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O REFLEXO DA... SETA!
ABERTURA

Esta obra é um trabalho literário empírico de um autor que insiste em receber sobre si o reflexo propelido das passarelas de papeis, escrita por ele, na esperança de que Elas se tornem uma luz refletida com efeito benévolo a favor dos seus irmãos, pelas estradas da vida, cada vez mais cerceadas pelos "acostamentos" longitudinais limítrofes de uma liberdade plena e, aceitavelmente digna.
O autor não se julga o dono da verdade insofismável, nem um mestre dos procedimentos articulados e/ou, a ser imitados pelos seus irmãos de jornada, até ao ponto final de cada existência, todavia, sem sombra de dúvidas, os seus textos empíricos apresentam os prós e os contras, sem o contraditório maçante e ditatorial, ficando a cargo de cada um analisá-los e, os seguir ou... Não!
Esta não é uma obra de escolaridade didática plena, porém, os ensinamentos empíricos, com base na maturidade do autor, se seguidos corretamente, poderão ajudar a quem, por força do destino, se encontre em dúvidas comportamentais, navegando nos meandros da nossa sociedade atual, sem as âncoras ou, balizamentos, para se ater e, permanecer, nos caminhos sucessivos pela vida, onde, em cada esquina ou cruzamento, se apresentam oferecidos, os transeuntes inescrupulosos e ávidos da posse sem o labor!
Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br
Fone: (31)3846-6567


ÍNDICE:
TÍTULO PÁGINA

A Escuridão e a luz!.........................05
Análise Corporal..............................06
A Tela indefectível!..........................08
Amizade... Volátil!...........................11
A Verdade e a... Mentira!.................14
A Mente e o Horizonte!.....................17
Brasil... Berço esplêndido!................19
Devastação Canícular!.....................21
Dúvidas... Escriturais!......................24
Etapas e... Tapas!...........................27
Elos... Familiares!............................30
Flexões Amorosas!..........................33
O Escudeiro... Invisível!...................36
O Sol e a... Escuridão!.....................39
O Termômetro!.............................. 41
O Policiamento e as suas... Falhas!...43
O Amor é Eterno!............................45
O Orgulhoso e o Humilde!................47
O Legado!......................................49
O Tempo e a Vida!..........................51
O Amor e o... Casamento!...............53
O Portal da União!...........................55
Ordens e... Desordens!....................56
Os Animais e o... Diamante!.............60
Palavras do Coração!......................62
Reflexo!...Ficção ou Realidade?.........64
Respingos de Amor!........................ 68
Tabelas e... Refletores!................... 69
Veredas do Édem!...........................71
Reflexos do Amor!...........................74
Pedágio de Passagem!.....................76
A vil Matéria e o Espírito!..................78
Lágrimas para o Além!......................81
Absolvição Amorosa!........................83
Egocêntrico Amortecido!...................85
A Honra e o Bajulador!.................... 87
Aborto Desonroso!.......................... 89
Habeas-corpus para um Suicida!.......91
Lamúria insana!...............................93
Auxiliares do... Poder!......................96
Lamentos Escriturais!.......................98
Vendaval de... Amor!.......................100
Divisão... Estéril!.............................102
Privilégio Execrável!........................106
Magistério!..................................... 108
O Medidor... Causal!........................111
Os... Convidados!............................114
Efusão Amorosa!..............................116
Os Senhores da Guerra!...................118
Revelações Apocalípticas!.................122
A Eterna Aliança!..............................124
Zero no... Placar!.............................127
Resgate Amoroso!............................129
POSFÁCIO.......................................131

***

A ESCURIDÃO E A... LUZ!

As Trevas perambulam pela imensidão
Num navegar evolutivo e constante,
Levando a abundante escuridão
Num trafegar cruel e massacrante.

A cada cenário que fica observando,
Tremulando pelas paisagens,
Cobre-o com um manto negro e nefando,
Não lhe dando a mínima vantagem.

Por ser uma ausência de claridade,
Percorre a imensidão com reticência,
Fugindo ante o clarão da verdade,
Lhe projetado com a luz da insistência.

Elas só têm comandamento provisório
Quando se projeta abrangendo o imprevidente,
Todavia, foge se desvanecendo no divisório
Entre às suas trevas e a luz insistente.

O Criador do Universo, o fez de... Luz!
Dando a noite para o descanso diário,
Porém, o cobriu de estrelas que reluz
Apagando as trevas do cenário.

Aos filhos! Deu o discernimento
Para fugirem da escuridão
Quando navegarem no tormento
Carregando a Luz no... Coração!

Sebastião Antônio Baracho
conanbaracho@uol.com.br
Fone; (31) 3846- 6567.
***

ANÁLISE... CORPORAL!

O ser humano deveria observar a tudo que o cerca com minúcias de detalhes, com a finalidade primordial de adquirir uma base para a sua especialização, visando emitir opiniões balizadas na observação efetuada e, abalizada para emitir pareceres fidedignos.
Tal observação não depende da cultura, escolaridade ou empirismo do observador e, sim, da sua capacidade de visada ao alvo pretendido, o entendendo e apreendendo corretamente no seu entendimento preliminar, ressaltando, que, as pessoas com maior saber escolar poderá analisar melhor do que o parvo, no entanto, também, poderá se enganar redondamente por olhar com ares superiores ou, tidos como sapientes, além do objeto examinado, ou seja: pode ver uma simples minhoca e a catalogar como filhote de cobra!
Nesta oportunidade, ouso me fixar, empiricamente, no CORPO HUMANO o observando, preliminarmente, da forma seguinte:
- Um Aglomerado de carne, ossos, veias, unhas etc. que, por décadas, sobrevive fora de um congelador ou geladeira.
- Cabelos diversos que duram anos sem perderem a textura ou vitalidade, apenas, embranquecendo.
- Cérebros, seus auxiliares ou acompanhantes, trabalhando melhor do que os computadores mais aprimorados e não dependendo de nenhuma tomada para tal, apenas, se baseando no que aprendera durante a sua vida, com algumas exceções.
- Pescoço interligando a cabeça ao resto do corpo unindo o abdômen e o "andar de baixo".
- Braços atuando como tenazes sem necessidade de auxiliares externos.
- Ombros a darem sustentação e liberação aos braços e cobertura estrutural do corpo.
- Corpo contendo vários órgãos com tarefas diferenciadas e essenciais à vida, todos infiltrados e interligados por veias e canais não extrapolando a área corpórea que os envolve e protege.
- Quadris atuando igualmente aos ombros e dando sustentação para as pernas.
- Pernas, estando subdividas em coxas, joelhos, panturrilhas e pés para a locomoção de todo o corpo.
Este é, resumidamente, o CORPO como o vejo ao primeiro olhar e sem maiores análises, no entanto, pelo menos, o dissequei empiricamente.
Neste momento, para não ser julgado como uma pessoa que joga pedras e esconde as mãos, decido tentar entrar em detalhes elucidativos e analíticos do observado, todavia, me vejo tolhido ao tentar uma maior e melhor análise, pelas razões explicitadas a seguir:
01-O corpo, vivendo por décadas fora de um congelador é, pelo menos, difícil de ter uma análise de quem não é, pelo menos, um médico ou cientista.
02-O Cérebro, sendo mais capaz do que os computadores e quardando memórias seculares, também me complica a dedução.
03-Abdômen contendo verdadeiras "máquinas de vida", sem as mesclarem ou, nelas influenciando, me deixa sem meios de explicar.
04-Braços, ombros, quadris e pernas atuando, por décadas, sem outras peças além de ligamentos, nervos, veias e calcigenação, também é estranhamento maravilhoso e, inexplicável! Da parte deste pobre empírico.
Como se trata de uma modesta análise pretendida por mim, mesmo sem gabarito para fazê-lo bem feita, pressinto em minhas observações preliminares que, tais funções, deslocamentos e sobrevivência do corpo, só podem ter uma força imaterial e invisível a lhe dar sustentação, movimento e... Vida! E, essa força, é a ALMA OU O ESPÍRITO! Os quais, -com passes livre, trafegam em seus meandros lhes dando alento e razão de Ser e de Estar.
***

A TELA INDEFECTÍVEL!

O nosso mundo é uma Tela perfeita, pintada com requinte Pelo Criador de Todas as Coisas, e nos oferecida, gratuitamente, para o nosso deleite e habitat natural.
Todas as coisas inseridas nessa Tela têm a sua razão de ser e de estar, independente da nossa vontade e controle modificatório pleno.
Toda vez que o Homem tenta intervir modificando as pinceladas originais, nada mais está fazendo do que danificar ou rasurar, parcialmente, a obra esplêndida, lhe doada como benesse.
A perfeição inserida na tela, denominada por nós de Brasil, é tão magnífica que, às vezes, nem chegamos a entendê-la, totalmente, como ela se apresenta aos nossos olhos e peregrinações pelos seus liames e componentes físicos. Se não, vejamos:
- Os Pólos Norte e Sul cheios de geleiras com um frio enorme e, pouco habitados!
- Os Desertos quase imensuráveis e, também, com poucos habitantes.
- Os Oceanos e Mares, a circundar os nossos continentes, cheios de vidas marinha e carente dos Humanos.
- Os nossos Continentes, situados entre os oceanos, repletos de seres humanos e animais diversificados e com temperaturas desiguais.
- As estrelas e planetas pairando no infinito, todavia, com visão diferenciada em relação a cada observador deles em partes longínquas de visada.
- Nuvens, de diversos tamanhos e modalidades, pairando sobre nós, porém, diferenciadas com relação aos que lhe ficam em baixo e em continentes, oceano e mares, diferentes quanto à posição de quem as observa.
- Chuvas torrenciais (ou não) procurando determinados lugares e evitando a outros.
- Florestas, matas, savanas, gramíneas etc. abundantes em alguns continentes e, ausentes em outros.
- Seres humanos pacíficos ou violentos a coabitarem belicamente ou, harmoniosamente, nos vários Continentes, uns, em atritos constantes e, outros, numa harmonia invejável.
- Animais irracionais, insetos vermes etc. sobrevivendo com seus próprios meios no meio de constantes refregas com os seus predadores iguais ou... Humanos!
- Metais e minérios diversificados existindo em um local em detrimento de outros, servindo como jóia, adorno, remédios etc. e... Procurado pelos homens constantemente!
Tudo aqui referido está inserido na Tela aludida, porém, o Homem, o maior predador consciente e inconseqüente! De quando em vez, julgando-se onipotente, dá as suas pinceladas irregulares e impensadas tentando, embora inultimente, modificar o desenho inserido e pintado pelo "Criador de tudo!" como se vê a seguir:
= Aumentando o gás carbônico o projetando para a atmosfera, com isso, se prejudicando e alterando as formações das geleiras dos pólos, o tempo e a... Vida!
= Derrubando as Matas para a exploração desordenada e financeira, de modo ceifante e, com isso, prejudicando o bom oxigênio que lhe manteria a vida, além de aumentar os desertos.
= Poluindo, constantemente, os Oceanos e Mares, a começar pelos afluentes, resultando quase num grave extermínio da vida marinha.
= Convivendo, destrutivamente, nos Continentes, estendendo ou encurtando as suas divisas e, belicamente, digladiando entre os vizinhos, enfim! Tornando a vida e a convivência num inferno!
= Produzindo o efeito estufa com seus gases carbônicos, às vezes, propelidos desnecessariamente, nos proibindo a visão límpida dos astros e estrelas do firmamento celeste, além de nos tolher das nuvens benéficas e produtoras das necessárias chuvas.
= Efetuando construções diversas nos leitos dos rios e riachos, os cercando! Se esquecendo de que o leito das águas sempre será algum dia, totalmente ocupado pelas águas que, vorazmente, passa destruindo tudo, o mesmo acontecendo com quem constrói debaixo de barrancos.
= Quanto aos raios, relâmpagos e faíscas, os Homens não conseguem influir ou fazer frente nos seus trajetos irregulares, entretanto, ficam debaixo de árvores isoladas ou serras! O que é perigoso e, Ele, sendo ousado, poderá ser morto se tentar desafiar às pinceladas vindo das nuvens nimbóticas.
= O Homem, na sua ganância pecuniária, destrói as florestas e matas em geral, se esquecendo que Elas são necessárias à vida e demanda de algum tempo para se renovarem.
= Destrói, desnecessariamente, a vida animal apenas por prazer ou caça, se esquecendo de que Ela está na Tela da vida, não como nossa inimiga e, sim, como cooparticipante. Observação: Se você passar por um leão ou onça e eles estiverem alimentados e longe das suas áreas que demarcaram, tais animais apenas bocejarão à sua passagem e não os atacará! Já o Homem...
Apesar de ter feito uma análise com prós e contras, quero dizer que a Tela é tão perfeita que o Homem, embora tente destruí-la ou modificar, NUNCA O CONSEGUIRÁ! Em razão Dela sempre se transformar, nada perdendo em vão, além de ser secular, enquanto o seu predador, no caso o Homem, vive Nela apenas por poucos anos, ilibados, respeitadores ou... Não!
***
AMIZADE... VOLÁTIL!

A AMIZADE é um sentimento que só sobrevive com a reciprocidade igualitária de procederes diversos e acatados pelas partes envolvidas, sem a necessidade de nenhum aval comprobatório das suas emanações fies ou fidedignas. Não sendo assim, não há o que falar ou, considerar, como uma amizade leal e sincera.
A amizade sincera não precisa de contraditórios, provas, convicções externas, valores pecuniários ou espirituais, por Ela já constar em si todas as virtudes comprovadas, certezas e valores comprimidos e habitantes do seu âmago de divisão em prol dos amigos. Apesar de Ela poder nascer em tempo ínfimo, só terá subsistência e apogeu com o passar do tempo e da convivência com o seu amigo.
Na amizade pura, a semelhança pouco importa para a sua manutenção; Primeiro, por não ter discriminar os seus iguais e, Segundo, por não depender do procedimento do outro para se manter, pois, se houver defeitos, Ela os ignora plenamente por não ser um juiz ou carrasco do amigo, apenas, tenta equilibrar tais atos, levando o amigo ao bom procedimento sem... Julgá-lo!
Um amigo não se perde nunca! Se ocorrer a separação é por não ter havido a amizade sincera e desinteressada de prêmios e comprovação dos valores em pauta, ou seja: Ela era apenas um relacionamento mascarado de atenções e interesses escusos ou falsos.
Não há limites ou divisas para as amizades puras, pouco (ou nada) importando o sexo, idade, posição financeira, estado civil, profissões, bens materiais, religiões etc. A todos os impasses ou divergências a Amizade vai superando, sequentemente, desde que tenha aquilatado o grau de receptividade do amigo, até, ambos, chegarem a um denominador comum de paz e união condizente e sob a tutela da real amizade que nutrem de forma fidedigna.
Na fase atual, a Amizade tem ficado homiziada nos escaninhos dos descasos e das ambições pelos bens materiais em desfavor Dela, porém, mesmo assim, Ela está latente e disponível a quem a procurar desinteressado de ressarcimentos sem a abranger e conquistar plenamente, todavia, nunca está à venda ou oferecida! Pois, Ela só existe com a entrega total das partes que a procurar.
A Amizade nunca está disponível para a compra (ou venda) nem se coloca acima ou abaixo de nada, apenas, flutua na horizontal, lado a lado, sem comandamento algum, tendo por lastro ou base a reciprocidade sincera do amigo.
De umas décadas para cá, a humanidade evoluiu sem dar valor aos bens comuns e de valores elevados, como a Amizade / A Família e a Religiosidade, os deixando em nichos sem proteção e se abraçando aos bens matérias e de rendimentos acumulativos, com isso e, por isso, a Amizade se recolheu aos escaninhos, no entanto, sem a ajuda das famílias e da Religião, igualmente superadas pela voragem da ambição.
Hoje, poucos privilegiados têm amigos sinceros, Eu... Não tenho nenhum! Os que me aceitam são apenas colegas e companheiros que, por quaisquer somenos, me descartam e, Eu... A Eles!
Ultimamente, tenho tido problemas com relacionamentos com outros, vejamos alguns deles:
- Um "amigo" de mais de duas décadas e vizinho, ficou meu inimigo por dizer-me que colocara veneno de ratos em rua residência (o chamado chumbinho- muito letal) e, ao ser proibido por mim de levar a minha netinha em casa dele, rompeu o relacionamento e, junto com a sua família, se tornou meu inimigo.
- Outro vizinho que teve um filho assassinado, ao ser expulso de uma delegacia onde atormentava o Delegado para prender o assassino (fora do flagrante delito), passou a ameaçar as polícias e ficou meu inimigo junto com os seus, mesmo sabendo que sou policial aposentado há mais de 20 anos.
- Irmãos meus ficaram "inimigos" somente por ter recusado a assinar uma autorização para um dos meus sobrinhos fazer uma casa em terrenos de meus pais, tendo lhes alegado que só assinaria se houve o devido inventário.
- Um "amigo" que perdera um irmão assassinado, me disse estar armado para matar o assassino, quando lhe aconselhei a desarmar-se lhe dizendo, também, que ele estava premeditando um crime, o que bastou para se tornar meu inimigo.
- Ao deixar de aceitar diálogos com traficantes, usuário de drogas, caloteiros, jogadores de Bingo (Ilegal), benzedeiras fajutas, etc., meus vizinhos, os tornei, a todos, meus inimigos,
Há outros casos que omitirei para não ser prolixo, e, desafio! A quem quer que seja que me prove ter agido errado com as perdas das "amizades" perdidas e acima referidas.
Vou encerar esclarecendo que tenho procurado, em todos os escaninhos e nichos da vida, uma Amizade sincera, porém, está difícil de encontrá-la!
***
A VERDADE E A MENTIRA!

