" para: Ensarilhar armas em frente dos quartéis e, determinou que os aviões lá pousassem sem a permuta dos militares, pegando os comandantes e os 300.000 comandados, os levando de volta para os Estados Unidos.
No dia seguinte, certamente, todos os Jornais mundiais comunicariam a retirada das tropas do Iraque!
Em seguida, a mensagem desapareceu do teto sendo trocada para a seguinte: Excelentes resoluções, aceite os nossos Parabéns!

-Unificação das Polícias:

"É necessária a Unificação das Policias Militar, Civil e Federal, pois, o aglutinamento Delas às transformarão em eficientes!"
Após pensar um pouco, Baracho foi até a internet e, pelo site de buscas, conseguiu os endereços completos, dos Comandantes Gerais da Polícia Federal e da PM bem como, dos Governadores de todos os Estados federativos, inclusive, do Distrito Federal.
De volta ao seu quarto, foi, invisível,, se tele transportando para cada endereço, onde, sem se materializar, ficou, frente a frente, com cada mandatário, colocando o polegar no terceiro olho, pensando no Portal de Quartzo, os convenceu a promoverem uma reunião imediata, uns com os outros e, nela, providenciarem a Unificação de todas as Polícias, por decreto lei!

Ao retornar, fisicamente, ao seu quarto, viu, no teto: Nossos parabéns!

-Poderio Atômico:

Por volta de 23 horas, estando deitada em sua cama em decúbito dorsal, Sabrina viu aparecer, no teto, em letras garrafais:
"Nenhum Ser Humano ou Extraterrestre tem o direito de usar a energia atômica para fins bélicos, mesmo que seja para a sua defesa ou, de outrem! Os que, comumente, a usam são: Os Estados Unidos, Irã, China e Coréia do norte! Faça o possível para contê-los ao máximo, com o convencimento mental, se o fizer, nós faremos para você as traduções de linguagem a ser ouvida pelo seu receptor!"
Sabrina só tinha o conhecimento empírico, todavia, iria tentar coibir, atendo a determinação vinda de Quartzo.
Utilizando, totalmente, os poderes recebidos, iria tentar solucionar, atendendo à determinação lhe enviada. Foi direto e, invisível, a cada país, localizar as usinas atômicas, com a visão transparente e, a audição aprimorada, ouvindo, em português, todas as conversas no interrior de cada usina visitada e, em seguida, tele transportou todas as ogivas atômicas para um buraco negro nos confins do universo habitado, não lhes permitindo as explosões por ter desligado a parte de acionamento.
Em seguida, foi até as redações dos principais Jornais da Terra e, deixou, por escrito, o que tinha efetuado, dando detalhes, porém, omitindo o seu nome e endereço.
Os jornalistas, certamente, iriam verificar a veracidade da matéria e, encontrariam os cientistas com o pessoal das usinas em polvorosa confusão, com isso, tinha a convicção de que, de imediato, haveria a comunicação do ocorrido, pela imprensa falada, escrita e tele visada!
Ao retornar ao seu quarto, viu, já desaparecendo no teto: Muito bem... Parabéns!

-Guerra Israel Vs. Palestina!

Deitado, sem se cobrir, como era o seu costume, Daniel viu aparecer no teto:

"É chegado o momento de tentarmos acabar com o dissentimento bélico, cheio de mortandade, entre os Israelitas e os Palestinos, com, os primeiros, sendo ajudados pelos Estados Unidos. A forma e, os meios de você intervir, fica ao seu critério, podendo utilizar de todos os poderes que recebeu de nós."
Daniel, invisível, se tele transportou para os Estados Unidos, se aproximando do presidente e, do candidato mais votado para substituí-lo, mantendo, com Eles, um diálogo de convencimento mental, após os preliminares para a aplicação da "Força". Ao sair de perto de ambos, teve a convicção de ser, por Eles atendido.
Em seguida, apareceu em Israel, visível, para o Chefe superior de lá que, estava, a sós no banheiro tomando banho, se identificou dizendo ser o Profeta Daniel, referido na Bíblia e, que era premente que abandonasse a Palestina, se limitando a, não mais perseguir aos Muçulmanos, lhes devolvendo tudo que era Deles, para tanto, colocando o polegar na testa pensando no Portal de quartzo. Na certeza do atendimento, fez o mesmo com o mandatário da Palestina que estava no quarto dele, lá, aparecendo, também visível e, com o polegar na testa, dizendo sem o Profeta Maomé. Da mesma forma, foi atendido com a promessa de acabar com a Guerra, que pensava ser "Santa!".
Voltando ao seu quarto, Daniel viu, no teto, também já desaparecendo: Você está perdoado por usar o nome do seu xará e de Maomé! Nossos Parabéns!

-Aprimoramento Didático:

Ana Flávia, tão logo se foi deitar, viu no teto:
"Um dos maiores males didáticos é o fato das diversidades entremeando os ensinamentos aos alunos em geral, com matérias em discordâncias com o uso Delas depois de formados, o que, divide sem somar! Tais confusões acabam por se perder pela falta de uso. O Melhor seria: Todos aprendendo tudo, mas, sem divisões de funções a serem exercidas!"
"Fica ao seu critério tentar resolver tal situação!"

Sentada na cama, Ana Flávia iniciou, rememorando o seu saber empírico e, igual aos demais, ao final, pelo poder da força de persuasão, depois de colocar o polegar no terceiro olho, pensando no portal, pediu a Godofredo que, na parede do seu quarto, lado direito, enumerasse o nome, com endereço, de todos os ministros da educação ou, análogo, de cada país da Terra.
De imediato, apareceu a relação com os nomes e endereços solicitados e, ao final, Godofredo a parabenizou pela idéia de usar a "força" para lhe pedir ajuda.
Ana Flávia, continuando a u, sar a "força" de convencimento, visitou, aceleradamente, a todos, os convencendo, invisível, a modificarem toda a estrutura de ensino, num tempo quase que imediato, dessa forma, quando um aluno se formasse, por exemplo, em engenheiro, saberia tudo sobre medicina, advocacia, oficiais superiores das forças armadas, da PM, Delegados, Padres, Pastores etc.
Após, ao deitar-se, viu: Parabéns! No teto.