Neste mundo hodierno, a Verdade está sendo relegada a planos rastejantes e, se desgastando pelos caminhos tortuosos e pavimentados pela lama da Mentira abjeta e ofuscante de benesses defectos, o que, mais onera os interessados, do que, lhes proporcionam vantagens reais.
Os caminhos da Mentira são alamedas suntuosas de brilhos convidativos e alastrantes.
Gota a gota, a Verdade se mescla nos percalços da Mentira maldosa sem, no entanto, nada Dela assimilar, apenas, esperando o ressurgir do acúmulo de suas gotas! Ainda espalhadas no jorrar da Mentira, intensa e suntuosamente oferecida, aos pusilânimes e incautos.
A Mentira é avalista voluntária de toda a falsidade ao seu derredor, enquanto a verdade, ainda em gotejo fica, temporariamente, sufocada. Ambas, ficam nos meandros da Vida, mescladas ao Ser que as aglutina, sendo, portanto, a Mentira aceita e a Verdade... Omitida!
Com a aparência vã sobrepondo e dominando o cerne da humanidade descrente de valores morais, a mentira em combate diuturno vem, momentaneamente, vencendo a verdade pura e cristalina, destarte, ainda opaca.
O egoísmo e o orgulho, agregados aos Seres humanos venais, faz da mentira a sua guia e, da Verdade, um seguidor escravo do que a Mentira lhe revela nos seus ouvidos de imprevidente.
A Calúnia acompanha a Mentira, coligada com a difamação, massacrando a honra e, deixando-a em nichos, todavia, ao lado da Verdade latente, medrando nos rodas-pé dos indivíduos, porém, trazendo com Elas a força do Bem, no momento, esquecido!
Nem Jesus, filho do Deus vivo! Escapou da Mentira e, apesar de trazer com Ele a Verdade insofismável e pura aos jorros e borbotões, pela união das suas gotas, acabou no Calvário, por vontade própria, comprovando que devemos ir ao máximo do sacrifício para a união de um colar imaginário de todas as "gotas da Verdade" que tenhamos no nosso âmago, não importando que Elas estejam sendo forçadas e pisoteadas pela Mentira.
Se o Ser humano não conseguir vencer a Mentira com a sua Verdade límpida, à espera Dele está o Paraíso, onde, não ocorrerá a miscigenação, pois, Lá! A Verdade é um oceano de pureza e, a Mentira não o envolverá por ser uma vil defecção desencapada e propelida em direção do Abismo, pelo nosso Salvador e Guardião do Bem sem a junção do Mal, o doce... Jesus!
A seguir, apresento um poema inédito de minha autoria, alusivo ao texto supra referenciado...
Por caminhos tortuosos
A verdade se desgasta,
Por alamedas suntuosas
A mentira se alastra!

Gotejando, a verdade flui,
Em percalços de maldade,
Nesse ínterim, a mentira,
Jorra com intensidade!

A mentira é fiadora
De toda a falsidade,
Enquanto a verdade...
Sufoca-se na iniqüidade!

A mentira e a verdade
Mesclam-se pela vida,
A primeira é aceita,
A segunda... Esquecida!

Com o "exterior" mandando
No ego da humanidade vã,
A mentira, em combate...
Derrotará a verdade sã!

O egoísmo e o orgulho
Do ser humano atual
Faz da mentira um anjo
E, da verdade... Chacal!

A infâmia segue a mentira
Que vai se aderindo à difamação.
A honra, pobre e esquecida,
Medra, com a verdade no chão!

Nem Jesus, o salvador!
Da mentira se escapou,
Sua verdade límpida...
Ao calvário o levou!

No paraíso da ventura
Não haverá miscigenação.
A verdade é água pura,
A mentira: vil dejeção!
***

A MENTE E O HORIZONTE!

Nasci há 70 anos, desde àqueles primórdios, venho assimilando a cultura em sua divisão de "Saber popular" mesclado ao saber empírico e, resultando na Maturidade, assim adquirida!
A mente Humana é mais pródiga do que o melhor computador existente, por não depender de tomadas elétricas ou programações externas e, com Ele, só se compara no tocante aos arquivos, com a ressalva de que, a sua alimentação não é maquinal de origem matemática e, sim, do aprendizado recebido da maturidade, mesmo que Ela seja de recente aprendizado.
O Aprender! De uma forma geral e, até Universitária, fica muito aquém do que o Saber! Este, trás em si o que aprendeu e, o apreende em seus neurônios, só o liberando após mesclar o aprendizado com a sabedoria, essa, revigorada pela mente fértil de cultura popular, empírica e matura! De nada vale (ou pouco vale) os diplomas sem o respaldo do saber, reforçado na mente do adquirente, para surtir os efeitos excepcionais e... Úteis no projetor ou, no receptor de tais benesses.
Com isso, não quero e nem devo, desvirtuar as Escolas, os Professores e os Diplomados em geral, apenas, quero deixar claro de que, todos Eles são alimentadores primordiais do Saber futuro! Porém, sem poderem influir nas mentes receptoras! Não podendo ser responsabilizados pelo caminho desnorteado de seus alunos que, na calada dos ensinamentos recebidos e, fora dos momentos primordiais do ensino, não sabem usar as suas mentes na rota de acompanhamento do aprendizado recebido, ficando, portanto, como alunos das matérias recebidas sem serem capazes de entrar nos seus meandros para assimilarem o Saber nelas contido.
Por isso, vemos Doutores como uma simples "praça" das forças armadas, motoristas, ascensoristas ou, pior! Como auxiliar de outros iguais, todavia, com o saber aprimorado pela mente mais equilibrada e sapiente!
De umas décadas para cá, comecei a duvidar de que o Homem seja o "Rei dos Animais", por vários motivos, dentre eles, os seguintes:
- Elaborar construções debaixo de barrancos e morros e na beira dos rios, o que não ocorre com os animais irracionais, onde, até as suas tocas e moradias ficam acima de onde às águas, antes, alcançaram.
- Unem-se em casamentos, legais ou, não, com uma mulher, todavia, quase sempre pensando em outra! O que não acontece com os animais em sua maioria.
- Homens e mulheres pertencendo a várias Igrejas e religiões, porém, tendo apenas um Deus como prócere Divinal! Os animais, pelo que sei, sem poder comprovar, têm apenas por Deus a Natureza e o que Dela recebem.
- O Horizonte limita, de forma circular, o campo da nossa visão e une o Céu à Terra! O Homem está sempre procurando desvendá-lo e, quando o consegue, vê, consternado, uma seqüência Dele e, nunca o... Céu! Os Animais, às vezes mais rápidos (Águias e aves) o ultrapassam sem se preocuparem com a seqüência infindável Dele. Se o Homem procurasse dentro de si próprio, saberia que o Horizonte está sempre em sua linha de vizada apenas para lhe aprimorar o Saber e, veriam no fim do túnel da observação consciente e lúcida, que Ele é o seu companheiro fiel na jornada pelos caminhos da vida sem a sonolência costumeira.
Finalizando, quero deixar claro que a Mente Humana, ainda pouco desvendada, é um misterioso Dom nos dado, gratuitamente, para nossa felicidade e convivência fraternal, Nela! Está contida tosas as respostas do Universo, conhecido ou, não! Todavia, como tudo em nossa vida tem os prós e os contras e o Bem e o Mal, poucos de nós usam o raciocínio mental para valorizar às vantagens dela advindas e, dessa forma, apenas alguns podem usufruir, compensatoriamente das suas benesses às distribuindo à granel para os seus irmãos, próximos ou ausentes, porém, sempre necessitados de ajuda para prosseguirem no seu horizonte sem, aleatoriamente querer ultrapassá-lo!
***

BRASIL... BERÇO ESPLÊNDIDO!

Desde priscas eras, um Ser enorme se revolta em seu leito inserido na abundância das mais variadas espécies, dentre elas: Às pedras preciosas, minerais atômicos e diversos, com maior destaque para o petróleo, ferro, água aos borbotões, florestas imensas, um verdadeiro vergel onde "se plantando tudo dá!", principalmente a soja, milho, feijão, algodão e uma infinidade de outros produtos de subsistência e uso pessoal, em razão da sua formação continental e das condições climáticas definidas e distribuídas eqüitativamente em seus ciclos anuais.
Na derme do Ente adormecido transcorrem os ares montanhosos mesclados aos frios dos "pampas" e temperado pela canícula do nordeste e os alagadiços do seu "leito esplêndido" em sua parte mais central. O seu corpo quedado no leito tem o formato de uma enorme interrogação, com os pés colocados logo acima da Antártida, os seus ombros se apóiam, à sua esquerda, no oceano atlântico e, do lado oposto, nas nascentes de sua "veia" maior denominada Amazônia ocidental e cordilheira dos Andes, a parte central do seu corpo tem a forma de um grande funil delimitado pelo mesmo oceano e pelos países andinos. Ele já teve vários nomes, no princípio foi até chamado de ilha, atualmente, é conhecido no mundo todo pelo nome de... Brasil!
É o celeiro do mundo futuro, a sua caixa d'água potável e o maior fornecedor do oxigênio, tão necessário à vida humana!
É um pais de miscigenação das mais variadas, com um aceite praticamente total de cada célula inter-racial que fica compondo e recompondo amigavelmente com a próxima sem nenhuma desavença de maior monta, essa mistura de raças nos leva ao bom entendimento, com cada um respeitando o outro e se fazendo respeitar sem a necessidade de confrontos maiores ou discriminação patente ou latente e, à cada união com um tipo gentílico diferente, surge um novo brasileiro que não dá nenhuma importância de qual raça ou caldeamento veio ao mundo, o que, na verdade, o interessa são os seus dois genitores, um deles o que o gerou e, o outro... O Brasil!
Na maioria dos outros países não é possível o plantio de cereais e análogos durante o ano todo, todavia, no "meu" Brasil, isso se dá corriqueiramente em razão da dádiva das nossas estações que nos presenteiam com climas adequados, delimitados trimestralmente e... Amenos!
A não ser pela televisão, jornais, filmes ou viagens ao estrangeiro, a maioria esmagadora de todos nós nunca viu um tornado, terremoto, deserto totalmente árido, vulcão, geleiras, geadas, neve, furacão, canícula ou frio intenso, areais movediças, fome angustiante, endemias localizadas e crônicas ou epidemias generalizadas, etc.
Às nossas noites quase sempre estão iluminadas pelas estrelas e pela nossa amada lua, pedaço da terra desprendida do "triângulo das Bermudas" (imagino) e cenário de nostálgicas serenatas, mormente em Diamantina na cabeceira do rio Jequitinhonha. Durante o dia temos um sol amarelo quase ouro que passeia sobre as nossas cabeças, cobertas ou não, sem nos causar insolação é como se estivesse a nos observar em sua trajetória no éter com a sua "parábola de vida" da aurora ao vespertino, o sol nos presenteia com as suas benesses servindo igualitariamente ao ser humano, flora e fauna e mantendo a nossa vida até o fim do nosso ciclo sob a sua batuta parabólica, calorífica e... Dadivosa!
O Brasil é um paraíso!...Seria o Éden?
Certa feita, diz o anedotário popular, os anjos, reunidos com Maria, perguntaram a Ela por qual razão Deus fizera um país tão dadivoso e cheio de belezas naturais e rios; prontamente, a Madona respondeu-lhes: Se observarem bem, vocês vão notarem o "povinho" que lá foi colocado por Deus!
Sem querer discordar totalmente da crendice, folclore e anedotário popular, porém, também me recusando a acreditar em tudo que me chega aos ouvidos, devo esclarecer que nunca o nosso Criador iria chamar aos seus filhos de "povinho" no sentido pejorativo do vocábulo em lide, o mesmo ocorrendo com a doce Maria nossa mãe e advogada junto ao filho.
No entanto...
Com a "globalização" da notícia, principalmente a que gira em torno da segurança do público em geral, estamos vendo, ouvido e sentindo um acirramento da violência, em todas às suas formas degenerativas e hediondas, grassando a humanidade e, em particular... O Brasil!
Estou começando a acreditar que o termo "povinho" foi, há muito, ultrapassado estando quase chegando ao vocábulo de irracional, apesar de cada um de nós sermos possuidor de uma alma ou espírito, entretanto, o nosso corpo carcereiro manda e desmanda em nossos atos infames em defesa de interesses mesquinhos e ambiciosos em desfavor do nosso companheiro de jornada pelas estradas da vida, contudo, os justos ainda estão conseguindo não permitir a total argamassa do Mal imperando livremente, seja em razão dos bons exemplos, seja praticando o saneamento ao seu derredor.
Dia virá em que, sob o sol, o "Bem" expandirá às suas luzes indefectíveis e sujeitará às trevas do "Mal" aos seus ditames ilibados e exemplares e, esse dia está chegando às nossas portas!

***
DEVASTAÇÃO... CANICULAR!

A alvorada se descortinava entre os coqueirais da serra, às suas luzes douradas insinuavam-se entre as ramagens projetando à frente os desenhos arabescos das folhas de pecíolos longos e dos cachos de cilíndricos coquinhos, focalizando-os no piso de gramas verdes ressecadas, fazendo uma espécie de arco-íris no rés-do-chão e, ajudados pelos restantes pingos de orvalhos da noite que se esvaia.
O vento, enamorado por àquela cena inebriante, passava tímido pelas folhagens qual o zunir do zéfiro, onde, preferia perder forças se chocando com as rochas, do que forcejar contra os coqueiros anões com receio de sufocar, desmanchando, a tela de rara beleza natural, ficando de intermediário entre às luzes da alvorada com as folhas, cachos e o piso gramíneo, ponto final do foco matutino.
Após a alvorada, o Sol se prepara para emergir fazendo aparecer o seu prenúncio de canícula, produto pálido dos seus raios caloríferos, sendo poderoso e, ao mesmo tempo, escravo da sua trajetória diária, secular e seqüente, o sabe que a única amenidade que pode ceder é o seu aviso do tempo certo da sua alvorada reflexiva da sua força potencial de calor. Em segundos, o sol ganha altura e domina o cimo da serra, seus coqueiros, a grama embaixo, e... A região toda! Seus raios poderosos fazem murchar a vegetação, seca o sereno e desmancha o desenho feito pela sua alvorada, simplesmente, o tornando cegante à uma visão despreparada para percebê-lo, indo mais além, inunda de luz os rios, córregos, vilas, cidades e os vegetais, colocando em direção das suas sombras ocasionais os animais racionais e irracionais.
A passagem do sol não será longa, entretanto, em tempo de estio, será a metade da vida de todos os viventes e semoventes e até dos "milênios".
Com ele se situando a uma distância quase que imensurável, não terá como evitar os entraves e obstáculos, principalmente das nuvens nimbóticas e das tempestades, bem como, os obstáculos naturais construídos, ou não, pelos homens. Essa deficiência pela localização longínqua lhe causa um constrangimento cósmico e fugaz, por ter "tudo" e não poder fazer "nada", no entanto, a sua "mente cósmica" detectara que, num átimo de apenas algumas centenas de anos, o próprio homem vem lhe facilitando usar o total da sua força contra o planeta ínfimo denominado Terra, com isso e, por isso, lá da imensidão, ele vê clareiras abertas nas matas, aonde, continuamente, projeta os seus raios tornando a região desértica, portanto, apta a refletir os seus raios nas circunvizinhanças, dia-a-dia ele vai criando desertos e secando os regatos debilitados pela ambição humana em ceifar as árvores ribeirinhas. Dia virá em que o sol secará todos os rios e até os... Oceanos!
A ação solar não é malévola nem intencional, apenas, cumpre a sua meta que é de irradiar a sua luz e calor, as circunstâncias é que são dolosas e praticadas pelos humanos no afã da destruição da sua própria casa a favor do seu bolso que, também, um dia, acabará queimado junto com o seu portador de quiméricas riquezas sem lastro condizente.
*
... Ufa!...Que calor abrasador!
-Faça como eu, ignore!
-Suando como você está não acredito nessa sua assertiva, para mim, você está apenas usando o que mais gosta, ou seja:
Discordar de tudo e de todos!
-Pode ser, contudo, não me reclamo do que não posso controlar, simplesmente, finjo que está tudo bem.
-Finge! Todavia, se eu lhe dissesse que não estivesse muito quente por aqui, você teria respondido: Está é quente por demais!
-Meu caro amigo Elias, neste nosso mundo de desigualdades patentes e injustas, eu me precavenho e me defendo não acatando, de imediato, toda a informação que me chega aos ouvidos para não ser massificado pela maioria, às vezes, boçal e/ou, interesseira.
-Solimar, você está é "doirando a pílula" de discordância, até o seu nome é um apanhado de controvérsias unindo "Sol com Mar!".
-Que não fui eu que o coloquei em mim e, sim, os meus pais.
-E, talvez, os seus professores "discordantes maiores".
-Não adianta me provocar, você sabe que dou valor a nossa amizade e que um discordante inteligente nunca briga, apenas tenta o convencimento do seu ouvinte para trazê-lo para o seu lado de entendimento, às vezes, precoce.
-Nada em você é precoce, meu amigo Solimar, tudo o que fala, diz e discorda é feito de "caso pensado" e amadurecido nos seus neurônios intelectuais, muito mais sapientes do que os meus.
-Pare de "jogar lantejoulas" e "rasgar sedas", prefiro, desta vez, concordar com você: está, realmente, um calor infernal!
-Parabéns! Você está vindo para o lado certo da situação e da verdade insofismável.
-Eu só discordo quando tenho uma base de sustentação, no presente momento, o Sol, que nos dá a vida, está nos tirando os líquidos do organismo e diminuindo a nossa existência aqui nesta terra quente, resultante dos seus raios, até na alvorada temos mais de 38 graus de temperatura, inclusive, os coqueiros e às árvores fortes e resistentes estão com as suas folhas como se fossem de couve ou alface... Retorcidas!
-Algo tem que ser feito, principalmente levando-se em conta de que quem nos dá a vida é exatamente quem nos está dificultando a existência, ou seja: O nosso Sol!
-Sem querer, novamente, me apresentar a você como um discordante, devo informar-lhe de que o nosso sol não tem culpa do que ele vem nos causando com a sua passagem metódica, diária e de órbita prefixada, na verdade, a culpa de toda essa caloria quase que insuportável é do próprio homem, isolado ou em conjunto, que, diuturnamente, vem destruindo às nossas florestas, principalmente as matas ao longo das nascentes e riachos, e, constantemente, jogando gás carbônico para os ares mercê dos seus carros e veículos obsoletos ou mal planejados, suas queimadas descontroladas e às fábricas sem os filtros, apropriados.
-Você tem razão Solimar, até o dirigente da maior nação da Terra se recusa a controlar tal difusão de gases carbônicos ao negar de assinar um tratado que prevê tal necessário controle e, quando lhe cobram uma posição a favor do comedimento, responde cinicamente:
"O que é bom para o meu país é bom para o mundo!"
-Esse "dirigente é o "Osama Bin Laden" ou o Saddan Housein"?
-Você está brincando, tão letrado que é, sabe muito bem que eu me refiro a um outro terrorista, igual ou pior do que os que você se referiu.
-Vamos mudar de assunto! Pode haver algum espião por perto, nunca se sabe, não é?
-Cuidado e "caldo de galinha" nunca fizeram mal a ninguém, entretanto, com este calor, até termos precauções ou tomarmos uma sopa pode nos fazer mal, eu gostei da sua sugestão por razão de estar curioso com o seu comportamento social aqui em nossa cidade, vejo que você tem e aparenta ter, quarenta anos de idade, entretanto, às vezes, e não são poucas, você fala para mim sobre épocas passadas entrando em detalhes mínimos como se tivesse participado das "historias" que me conta, os detalhes são tantos que, curioso, procurei em todos os livros alusivos e eles são omissos em tais informações, além disso, eu o conheço há um ano, não tendo ocorrido nenhuma mudança em sua fisionomia que é sempre jovial e expressiva, até a sua barba não cresce como a dos outros, pois, enquanto me depilo por cinco vezes, noto que você só o faz por uma.
-Meu amigo Elias, você está vendo "goiabas em pés de laranjeiras", o sol pode lhe ter carcomido os seus neurônios, nem todas às pessoas são iguais e, por isso, talvez por uma questão genética, os meus cabelos cresçam menos, quanto a lhe falar sobre o passado com detalhes, lembre-se de que sou um discordante e, assim, muita das vezes, a minha voluntária discordância me faz aumentar os detalhes do que falo para ter "matéria" para discordar com os outros que, usando às minhas "inovações", discordem delas, me dando a oportunidade de discutir a favor do que inventei, todavia, sem prejudicar a ninguém.
-Há algo errado com você, está nesta cidade há um ano, não conhecemos ninguém da sua família, não namora nem é dado a farras, gasta dinheiro em profusão alegando ser um policial aposentado que, segundo o "pessoal do banco", tem uma conta corrente invejável, será que você é um dos espiões daquele dirigente?
***
DÚVIDAS... ESCRITURAIS!

Preliminarmente, devo dizer-lhes que sou Católico Apostólico "Romano", entretanto, de uns anos para cá, deixei de freqüentar a minha igreja, fazendo as minhas orações, diariamente, olhando o infinito, ante as minhas imagens e, até deitado em minha cama.
Não sou um desiludido (ou, descrente), apenas, ao tomar conhecimento de muitos descaminhos praticados, exatamente, por quem deveria dar o Bom exemplo de Fé indiscutível em Deus, preferi me ausentar dos Templos! Dentre as minhas dúvidas e/ou, contestações, apresento, para que alguém mais capaz possa me esclarecer:
- O nosso bom Deus afogaria milhares de pessoas no Dilúvio, só salvando uns oito com Noé, inclusive, alguns pares de animais irracionais? Não posso crer que o meu Deus o tivesse feito, pois, dentre os que morreram, havia crianças, velhos, aleijados, loucos, imprevidentes etc. Duvido! Por que Eu, um simples mortal, não o teria feito! Para mim, o Dilúvio foi apenas certo tipo de "Tsunami" natural e, não, mandado por Deus como castigo.
- O meu Deus não pratica conluio com o Mal, dessa forma, não colocaria a "Árvore do Bem e do Mal" para que Eva fosse tentada a traí-lo, sendo Eva uma simples vivente analfabeta e, não deixaria Caim matar Abel apenas para provar a vitória passageira do Mal.
- O Bom Deus não permitiria a matança que deu origem ao reino de Israel, principalmente, havendo nas terras agregadas (Filistéia e outras) muitas crianças, velhos, incapazes etc. A prova disso é, que, até os dias atuais, como castigo, tal terra está em constante luta armada contra os seus vizinhos.
- Não posso acreditar, plenamente, que o meu Deus mandasse um seu filho (Jesus) para conseguir a conversão, porém, o deixando morrer pregado numa cruz de madeira e recebendo lancetadas no abdômen, apenas para comprovar a fé absoluta! Pelo simples fato de nunca permitir a morte de um filho meu, nessas circunstâncias, podendo evitá-la!
- Entre o Natal e a sexta-feira da paixão, deveria haver apenas os 40 dias da quaresma, o que não ocorre na atualidade, será que o Natal seria em 25 de dezembro? Acredito que não! O que deve ter ocorrido foi à data, há séculos, ter sido retroagida com alguma intenção, que a igreja de Roma não explica! Bem como, a Estrela Dalva, seguida pelos Reis Magos, só aparecer em Israel nos meses de fev/março, portanto, Jesus não estaria mais no estábulo e, também, não acredito que Reis daquela época se deslocassem em camelos pelo deserto, para homenagearem uma criança "filha" de um carpinteiro, se o quisessem, seria mandando emissários.
- O apóstolo Paulo, já convertido, transitava pelas estradas e montanhas passando por Judeus pregados em cruzes e, não constado em suas cartas tal fato! Seria por ser, também, romano ou, os editores da Bíblia omitiram, intencionalmente, para não desafiar Roma?
- A omissão do Dízimo levou Ananias e a esposa à morte, em razão de o dízimo ter sido criado para amparar os mais pobres da igreja. Hoje, esse mesmo dízimo está cobrindo a carência dos Pobres? Ou, está sendo mandado para Roma, ou... Pior! Está sendo destinado aos líderes das Igrejas, bem como, para construções faraônicas em locais de pouca freqüência de fiéis?
- As confissões seqüentes onde se contam, quase sempre, os mesmos pecados, recebendo absolvições e penitências, isso, para mim, é brincar com Deus! E, comprova o pouco arrependimento havido.
- Por quais razões os Padres e Pastores deixaram de visitar as favelas e aos pobres em geral, delegando tal obra religiosa aos seus ministros e, ficando, apenas, na direção das suas igrejas? Cristo, embora fosse filho de Deus, se deslocava até para as montanhas para pregar o bom caminho aos mais carentes.
- Vejo e ouço muitos dirigentes cristãos falando no púlpito, como se fossem representantes de Cristo e, até de Deus! Como se tivessem em contato direto com a divindade, tendo representatividade para tal, discordando, aprendi que Deus, aqui na Terra, só andou com Baruc, ao qual levou direto para os céus e, Jesus, só deu representatividade aos apóstolos, portanto, pregam como se tivessem, falado diretamente com Deus e Jesus, o que, convenhamos, é um absurdo!
- A Santa Sé em Roma (Vaticano) é explendorosamente rica, só os tapetes de "Michael Ângelo" dariam para matar a fome dos países africanos carentes e famintos ao seu redor, será que Deus e Cristo ficam satisfeitos ao visitá-los?
- Os Papas são considerados infalíveis! Isso é correto? Se, até Pedro, o primeiro deles, andou cometendo deslizes, dos quais se arrependera totalmente. Para ser infalível, no meu ver, só Deus, Jesus, os Anjos, Santos e Maria!
- No meu entender, Judas Iscariotes foi perdoado por Deus, pois, sendo avaro, vendeu Cristo por trinta dinheiros e, arrependido, Jogou o dinheiro fora e se enforcou! O seu arerepedimento foi tanto, que matou a sua carne na forca.
- Poncio Pilatos, igual a Judas, não quis crucificar Cristo e, só aceitou, lavando as mãos, porque era um chefe romano e não poderia demonstrar fraqueza ante um povo subjugado por Roma.
Vou parar por aqui para não ser considerado um Ateu, muito embora, nada tenha contra Eles que, embora não acreditem em Deus, podem praticar somente o Bem sem os respaldos das religiões e, assim procedendo, na certa, também, serão perdoados pelo Criador de todas as coisas!
As minhas dúvidas apresentadas são frutos dos meus pensamento e vivência, sem nenhum requinte de desavença contra os meus irmãos em Deus ou Cristo! Pois, se pude colocá-las nesta passarela de papeis, vieram do meu intelecto empírico e, portanto, com permissão do nosso Pai Celestial que, podendo Tudo, não me impediu dessa, digamos, descrença, talvez momentânea! Esclarecendo que tenho a Bíblia como um livro Sagrado! Todavia, com algumas ressalvas, por mim informadas, porém, por responsabilidade de quem a editou e colocou para ser cumprida, como nela se contém!
Um abraço a todos com a permissão do nosso Deus!
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ETAPAS E... TAPAS!

A nossa vida é composta de fases similares ao nosso comportamento usual, quer seja didático ou empírico.
A cada desenvolvimento nosso pelos "caminhos da vida" as fases vão se amolgando a nós, indiferentemente da nossa vontade e comandamento.
O início das etapas se dá, tão logo tomamos conhecimento da nossa existência, ao darmos os primeiros passos amparados pelos nossos cuidadores (pais, babás ou responsáveis); nessa fase a observação circunvizinha é essencial para o nosso aprimoramento benéfico ou, não! Daí passamos a escolher o que nos agrade, independente da posse do almejado! Todavia, sempre, sob a orientação e o controle de quem de nós cuida diuturnamente. Na fase em foco não há maldade ou improbidade, pois, um ser iniciante nos caminhos da vida não tem o Mal como sua balisa de procedimento e, se o pratica, é sem segundas intenções maléficas. Ao tomarmos um precário conhecido ao derredor, só nos tornará um pessoa inidônea se, em volta, estiver os exemplos mesquinhos e imorais vindo dos Cuidadores ou do meio em que fomos colocados.
Aprendendo com a vida e a convivência benéfica (ou não) entramos na SEGUNDA FASE que é a das brincadeiras juvenis e escola primária, onde tudo se modifica: Os Cuidadores passam para um segundo plano cuidando, tão somente, de nos dar vestimentas, alimentação e amor (ou não), aparecendo, então, os professores e os colegas da escola, é hora de aprendermos didaticamente e a convivermos com os colegas de idade próxima a nossa. Não vou me aprofundar nessa etapa, pois, se houver devassidão e Mal assimilados dos coleguinhas, existirá os Bons ensinamentos vindo dos professores capazes, onde, um eliminará o outro, em razão do Mal não conseguir, às claras, vencer o Bem.
Assim, chegamos à JUVENTUDE trazendo conosco os ensinamentos apreendidos na infância, em casa e, nas ruas. Todavia... Teremos que, doravante, decidir o caminho a ser tomado! Essa fase é a mais complicada de ser amoldada a nós, justamente pelas arestas não lapidadas, porém, ainda não inseridas em nosso âmago juvenil. Se o Mal nos dominar totalmente, seremos mais um marginal a infestar e prejudicar a sociedade ordeira e ilibada. Se o Bem for o vencedor, as nossas arestas se dissiparão no ar e teremos mais condições de exterminar o Mal por tê-lo tido conosco e... O Vencer!
Chegando a IDADE ADULTA, receberemos a Maturidade (Consciente ou... Não!) para discernir o caminho a seguir por nossas próprias forças e experiência sem prejudicar a ninguém e... Dando o saber e a honorabilidade a quem deles precisar! Receberemos, em troca, o reconhecimento e o prêmio pelo dever cumprido com equidade e... Justiça!
Finalmente, chegamos a MATURIDADE plena, didática e/ou empírica, tendo acumulado no nosso âmago todo o saber, emérito ou, não! Recebidos pelos "caminhos da vida". È uma fase de decisões voluntárias a critério do agente Dela e tendo por base o apreendido nas fases anteriores.
Todos os atos a serem praticados são da responsabilidade exclusiva do autor, desde que Ele se estribe no que aprendeu nas etapas anteriores de sua vida. O conluio com outros na prática dos seus atos sempre será considerado isoladamente no tocante às responsabilidades de tais atos que, se forem devassos terá o agravame da parceria irregular e danosa. Caso o ato seja benéfico e exemplar a parceria se tornará honorável e majestosa.
Em suma: As fases ou etapas são circunstanciais e necessárias ao desenvolvimento humano, a resultante delas, a partir da juventude, é que eliminará o homem honrado do desonesto e criminoso.
Circunstâncias ou eventos danosos e que maculam as fases, desde o seu início:
1)- Maus exemplos dos "Cuidadores".
2)- Discriminação afetiva com as crianças favorecendo a um e isolando o outro, com presentes, elogios, cariciais etc.
3)- Vadiagens e malandragens acobertadas pelos responsáveis, além de elogios imerecidos por 'traquinagens e coisas supérfluas e errôneas.
4)- Não acompanhar o período escolar dos filhos, deixando de contatar com os Mestres deles e os deixando ter companhias indesejáveis.
5)- Liberar os filhos na idade da juventude sem os orientar à fugir das ruas e das más companhias,vestimentas indecentes, noitadas inconseqüentes etc.
6)- Elogiar os maus atos praticados, declinando da correção Deles.
7)- Liberar os seus dependentes da obediência e do respeito etc.
8)- Quando, na Maturidade. Desligar-se dos eventos acontecidos a caminho do Mal, simplesmente dizendo a todos: "Ele é Homem e sabe o que faz!
De todas as fases, por incrível que possa parecer, a mais difícil é a da Maturidade, pois, Ela é o conjunto das demais, porém, com arestas do Bem, e do Mal a atuar no ser que a possuir, dessa forma, o fazendo, às vezes, seguir nas trilhas do Mau caminho, se baseando no que aprendeu de errado, se esquecendo que devemos aprender as coisas ruins, porém, para... Não praticá-las!
Outras circunstâncias maléficas têm influenciado em todos nós, senão... Vejamos:
- Religiões diversas se interessando somente nos dízimos sem os distribuir com os carentes da sua igreja.
- Escolas não preparadas ao ensino e só ministrando as "matérias" sem induzir ou aduzir o lado espiritual nos alunos.
- Comércio, jogos proibidos, festas regadas a bebidas alcoólicas, drogas, músicas imorais etc.
- Mídia inconseqüente só visando lucros financeiros.
- Salários desiguais para uma mesma função ou execução, discriminando o empírico a favor de diplomas (A maioria das construções são feitas por mestres de obras, com o engenheiro apenas elaborando e assinando a planta. Enfermeiros fazendo os serviços de médicos. Praças policiais fazendo policiamento e oficiais cumprindo horários com ar refrigerado etc.
- juízes, Promotores, Oficiais das forças armadas e policiais, advogados, senadores, deputado etc., com saberes jurídicos aprimorados, ter direito a prisões especiais ao cometerem crimes em desfavor dos demais, quando, na verdade, quem sabe mais, ao errar conscientemente, é que deveria ser recolhido à prisão.
*
Vou parar por aqui mesmo! Antes que possa ser processado por colocar nessa passarela de papeis às minhas idéias.
Esperando não ter causado nenhum mal, porém, se o fiz! Foi estribado nas fases pelas quais passei e, agora, trafego pelas auto-estradas do que apreendi, fugindo das vicinais e dos acenos defectíveis das margens.
***

ELOS... FAMILIARES!

O Homem e a mulher são Elos que se unem para vencer as vicissitudes dos isolados epidermidos na caminhada pelas estradas da vida ora, nas rodovias e avenidas, ora, pelas estradas vicinais e/ou, ruelas!
Os Elos são conexados sem arestas ou discrepâncias dos amores, os quais deverão ser constantes e recíprocos nos seus âmagos dóceis e, não... Metálicos! O amor é o imã que não permite a desunião, para tanto, cada um dos Elos tem que ter a aceitação plena do outro a si coligado.
Originalmente, tal união entre casais tem por base a afetividade e o sexo respeitoso e... Amoroso! Na decorrência dos atos sexuais, no nicho amoroso do casal, vêm os frutos que são os filhos: Predecessores dos... Netos e Bisnetos!
Tão logo é formada a Família, os principais Elos Dela... Os Pais! Deveriam se debruçar em livros e em conselhos dos casais mais velhos, desde que a fonte procurada fosse de elevada moral ilibada, para, assim instruídos, transmitirem o Bom aprendizado aos seus descendentes, isso, aos primeiros anos de vida da sua recém prole, para que os filhos e filhas da Família, mesmo antes da idade escolar, assimilem aos seus entendimentos, o Bom caminho a ser seguido futuramente, evitando as vicinais e ruelas defectivas, aprendendo, portanto, a trafegarem pelas auto-estradas da vida com amplo conhecimento do Certo, evitando o... Errado!
As reuniões de famílias probas é coisa do passado! Infelizmente, hoje, às famílias se reúnem em torno de bebidas e churrascos e churrascos constantes e... Pior! Com os filhos anexados a Elas, aprendendo, apenas, piadas picantes e a ingerir bebidas alcoólicas até a lassidão dos bons pensamentos, que poderiam lhes dar um caminho a seguir, resultando em serem programados e jogados pelas vicinais do bom comportamento.
Não sou, totalmente, contra tais reuniões, apenas, quando ocorrem, os responsáveis deveriam intercalar entre as bebedeiras algo de Bom a contornar as arestas e orientar aos filhos e, não se entregando, totalmente, ao "Deus Baco!"
Os costumes libertinos e imorais vêm destruindo as famílias, por mais recatada que seja, mercê dos jovens Dela, atualmente e em sua maioria, se sentirem deslocados junto aos seus maus e devassos colegas, acabando por aceitá-los como guias, contrariando ou, ignorando os bons conselhos dos pais que, para não perdê-los totalmente, acabam por fazer vistas grossas conivente, o que é um erro maior, pois, embora não os percam, acabam por dividir com eles as vicissitudes resultantes! Muita das vezes, em cadeias e penitenciárias a lhes oferecer, apenas, a solidariedade paternal!
A Mídia inconseqüente que expande, tão somente, o valor monetário; As Escolas, até de curso superior, sem uma base moral e de ensinamentos probos; Os Governos que não governam em Nome das Famílias, são outros maus conselhos para os jovens da família, senão, vejamos:
Durante o último Carnaval, vi estampadas, mulheres nuas em desfiles e, um rapaz, ajoelhado à sua frente com as duas mãos abrindo a vulva de uma delas para, talvez, ver-lhe o clitóris, isso, em horário nobre e, sob as vistas de crianças e jovens.
Escolas que formam os jovens a cada ano escolar, entretanto, se não passarem de ano, apenas com uma pequena prova de poucas horas de recuperação, lhes dá o direito de galgar o ano seguinte. Estas pequenas provas de alguns minutos valem mais do que o ano inteiro perdido? Duvido!
Governos e mais Governos que, há décadas, relegam a Família a planos de, apenas... Votantes! Dando azo somente ao Poder Monetário, Bolsas de valores. Multas, impostos seqüentes e sobrepostos, seus pares políticos etc. Com isso, estão tornando às Famílias cada vez mais habitantes dos tapetes/ rodas-pé da vida! Logo a família, que, devidamente orientada e valorizada, é a mola-mestre de toda a sociedade digna e civilizadamente cônscia e valorizada, justamente, por vir da base para a vitória, por ter os seus melhores professores que são os seus chefes que educam com saber moral e... Amoroso à sua prole: futuro da humanidade consciente e... Feliz!
TERMINANDO, apresento aos amigos um meu poema (inédito) dirigido aos filhos que não tiveram uma boa orientação familiar e, o conseqüente arrependimento dos seus pais.