-Tráfico de Drogas:

Por volta das 23 horas, Isadora, sozinha no seu quarto, leu, no teto, o seguinte:

"Amiga emissária, um dos maiores males da humanidade que, num crescendo assustador e, englobante, vem reunindo o Mal em um todo e, cerceando a honra ilibada, é o Tráfico de Drogas entorpecentes e, proibidas por Lei! Caberá a você tentar reduzir ao máximo possível esse malefício, usando os seus poderes."

Isadora colocou o polegar na testa e, depois de pensar no Portal, se deslocou invisível, até todas as Penitenciárias, leu nos livros dos carcereiros os nomes dos presos por tráfico e, em cada Cela, os convenceu em tornarem-se, igualmente, usuários das drogas que distribuíam ou, mandava, de dentro da prisão, outros venderem.
Da mesma forma, aceleradamente, foi a todas as Penitenciárias do Planeta, efetuando o mesmo convencimento aos traficantes.
No seu entender, o Uso de drogar só prosperava em razão dos traficantes não serem viciados ou, usuários de drogas que, Eles traficavam por dinheiro ou, bens materiais, por isso os transformando em usuários, o comércio ilegal se reduziria ao mínimo, pela falta de outros fregueses e, de matéria prima do entorpecente não chegar para todos, pois, cada traficante que a tivesse, por vício a... Consumiria!
Igual ao seu avô e primos, ao voltar para o quarto, viu, no teto: Parabéns!

Na manhã seguinte, após Baracho coar o café e buscar pães, todos se reuniram em redor da mesa, sem necessitarem falar à respeito do ocorrido na noite anterior, graças ao poder da Força que lhes permitiam lerem os pensamentos de todos.

Amanhã, pelo que fiquei sabendo, ao ler o pensamento da sua avó, todos voltarão para casa, por estarem preocupados conosco, principalmente com vocês e, chegarão a tarde e/ou, noite.
Que bom! Comentou Isadora.

No dia seguinte, em grandes manchetes, todos os principais meios de comunicações, difundiram, resumidamente, o seguinte:

/ Inesperadamente, toda a tropa que estava no Iraque foi retirada, lá, deixando os armamentos ensarilhados e, como está em época eleitoral, o candidato mais sujeito a ganhar a presidência da república, informou que não mais mandará tropas invasoras, o que está causado um reboliço internacional, com o Iraque promovendo eleições para colocar alguém no poder.

/ A polícia Federal, Estadual e as PMs estão em última fase de Unificação geral, com a concordância militar dos dirigentes, o que se tornará péssimo para as quadrilhas de bandidos.

/ Todo o poderio Atômico da Terra está sucumbindo, com o desaparecimento, da noite para o dia, de todas as ogivas nucleares para local incerto e, não sabido por ninguém! O interessante disso tudo, foi o fato e, alguém, ter deixado nas redações, que fizera desaparecer as Bombas Atômicas, sem dizer quem era e, para onde as levara.

/ A Guerra entre Israel e a Palestina termina, acentuadamente, com a devolução de territórios ocupados e, afastamento das tropas invasoras! Ao ser perguntado as um dirigente Israelense, Ele disse que era ordem do Profeta Daniel, com um seu igual da Palestina, informando que recebera determinação de Maomé, para viverem em paz!

/ Todos os Ministros da Educação, se reuniram, ontem e, resolveram modificar as estruturas de ensino, do Fundamental até a Faculdade, de modo, que, ao se formar bacharel ou, Doutor, todos saberiam de todas as profissões com detalhes, portanto, na falta, por exemplo, de um Médico, um Engenheiro, ou outro formado, poderia ocupar-lhe a lacuna, com maestria.

/ O Tráfico de Entorpecentes tem diminuído, em razão dos Traficantes, de um momento para o outro, terem se transformados em Viciados, com isso e, por isso, estarem retendo com Eles ás drogas que distribuíam à troco de Bens e dinheiro,
Inclusive, vários presos como traficantes, foram encontrados dopados e, novamente, autuados por tal crime, com vários Deles, declarando terem recebido uma visita estranha que os aconselharam a usarem as drogas que, antes, vendiam, fato negado pelos carcereiros que disseram lhes serem proibido visitas estranhas.

Os Jornais, Internet e, Televisões, indo além, informaram que a interveniência salutar ocorrida e, ocorrendo, em todo o Planeta, só pode ter vindo de algum extraterrestre emissário ou, Guardiões da luz estelar! Dado a rapidez da sua (ou duas) intervenções para o bem da humanidade e, que ficarão à espera de outras manifestações de combate ao mau proceder!

CÁPITULO XII
A VERDADE DESVENDADA.

Com a chegada dos restantes familiares, vindos de Manhuaçu, Baracho e os netos ficaram num dilema: Contar ou... Não? A esposa, genros, noras e filhos toda a odisséia pela qual estavam passando junto com os netos, todos, como Emissários de Quartzo ou, Estelar.
A resposta apareceu numa das paredes da sala só visível para o quinteto e, vinda de Quartzo:

"Meu pai e os conselheiros lhe informa que você e os seus netos, devem contar tudo aos seus familiares e, após, entrar em contato com a "força" os convencendo a não relatar o que ficaram sabendo, para ninguém!".
Tão logo leram, o comunicado desapareceu da parede, com Therezinha dizendo: Engraçado, ao em vez de verem a televisão, vocês cinco estão olhando para uma parede branca e, sem nenhum quadro!
Reunindo a todos, Baracho, Daniel e as Netas, relataram tudo, com minúcias de detalhes, para uma platéia estupefata, pasmada mesmo! Ao final, Baracho chamou a "Força" do convencimento, convencendo aos ouvintes, mentalmente, a não relatarem o segredo lhes revelado, a não ser para o quinteto em particular e, sem nenhum estranho por perto.
Terminado o relato, os familiares ficaram alguns minutos sem falar para, ao final, todos falarem ao mesmo tempo: Maravilhoso e... Fabuloso!
Com Baracho dizendo: Não é fábula nem imaginário e, sim... Maravilhosamente real!