O LEGADO
(Aos filhos)

Perdão... Queridos filhos!
Por colocá-los num mundo
Fecundado de empecilhos
E de egoísmo profundo!

Perdão... Filhos queridos!
Pela herança distribuída
De valores esquecidos
Pelos caminhos da vida.

Escusas, peço... Meus filhos!
Por querê-los com paixão,
E, só dá-los sabugos de milho,
Nos banquetes da ilusão.

A natureza é aprazível pureza.
O bem, a nata da felicidade...
Vem o homem, com sua rudeza:
Transformando tudo em crueldade.

Meus filhos adorados!
O erro dos ancestrais
Deu-lhes como legados
Um montão de cristais!

Diamante, prata e o ouro,
Foram por eles destruídos
Toda a beleza e tesouro
Esfacelou-se... Diluindo!

***
FLEXÕES... AMOROSAS!

O Amor é um verbo de difícil conjugação, principalmente, por Ele só ter uma validade plena quando está presente no... Presente!
Quando o amor é conjugado no passado às suas reminiscências, ás vezes se torna dolorosas e saudosas, em razão Dele estar presente no... Ausente! Afastado do foco de relacionamento, par e passo, como Ele se completa! Quando há o relacionamento receptivo sem reciprocidade, principalmente, quando o par de sua conjugação está, eternamente, no infinito, pela sua ausência corpórea.
O futuro do amor é insondável e imprevisível, em relação ao seu prosseguimento para o imponderável, dependendo dos pares que percorrem, passo a passo e/ou, em corações a corações, unidos e, sequentemente, ajustados ao Bem comum de ambos e... Nunca! Em separado!
O Amor é a mola-mestra do Universo! Está sempre presente em toda parte, por mais díspares que se apresentem, até nas guerras, Crimes e outros atos devassos! Só que, nesses casos, a sua conjugação é deletéria e destinada ao fracasso total, na somatória e classificação dos seus resultados, sob a visão e julgamento das entidades e seguidores do Bem fidedigno e da moral irretocável, porém, Ele é Amor na visão dos que, assim, o praticam.
Sem o Amor, o Ser Humano se transforma num massa de manobra, vegetando entre os seus pares, aos quais, ignora ou evita tomar conhecimento das amizades desinteressadas e... Necessárias à sua sobrevivência neste vale de Lágrimas! Porém, sem os intervalos de felicidade e congraçamento com outros possuidores de um Amor que podia ser dividido com Ele, se desse a necessária... Reciprocidade!
Atualmente, os meus irmãos planetários vêm se esquecendo, ou... Pior! Se esquivando nos meandros do Amor, o congregando apenas no interesse próprio, sem dividir as suas benesses com os seus pares! Com isso e, por isso, o Amor tem se escondido nos nichos dos corações, por não ser uma moeda de troca com resplendor de vantagens e compensações financeiras ou, de orgulho possessório! Além da divisão voluntária e equânime! As partes envolvidas, assim procedendo, não destruirão o Amor puro, todavia, o sufoca temporariamente, porém, não o vence totalmente! Pois, os que praticam o amor verdadeiro, sempre estarão um degrau acima e com comandamento sobre o "mau" amor!
O Amor em família é o passaporte para a ultrapassagem dos portais da felicidade e, levando com ela (família) quem assim age voluntariamente e desinteressada de bens materiais, estará agregando ao seu amor o acúmulo pleno Da... Felicidade!
Apresento, a seguir, alguns versos meus alusivos ao... Amor:

Sinto o perfume da flor
No sorriso do inocente
Espelhando pureza e amor
No fundo da alma da gente.

Um afago de criança,
Em alegria sem freio,
É o mel da bonança
No côncavo do seio.

Gorjeio de beija-flor
Na fofura da grama,
Complacência do amor
Na alma de quem ama.

Peregrino é o amor
No âmago do vivente,
Quando puro é ardor,
Sendo falso, é ausente!

Uma estrela a brilhar
Piscando na imensidão,
É como o lacrimejar
Da saudade no coração.

O verdadeiro amor
Só é visto no infante
Que, não cobra favor,
Do adulto farsante.

Amar é multiplicar
Parcelas de afeição
Diminuindo o penar
Na soma da ilusão!
Terminando este texto/poético, desejo um Puro Amor para os meus leitores e amigos (as).
***

O ESCUDEIRO... INVISÍVEL!

Sei, sobejamente, que sou dirigido por um ser imaterial que me aconselha sem estar interligado e/ou, integrado à minha pessoa, enquanto identidade física, porém, anexado ao meu Ser espiritual, sem comandar às minhas iniciativas, apenas, me inundando de opiniões sem imposições no cumprimento delas.
Quando me coloco contra os seus pareceres mentais e, até em falas durante o meu sono, sou municiado, sequentemente, pelas induções de: "Como fazer- como proceder- como sentir etc." o que me faz acabar por obedecer, pelo menos do que entendi da ajuda imaterial me oferecida pelo meu "Iluminado Guia".
Ao chegar à idade da razão e da maturidade adquirida, passei a catalogar, mentalmente, essas ajudas, talvez espirituais, e achei de bom alvitre não descartá-las quando Elas vinham ao meu pensamento, primeiro, por todas elas virem de forma idônea e desnudadas de interesses materiais e/ou, prejudiciais a outrem; segundo, por entender que não se pode recusar ajudas benéficas e gratuitas em prol do nosso proceder sobrevivendo a balbúrdia moral do nosso tempo atual.
Hoje, tendo mais de 70 anos de idade proba, aprendi que, todos nós, temos um "acompanhante" pela vida a fora, desde o nosso nascimento. A dificuldade é sabermos sentir a presença etérea do nosso Escudeiro Invisível e, com Ele conviver aceitando a orientação mental vinda até nós, todavia, como toda benesse que nos envolve com ofertas e vantagens, temos que ter o tirocínio límpido e honesto para sabermos diagnosticar se o nosso Escudeiro invisível está nos dando algo de Bom ou, nos projetando em direção dos abismos da desonestidade moral com acenos de ajuda meritória e vantajosa momentânea com fulcro no nosso Aceite, pois, o Mal só sobrevive na escuridão e se desvanece com o aparecimento do Bem e da verdade insofismável.
Saber auscultar os nossos pensamentos e, Deles, retirar o supra-sumo vivificante do nosso proceder, a cada instante da nossa maratona de vida, é muito difícil e dependem de uma concentração tipo "Yoguica" dos prós e contras- Bem e Mal- Corretos e Impróprios etc. Não fora as ajudas do nosso Escudeiro particular, professor dos nossos entendimentos, nos perderiam na miscelânea de eventos antagônicos que nos chegam a mente em cada momento da nossa existência terrena, quando a nossa decisão se torna muito difícil para ser resolvida em qualquer impasse, Ele se apresenta com as suas injunções invisíveis, o que nos torna mais fácil a nossa tomada de atitude, desde que tenhamos gabarito didático ou empírico de descobrir se o nosso conselheiro é benéfico ou... Maléfico!
Com o passar dos anos na cumeeira do meu cérebro (ou coração) aprendi a descortinar os bons conselhos do meu escudeiro e... Segui-los!
Não sou espírita, todavia, os admiro, principalmente por nunca ter ouvido um espírita falar mal dos católicos ou evangélicos, o que não ocorre com o inverso.
A título de ilustração (Talvez opaca) apresento, a seguir e resumidamente, alguns casos verídicos em que tive a ajuda do meu Escudeiro:
> Ainda jovem, numa guarda de cadeia em Montes Claros-MG, "Curei" uma jovem louca apenas batendo com o sabre na grade de sua cela e lhe dizendo que estava matando o demônio, idéia essa que me foi incutida na mente, naquele momento.
> Anos depois, indo à casa da minha sogra sem avisá-la da minha chegada, me dirigi à dispensa aonde colocara um litro de cachaça e, coloquei uma dose num copo, mas, antes de tomá-la de um só fôlego, ouvi na mente, uma voz: Sua sogra está fritando frango na cozinha, vá até lá e pegue um pedaço! Obedeci e, ao me aproximar, a minha sogra me tomou o copo da mão e jogou o conteúdo no quintal de onde surgiu uma labareda de fogo, me dizendo: Era ácido que o meu filho colocou na garrafa pra extirpar calo.
> Quando era Cabo do Exército em Belo-Horizonte, numa rua daquela capital, ao lado de um colega, Ele espancou um oficial sem me dar tempo de impedir, saindo correndo e sendo preso em seguida. Fiz o mesmo, porém, me "M, andaram entrar no quintal de uma casa e pular um muro!" E, o fiz, todavia, Caí no vazio numa depressão de uns três andares e no meio de caixotes cheios de "alvarelhão" sem me ferir de forma alguma.
> Como Praça da Policia Militar e escrivão da Polícia Civil, trabalhei em várias cidades do meu Estado e... Nunca fui ferido! Apesar de sempre estar na linha de frente de combate ao crime.
> Todos os Centros Espíritas de várias cidades, que visitei, me mandaram sair sob a alegação de não haver, ali, médiuns que pudessem me conter, entretanto, conhecendo a minha vida desde quando tinha quatro anos de idade e, sempre probo de moral inatacável (desculpem a jactância) pouco me importei com tal recusa da minha presença.
> Um padres holandês, na cidade de Muriaé, me disse, antes de uma confissão, de que o "meu passado era negro!". Após a confissão e não me dando penitência a cumprir! Exigi dele explicações sobre o que me dissera e, Ele, me mandou procurar um padre da sua igreja que era exorcista. Não procurei tal padre por saber não estar "possuído", pelo menos nesta minha vida terrena.
> Certa feita, fui preso como ladrão de fuzil e venda da arma. Isso, no regime militar, sendo levado para belo-Horizonte, onde, o verdadeiro ladrão, sem confessar, me dizer ter vendido uma espingarda com cano de fuzil. Na continuação das diligências apuratórias com acareações etc. Recebi a ajuda do meu Escudeiro e disse ao capitão encarrega, do do processo que ele deveria ouvir o meu colega vendedor de espingarda e, assim Ele acabou confessando o furto e me inocentando.
Se continuar com os meus relatos, acabarei sendo prolixo, apenas, esclareço que, nem as Ciganas lêem as minhas mãos, sempre recusando e dizendo serem proibidas sem me explicar as razões de tal veto.
Posfácio: Se você leu estas minhas algaravias até aqui, procure se desligar das azáfamas do cotidiano, Deite e se relaxe mentalmente que, na certa, ao recordar detalhes do seu passado, mesmo o mais distante, notará que teve, por várias vezes, a ajuda imaterial do seu "Escudeiro particular" lhe contatando do invisível e tentando ajudar ou...Prejudicar! Dependendo da benesse lhe ofertada e aceita, ou não, por você. Só o aconselho a treinar a sua mente para a receptividade da oferta, recusando-a, de plano, se for volúvel ou desonesta! A recusa feita por você colocará tal escudeiro longe da sua percepção e sem condições de prejudicá-lo!
***
O SOL E A... ESCURIDÃO!

O Criador do universo está sempre presente e onisciente no âmago das suas criaturas quer terrestre ou extraterrestre. A sua presença é etérea e espiritual e, só é conectada pelos Anjos ou Espíritos benignos, com a maioria esmagadora dos demais viventes a desconhecendo quase que totalmente, com honrosas exceções.
O nosso Criador assim o quis, para que possamos com os nossos próprios recursos e entendimentos o descortinar auscultando à sua magnificente presença em nós e... Ao derredor! Ao mesmo tempo, pudéssemos usar o Livre Arbítrio percorrendo os caminhos convenientes: não fora isso, o Criador estaria criando uma leva de Robôs a lhe dizerem Amém ou Aleluia!
Deus, Alá, Jeová, Emanuel ou, outro nome que queiramos o denominar, sempre estará presente onde o Bem estiver sendo praticadas e orquestradas pelos seus filhos, aqui denominados "Criaturas!", todavia, só se apresentará próximo ao Mal se for chamado por um dos seus filhos, pervertidos ou...Não!
Tudo o que existe sob o sol, em qualquer galáxia ou planeta, habitado ou não, lá Ele sempre estará à espera da convocação de alguém.
O seu planeta preferencial é a Terra, onde perdeu um filho na cruz, ganhando, com isso, milhares de devotos, no entanto, ao matarem o seu único filho de forma cruel e desnecessária, Deus nos castigou com a abertura do céu, onde Ele reside, porém, nos dando a condição de só lá chegarmos com a alma (ou o espírito) límpida e apurada nas agruras dos caminhos até o descansar definitivo, quando, então, estaremos a caminho Dele se... O merecermos!
Todas as dificuldades (agruras) que nos Impôs para o atendimento voluntário da nossa parte têm duplicidade subdividida entre o Bem e o Mal, senão, vejamos algumas aleatoriamente:
Alegria-Tristeza / Choro-Sorriso / Dia- Noite / Prêmio- Castigo / Rico- Pobre / Feio- Bonito / Bom e Mau etc.
Estas e outras divisões são a mola-mestra e passaporte para a délivrance daqui para Ele.
Acrescento ao acima dito as divisões: SOL E ESCURIDÃO, físicos, metereológicas ou espirituais, das quais, podemos considerar o seguinte:
- Os nossos casamentos e reunião da prole em torno do Bem comum e distribuído aos outros é o SOL da nossa existência. Os conchavem espúrios de amantes adúlteros e inconseqüentes, acrescidos da pederastia e camuflagem de atos desonestos dos responsáveis e de sua prole é a ESCURIDÃO da coexistência irregular.
- O acúmulo de riquezas terrenas trancadas em cofres de todas as espécies sem a devida divisão ou ajuda aos pobres, é o SOL OPACO dos ricos que só irradia, difusamente, a ESCURIDÃO para os necessitados ao seu derredor.
- O Saber diplomado e didático dos "doutores" sendo retido sem a distribuição das benesses de suas virtudes aos mais parvos, é um SOL SEM REFLEXO em desfavor dos Empíricos que, ainda na ESCURIDÃO, como é o meu caso, tenta vislumbrar a Luz do Saber.
- Os impostos seqüentes e em duplicatas, dirigidos aos cofres públicos, é um SOL para o erário, todavia, é a ESCURIDÃO para os que são, assim, dilapidados sem valorização do seu cerne.
- Os cargos elevados, em geral, sem a devida distribuição de benefícios aos assessores, é o SOL para os portadores e a ESCURIDÃO para os que, no "andar de baixo", equilibram as estruturas lhes dando alento e força para se manterem acima.
- As leis, decretos, resoluções etc. são o SOL PARA A CONSECUÇÃO DOS DIREITOS, PORÉM, Elas, não sendo isentas nem aplicadas corretamente e, justamente, são a ESCURIDÃO de quem, inocente, cai em suas malhas.
Vou terminar por aqui, antes que fira melindres o que não é o meu desejo.
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O TERMÔMETRO!

"A polícia é um termômetro que mede o grau de civilização de seu povo", quanto mais civilizada for uma nação mais o será as suas polícias!
Enquanto a humanidade desconhecer os mais comezinhos princípios de honorabilidade, compartilhamento das coisas ilibadas e, outros vocábulos semelhantes, mais Dela se desprenderão os maus policiais, assim advindos.
O que é premente na nossa sociedade (brasileira e mundial) é acabar com os desmandos e desonestidades a partir da "célula mater", ou seja: A família! Imediatamente secundada pela Escola, ambos, atuando com lisura, respeito, sapiência e honestidade, independente de benesses.
De uns anos para cá, o ser humano mal instruído ou, pouco perceptivo, praticamente está acabando com os deveres familiares e as sua alienação benéfica, bem como, com a religião e os seus dogmas e ensinamentos salutar, se chafurdando nas vantagens ilegais e desmerecidas, praticamente transformando a Honra que é como o gis, em cada corte lhe feito: espalha o pó pelo ar!
As dezenas de policiais presos o foram pela própria polícia, o que lhe dá crédito e, não... Crucificação pública!
A prova de que a polícia é um termômetro do procedimento dos cidadões está estampada em manchetes, tais como:

-Sacerdotes praticando pedofilia! Sem serem expulsos das Igrejas.

-Pastores praticando crimes, também sem serem expulsos.

-Senadores e Deputados votando secretamente casos públicos e notórios, sem punir exemplarmente o beneficiado.

-Códigos, principalmente o Penal, estando senil, no entanto, atuando na modernidade, porém, elaborado antes da existência do computador, internet, viagens estelares, aviões supersônicos, homem na lua. Etc.