Sem nenhum comandamento anterior audível, Baracho e os netos, desapareceram à frente Deles e, retornaram, em seguida, com um buquê de Sempre viva do ribeirão, só lá existente e, local do primeiro encontro com o Cristal.
Nós acreditamos, piamente, em vocês! Disseram a uma só voz.
Podemos, estando só em família, fazer-lhes algumas perguntas, interrompeu Anderson.
Claro! Faça-as!
A missão de vocês é acabar com o Mal sobre a face da Terra?
Quando poderão visitar Quartzo?
No caso dos netos, Eles poderão ter uma vida normal, casarem etc.?
Terão que retornarem a Escola, embora sejam formados no segundo grau, mas, empírico?

Eu respondo! Disse Sabrina, com a aquiescência dos demais, por terem o mesmo grau de saber entre eles.
-Nós não estamos incumbidos, pelo menos, por enquanto, de acabar com o Mal e, sim, reduzi-lo a uma porcentagem aceitável, que não coloque em perigo os planetas! Se Deus quisesse, não haveria o Mal Ele, é fruto do livre-arbítrio nos dado, como caminho para chegar aos Céus ou, ao... Inferno!
-A nossa visita a Quartzo, depende dos dirigentes dela que, nos informaram da periculosidade fatal em nos achegarmos a Eles.
-A nossa vida humana é igual a de todos, apenas, os poderes nos diferenciam.
-Quanto ao nosso saber escolar, bastará se quisermos prestar vestibular e, passando, galgarmos o curso superior, porém, isso, tem que ser efetuado sem usarmos os nossos extraordinários poderes, pois, assim o fazendo, seremos desonestos com os nossos concorrentes, exames esses que só poderão serem efetuados quando estivermos com a idade aceitável para tal.
Um momento interrompeu o avô, como vocês, meus netos, tem o meu saber a partir de hoje, poderão ser acompanhantes do último ano do segundo grau, prestando provas e, recebendo o diploma referente, desde que alcancem a idade condizente.
É o que faremos! Responderam os netos, com Sabrina perguntando ao tio Anderson se tinha respondido às suas interpelações.
Na forma mais clara e precisa! Informou Anderson, se calando em seguida.

CÁPITULO XIII
PRELIMINARES PARA A VISITA!

Com o fato de toda a família Baracho (Seus parentes mais próximos) saberem tudo sobre os poderes e, as conseqüentes aventuras transcorridas, eram comum Godofredo aparecer entre eles e ficar vendo televisão numa poltrona ao lado deles.
Era muito bem recebido e, retribuía às atenções recebidas, ao ponto de várias vezes, se transformar em Cristal, atendendo a curiosidade de todos os parentes de Baracho e netos.
Numa dessas transformações, após entrar em contato mental com os emissários, fez a todos desaparecerem, os levando até o monumental Portal de Quartzo para, em seguida, retornar à sala de onde originaram.
A euforia tomou conta de todos, com Anderson e Álisson dizendo: Fantástico! Que local maravilhoso! Queria ficar lá por um tempo maior!
O meu pai e os auxiliares estão estudando uma forma de permitir a visita a Quartzo sem serem lesionados, assim que houver a possibilidade, virei avisá-los e, espero... Levá-los! Em seguida, desapareceu! Com Sabrina informando: Já está em Quartzo, ou melhor, o vi ultrapassando o Portal!
Meu pai interpelou Anderson, como será a vida de vocês doravante?
Será a comum, apenas, não haverá escola para os netos, nem a dispersão dos nossos poderes a não ser em caso de necessidade! Veremos televisão, entraremos na internet e, ficaremos na mesmice do nosso cotidiano até sermos, novamente, convocados pelos Quartzianos.

Nos dias seguintes, a rotina tomou conta de todos, principalmente, de Baracho e netos, com os dias e noites se sucedendo continuamente e, sem novidades.
Numa manhã, de forma inesperada, apareceu na sala, onde estava Baracho e os netos, um senhor de longas barbas, tez morena e, idade indefinida, aparentando uns setenta anos e, ante a surpresa de todos, disse ser o pai de Etéreo, com Daniel dizendo:
É Diamond! Pão de Godofredo.
Todos, respeitosamente, se levantaram das suas poltronas, convidando Diamond a ocupar uma delas.
O tempo urge, prefiro que vocês ocupem os seus assentos, mas, antes, chamem a dona Therezinha e outros da família que estiverem na residência, tenho algo a comunicar-lhes.
Às pressas, Sabrina saiu da sala e, ao retornar, só trouxe a avó e o tio Álisson, informando ser os únicos por ali.
Após as apresentações, Diamond disse: Vocês ocupem as poltronas, pois, à moda da Terra, falarei a vocês estando em pé, trata-se do seguinte:

Eu, Etéreo (Godofredo) e, os meus auxiliares diretos, tudo fizemos para encontrar a forma de levá-los até Quartzo sem os prejudicar, os transformando em cristais, sem a possibilidade de haver a metamorfose para... Humanos!
Por um desses mistérios indevassáveis da criação do nosso Deus, tudo se tornou debalde, nos parecendo não poder receber a honrosa visita de vocês, nossos Emissários e amigos!
Quando me encontrava disposto a encerrar o assunto e, as reuniões seguidas, o meu filho, conhecendo mais do seu Planeta, deu o seguinte parecer, sujeito a nossa aceitação e, de vocês:

De tanto pensar e participar das nossas reuniões, descobri que, quando nós e, os nossos emissários estão invisíveis, nenhum poder pode nos transformar em Cristal, a não ser, quando nos materializamos como cristalinos e/ou. Seres do universo visto isso, poderíamos efetuar seguinte:

-Todos os nossos Emissários, viriam para o nosso Portal invisível e, com todos os seus poderes com Eles, no Portal, nós, os Cristalinos, os cobririam de tinta vegetal, as meninas de cor rosa e, Baracho e Daniel, de cor azul celeste.
-Após Eles estarem visíveis, apenas, no tocante a tintura a lhes acompanhar o contorno, permitir a ultrapassagem pelo Portal chegando ao nosso Planeta e, aqui transitando livremente, conosco a lhes orientar e, apresentar Quartzo inteiramente.
-Caso Eles notarem alguma alteração física, que, de imediato, pelo auto tele transporte, retornem à entrada do Portal, exatamente, no local em que foram pintados por nós.
-Em Quartzo, em nenhuma situação poderão se tornar visíveis, sob pena de se tornarem, externamente... Cristais!