-Penas graves sendo reduzidas por bom comportamento (estando preso só poderá proceder corretamente), sem o aval da vítima e/ou dos seus familiares que, na certa, pediriam o aumento da pena e não a sua redução.

-Benesses para os "Doutores" em geral como: prisões especiais, julgamento diferenciados etc. quando, o certo, deveria ter umas punições mais rigorosas justamente por serem formados didaticamente e/ou, autoridades em geral.

-Médicos, Engenheiros, Policiais etc. sendo processados e julgados por seus iguais em fóruns especiais, quando, o ideal, seria, por exemplo: Os julgadores pertencerem a outra classe independente do réu para evitar a parcialidade e o julgamento praticamente em causa própria.
Vou parar por aqui, pois, poderá haver ricochete em direção a minha pessoa, ainda sujeita aos regulamentos disciplinares.
Resumindo: Se querem uma policia capaz e honrada, é necessário que modifiquem a "Massa" de onde ela vem imbele e, por força das circunstâncias, às vezes, se transforma em violenta.

***
O POLICIAMENTO E ÀS SUAS... FALHAS!

Um dos mais difíceis trabalhos a serem efetuados com precisão e correção é o do Policiamento, mormente, envolvendo pessoas com conhecimentos didáticos a cometerem delitos e que precisem ser reprimidos.
O policial, às vezes, tem cultura (saber popular) eficiente, todavia, o seu saber escolar está em nível inferior ao do contraventor que está reprimindo, não fora isso, a Polícia teria que ter em seus quadros atuantes, todos com saber universitário! O que, convenhamos, seria quase que impossível amealhar para os seus componentes muitos bacharéis a prestarem serviços comuns, como duplas pelas ruas e vielas, guardas etc.
O Policial, tão logo inicia o seu trabalho, já é tolhido pelas botinas (antigamente bate-bute) a lhe forcejar os pés, tornozelos e parte da panturrilha, o forçando a calcar os pisos com força além do normal e costumeiro; A sua farda, normalmente de brim, o sudoriza excessivamente no tempo de calor e lhe tolhe os movimentos difíceis; Sua boina ou boné, também, incomoda. Sempre deverá estar atento a tudo que o circundeia à procura dos contraventores da lei e da ordem e/ou, de agressores à sua pessoa, enquanto age contra o Crime!
O parco salário recebido não lhe permite residir na parte central da sua cidade e, por isso, quando de folga, terá que sempre estar atento ao seu derredor, na sua defesa pessoal, ou seja: estará de serviço, ou de prevenção... Diuturnamente! Sem descanso, embora estejam fora da função de policiamento, o que não ocorre nas outras profissões, pois, até para tomar uma bebida num bar, terá que evitar estar de costas para os demais fregueses e a... Rua!
Não entrarei em detalhes no tocante aos crimes e as suas tipicidades, combatidos pelos policiais-militares e civis, por ser a minha intenção, tão somente, levar ao conhecimento de quem o queira essas minhas algaravias das dificuldades inerentes ao cumprimento do Policiamento, feito pelos policiais em geral.
Continuando...
Quando outras entidades falham na sua missão específica, vemos, a toda hora, policiais a reprimirem os menores que jogam bolas e petecas pelas ruas: Loucos em locais públicos a perturbarem o sossego: Delitos outros de ação privada e condicionados à Representação Judicial etc. o que prova que Eles, realmente, cuidam da segurança do público em geral e da sua tranqüilidade de forma eficaz e, além das suas atribuições.
Ao aposentar (ou reformar) do serviço público, o Policial... Pasmem! Ainda estará sujeito à disciplina e aos seus regulamentos. Ora, se em outros serviços, o aposentado se desliga das normas anteriores que o regiam, isso é, pelo menos, uma... Discriminação!
Os Regulamentos e Leis Orgânicas que estipulam normas de conduta de policiais, em sua maioria, não há punições para os "superiores" em atrito com os seus subordinados, o que é também... Parcial e discriminatório!
Há Leis Orgânicas que dizem, mais ou menos, o seguinte:
Superior não mente!
Punições por faltar com a verdade! Isso, sem apuração insofismável de tal falta, como se a "verdade" tivesse um dono.
Soldado é superior ao tempo! Etc.

Na maioria dos eventos, os policiais de patrulha não são aceitos como testemunhas, o que, para mim, é um absurdo! Pois, quando Eles testemunham um delito e, não podem assinar como testemunhas, Eles são relegados, até pela Justiça, a planos inferiores ao cidadão comum, onde, até criminosos podem ser testemunhas de algo que presenciaram.
Vou terminar, por enquanto, antes que seja punido por algum "perseguidor de plantão!" Porém, quero deixar claro que às falhas, por mim delineadas, são, em sua maioria, ocasionadas por Leis e Regulamentos feitos pelos legisladores sem o concurso participante de quem, na verdade, tem que cumprir tais ditames, ou seja: Os policiais que os cumpre fazendo... Patrulhamento e... Policiamento!

***
PARA O CONCURSO:
"UM SONETO PARA MACHADO DE ASSIS!"

O AMOR É ETERNO!

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Foco do meu amor e do amigo Escobar,
Plena luz de fonte etérea e segura...
Luzidia Flor de amor sem par!

Oh! Flor de vera e doce lembrança!
Verberas feliz, no azul do infinito!
Onde nenhuma escuridão a alcança,
Por teres tido um passado... Bonito!

O adultério é fruto da vil falha,
Inspirado nos corações de amor lacrado,
Sempre a fulgir nos lábios do canalha!
Sou de ti um eterno e vero apaixonado!

A fé em ti deu-me a doce mortalha...
Perde-se a vida, se ganha à batalha!
**
ETERNO AMOR!

Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!
Me deste o nosso querido Ezequiel,
Porém, o transplantasse para a sepultura,
Deixando-me fora desse doce plantel!

Oh! Flor de eterna lembrança!
Admirada por mim e o amigo Escobar.
Permita-me a fé da esperança,
De ter sido, somente, o seu... Par!

O adultério e fruto da falha
Imperando nos corações de amor lacrado,
E, sempre a fulgir nos lábios do canalha!

Sou de ti um eterno apaixonado,
Sobrevivendo ao amor da verdade...
Perde-se a vida, se ganha à batalha!

***
O ORGULHOSO E O HUMILDE!

O Orgulho, e o seu foco predileto, denominado de Jactância, tem sido um mal a dividir os predicados benignos e exemplares dos seres humanos, os enxovalhando em benefício de quem o ostenta.
Como tudo o que existe em nossa exígua existência terrena, coabita entre o Bem e o Mal! Às vezes, o Orgulho é aceitável como prova de grau de capacidade e de vitória do seu portador, desde que o pratique sem desprezar os que lhe ficaram no "andar de baixo" ou, no roda-pé da vida.
A presença antagônica do Bem e do Mal, mormente a do Bem, que relega o Mal Orgulhoso, com alça de mira e foco para a jactância de elogios a si próprio em discriminação de outrem, para os confins dos aplausos imerecidos e, em direção, dos nichos desprezíveis e embaixo dos "Tapetes" da vida.
Os ouvintes, de mentes arejadas e capazes do discernimento pleno e eficaz, apenas ouvem o Orgulhoso, cataloga a matéria recebida e a sepulta, sem reflexo de resultado, nos sepulcros da sua mente, numa área denominada de "esquecimento total", portanto: Ouve por educação, mas, não lhe dá crédito ou publicidade.
Em contrapartida, se o ouvinte tem a mente sem a proteção da sapiência e da avaliação plena e julgatória, acaba assimilando às palavras orgulhosas e as aceita por inveja ou interesse em seguir os seus passos, principalmente, se estiver em um, ou mais, degraus abaixo Dele, acabando por se tornar um propagandista gratuito do emissor, a difundir às suas vantagens alardeando-as a "quatro ventos", Com isso e, por isso, os Orgulhosos vêm num crescendo constante, praticamente, sepultando a Humildade para os recônditos dos considerados simplórios e de pouca valia para a sociedade, assim, manchada e maculada pelos "Orgulhosos de plantão e estadia".
Todavia... Algum dia, uma Lei maior e sem desmandos ou manchas, que paira sobre todos nós, trafegando por todos os recantos, visível ou, não! Far-se-á audível e presente e, Ela, com um fulgir cegante, desvanecerá, totalmente, a jactância orgulhosa e o seu possuidor, os levando para o lugar que merecem e, mais temem, ou seja: O do descrédito público! E elevará o Humilde sem dar-lhe o apogeu, porém, o colocando ao nível dos demais de mentes arejadas e... Justas! Sem alardeamento das suas virtudes como Bem próprio! E, sim, de Todos que, com o Humilde, coabitarem e conviverem com as suas idéias!
Intencionalmente, Omiti o meu Deus neste meu humilde texto, por considerá-lo o "Tudo em Todos!" e Pai dos humildes e, também, dos Orgulhosos, aos quais, dera o livre-arbítrio, abonado pelas suas mentes, às quais, cada um deverá aprimorar com esforço próprio, sem a ajuda Dele! Que, no entanto, no final dos tempos de cada um, na certa, escolherá apenas os Humildes de mentes lúcidas e... Justas! Projetando os Orgulhosos e jactantes para os confins do esquecimento e da proximidade Dele!
***
O LEGADO!
(Crônica poética)

Do jeito que os entendimentos humanos vem sendo aceitos e... Pior! Difundidos a "quatro ventos" sem nenhum anteparo balizador das suas aragens, mescladas pelos vendavais de impropérios sem o linimento do zéfiro, a abrandar às suas atuações injustas e depreciativas, só restará ao Homem honrado e cumpridor dos seus deveres com a sociedade e com a Família, pedir perdão à sua prole, de joelhos e mãos postas, por não ter conseguido abrandar a tempestade impetuosa e, praticamente, invisível, por se originar nas Mentes dos seres, ditos humanos! Em direção ao redor de si e... Fazendo o Mal a todos, inclusive, ao gerador das aragens maléficas!
As Escolas, Trabalho, Instituições, Governos, Chefes de família e... Outros! Não têm a culpa total dessas injunções irregulares, para mim, o maior culpado é o fator Físico (viril ou, não!) estar se sobrepondo ao madurecimento da Mente de cada um, sem lhes dar tempo de amadurecer as idéias, relegando o que não lhe poderá ser honesto e útil e, também, em razão do Físico sempre procurar levar vantagem pecuniária em cada momento de sua inspiração externa em direção do seu pensar qualificativo do que lhe é exposto para decisões inadiáveis e, assim atuando, se agarrará aos ventos da propriedade para si, se esquecendo da divisão equânime com os outros.
Toda vez que a Mente é sobrepujada pela Matéria carente de tudo, Ela ficará amordaçada nos escaninhos do cérebro à espera latente de uma fagulha que, vencendo as aragens inconseqüentes, Lhe inundará de um Saber seqüente e útil para todos!
Enquanto isso não ocorre, só nos resta pedir perdão aos filhos dependentes de nós e, o faço por meio de um meu inédito poema que coloco nessa passarela de papéis como posfácio:

Perdão... Queridos filhos!
Por colocá-los num mundo
Fecundado de empecilhos
E de egoísmo profundo!

Perdão... Filhos queridos!
Pela herança distribuída
De valores esquecidos
Pelos caminhos da vida.

Escusas, peço... Meus filhos!
Por querê-los com paixão,
E, só dá-los sabugos de milho,
Nos banquetes da ilusão.

A natureza é aprazível pureza.
O bem, a nata da felicidade...
Vem o homem, com sua rudeza:
Transformando tudo em crueldade.

Meus filhos adorados!
O erro dos ancestrais
Deu-lhes como legados
Um montão de cristais!

Diamante, prata e o ouro,
Foram por eles destruídos
Toda a beleza e tesouro
Esfacelou-se... Diluindo!

***
O TEMPO E A... VIDA!

A VIDA é um dom reservado a tudo o que existe no universo, dividida em parcelas imemoriais e diversificadas, no tocante ao tempo de duração Dela.
O TEMP0 é um termômetro que mede o grau e duração de algo, nada modificando, apenas, medindo a sua extensão e durabilidade.
Medir a Vida pelo seu tempo de duração seria como fazer desenhos nos mares e oceanos ou... Contar os segundos dos milênios! Dado a sua diversidade e envoltório do que trás consigo, ficando, apenas, definindo o período de sua duração, ás vezes, efêmera ou, estipulando, minuciosamente, o que a Vida trás em si de benefício ou,... Malefício!
Ou seja: Quanto tempo se vive não é o importante, o que importa é... Como se vive!
Viver é uma arte de aprendizado constante, sem a somatória de momentos seqüentes, ficando o Tempo apenas como um mero expectador silente e contábil da sua trajetória pelos meandros da sua duração.
Se o foco da Vida for um ser humano, Ele deverá Viver e... Deixar Viver! Sem modificar ou, alterar o "modus vivendi" de quem não quiser seguir a sua cátedra, percorrendo, assim, os caminhos por ele delineados, sem imposições ao outrem discordante Dele! A ressalva é apenas a de procurar dar o Bom exemplo para a reabilitação voluntária de quem esteja vivendo, erroneamente, pelas vicinais ao lado da sua auto-estrada benéfica e, mesmo assim, sem se importar com o Tempo, pois, Ele só estará disponível para medir o seu trajeto, sem influenciar, também, aos outros seguidores com promessas vãs.
Se o Tempo tivesse o valor decisivo para a Vida, Ele não precisaria da experiência e do saber didático ou empírico, com isso e, por isso, atuaria até nas crianças de colo, às influenciando no percurso! Não fora isso, como os mais velhos se projetariam na escalada da vida tendo por base e auxílio do Tempo aos recém nascidos?
No meu modesto entender, o Tempo só me deu gabarito quando, o acumulando na cumeeira do meu cérebro, passei a catalogar o que aprendi com Ele, adquirindo uma maturidade consciente e praticável para sobreviver na massa humana dos meus irmãos lúcidos e, às vezes, inconseqüentes.
Amando a Vida! Não tenho medo da morte! Por Ela ser, apenas, o posfácio da minha existência e passaporte para o meu encontro com Deus! Porém, nesse caso, valorizo o Tempo! Esperando que Ele me dê mais algumas décadas de vida!
***
O AMOR E O... CASAMENTO!

NOTA: UMA AMIGA ME PEDIU UMA DEFINIÇÃO A RESPEITO DO QUE ACONTECE COM O AMOR DEPOIS DO CASAMENTO.
EIS A MINHA RESPOSTA:

O Amor é a essência da virtude e da beatitude nos conta-gotas da vida, existe por si só e atua na duplicidade plena de quem a aceita sem submissão.
Até os animais irracionais o praticam, todavia, de forma diferenciada dos seres humanos.
Amar é compartilhar predicados e momentos, os transformando em eternidade enquanto houver alento nos corações e mentes.
Ele é um ferrenho inimigo do ódio, sempre o vencendo em todas as etapas dos seus contatos, fortuitos, ou... Não!
O Amor verdadeiro não cobra veredictos de acusações ou defesa do seu parceiro voluntário e correlato aos seus sentimentos fiéis.
Não se pode dividir o Amor em classes, gabaritos, erudição, empirismo, bens materiais ou, espirituais etc. Por ser Ele a supra-essência da virtude ilibada e dos comedimentos aperfeiçoados aos procederes corretos e aceitáveis ao bem comum.
"Com o Amor não existe o "antes" e o "depois", por razões insofismáveis, pois, no "antes" Ele não existia nos corações em pauta e, o "depois", representa o seu término resultante de falhas ou de desistência de uma das partes em evolução, portanto, o "Depois" é o seu final! Só espero que não se transforme em ódio!
Da forma em que, empiricamente, me expressei, devo dizer que não tenho condições plenas de responder a pergunta da amiga, pois, se o Amor for sincero, sem cobranças e correspondido plenamente pela parte conivente a Ele. Não há como explicar o que Lhe acontecerá depois do casamento, considerando que o casamento é apenas um estágio sendo percorrido por Ele e sem permitir o "Depois" que seria o seu final!
No meu caso específico, desde o meu primeiro contato com a minha esposa, a Amei nas diversas fases de namoro, noivado e casamento e, hoje, casado há 41 anos, tendo quatro filhos e igual número de netos, o meu amor por Ela é o mesmo, muito embora o tenha repartido por oito (filhos e netos) e, essa divisão referente à continuidade do nosso Amor, só pode significar que Ele se multiplicou por oito para permitir a divisão igualitária com os filhos e netos.
Finalizando, devo dizer que o Casamento é apenas uma das fases no escaninho voluntário do Amor e, não o domina, por ser Dele... Dependente total!

***

PORTAL DA... UNIÃO!

Na escalada da vida,
Os predicados vão se acumulando,
Numa luta vero renhida,
Com percalço avolumado,
Pelos entreveros da subida,
Com os embates se apresentado.

Para vencermos tal batalha,
Necessário se faz a resplandecência,
Que, como a lâmina da navalha,
Protege a nossa consciência
Com raios de metralha
Inibindo a impertinência.

A modernidade relegou a família,
Com planos medíocres e secundários,
Colocando-a em nichos sem homilia,
Tirando Dela o poder mandatário!
Tal poder hodierno ao tempo se filia,
Deixando o Bem fora do calendário!

É preciso a união de filhos e pais,
Reformulando os procederes ilibados,
Pra não deixar fora dos anais
O esplendor dos bons predicados,
Eliminando a desunião pelos portais:
Mantendo no âmago o amor praticado!
***

ORDENS E... DESORDENS!

Uma das maiores e melhores capacidades humanas estão no cumprimento dos seus deveres e obrigações itinerantes, todavia, com fulcro refletor das suas nuances em prol do Bem comum, resultando em prêmios e/ou... Benesses para todos!
Desde os primórdios da raça humana, os deveres e obrigações a serem prontamente cumpridos, tinham por base (ou suporte) a clarividência dos ditames normativos para o cumprimento eficaz.
As épocas foram se sucedendo e as normas as acompanhando nos seus liames didáticos ou empíricos: Das falas dos mais velhos/ Tábuas de Leis e, hoje... Passarelas de papéis coletadas em compêndios e/ou, livros!
Os mais velhos foram substituídos pelos "doutores" e, estes, pelos senadores, deputados e vereadores no Poder Legislativo.
Cumprir ordens pré-estabelecidas é mais fácil do que desobedecê-las ou, as ignorar! Principalmente, em razão de a desobediência resultar em punições, pecuniárias ou, não!
O mais grave é cumprir ordens esdrúxulas ou venais sem a capacidade de definir a forma correta da errônea, exatamente por faltar o gabarito e a escolaridade para defini-la de plano.
Quem faz as Leis, regulamentos, determinações e deveres a serem cumpridos por todos, inclusive os próprios legisladores, deveria se debruçar nos estudos e resultantes a serem determinados para o cumprimento de todos!
Quando uma ordem (Lei etc.) fosse colocada para o cumprimento generalizado, Ela deveria ter passado por um "rolo compressor" a lhe esmerilar todas as jaças defectíveis para, assim, servir de base para o seu cumprimento sem apresentar nenhuma falha ou benesse para o seu atendimento e uso geral, seja do Estado ou do cidadão.
FALAR É FÁCIL! Até alguns animais irracionais o fazem, DIZER! É mais complicado por exigir conteúdo indefectível, desde que seja para a prática do Bem! Apesar de ser um mero empírico nadando e, sobrevivendo, nas águas da Maturidade, vou tentar DIZER o que penso à respeito do referenciado por mim, da seguinte forma e parágrafos:
1- LEIS E ORDENS INCONSEQUENTES:
- Nos Estatutos Policiais-Militares e Civil, omitir punições para os ditos superiores e, ainda, dizer, taxativamente, que superior não mente!
- Excesso de Oficiais-Militares com o policiamento sendo, em sua maioria esmagadora, feito por Praças (Subtenentes, Sargentos, cabos e Soldados).
- Excesso de Delegados de Polícia, com diversas classes e, quase todo o serviço sendo feito por Escrivães, Peritos, Detetives e Carcereiros.
- Dezenas e centenas de Senadores e Deputados (Federais e Estaduais) a Legislarem Leis etc. elaboradas pelos seus assessores e, nas votações apenas aprovam, desaprovam ou desempatam, quando bastaria apenas alguns em número ímpares, ganhando monetariamente bem e, aumentando o número dos seus assessores recebendo menos. Com isso. Haverias menos despesas para os cofres públicos e, mais agilidade na legislação. Idem, com alusão aos Vereadores.
- Ordens sendo dadas pelas Igrejas apenas pensando nos dízimos e, pouco! Na fé e cumprimento da palavra de Deus e, pior! Não dividindo o dízimo com os seis fiéis pobres!
- Um Código Penal obsoleto, que vem desde a "Era Vargas" atuando na modernidade, tendo por base uma época em que o homem não efetuava viagens estelares, não havia aviões a jato, Computador, Internet etc. Resultando, por isso, em algumas leis esdrúxulas como se vê a seguir:
= Caça sendo proibida em certa ocasião e local para proteger os peixes e animais, todavia, se pagarmos a licença podemos pescar e... Matar!
= O Marginal podendo esconder o rosto, dessa forma, não o indicando para suas futuras vítimas... Ora! Se Ele esconde a face, estampe a da sua identidade para que possamos nos defender Dele.
= O bom comportamento no presídio dando soltura aos detentos com um sexto da pena cumprida! Ora! No presídio se não tiver bom comportamento não recebe visitas e nem tem o banho de sol etc. Se for para soltar, os familiares da sua vítima deveriam emitir pareceres! Garanto que pediram o dobro da pena e, não, a sua diminuição.
= Escapar da Prisão em Flagrante Delito nos crimes mais bárbaros, podendo andar livremente pelas ruas sem ser preso, enquanto às suas vítimas estão presas para sempre num cemitério, no caso de homicídio. Neste caso (Crime bárbaro) o autor deveria estar sempre em Flagrante Delito até ser julgado pela Justiça.
= As Delegacias de Polícia elaborar os inquéritos e, Ele sendo apenas uma peça informativa até a denúncia da promotoria, porém, se denunciado, o Fórum terá que fazer tudo de novo! E ainda falam de excesso de trabalho judicial: Se o inquérito só vale depois da denúncia do Promotor, bastaria mandar para a Justiça a Ocorrência Policial militar ou civil que inaugurasse o inquérito. Um inquérito, normalmente, demanda uns 15 dias para estar em condições de ir para o Fórum da Comarca.
= As Multas de Trânsito deveriam ser pessoal e intransferível e, sempre, com a assinatura do infrator, ou, testemunhas no caso de recusa ou evasão, acabando com os Radares etc. Pois, eles podem ser enganados com placas falsas e, os agentes da autoridade, sendo venais, multam a granel sem nem reparar nas placas dos veículos infratores.
= As Penitenciárias e Cadeias deveriam ser construídas junto aos Quartéis, evitando, assim, o amplo contato com a população causando-lhes riscos, com os médicos, capelães e assistentes sociais das unidades policiais atendendo aos presos.
- Os Legisladores elaborarem Leis, Regulamentos etc. sem a prévia consulta à população em geral, mormente, sendo a cumpridora das ordens a serem emanadas, resultando em erros, ás vezes crassas, tais como:
= É proibido Pisar na Grama! Sem a conseqüente previsão de punição e sem explicar como colocar tal placa sem pisar no gramado.
= Cigarros sendo vendidos com observações do Ministério da Saúde de que causam câncer etc., todavia, indo para o mercado para a venda.
= Proibir Jogos de Bicho, com as loterias o fazendo, com outro nome, ao ponto de alguns jogos acumularem sequentemente, apesar de milhares de apostas registrando números diferenciados.
= Cobrar Taxas de Esgotos com os detritos sendo levados por água por nós já paga sem recebermos nenhum pagamento por tal transporte.
= Quando vamos ao Teatro, Cinemas, Circos etc. o fazemos sabedores de antemão, o que assistiremos, entretanto, ao irmos a um Campo de Futebol assistir a uma partida do nosso time e, Ele, perdendo a refrega, na saída, deveríamos receber uma compensação financeira, pois, pagamos para ver a vitória e... Fomos ludibriados! Garanto que, se for modificado o sistema, todos os Times de futebol darão de tudo em campo para vencer.
= O malfadado sistema de recuperação de alunos escolares que, em poucos minutos, passa o para o próximo ano letivo, que, assim, conseguem, em pouquíssimo tempo o que não o conseguiram durante todo o ano. Resultante: Acabam mal formados, mal instruídos, lamentavelmente, se formarem médicos ou engenheiros, seus clientes podem vir a falecer por má assistência e os prédios ruírem em desabamento etc.
2- Tão logo esteja pronta uma lei. Regulamento, estatuto e, outros, Eles deveriam ter um período de incubação expostos para a população em geral que poderia dar a sua opinião á respeito das ordens deles emanadas, palpites estes que só seriam aceitos (ou não) pelos Legisladores quando da votação final.
3- Apesar de ainda ter muito que DIZER... Vou parar por aqui, muito embora não esteja desapercebido de idéias, porém despercebido de uma visão mais clara do assunto e, também, com receio de ferir melindres, se já não o fiz! Por estar colocando nesta passarela de papéis o que penso (e acredito) sobre o tema ao qual me referi que é resultante da minha maturidade adquirida, com base, tão somente, no meu saber (desculpem-me) empírico.

***
OS ANIMAIS E O... DIAMANTE!

Os habitantes da Terra receberam de tudo que precisavam para sobreviverem no planeta, desde que se esforçassem para se apropriarem da benesse lhe oferecidas.
O Criador do universo, ao criar o homem, se afastou para o infinito (Um dos seus Céus) com a convicção de que o livre-arbítrio lhe dado permitiria o passaporte para a ultrapassagem pelos obstáculos, sempre presentes e diuturnos.
Aos animais irracionais deu as mesmas condições, inclusive, a inteligência, entretanto, apenas deu a eles o instinto em substituição ao livre-arbítrio.
O próprio homem, com o passar dos séculos, efetuou as divisões em classes de posições e de bens materiais, uns, conseguidos com méritos e esforços próprios e, outros, com artimanhas ou artifícios, muita das vezes, ilegais, os quais, ao galgarem postos e posições elevadas, tudo fazem para dar legalidade aos atos errôneos praticados na escalada ao apogeu.
De entremeio, ficam as Leis (em geral), todavia, quase sempre protegendo aos seletos e poderosos em detrimento dos seus seguidores do "andar de baixo" que, para não serem punidos, a cumprem integralmente, se... Ilibados. O mesmo ocorre com o emprego (trabalho remunerado) em geral, onde, os patrões sempre têm razão no caso de discordância com os seus empregados, se esquecendo de que, sem os seus auxiliares assalariados, não teriam a posição que ocupam, pois, uma firma, residência, Estado democrático, etc. nada seriam sem os esforços de quem os mantém ativos, não sendo mais do que uma casca gigantesca de ovo sem os componentes interiores e principais dela.
Deus nos deu as faculdades e cursos, dito superiores, para o aprimoramento humano, no entanto, os dirigentes e mestres, com honrosas exceções, ao em vez de darem mais valor ao "aprender apreendendo" transformou-o numa "formatura" com muitos não aprendendo as matérias lhes ministradas e, assim, os formando ao final dos cursos. Tal fato dá e deu um pouco de subsídio existencial aos Empíricos que, sem professores, a não ser a sua Maturidade adquirida co m o passar dos anos, vão sobrevivendo sem os diplomas, como é o meu caso! (Desculpem-me).
O Senhor do universo, todo poderoso! Não querendo se desdisser retirando o livre-arbítrio e o instinto dado permanecerá nos seus Céus à espera de quem o procurar passando pelo vestibular do Bem meritório e conseguido com os esforços ilibados de seus filhos e, assim, o fez e... Fará por séculos infindos! Pois, dando o seu filho Jesus, os apóstolos, Anjos, Santos e Espíritos de luz, mesmo assim, teve dificuldades na conversão e, ainda o tem! Optando por não intervir, deixando a função de cumprimento á nosso cargo e cumprimento.
Tentando amenizar a situação, Deus nos deu os elementos da natureza (tempo etc.) os animais de várias espécies e... Os Minerais!
Não sendo discriminador nem parcial, também criou os Minerais, como o Homem, com valores e apresentações diversificadas ao nosso olhar, dessa forma, resumidamente, nos deu:
A Pedra bruta para diversas funções na nossa vida (Construções, calçamentos, fragmentações etc.).
O Cristal, com sua transparência, para nos brindar com os enfeites e adereços.
O Carvão, para os fins específicos e humildes dele.
O Ouro, para adereços, enfeites e riqueza.
O Diamante, para o nosso luxo e serventia, pedra valiosíssima, de uma clareza sem e dureza par, de difícil localização e, para não ser parcial, com referência a qualidade, o fez originário do modesto carvão, em aprimoramento secular pelos rolamentos sucessivos na natureza: Do seu local de nascimento até as joalherias!
Os Seres humanos, especificados por nós como os Reis dos Animais, dentre outras coisas, se assemelham aos Minerais, se não, vejamos:
O Carvão serve para energia, abreviar o som, movimentar as usinas siderúrgicas, etc., O Homem também!
A Pedra bruta se assemelha aos miseráveis do Salário Mínimo, servindo de Base (ou calçamento) para os pilares dos mais ricos.
Como o Cristal, o Homem se enfeita com adereços, às vezes, cheios de jaças defectíveis.
O Homem utiliza o Ouro para o benefício próprio ou, para o malefício aos seus iguais ou subalternos.
No tocante ao Diamante, Ele é usado, tanto para luxo próprio, quanto para as perseguições, às vezes, injustas; Se houver jaças, serão para prejudicarem aos irmãos; A sua dureza é igual no ser humano, para atuar legitimamente, todavia, também, para o uso da força na prática irregular do mal. A sua origem é quase análoga ao dos Humanos, pois, veio do carvão, enquanto os segundos vieram do... Barro!

***
PALAVRAS DO CORAÇÃO!

A Palavra é um fonema com uma significação da finalidade de expressar idéias por meio de sons articulados. O Coração é a natureza ou suporte emocional do indivíduo que pratica o amor e o afeto, com suas aurículas e ventríloquos baseados nos movimentos ritmados.
Para mim, quando a Palavra vem do Coração, "Ela se transforma em" Pá (na) Lavra!"à procura dos sentimentos nobres, amorosos e... Afetuosos! Para, então, os projetar para a minha mente e, o seu sentido e visualidade, pela minha mira em direção do alvo pretendido!
As palavras do coração podem se originar do Bem para ser sentido ou ouvido por outrem ou... Se vier de um Mau Coração, epidermido e devasso poderá ser sentida e... Aceita! Pelos seus iguais em pensamentos e atitudes. Em suma, Palavra e Coração são relativos, em suas funções específicas, ora, Pelo Bem! Ora, para o Mal! O Juiz é a pessoa que as recebe, cataloga as aceitando ou... Não!
Esquecendo as más Palavras e os Maus corações, apresento, a seguir, um meu poema inédito alusivo a Palavra e o Coração, resultando no bem maior que é o...
AMOR!

Sinto o perfume da flor
No sorriso do inocente
Espelhando pureza e amor
No fundo da alma da gente.

Um afago de criança,
Em alegria sem freio,
É o mel da bonança
No côncavo do seio.

Gorjeio de beija-flor
Na fofura da grama,
Complacência do amor
Na alma de quem ama.

Peregrino é o amor
No âmago do vivente,
Quando puro é ardor,
Sendo falso, é ausente!

Uma estrela a brilhar
Piscando na imensidão,
É como o lacrimejar
Da saudade no coração.

O verdadeiro amor
Só é visto no infante
Que, não cobra favor,
Do adulto farsante.

Amar é multiplicar
Parcelas de afeição
Diminuindo o penar
Na soma da ilusão!