Nós aceitamos a idéia de Etéreo, mas, decisão deverá caber a vocês, podendo, inclusive, se quiserem levar um ou mais parentes seus, porém, nessa primeira viagem, só o quinteto deverá ir, para o resguardo dos demais que não tem os poderes. O que decidem?

Aceitamos! Respondeu Baracho secundado pelos netos e, com a aquiescência dos demais parentes, tendo Álisson dito que, depois, esperaria lhe ser permitida tão sensacional visita.

Agora, retorno para Quartzo e, amanhã, receberão a visitado meu filho para o tele transporte até o meu Planeta e... Desapareceu!

CÁPITULO XIV
QUARTZO!

Que senhor simpático! Exclamaram os netos, com Baracho acrescentando: Simpático e... Poderoso!
Vovô, os cristalinos têm os nossos poderes?
Claro! Sabrina, porém, acredito que, apenas, o dirigente máximo, o seu filho e, alguns auxiliares.
Ficar em Quartzo invisível é meio sem graça! Comentou Therezinha, com Baracho dizendo: A tudo veremos! O pior é se visível, nos transformamos em Cristal, nesse caso, com os quartzianos vendo as nossas jaças, sem nada podermos fazer, nem Eles.
Para evitarmos algum entrevero, opino que, só dois de nós faça a viagem, ficando os três restantes em contato mental conosco, inclusive, usando todos os demais poderes, principalmente, os da visão transparente e o da Força, no tocante a leitura de pensamentos nossos, disse e, opinou Baracho, com todos aceitando e, Ana Flávia dizendo não acreditar que o Portal permitisse a visão transparente de Quartzo.
Após diálogos entre o quinteto, ficou combinado que, em companhia de Baracho iria, somente, Daniel.

Bom dia! Apareceu Godofredo, vindo de Quartzo, na manhã seguinte.
O meu pai mandou-me levá-los até o Portal e, pela leitura dos seus pensamentos, vejo que só levarei os varões! Podemos ir?
Ficando os três invisíveis, desapareceram da sala, com as netas ficando na expectativa, porém, com todos os poderes em funcionamento total.

Tão logo se materializaram no Portal, Baracho e Daniel invisíveis, este abriu! Com Diamond e, outros, jogando tintas de cor azul sobre os visitantes, cujos quais, foram formatizados em suas formas externas, mais parecendo de peles azuis celeste.
Baracho quis se abraçar a Diamond e o filho, porém, teve o aconchego negado, com a alegação de que podia retirar a tinta e, lhe colocar em perigo.
Passo a passo, ultrapassaram o Portal!

Pararam estarrecidos! A beleza era deslumbrante, o clima ameno, as árvores eram anãs com, não mais do que seis metros de altura, com frutos de várias cores e, desconhecidos dos terranos, os regatos que estavam à frente eram de cor esverdeada e, o céu, infinitamente azul.
Diamond os convidou a o seguirem até o Palácio de Cristal e, das moradias ao derredor, alegando que poderia tranquilamente, andar nas superfícies dos regatos e rios, que não afundariam.
Acompanhava Diamond, o filho dele, ali chamado de Etéreo e, outros conselheiros, Baracho e Daniel, como bons observadores, foram olhando e analisando tudo que vislumbraram, o transmitindo, pelo poder da "Força" para as primas na Terra.
Eis o que viram e, transmitiram para Sabrina, Ana Flávia e Isadora:

As casas eram todas de cristal transparente sem jaças, com exceção dos quartos que eram circundados por uma espécie de lona de lona vegetal. Todas as moradias eram pequenas com, apenas, seis cômodos.
De repente, Daniel viu uma mesa de uma sala se transformar num rapaz saindo por uma das portas pela porta cristalina em pedindo a Diamond para acompanhá-los, no que foi atendido!
Viu, com Baracho, o rapaz que chegara por último, se adiantar à comitiva e, esticando um dos braços, o transformando num grande serrote, golpear uma árvore, a tombando, cortada, sobre um regado para todos passarem sobre ela.
Baracho perguntou ao Etéreo qual era o motivo de tal pinguela se, eles, podiam passar sobre a superfície líquida, com Etéreo respondendo que era, apenas, uma demonstração do que podiam fazer com o corpo se transformando, parcialmente, num cristal mais duro do que o aço.
Após passarem pela pinguela improvisada, chegaram a uma planície colorida de verde, pelas árvores e rios e, o azul do firmamento.
O local era majestosamente lindo!
Ao redor, um pouco mais distante, via-se várias casinhas de cristais e, ao final da planície, de costas para uma montanha de cristal inteiriço, via-se um castelo todo de cristal, cheio de grandes janelas, com três andares e, com pisos de cristal compacto.
Tão logo eles chegaram a uma grande porta, esta se abriu e, todos entraram num salão enorme e cheio de móveis, uns de madeira e, outros, de cristais.
Diamond, Etéreo e os conselheiros, sentaram-se em amplas cadeiras, um pouco elevadas do piso, convidando Baracho e Daniel a fazerem o mesmo. Tão logo ocuparam as poltronas, Diamond bateu palmas e, segundos depois, o salão ficou lotado de Cristalinos em forma humana variada, uns mais velhos e, outros novos, todos de cabeça baixa em respeito ao chefe deles.
Amigos Cristalinos, disse Diamond, podem ficar a vontade! Apresento a vocês dois dos nossos Emissários, salvadores do Planeta e, de Quartzo, aos quais, doravante, também, serão dos Nossos, apenas, estão cobertos de tintas vegetais para resguardo das suas vidas, como vocês já sabem, ao lerem os nossos pensamentos.
Eles voltarão para a Terra agora e, vocês, ao receberem visitas Deles e dos três menores, os tratem como se fosse eu!
Tão logo acabou de falar, ouviu-se um clamor de palmas, com Diamond explicando ser, um modo de agradecimento e, aceitação de felicidade.
Alguma pergunta? Inquiriu Diamond.
Se, novamente no meu caso e, do meu avô ou, das minhas primas quisermos voltar a Quartzo, invisíveis, teremos que esperas alguém para nos cobrir de tinta? Indagou Daniel.
Não! Disse Diamond, bastará trazerem com vocês uma tinta feita de árvore, na Terra, denominada de Graviola e, tão logo, invisíveis, chegarem ao Portal, passem-na nos seus corpos, sem deixarem nenhuma lacuna e, assim, poderão, livremente, adentrar ao Portal e, no meu planeta. Caso um acidente tire parte da tinta, de imediato, se tele transportem para antes do portal e, retoquem a pintura. Num futuro próximo, espero encontrar uma outra forma de nos visitarem sem estarem cobertos de tinta.
E, como retiraremos a tinta em nós colocada, ao sairmos de Quartzo?
Bastarão vocês se tornarem visíveis que Ela ficará no hiper-espaço se desintegrando.
Qualquer um de nós, do quinteto de emissários, poderá vir a Quartzo isoladamente?
-Claro! E serão bem recebidos, podendo vir quando quiserem independente de horários.
-Bem, estamos satisfeito, disse Baracho, secundado por Daniel.
-Vocês são a razão de ser e, de estar da nossa felicidade! Apareçam sempre que quiserem! Como vocês sabem, aqui s[o há o dia, como vocês o conhecem na Terra, estamos sempre vigilantes e, à disposição de vocês.
-A nossa missão de Emissários terminou?
-Não! No entanto, a pedra fundamental foi lançada! Vamos esperar o desenrolar das nossas idéias, lançadas para o seu planeta, onde, todo tem seguido o conselho de vocês, em resposta ao que os motivamos, nos quartos de vocês, se precisarmos de outras interveniência suas, o meu filho Etéreo. para vocês Godofredo, os convocarão. Por falar nisso, nós, aqui de quartzo, quando Etéreo está com vocês a ver televisão, também a recebemos vindo do meu filho, todos os programas são bons, inclusive, o futebol, todavia, tem muita propaganda comercial.
Concordo! Disse Baracho.
Bem1 Vocês podem ficar por aqui dando umas voltas e, quando quiserem, é só se tele transportarem para o Portal e/ou, diretamente para a sua sala na Terra.
Muito obrigado! Depois voltaremos! E, se tele transportaram direto para a sala de casa, com Daniel tentando tirar a tinta do rosto, com os demais presentes, rindo Dele que, notando a gafe, também, sorrio.