***
REFLEXO!... FICÇÃO OU REALIDADE?

Uma folha de papel vazia de letras ou desenhos é uma mera passarela de vermes, insetos e impurezas, desde que fique estática em qualquer base que a sustente, muito embora ela seja, constantemente, movimentada pelas aragens circunvizinhas, entretanto... Ela se transforma totalmente ao receber em seu bojo de superfície os vocábulos sujeitos às mais diferenciadas interpretações do leitor, em quaisquer que sejam às línguas ali transmitidas ao sabor de quem saiba entendê-las, podendo, assim, serem benéficas, maléficas, comerciais (ou não), de instruções, parvos, eruditos ou vulgares, finalmente: ela só é o reflexo do que possa conter! Entretanto, mesmo ela sendo tão diversificada na sua amostragem, pior seria ignorá-la totalmente sem divisar o seu conteúdo por pior que seja ele.
Quando o Homem ignora qualquer coisa que se lhes apresente de bom ou de ruim, ele nada mais é do que a mesma folha de papel sem transmitir ou apreender nada de útil, ficando estático sobre a "mesa" da vida. Enquanto a humanidade, em sua individualidade, insistir em não tomar conhecimento das coisas que o cercam nesta ilha que é a terra em que reside por empréstimo, ela se transformará em um mero conjunto de carnes, ossos, membros, órgãos etc. a vegetar pelos caminhos da vida, nada vendo, nada entendendo e nada ajudando a si próprio ou aos seus irmãos de jornada.
Nós, só daremos valor meritório a algum evento utilizando o nosso trabalho físico ou mental e... Participando integralmente ou, nas suas arestas, porém... Fazendo parte!
O nosso desinteresse pleno ou mesmo parcial de qualquer coisa que não entendemos, não procuramos saber o que é, ou nos colocamos à margem, pode nos causar muito mal e nos atolar na ignorância crassa, com isso e, por isso, muitas descobertas deixaram de vir à luz, muitas soluções se perderam nos seus meandros aglutinados da informação colocada à nossa frente e não verificada, vivificada, seguida ou desprezada.
Ao Ser Humano foi-lhe dada à inteligência para destacá-lo em evidência dos seus "irmãos" animais, ditos irracionais, entretanto, é preciso que o Homem observe, pesquise, se ilustre, aprenda apreendendo, participe do bem inteiramente e sem desprezar o "Mal", todavia, extraindo-lhe o sumo no sentido de não lhe seguir os passos errôneos e enganadores à procura das benesses que ele oferece no intuito de nos escravizar, todavia, se não tomarmos conhecimento das coisas ruins nunca poderemos dar valor e "movimento" aos bons ditames a caminho da moral ilibada, exemplar e sem as manchas da soberba e da jactância.
No universo, criado pelo "Arquiteto Divino", sempre haverá o contencioso ou os lados opostos, justamente para os seus filhos escolherem à vontade o seu itinerário para Ele, de livre e espontânea vontade individual, nessas condições, dentre milhares de outras, Deus nos permitiu perceber a Realidade e a ficção, científica, ou não.
A realidade é facilmente comprovada ao ser destrinchada dos seus acompanhamentos às "farpas e fiapos" ilusórios ou utópicos, ficando plenamente viável, observável e aceitável como verdade fidedigna, mas...
Com a ficção os caminhos são outros! Não há, comumente, a prática e o aprendizado acadêmico, o tirocínio escolar ou o trabalho, quaisquer que sejam às profissões envolvidas ela estará sempre flutuando sobre os seres viventes, agindo tal e qual um espelho que tenha sido lhe retirado o fundo que destacava o reflexo do que lhe fora colocado à sua frente; pode ser uma corrente de águas mansas negaceando na correnteza impetuosa dos rios, ou uma sombra esvaecida consumida por uma claridade cegante, porém, a ficção sempre estará interligada a realidade sem divergir da sua clarividência ou se mostrar livre e altaneira, perambula, ombro a ombro, com o estável sem se fazer de instável e é razão de ser da própria veracidade por lhe dar o respaldo da dúvida e da controvérsia.
Escrever ficção é muito mais difícil do que estribar-se nos compêndios, escolaridade, saber culto, ou a experiência dos anos vividos escrevendo, dessa forma, a realidade para o escritor de ficção ele só terá por respaldo e orientação e direção extraída da sua própria mente e destilando o conteúdo para as passarelas dos papéis, até então, inertes e nada constando, a cada linha resultante da sua procura mental, os vocábulos vão criando vida real sem sombrear ou fazer frente à realidade, apenas se inserindo no meio à procura de quem tenha a aceitação do imprevisível ou do imponderável e que possa deles extrair muita coisa inverossímil, contudo, discutível e rico em nuanças diferentes do ordinário, assim, enriquecendo o seu lazer que é o inimigo número um do stress.
A ficção é a razão de ser e de estar da realidade, sem ela o nosso cotidiano se transformaria em uma miscelânea de imagens e objetos com destino predeterminado e por alguém anteriormente especificado, orientando e determinando, o que não nos permitiria o contencioso ou mesmo a disputa salutar, assim, seria o manancial que não pode escapar do seu leito ou o vento brando tipo zéfiro que tem que prosseguir para onde foi propelido.
Sempre que ocorre o "anormal" intrometendo-se no que imaginamos ser irretocável e não modificável, em razão da mesmice que nos invade desde os primeiros anos de vida, a nossa reação primeira é não aceitar a intromissão parecendo sem fundamentos como o que conhecemos, se o observador for como a folha de papel inerte, ele não dará importância ao evento "estranho" e continuará estático vendo sem ver e recusando-se a sentir a novidade, entretanto, sendo ele um estudioso ou uma pessoa que gosta de analisar e pesquisar a novidade discordante da sua realidade e, lhe imposta! Acabará por ver às luzes e as emanações da "coisa nova" que não sabe ainda explicar, no final da sua observação começará a sentir e ver que é a ficção se inserindo em seu saber para melhorá-lo, ilustrá-lo e fazendo parte da "casca" ao lado da realidade palpável sem, contudo, ter a matéria como a conhecemos.
O "estresse" é a mesmice que, quase sempre, se enraíza em nós nos tolhendo o raciocínio ideal o empanando, sendo fruto da realidade atual e do mercantilismo selvagem do cotidiano da nossa subsistência física ou mental, todavia, o ser humano que souber contrabalançar tal situação navegando em cabotagem nas águas mansas (ou não) da ficção, saberá colher um linimento ficcional adequado a equilibrar o que observa como real e o que pressente como irreal, porém, possível de existir e até de lhe amealhar, para, num futuro próximo ou longínquo, lhe dar os meios e as condições do equilíbrio perene entre a realidade (que o sufoca) e a ficção que lhe dá o respaldo para continuar pelos "caminhos da vida até o portal de ultrapassagem".
Em todo esse prefácio, pelo menos até agora, foi necessária a prolixidade em razão da dificuldade de se explicar o que é uma ficção se tornando realidade.
Numa história amplamente repleta de coisas imaginárias mescladas às realidades, fica difícil ao seu autor ao menos tentar convencer o leitor de que o que ocorre pode acontecer no momento atual e real, todavia, também fica quase impossível se provar o contrário, principalmente se considerarmos que estamos vivendo no presente e gerando o futuro sem um "ultra-som" que nos possa indicar o que veremos ou ouviremos no porvir, futuro esse que poderá ser até mais fantasioso do que a ficção ora apresentada.
Se houver dúvida, imagine-se no século imediatamente anterior ao último, diversificando sobre teoria atômica, computação e seus assemelhados, trem bala, aviões supersônicos, antibióticos, operações complicadas no cérebro e até no útero, armamentos potentes, viagens estelares, satélites etc., num século ou período que mal conhecia a pólvora, o condigo Morse ou os seus sucedâneos mais próximos.
Uma Chave que se preze terá sempre uma dupla função: A de abrir alguma coisa ou... Fechar!
Às suas duas atribuições pode parecer antagônicas ante um observador precipitado ou inepto, entretanto, num exame criterioso e idôneo de um observador capaz (daqueles que dissecam tudo que lhes apresentarem como ponto passivo de entendimento pleno e, anteriormente, aceito), Ele entenderá que não haverá duplicidade antagônica numa Chave que abre e fecha algo, simplesmente, pelo fato de cada ação ser completa em si própria sem deixar lacunas para a outra função específica.
Quando abrimos qualquer coisa, descortinamos o seu interior e, quando fechamos, nos é vedado o que foi lacrado, todavia, não é a Chave que atua e, sim, o seu manuseador! De forma idêntica, ou aparente, uma arma de fogo não atira e um computador não computa sem uma mente ou mão a manejá-los ou, os programar.
Dessa maneira, ouso dizer, sem receio de errar ou parecer um parvo ou ateu, que, seguindo essa minha linha de raciocínio, poderemos equiparar várias situações, dentre elas, às seguintes:
-A realidade nada valerá sem a ficção para destacá-la ou, divergir, sem comprovação estilizada ou escolarizada no tirocínio atual, bem como, a ficção de nada servirá sem a realidade para dar-lhe o contencioso veraz, ou não!
-Deus, Todo Poderoso e Arquiteto do Universo! Não quis destruir o demônio ou o "Mal", justamente para não formar hostes de robôs a lhe dizerem "Amém!", preferiu que os seus filhos viessem a escolher o "Caminho para Ele" optando entre o "Bem" e o "Mal".
-Satanás, totalmente sem Deus, perderá todo o seu poder maléfico senão tiver um adepto sequer e, para conseguir a platéia, utiliza a ficção que não tiver o respaldo ou a orientação da realidade pura e indiscutível.
-"Uma maçã podre colocará o cesto a perder" se não tiver um "Cesteiro" que saiba usar a realidade e a ficção para o Bem, dessa forma, separando às ruins das boas e dando a cada uma o destino que o seu discernimento achar melhor, porém, nunca ficando com as podres!
-Os bandidos, em vários lugares, se sobressaem em relação aos bons e honestos, exatamente pelo fato de ser permitida a "mistura do podre com o são", principalmente nas prisões e pontos defectos longe da "Luz da virtude".Este texto é ficção! Contudo... Será realmente?
***
RESPINGOS DE AMOR!

Amar é se entregar com devoção
Sem cobrança de nenhum retorno.
É ter na mente o afável coração
E, nele, o amado em contorno.

O Amor não é bem pecuniário
Nem tem valores definidos,
É um doce e amplo plenário,
Sem espaços reduzidos.

Amar não tem atribuições
Nem labores especificados,
É a união de dois corações,
Sem macular os predicados.

O Amor não aceita imposição,
Nem faixa etária definida,
É a projeção de um coração
Na arena amorosa da vida.

Um Ser que não nutre o amor,
É um deserto invadindo a vida,
Não tem em si o mínimo valor,
Só vivendo na orla sem guarida.

Não há possibilidade de troca
Quando não existe o afeto,
O infeliz vive numa loca
Cerceado do amor perpétuo.
***
TABELAS... REFLETORAS!

Quem tem o Dom da análise fidedigna do que considere como perfeito e aproveitável para o bem comum, sem projetar jaças defectíveis ou fragmentações ao seu derredor, não pode se omitir apenas vendo a "caravana passar" sem se pronunciar sobre as farpas deletérias que, em estilhaços constantes, acabam por atingi-lo diretamente e/ou... Por tabelas refletoras!
Apesar de Ter tal Dom somente de forma empírica baseada na minha maturidade, não posso me omitir, naufragando no silêncio total e covarde dos "mudos voluntários", dessa forma, ousadamente, passo, para quem quiser tomar conhecimento, às minhas objeções e reparos á respeito do que vejo e ouço em vários meios de comunicações:
1)- Acréscimo monetário de Multas de condutores de veículos automotores:
Elevar, a preços astronômicos, as Multas aos infratores do trânsito é, pelo menos, um absurdo! Pois, provado está que as leis em geral não coíbem o crime, inclusive os do trânsito e, elevar as multas, só iria aumentar as infrações pelas "esquivas" e pelo descaso dos cidadões pelos comandos e Leis! (Sem honrosas exceções quando se tratar de infratores conscientes de um erro e, os habilitados saberem o que é o certo e o errado!)
Seria o aumento pretendido apenas para cobrir a falta do CPMF?
Tais multas iriam corrigir as deficiências das nossas rodovias! Se for para isso, tal corrigenda teria que ser feita antes da elevação punitória, pois, não corrigindo! Quem teria que ser multado seria o responsável pelas estradas deficientes e perigosas!
Elevar as Multas para quem dirige embriagado, só iria beneficiar o erário, pois, o condutor embriagado, ao em vez da multa, deveria é ser colocado na cadeia como autor de crime doloso e, não, com as benesses de crime culposo.
Se, os processos, condenações e prisões não estão sendo capaz de diminuir a prática de crimes em geral, a Multa elevada só irá dar subsídios aos infratores para: ludibriarem tal penalidade, os agentes de trânsito e a todos nós.
Ouso, respeitosamente, dar a minha sugestão, que é a seguinte:
No licenciamento obrigatório e anual, todos os proprietários de automotores teriam que depositarem, por exemplo, dez por cento a mais e, só receberiam corrigidos no próximo licenciamento se não tiverem recebido nenhuma multa de trânsito. Aposto, sem poder provar, que o Estado ficaria com a maior parte do dinheiro depositado, dado a reincidência dos infratores, mas, também, muitos condutores de tudo fariam para não serem multados, pois, quase todos nós, temos "Escorpiões nos bolsos" quando estamos sujeitos a tirar dinheiro deles.
2)- Noticias repetitivas em todos os meios de comunicações, nos enchendo os ouvidos, a mente e a... Paciência!
A mim, parece que os editores e repórteres em geral, sob a tutela dos seus dirigentes de Jornais, Televisões, Internet etc. ficam, somente, na apuração de algo sensacional e de interesse público para estampá-lo para nós! O que é o ideal! Entretanto, a repetição constante, nos massifica e torna-se um verdadeiro enxame de letras e sons nos delinqüindo o pensamento, ao ponto de se tornarem decoradas.
Eis apenas alguns exemplos:
- O caso Renan Calheiros.
- Dopings de alguns atletas.
- Morte de pessoas influentes.
- Políticos corruptos.
- Férias do nosso Presidente e doença do vice.
- Polícia do Rio de Janeiro.
- Corrupção de Policiais e Políticos etc.
A continuar, teria que ter centenas de papéis para enumerá-los.
Sei, sobejamente, que a Notícia é necessária para a nossa evolução e conhecimento eficaz, todavia, que Ela seja geral e imparcial e, não, repetitiva ao exagero, e de pouca utilidade para quem a recebe diuturnamente.
Esperando não ter ferido melindres, termino desejando felicidade a todos.
***
VEREDAS DO ÉDEM!
(Crônica & Poesia)

Nas resultantes ao esmereilamento dos Dons e Saberes morais, pela qual, passa a humanidade que, a cada dia, dá mais valor e crédito aos Bens monetários em detrimento da Moral e da distribuição de seus Dons pelo exemplo, virtude e compensações gratuitas, desde que não haja ao seu redor, ouvidos moucos e desinteressados, ficando, assim, o restolho fragmentário a esvoaçar pelas Veredas, por lhe ter sido vedada a aceitação nas Avenidas e Alamedas de tráfego, tão somente, a favor do gáudio de quem tem muito para si sem distribuir a sobra para ninguém!
Nas Veredas da vida, o Desnutrido da divisão lhe negada, fica esmaecendo todo o seu pensamento, numa euforia do seu futuro, numa ânsia sem âncora. Segue reto pelos contornos, dá voltas desengonçado pelas retas e, para perplexo, nos cruzamentos lhes impostos pela ganância de outros passantes.
O seu verão é em águas estagnadas, em um páramo com estiagem reprimindo o florescer do vergel da sua nostalgia. Segue em vacilantes e embrigadas passadas, tal e qual, a dos ébrios tresloucados à procura da periferia dos prêmios e vantagens, sempre, lhe negados!
É, apenas, um número como o do seu CPF ou identidade, sem nenhum valor para a equiparação de média com os demais e, sem receber a doação de Bens que sobram aos outros caminhantes, no entanto, Ele e os companheiros de desdita são sempre dilapidados até o cerne, ficando zanzando sem rumo e escorraçados sem receberem ajuda alguma.
Quando conseguem chegar às Avenidas e Alamedas da vida, não tem o itinerário definido nem o rumo facilitado, passando a ser um passante sozinho e ignorado, com o agravante de levar uma Cruz, invisível para os outros, e lhe arcar os ombros, tropeçando a todo o momento e, levantando-se estafado, pede ajuda aos abastados, recebendo a negativa com desdém.
Todavia, a mesma Cruz que trás consigo, lhe dá o amparo resignatório pra seguir o seu sofrer na esperança de, ao final dos seus dias, chegar ao Édem por seu Deus lhe oferecido.
O Pai de Todos! Inclusive, dos deserdados e infelizes, escolhe, primeiro, os que percorrem pelas Veredas e, até as prostitutas arrependidas, deixando as beatas, sem solidariedade com os irmãos, pelas Avenidas e Alamedas, pois, para Ele, o que tem mais valor é o Espírito benfazejo e, nunca! A projeção do luxo e da falta de beneficência dos corpos subalternos a Ele.
A seguir, um Resumo do acima referenciado, em forma de poesia, de minha autoria inédita:

Volatilizo todo o meu tino
Na euforia do destino
Em ânsia descontrolada,
Sigo reto em curvilíneas,
Volteio nas longarinas...
Estanco na encruzilhada!

Veraneio em águas turvas
Num deserto sem chuvas
Em um vergel de nostalgia.
Sigo passos embriagados
De ébrios já deslocados
A caminho da periferia!

Sou número na sociedade
Sem média pra eqüidade
Nas doações dos valores,
Mas... Retiram-me o sumo!
Fico vagueando sem rumo
Desnivelado dos favores.

Perambulo pelas avenidas
Sem ter metas definidas
Nem destino predominante.
Sou um viandante solitário
Levo minha cruz ao calvário
Tropeçando a todo instante!

Em cada levantar arfante
Peço arrimo ao passante...
Recebo escarro no rosto!
Só da cruz recebo o amparo
Pra seguir o meu rosário
Ao Éden por Deus proposto.

Oh! Deus meu das infelizes
Que escolhe... Meretrizes!
Deixando beatas no inferno.
Pra Ele só vale o espírito
E, nunca, o valor do grito
Do pobre corpo subalterno!

***
REFLEXOS DO AMOR!

Perambulando pela vida, numa seqüência de afazeres acumulativos e com necessidades prementes e, necessárias ao meu sustento físico e espiritual, deparei-me com uma aposentadoria, após 40 anos de trabalho, às vezes, diuturnos, no Exército, Polícia Militar e Civil e no Fórum da minha Comarca, quando, de repente, cai no vazio e no abandono de tudo o que fizera de labor, no período em que trabalhei como policial e outros misteres.
A minha aposentadoria se deu há duas décadas, ocasião em que passei a jogar sinuca a valer dinheiro e a ingerir aguardente diariamente, porém, em razão da vida militar anterior, só ficava ébrio em minha residência, para onde fugia aos primeiros sintomas de embriaguês, resultando em homéricas brigas com a minha esposa que, por "dever de ofício", se intitulava de sóbria, descarregando em mim os seus conselhos, não aceitos por mim naquele estado etílico.
Por volta do ano de 2.000, resolvi parar de ingerir bebidas alcoólicas e jogar sinuca, comprei um computador e, em seguida, entrei na Internet, passando a criar vários livros, poemas e textos diversificados. Hoje, totalmente curado e, sequentemente, sóbrio. Fiquei, com o meu novo trabalho, curado das tremuras das mãos (Talvez LER) e, continuei e, continuo... Escrevendo!
Para tal reviravolta comportamental, tive a imprescindível ajuda da minha esposa e, os prêmios de quatro NETOS maravilhosos, COM TRÊS Deles, praticamente, vivendo sob o meu teto, enquanto as mães trabalham nos Correios numa cidade vizinha.
A minha recuperação moral e de comportamento se deu pela ajuda da minha esposa e filhos, todavia, a sua fixação, é resultante do amor dos meus Netos perfumando a minha existência com os seus sorrisos inocentes e afagos constantes com alegria sem freios.
Todo homem que tiver uma mente arejada e assimilativa do reflexo, projetado pelos seus Netos, não poderá, nunca, se abraçar aos vícios e devassidões, pois, sendo um "espelho" para receber tais luzes, não poderá virar-se de costas aos netinhos, mostrando-lhes a parte opaca e posterior ao recebimento do reflexo refletido em sua direção.
A seguir, apresento um meu poema, direcionado a todos os netos:
OS NETOS!

Quero seus beijos em meu coração,
Minha alma enlevada, Peregrinando.
Seus olhares em doce investigação
Meu corpo, trêmulo, diversificando.

Anseio seus sorriso em afagos serenos,
De seus olhares na minha face com timidez,
Dois faróis de diáfanos focos plenos,
Fazendo-me feliz... Como sempre o fez!

Desejo o seu sim contrapondo o não,
Seu sorriso amansando a tormenta
Em doces lábios de pura absolvição
Fotografando a minha alma... Sedenta!

Pelos caminhos, só encontrava
Rampas e curvas no meu sofrimento,
Mas, a firmeza dos nossos corações,
Transformou dor em esquecimento!

Certeza eu tenho do correto gabarito
Da somatória do meu esquecimento,
Com os NETOS abafando meu coração aflito
Com um doce amor em... Medicamento!