CAPÍTULO XV
O ANTÍDOTO!

A vida da família Baracho retornou ao normal, com o quinteto de emissários se limitando a, de quando em vez, usarem os seus poderes com a finalidade, tão somente, de não ficarem isolados dos quartzianos e das novidades do seu planeta.
Godofredo, quase todos os dias, estava com eles fisicamente e/ou, apenas com o uso da "força" lendo os seus pensamentos e, permitindo que o quinteto fizesse o mesmo em relação a Ele.

Numa manhã, inesperadamente e, vedando os seus pensamentos, Godofredo apareceu no quintal cheio de orquídeas e, foi logo pedindo a Baracho que buscasse os netos, sem dizer, ainda, a razão de tal pedido.
Poucos minutos depois, estando todos sentados na borda de uma pequena piscina da casa, Godofredo lhes disse:

O meu pai e os conselheiros reunidos comigo, em observação constante da Terra, chegaram a conclusão de que, com a intervenção de vocês, praticamente acabaram-se as guerras, tráfico de entorpecentes, poderio atômico bélico, às escolas ficaram eficientes, Israel, Palestina e Iraque trocaram as armas e invasões pelo comércio amplificado e aceite de embaixadores etc.

-Você não está nos dizendo nenhuma novidade, pois, sempre que queremos, temos usado os nossos poderes e, chegamos a mesma conclusão que nos informa, disse Baracho, com Godofredo continuando:
Sei que estou "chovendo no molhado" excelente ditado da Terra, porém, só disse os preliminares, preparando as suas mentes para deglutirem a continuação da minha informação que é a seguinte:

Com as constantes visitas que a sua família e, os seus acompanhantes, têm feito a Quartzo, ocasionaram o interesse dos quartzianos em retribuir, vindo visitá-los, no que foram até incentivados pelo meu pai e os conselheiros.
Como o meu genitor, conhecendo a residência de vocês e, por via de conseqüência, toda a Terra, quando aqui veio e, pelo poder da visão transparente, permitira que um dos conselheiros, nomeado em Quartzo de Poliédrico, viesse até a casa de vocês visitá-los.
Tão logo Poliédrico se desmaterializou no nosso Palácio, vindo para a Terra, Ele retornou! Com o braço direito inerte e, lhe faltando o dedo polegar, nos relatando que, tão logo entrara invisível, no espaço da Terra, vendo a casa de vocês, sentira uma forte dor no braço, dessa forma, desceu no seu jardim de orquídeas, se materializando e, vendo que estava com o braço sem movimento e, o polegar se esfacelando, rapidamente, ficou, novamente, invisível, pensou nosso palácio e, retornou para quartzo,
-Ele ficou com lesões graves e, sem proteção! Interrompeu Sabrina.
O interessante disso tudo, foi o fato de Poliédrico nos ter dito que, tão logo ultrapassou o grande portal de Quartzo em retorno, a dor desapareceu e, quando se tornou visível no castelo, retornou o movimento dos seus braços e, sob as nossas vistas, Ele recuperou o polegar, usando o seu poder de reintegrar partes do seu corpo.
Em seguida, nos reunimos, Eu, meu pai e os conselheiros inclusive, Poliédrico, na procura de encontrarmos uma explicação a respeito do ocorrido, pois, até então, podíamos nos transformar na forma humana vinda do cristal e, nunca, ocorrera o fato de, tal transformação, sem a nossa vontade.
Todos se referiram a mim por estar, sempre, na Terra sem ser lesionado e, não saberem qual a razão da discriminação transcorrida.
A reunião terminou sem encontrarmos uma solução, pelo menos, aceitável!
O meu pai e os conselheiros resolveram que, o problema estava aqui na Terra e que, vocês, nos poderiam ajudar a deslindar o ocorrido com Poliédrico.
Com a permissão do meu pai e, atento a qualquer modificação do meu físico, vim ileso, para esta sala e, aguardo uma resposta cooperativa de vocês, com o meu pai e conselheiros, lendo os nossos pensamentos.

Bem! Disse Baracho, acabei de ler os pensamentos de vocês e, feliz! Observei que vocês não nos acham culpados pelo ocorrido e, por tê-los visitado recentemente, também, durante o seu relato, li os pensamentos dos meus netos, enquanto, Eles, também, liam os meus e, com a aquiescência Deles, vou dizer-lhe o que achamos disso tudo:

Você! Meu amigo Godofredo teria que, também, se lesionar ao aqui chegar e, não o acontecendo, só há uma explicação:
Veio, inicialmente, como um Cristal ovóide e, se incrustou no meio das raízes de carqueja no Palmital, distrito de Diamantina, retornando a forma humana tempos depois, conosco, junto ao Portal de Quartzo, com isso e, por isso, recebera, na Terra, uma espécie de antídoto contra o malefício que atingiu Poliédrico.
-Mas, interrompeu Godofredo, o meu pai também os visitou recentemente e, nada sofreu em seu físico.
Acontece que, no nosso entendimento, o antídoto que você recebeu, só poderá ter vindo das raízes de carqueja, planta arbustiva muito medicinal. Vocês a têm em Quartzo?
-Agora, me lembro que o meu pai, quando mais jovem, fazia, diariamente, um chá de umas raízes do seu quintal e, que, eram muito parecidas com as de carqueja, o nome de tal raiz, por ele usada para não engordar ou, perder os cabelos, quando estava na fase humana era... Apícula!
Vocês estão condenados, a não ser você e o seu pai, a terem que sempre se prevenir apara visitar a Terra, como nós o temos para ir a Quartzo, quando, lá, só poderemos ir invisíveis e cobertos de tinta vegetal transparente e, vocês, usando, quando quiserem aqui vir, a Apícula, pelo prazo ainda a ser verificado da antecedência para tais visitas dos outros.
Opino que retorne ao planeta Quartzo, peça a Poliédrico que use o chá por dois dias e, em seguida, venha nos visitar, todavia, atento ao fato de sentido alguma dor ou modificação do seu corpo, retorne, de imediato, para quartzo.
Tchau! Disse Godofredo desaparecendo, mas, antes, transmitindo, mentalmente: Vou relatar, com detalhes, ao meu pai e, em breve, lhes comunicarei o resultado, todavia, tenho a certeza de que vocês, mais uma vez, nos ajudou!
Ele já passou o Portal! Disse Isadora.

Por dois dias ocorreu o silêncio nas comunicações, porém, no terceiro dia, estando Baracho e família reunidos na sala a brincarem jogando baralho, as luzes elétricas e a claridade vinda da rua em frente, começaram a piscar para, segundos depois, aparecer, no centro da sala, Godofredo e Poliédrico, com trajes de quartzo, o primeiro, demonstrando calma e, Poliédrico em expectativa, mas, sorridentes.

Seu planeta é lindo e, a sua casa, um "descanso do cristal!" comentou o companheiro de Godofredo e, ao mesmo tempo, à moda da Terra, estendeu a mão direita para os presentes, sendo correspondido por todos.
Porque as luzes piscaram, perguntou Isadora e, eles responderam que foi uma brincadeira para anunciarem a chegada.
Então, perguntou Baracho, a nossa sugestão deu certo?
Certíssima! Em quartzo está havendo uma correria para o plantio da apícula, pois, a maioria pretende conhecer o seu planeta. Nós viemos para, também, pedir-lhes para levar para quartzo umas raízes de carqueja, para serem cultivadas no meu planeta.
Você, Godofredo, vá até ao Palmital e Ribeirão, locais do seu primeiro aparecimento junto a nós, como Cristal e, apanhe as mudas que quiserem levar! Só lhe peço vão levar todas para não prejudicar os usuários Delas, naquele ermo logradouro.

Após trocarem assuntos e amabilidades, os dois se despediram, com Godofredo dizendo que iria, diretamente, para o Palmital, junto com Poliédrico, apanharem as mudas, às colocando dentro de suas roupas, que eram indestrutivas e, após, iriam para Quartzo, onde, no portal, vestiriam os seus trajes, o ultrapassando com as mudas de carquejas.
Momentos depois, desapareceram da sala, com Daniel dizendo para as primas: É proibido observá-los no trajeto, pois, os verão nus!
Todos riram e, prometeram atender ao primo, com Isadora dizendo eu, o vovô poderá vê-los, pois, já deve ter visto muitos homens nus.
Dessa feita, o riso se transformou em gargalhadas!

CAPÍTULO XVI
CIDADE CIDADELA!

Com a ajuda da apícola, carqueja e a tinta vegetal servindo ao pessoal da Terra e Quartzo, as visitas aos dois planetas se transformaram em cotidianas e, Elas, se davam em qualquer local dos dois planetas, porém, sempre indo ao Castelo em Quartzo e, na casa dos Barachos, para trocarem cumprimentos e, depois, explorarem os planetas.
A Paz na Terra era quase que total, com os diversos crimes bárbaros, às vezes, se transformando em meras contravenções.
As cadeias e prisões comuns se esvaziaram parcialmente, ficando, apenas, uma Penitenciária em cada Estado, nomeadas de Cidades Cidadelas! Presídios esses incentivados, mentalmente, pelo Quinteto de Emissários, tendo à frente Baracho que, pela "força" do convencimento, sugestionou aos dirigentes (Presidentes e Governadores) na forma, a seguir, referenciada:

As nossas cidades e, capitais, estão sendo injustamente penalizadas com as Penitenciárias e Cadeias, em blocos de cimento e ferro cercados pelos policiais e carcereiros, em vigília diuturna a observarem... Vigiando! Uma casta de natureza miserável, todavia, violenta!
No âmago das prisões, na sua parte sob vigilância, os condenados ou, na iminência de sê-lo! Ficam na ociosidade licenciosa, a matutarem novos crimes a serem cometidos! Quando, de lá, saírem e/ou, os arquitetando e, enviando aos comparsas em liberdade, com o fito de receberem ajuda financeira, em espólio ao incauto cidadão ilibado.
Em nosso país, as Leis e as suas vicinais, ainda dão aos abastados os meios de não irem para as prisões, se locupletando com benesses ilegais, e, com isso, os crimes, apesar de reduzidos, continuam na sua trajetória infame a dizimar vidas e, bens materiais, apenas, os criminosos mais pobres, ficam nas prisões e, os mais ricos, passeiam pelas passarelas da sociedade, entretanto, são tão criminosos quanto aos recolhidos às celas das prisões.
Como a pobreza é maioria, quase que absoluta, além de ser uma desculpa esfarrapada para se associar aos crimes, as nossas Penitenciárias e Cadeias estão quase sempre superlotadas de presos e, de... Ociosidade!
No meu empírico entender, só vejo uma solução, para extrairmos esse câncer do meio da sociedade ordeira, cumpridora dos seus deveres e, trabalhadora, na forma dos tópicos seguintes:
-Todas as Capitais dos Estados federativos, tenham próximo, uma CIDADE-CIDADELA, com a finalidade de ser, ali, colocados todos os criminosos condenados, para cumprirem às suas penas, sob vigilância policial e carcereira.
-Em cada Cidadela, haja locais apropriados para os reclusos trabalharem, recebendo salários condizentes, que iriam para uma conta poupança bancária, à disposição do preso para saque de, até oitenta por cento do que tiverem depositado.
-Todas as Firmas que quiserem colocar oficinas na Cidadela, após passarem por uma triagem profissional a cargo do Governo, poderão construir Galpões na Cidadela, porém, a mão de obra só poderá ser retirada dos próprios presos, recebendo pelo labor efetuado.
-A Periferia da Cidadela, seria cercada de altos Muros de cimento armado e, eletrificados! Sendo vetado aos reclusos se aproximarem dos muros até dez metros longitudinais.
-Não haveria Grades internas com, cada preso, ocupando um barraco de seis pessoas, devassável de fora para dentro, para facilitar, aos carcereiros, a vigilância Deles.
-No centro, haveria um prédio amplo e salão de reuniões dos encarcerados e, também, para receberem visitas, antes, devidamente revistadas pela guarnição e, por tempo, antes, determinado, com a conversação e imagem sendo devassável para os carcereiros.
-Não haveria uniformes para os recolhidos, no entanto, cada um Deles, deverá usar, sempre, um Crachá com o seu nome e, com as cores anunciando a sua periculosidade e/ou, Não! Por exemplo: Vermelho para o mais perigoso/ Azul para o mediano e Branco para o de melhor comportamento prisional, com a troca de crachás ficando a cargo da diretoria da cidadela.
-Os campos de pouso de aeronaves só poderão ocorrer do lado de fora da Cidadela e, perto dos muros, em local, anteriormente demarcado.
-Os vários trabalhos os presos, não poderão ter ferramentas que possam ferir a integridade física de outrem, caso ocorra à necessidade de tal uso, que as ferramentas fiquem contidas por correntes em bancos de ferro, colocados, cimentados, no piso dos galpões e/ou, externamente a eles.
-Os reclusos, com mais tempo com o crachá branco, poderão ser usados como auxiliares dos carcereiros, recebendo, monetariamente, pelo labor e, servindo de incentivo para os outros lhe seguirem os passos, melhorando, assim, o comportamento prisional deles.
-Os policiais militares guarnecerão ao longo dos muros e, na faixa proibida aos presos, atendendo, se for o caso, ao chamado dos carcereiros.
-As armas dos carcereiros estarão ligadas ao coldre, por um alarme, que será acionado, toda a vez que houver o saque, diretamente aos militares, dessa forma, a arma só poderá sair do coldre numa emergência, evitando, assim, que reclusos tentem furtá-la do carcereiro.
-Cada Cidadela terá que ter a capacidade de conter os presos de todo o Estado, onde estiver localizada.
-No prédio central, também, haverá Escolas para os presos para melhorarem a sua forma de saber didático, o mesmo ocorrendo com relações as Religiões, enfermarias, laboratórios, gabinetes médico e dentário etc.
-Uma dependência seria destinada aos menores infratores, devidamente separados dos criminosos adultos, com os menores usando os mesmos crachás, já referenciados.
-A todos os reclusos seria proibido às reuniões, entre Eles, fora dos horários estipulados pela direção da cidadela, dando preferência, para tais reuniões, o ajuntamento de presos que tiverem o mesmo crachá, pois, o Mal é e, sempre será... Contagioso! Além disso, o Mal epidermido (Crachá vermelho) nada tem a ensinar ao idêntico, entretanto, é calamitoso para os que estão se recuperando!
-Os banheiros e lavatórios serão coletivos, um para cada grupo de crachá idêntico.
-A Alimentação será igualitária para todos os reclusos e, não será pior do que a dos guardiões.

RESUMINDO: A Construção da Cidade-Cidadela, uma para cada capital de Estado, quase nada onerará aos cofres públicos, pois, havendo várias dezenas de presídios e cadeias públicas em cada Estado e Capital, com a desocupação Deles, tornando-os vagos, às suas dependências poderão ser vendidas ou, alugadas, pelo governo estadual, para serem utilizados em outros fins, principalmente, comerciais (Fábricas, Hotéis, Depósitos etc.).
Haverá, inclusive, uma redução considerável das guarnições policiais e de carceragem que, só terão que praticar os seus serviços específicos nas cidadelas! O Restante das guarnições, antes a vigiarem os presos nos presídios e cadeias, cuidarão do policiamento costumeiro à cata de lograrem os crimes e, de aumentarem o recolhimento de novos criminosos para a Cidadela, portanto, mantendo, melhor, a Lei ou, a ordem pública e, protegendo aos cidadões honestos!
As Cidadelas exilarão os criminosos do meio da sociedade ordeira, com isso, não terão a sua presença ignóbil e perigosa, de entremeio aos cidadões ilibados, ficando os maléficos, apenas, com a possibilidade de mudarem de Crachás, ou seja: Se reabilitarem, totalmente ou, aceitavelmente!

♦♦♦

Meu vô! Não seria melhor, usando os nossos poderes, acrescido com a ajuda dos dirigentes de Quartzo, acabarmos com todas as tipicidades de crimes nos dois planetas?

Meu querido Daniel, nem o Criador de todas as coisas, se interessou em acabar com os desatinos criminosos, pois, nos dando o livre arbítrio, simplesmente, nos colocou na posição de, nós próprios, escolhermos o nosso proceder até Ele.

Se, o Mal acabar em todo o universo, não haverá a resplandecência do Bem, nem os méritos para sermos ilibados! É preciso a controvérsia para que, todos, sigam o seu caminho por escolha própria. A nós, cabe, tão somente, tentar ajudar as pessoas de Bem na sua luta desigual contra os maléficos e, é o que estamos fazendo e, continuaremos a fazer!

Concordo! Calando-se em seguida.

FIM.

Sebastião Antônio BARACHO
conanbaracho@uool.com.br
Fone: (31)3846-6195.

POSFÁCIO:

Se o coletivo é o anseio da maioria, de vez em quando, no trajeto para ele, ou no seu bojo entre o bem e o mal, surge alguns seres com luz própria, saber baseado na maturidade consciente e, selecionadora das falhas e virtudes dos seus irmãos de jornada ou, de percurso na coletividade, que resolvem, ou são sugestionados por "forças do além" a atuar em prol dos demais e amplamente a favor da... Justiça!

Esses seres são nominados de QUINTETO DE EMISSÁRIOS! Eles guiam, fazem modificações, delimitam as sinuosidades endireitando-as! Pesquisam na luz e nas sombras, revira os acontecimentos, procuram nos restolhos devassando os "armários dos embustes", escutam, falam, dirigem, fingem fraquezas, abdicam da violência sem descartá-la ou assimilar a sua truculência, simplesmente, colocando-a nua e sem ação, para... Ao final:

FAZER LUZIR O REFLEXO DA CHAMA DA JUSTIÇA SEM UMA FALHA SEQUER!

Toda sociedade, dita civilizada, tem por obrigação usufruir da solidariedade, equidade e distribuição de todos os valores emergentes ou existentes na "posse" de alguns, os distribuindo igualitariamente para "todos!".

Sendo esses predicados, nos dias atuais, amealhados apenas para "poucos" que "dormem em berço de ouro" jogando, apenas, os seus pesadelos aglutinados para os miseráveis e retendo com eles os seus sonhos de bonança, só nos resta um caminho para que não nos afoguemos no estresse ou na monotonia carente de tudo, é a ficção! Vocábulo mágico que realmente nos distrai das dificuldades e desigualdades massificantes nos colocando, par e passo, em igualdade ou acima dos "venturosos" retentores da parte que, a nós, poderia ser sido repartida sem humilhações e, como direito adquirido!

Todas as almas, ou espíritos, têm o mesmo poder, constituição etérea ou valores, só o homem, o seu maior discordante, faz discriminações ante tal benesse do nosso Criador, é aí que a fantasia serve de linimento amenizador dos sofrimentos sem obrigar ao ateu a acreditar nas suas emanações, só ao ler, ele já estará se "desligando" da engrenagem vil lhe calcando o dia-a-dia de descrente.

O REFLEXO DO CRISTAL! É um livro de um autor desconhecido da maioria que, ao elaborar a obra, tinha apenas a intenção de fugir da mesmice e o... Conseguiu!

Se o livro vier a ser publicado será bom, se não o for, pouco lhe importará, ele já exerceu a função principal esperada, ou seja: minimizar a clausura das idéias vis em mentes bitoladas pelas leis e mais leis não sendo cumpridas e, sempre sendo renovadas, bem como, a exaltação dos seus netos que, algum dia, gostará de ler o que está inserido na obra a respeito deles, nem que seja em fotocópia.
Esta é uma obra ficcional em que o autor quase nada compreende de literatura como ela é conhecida no meio acadêmico terráqueo, Ele entende que é mais difícil gerir e coletar vocábulos do que memorizar seqüências didáticas que possam formar um enredo de ficção, justamente pela carência das fontes de consultas para tal função. A sua biblioteca e reserva de experiências no labor escritural foram extraídos dos escaninhos da sua mente fértil em fantasias variáveis. Não possuindo um amparo intelectual nem financeiros e, muito menos, incentivos espontâneos e balizadores, fechou-se por certo tempo em "ostra" e extraiu do fundo do seu "ego" esta obra que denominou de: O REFLEXO DO CRISTAL!

Quando se escreve ficção, a intenção principal do autor é a de fazer o leitor fugir da realidade, nem sempre aconchegante ou exemplar, que pressiona os seres, ditos racionais, os levando ao tão decantado estresse. Ao ler essa obra o leitor, por uns momentos, se livra do normal da cátedra lhe imposta e se imiscui no enredo, assimilando-o página após página a caminho do devaneio espiritual em prol do descanso da sua sofrida matéria que, naqueles instantes da leitura, fica apenas latente e descansando das atribulações do cotidiano de afazeres massacrantes com parcos usufrutos do seu labor.

É, realmente, ficção! Mas... Quem sabe?

Somos donos do presente e "grávidos" do futuro, o fruto dessa délivrance posterior à nossa, poderá receber a visita de um Emissário oriundo de outra galáxia com capacidade e poderes muito além do que imaginamos na atualidade, somente o futuro poderá confirmar (ou não) essa versão e ele ainda está sendo gerado, só espero que não seja... Abortado!

O presente livro teve por início o "sintoma" de que seria de "espionagem criminal ou policial/judiciário", entretanto, a partir de umas páginas, por absoluta carência de equilíbrio moral e de meios ou aprestos para desvanecer ou diluir o "Mal" sem sucumbir, fisicamente, os autores dos crimes hediondos, o imprevisível aconteceu! Vindo do Planeta Quartzo, de outra galáxia.

O livro em foco é da forja de um mero "escrevinhador" atrevido em tentar ombrear com os notáveis escritores do ramo, contudo, estará feliz se conseguir, com essa obra, chegar ao menos aos pés (ou joanetes) dos renomados e sapientes escritores.

O autor começou assinando o prefácio, passou por milhares de vocábulos sem neles se perder e, como no início, não tendo quem assine por ele, o faz novamente neste encerramento.


Sebastião Antônio BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br
Fone (31)3846-6195.