***
PEDÁGIO DE PASSAGEM!

O Homem é o maior predador de tudo o que existe que tenha vida como a conhecemos ou... Não! A sua ambição constante e inconseqüente para os frutos do Bem, percorre pelos "caminhos" dos seus irmãos e principalmente, da Natureza!
Na sua insensatez, vai despejando o seu lixo (qualquer que seja Ele) nos riachos e córregos, entulhando as margens em razão da força longitudinal das suas águas, desde a sua nascente em filetes até os mares e oceanos em ondas volteantes e caudalosas que, assim, mais e mais, manda o lixo recebido e herdado para as suas margens de passagens.
O Homem citadino se torna inapetente e imprudente, portanto, um inútil para a paz da natureza, com isso e, por isso, para a sua própria paz e a dos seus assemelhados, jogando o seu lixo nas águas, ao ponto de considerá-las o descarrego da sua sujeira, por Ele produzida.
Às águas vem da límpida mina, nascedouro nas vertentes, de onde, normalmente, têm as nuances cristalinas e resplandecentes aos raios solares e, sempre, mitigando a sede de todos os que a procuram, canalizada ou, não!
Logo no seu início pelos declives das encostas, percorrem seperteando pelos agrestes, seus limítrofes, porém, trazendo o seu corpo límpido e refletindo as belezas do Céu e das suas margens, ainda sem as sujeiras, num trajeto pré-estabelecido e apoiado pela própria Mãe a... Natureza!
Às águas são incansáveis em seu trajeto, doando a vida e a abundância e, apesar de ter sido estável desde o seu nascedouro originário da mina, é a razão de ser e de estar de todos os animais e das plantações em geral, desde a modesta gramínea até as árvores frondosas.
Todavia, tão logo, jorrando, na maioria das vezes na calmaria, chega às povoações humanas (Vilas cidades etc.) começa a pagar um injusto pedágio ao dar aos homens parte das suas águas para a sua subsistência, porém, recebendo, em troca, o seu lixo imundo para a condução aos rios maiores, mares e oceanos.
Homens insensatos! Por qual razão, sendo conhecedores da ciência e suas vantagens, despeja a sua imundície nas águas que o beneficiam? Elas estão, apenas, ao seu serviço, na passagem constante por vocês, lhes dando sua água e, em resposta, recebem o seu lixo!
Eis um meu poema inédito e relativo ao texto supra:
A PASSAGEM
Por que, vil e insensato,
Entulhas-me às margens
Da infância/regato...
Ao mar da abordagem?

Por que, citadino inútil,
Lança-me o teu estorvo?
Será minha ajuda tão fútil
Que me julgas o teu corvo?

Venho da límpida mina,
Nascimento da vertente,
Trago águas cristalinas
Mitigante da tua gente!

Enquanto serpenteio o agreste,
Mantendo meu corpo imaculado,
Vou refletindo a beleza celeste
Em meu trajeto... Calculado!

Sou um viandante incansável,
Doador de vida e de fartura,
Apesar de ter sido estável
Sou razão de ser da criatura

Mas, chegando às povoações,
Pago pedágio de itinerário:
Dando-te água aos borbotões,
Levando-te o lixo ao estuário!

Por que, tens tanta voragem,
Despejando-me tua imundície,
Estou apenas de passagem,
Dou-te água: dá-me... Canalhice!

***
A VIL MATÉRIA E O... ESPÍRITO!
(texto poético)

Esquecido, ignorado e desorientado, tremendo e faminto, vagueia o mendigo pela noite à dentro, inseguro e carente das benesses que lhe cobririam o corpo e acalentaria o seu estômago vazio e... Dolorido!
Ele, não tem meta a seguir, transitando com velhas e maltrapilhas vestes, se sentindo um restolho humano e... Decepcionado com o seu malgrado viver!
As calçadas sujas e cheias de protuberâncias, inclusive, de fezes de animais, são as suas passarelas diuturnas. Os latões de lixo são a sua orientação e balizamento à procura de sobras alimentícias. Os portais, portas e portões, sempre fechados para Ele, de onde, apenas, a brisa, em ricochete, o alcança e o alivia um pouco.
Em cada cruzamento percorrido, os seus ombros vão se abaulando em direção do solo, com os seus pés vacilando e reclamando do acúmulo de peso, na fuga dos escombros empoeirados.
Pára! Ante uma luz forte de um dos postes e, atoleimado, se sente tal e qual, uma simples mariposa embevecida. Nas casas, ao derredor, vê o máximo conforto sem divisões para Ele... Um mero fantoche copiador da vida fulgurante ao seu redor!
Apóia-se a uma parede sentindo o seu calor e, ao mesmo tempo, arqueando, senta-se no piso a lhe umedecer e gelar as nádegas, com uma funesta sauna imposta e sem clemência, por lhe dar o calor da parede e o frio do piso.
Todos nós! Somos de Deus o reflexo, em um retrato de valor positivo, entretanto, os Homens, numa ambição desmedida de recolhimento de Bens materiais e valores para si, faz do miserável mendigo um mero... Negativo!
O pedinte sofre em sua carne o abandono, estando (ou, não) às margens da fartura, se dilacerando na "escada" da vida que o levaria a um altiplano, quando lá chega, se o conseguir estará, to, talmente, arrasado pelos sofrimentos e fome na tentativa da subida.
Todavia, acabada a condenação da mísera matéria lhe doada, o seu espírito refletirá com um poderio real, totalmente liberado da casca material, por Ele carregada durante a sua passagem entre nós, deixando os afortunados dos palácios e residências monumentais com uma dívida redobrada e infindável, por ter permitido a miséria e praticar o desinteresse total sobre o seu irmão da caminhada pelas "estradas" da vida!
Vê-se, a seguir, uma modesta poesia de minha autoria e inédita, alusiva ao texto acima:

A JORNADA!

Perdido na noite impura
Sem itinerário definido,
Vagueia a rota criatura
Paria da vida... Desiludo!

Têm calçadas por passarela,
Latões de lixo como baliza.
Portais/camarotes, seqüela!
Pôr aplausos, apenas a brisa!

A cada esquina vencida
Arqueiam os seus ombros,
Os pés vacilam na subida
Ao fugir dos escombros.

Para ante o neon... Absorto!
Igual uma mariposa vencida.
Nas casas, o máximo conforto,
Nele... Um arremedo de vida!

Encosta-se na parede quente,
Nádegas no piso úmido/gelado:
Sauna funesta e inclemente
A dizimar o âmago do coitado.

Somos de deus o retrato
Com reflexo... Positivo!
O homem, em voragem,
Faz do mísero... Negativo!

Sofre a carne do abandonado
Dilacerada na escada da vida,
Chegando ao patamar arrasado
Pêlos percalços da vã subida!

Porém, esgotada a natureza
Da vil matéria lhe d, oada,
O espírito reluz com realeza
Liberto da casca da jornada.

O afortunado da matéria
Terá dívida... Acumulada,
Por dizimar a miséria
Sobre irmão de jornada!

***
LÁGRIMAS PARA O... ALÉM!

Mamãe! O teu choro continuado e, com pausas de um lamento triste e articulado, me faz penar e pensar que a minha morte não terá fim, muito embora, agora, saiba que tenho a vida eternamente!
Por aqui, sou muito mais feliz do que todos os viventes do universo! Na minha atual e recente vida astral etérea, me faz recordar de que, aí, só tinha uma vida de pouco tempo para ser aproveitada integralmente e, compartilhada com vocês, ao passo que, nesta minha atual existência, Ela é consistente e... Eterna!
Só as suas lamúrias e choros têm perturbado a minha felicidade, hoje, quase plena, pois, a cada lágrima vertida pelos seus olhos maternais, o meu espírito e alma ficam enciumados e penando pelos portais que ainda tenho que ultrapassar.
Portais que, agora, nos separa, por você ainda estar lacrada na matéria que a conduz pelos "caminhos" da sua vida. Quando conseguir a délivrance da carne. Nós, unidos, viveremos em plena luz!
Mamãe! Você fez quase de tudo por mim, até o que parecia inverossímil, todavia, o impossível, que seria a minha retenção na vida material, só o nosso Pai Celestial poderia ter feito e... Não o fez!
Com isso, minha mãe maravilhosa, a perdi, por enquanto, porém, ganhei por nova mãe a dulcíssima Maria, genitora do nosso Salvador. Quando você vier para cá, seremos irmãs, pois, juntas, teremos por mãe a Santa Maria, assim, passaremos a ser, também, irmãs do amado Jesus Cristo!
Comungando com o meu texto, apresento a vocês um meu poema inédito, dirigido a todas as mães que perderam filhos (as) para a eternidade do espírito:

LÁGRIMAS!

Mamãe, não chore por mim!
Não lamente nem fique triste,
A morte da vida não é o fim,
Pra mim, ela, eterna... Existe!

Sou mais feliz do que vocês
Em minha atual existência,
Por aí, só vivi por uma vez,
Aqui... Existo em consistência!

A cada lágrima derramada
Dos seus olhos maternais,
Minha alma... Enciumada!
Fica penando pelos portais.

Portais agora nos separando
Da matéria que você conduz,
Quando dela for se livrando,
Viveremos juntos... Na luz!

Para mim, foi feito o possível,
O impossível só Deus poderia,
Perdi você, minha mãe incrível!
Mas... Ganhei por mãe: Maria!

***
ABSOLVIÇÃO AMOROSA!

Almejo os seus beijos nos unindo a matéria, o espírito e, o... Coração!
Minha alma se eleva ao receber o ósculo, saindo do estágio estático à procura de unir os nossos lábios, sob os seus olhares perscrutadores do meu aceite, com o meu Ser tremulante e, diversificando os sintomas da minha devoção, esperando que tal momento dure por uma eternidade, em nossa comunhão voluntária e afetiva.
Procuro o seu sorriso me afagando com reincidência calma e serena. O seu olhar a mim dirigido colore a minha face, lha inundando com os seus dois faróis amenos em mira plena, fazendo-me feliz, como sempre o fez.
No meu âmago, desejo a sua concordância, contrariando toda a recusa, porventura, transcorrida. O seu amor amaina toda a tormenta ao meu redor, sob os seus lábios, em pura e doce absolvição, tão logo Eles fotografem a minha alma carente dos seus afetos!
Pelos meus "caminhos" percorridos, anteriormente, só esperava traições, desamor, desníveis e encruzilhadas a me periclitar o prosseguir, todavia, as firmezas dos nossos corações transformaram todas as dificuldades e ultrapassagens difíceis os delineando em... Esquecimento!
Tenho a convicção plena e comprovada da correta anulação do meu sofrimento, quando você acalma o meu aflito coração com os seus doces amplexos e beijos, como um salutar e viável... Medicamento!
Apresento, a seguir, um meu poema inédito, alusivo ao texto referenciado acima:
PERDIDOS DE AMOR!

Quero teus beijos em meu coração,
Minha alma enlevada, peregrinando.
Teus olhares em doce investigação
Meu corpo, trêmulo, diversificando.

Anseio teu sorriso em afagos serenos,
Teu olhar na minha face com timidez,
Dois faróis de diáfanos focos plenos,
Fazendo-me feliz... Como sempre fez!

Desejo o teu sim contrapondo o não,
Teu sorriso amansando a tormenta
Em doces lábios de pura absolvição
Fotografando a minha alma... Sedenta!

Pelos caminhos, só esperava traições,
Rampas e curvas no meu sofrimento,
Mas, a firmeza dos nossos corações,
Transformou dor em esquecimento!

Certeza eu tenho do correto gabarito
Da somatória do meu esquecimento,
Quando tu abafas o meu coração aflito
Com teu doce amor em medicamento.

***
EGOCÊNTRICO AMORTECIDO!

Eu sou uma depressão, seca e improdutiva, na humanidade, num cenário em catástrofe evolutiva e estéril, vivo numa faminta mistura ignóbil, nas reuniões das cercanias.
Sou um viandante com poucos seguidores na surdez dos meus deslocamentos, cercado por decrépitos desinteressados. Sou um cochicho, frio e escorregadio, numa cratera de muita orgia e cimentada de devassidão.
As minhas lágrimas falsas escorrem em direção do lixo das ilusões quiméricas, vindas da minha essência de falsidades, em um deserto cheio de entulhos imprestáveis.
Sou uma jóia cheia de jaças entrelaçadas numa série de difamações, tendo um itinerário de aclividade, porém, grampeado na minha solidão, jamais atingirei o ápice.
Sou uma prateleira no canto da minha vida enlouquecida, sem ser um elo de corrente, tal e qual, o planar das sarcófagas.
Flutuo, insanamente, me aproximando imerecidamente da verdade e, sobre os irmãos acomodados, quais seixos nas corredeiras e, me apossando de um saber irregular, idêntico às pedras nos caminhos dos portais da nossa mera existência. Também sou o saber popular braçal e vazio de sapiência plena, me apresentando como um retrato em cheirosos banheiros.
Também sou um navegador sem cáis na imensidão do espaço, me arrastando pelas águas, na voragem das imprevidentes quedas das águas.
EU SOU O SEU EGOCÊNTRICO! Amordaçado de ignomia e inverdades, numa orquestra de falsidades, vindas da sua impostura... Fraudulenta!
A seguir, apresento-lhes um meu poema inédito e alusivo ao texto acima:
O REFLEXO!

SOU uma restinga humanóide
Num universo em cataclismo.
Sou uma voraz miscigenação
Nas junções dos horizontes.

Sou um tropeiro sem seguidores
Na surdez de ébrios indiferentes.
Sou um sussurro frio deslizante
Na cratera da orgia sedimentada.

Sou o escorrer das lágrimas
Nas sucatas das ilusões,
Sou uma duna protetora
Num deserto de restolhos.

Sou um talismã pingente
Num renque de infâmias.
Sou uma rota íngreme...
Grampeada de solidão!

Sou uma cantoneira estática
Em recanto de mural insano.
Sou um elo de corrente
Num planar de abutres!

Sou o flutuar da verdade
Sobre seixos acomodados,
Sou pedra nos caminhos
Dos portais da nossa história.

Sou a cultura braçal
Do vazio do nada.
Sou quadro de paredes
De cheirosos sanitários.

Sou navegador sem porto
Na imensidão do espaço.
Sou o arrastar das águas
Na vertigem das cascatas.

***
A HONRA E O BAJULADOR!

A dignidade pode ser amortalhada, se tornando desprezível pela miscigenação com a devassidão em proveito próprio, perambulando pelas ações invisíveis e incorretas para onde for direcionada maliciosamente, nesse caso, Ela premia, tão somente, o projetor Dela, negando aos opositores todo e qualquer agraciamento, porém, Ela sempre premia, regiamente, aos seus servis linsojeadores que, ao seu derredor, são vistos, diuturnamente, aguardando o prêmio imerecido.
A Honra se transformou numa mera retranca nos meandros da raça mestiça, como sustentáculo dos hipócritas, lhes fazendo acenos de benesses, todavia, lacrando o merecimento, por desconhecer a soma benéfica das dádivas, dessa forma, se impondo pelos insultos em prol de sua clientela venal.
No azimute do declínio da decrepitude, no círculo de visão unificada da terra com céu, ocorrerá a projeção da mente notável, portanto, competente de julgamentos, quando, então, a Verdade e a Honra refletirão de forma fluente e coerente, nivelando a balança do julgamento e, com a conseqüente condenação do Bajulador sem dignidade, o transformando num servil pelego aos pés dos honrados... Eternamente!
A seguir, um poema de minha autoria (inédito) alusivo ao texto:
O BAJULADOR!

Honra! Quem és tu... Miserável!
Vegetas somente no impalpável,
Premias apenas ao interesseiro.
Aos honrados sonegas valores,
Fazendo dotes aos bajuladores:
Sempre, sempre... Alvissareiros!

A honra virou mera dobradiça
Nos portais da raça mestiça,
Sustentáculo de hipocrisia!
Faz vênia ao favorecimento,
Desconhece o merecimento
E, da injúria... Faz freguesia!

MAS...

O Azimute da decadência senil
No horizonte do físico viril
Faz a verdade coar... Fluente!
Na balança fiel do julgamento
Ao bajulador caberá o tormento
De ser capacho... Eternamente!

***
ABORTO DESONROSO!

Mulher! Não ponha mácula em seu abdômen, que é a aresta envoltória do seu ventre, nascedouro da humanidade em cada ser assim, cultivado. Deixe que em seu útero permaneça por uns meses a alma pura da cor da vida e do futuro!
Não permita que a vida tenha à sua porta lacrada, onde, em seu interior está um feto que não conheces, pois, o porvir só a Deus compete designar! Você só será premiada ao final de poucos meses delineados para a délivrance.
Não projete no lixo o ente da sua união amorosa (ou, não!). Seja antes, uma mãe resignada com maestria regencial de amor ao ser que lhe compete proteger.
Não abortes a vida antes de ela chegar à plenitude, estando ela sob a sua proteção inerente, deixe o seu filho viver! Por ser um dependente e pendente de você!
O nosso mundo está numa mortalha, por tanta maldade difundida insanamente e, a cada feto assassinado, a opção da seleção humana é menos dadivosa.
Mulher! Não é você quem vai administrar a vida em seu útero, a você só caberá, apenas... Dar à luz! E, a Deus, fazer o ente crescer!
Se você não podia dispor da sua vida no seio da sua mãe, por qual razão pensa, irrefletidamente, em ser da morte a madastra cruel?
A perversidade na atualidade, não se origina das crianças e, sim, dos adultos em pele de animais irracionais, mestres de festins licenciosos e bacanais de vícios e de crimes generalizados.
O número de filhos num lar, realmente onera a subsistência malograda, todavia, fazer do útero um tanque a espremer a vida nele em evolução, será a morte da sua alma e... Vida!
A SEGUIR, um poema de minha autoria referente ao estipulado acima: NÃO MATARÁS... CRIANÇAS!
Não macule o teu ventre,
Santuário de doce harmonia!
Deixe que em teu âmago entre
A pura alma... Da cor do dia!

Não lacres à vida a porta
De um ente que não conheces,
O futuro só a deus importa
Tu, só ganhas o que padeces!

Não sepultes na latrina
O fruto da tua concepção,
Seja antes uma maestrina
Em regência de devoção!

Não abortes a vida futura
Sob tua tutela ingente,
Deixe viver a criatura...
Pedaço de ti inerente!

O mundo está poluído
Com tanta maldade insana:
A cada feto destruído
A escolha é menos soberana!

Não és tu quem vai gerir
A vida em teu ventre a nascer,
A ti, cabe apenas... Parir!
A Deus: fazê-los...crescer !

Se não podias dispor da vida
Quando no seio da tua genitora,
Por que, agora... Irrefletida!
Quer da morte ser tutora!

A maldade no mundo atual
Não vem de crianças vadias
E, sim, do adulto irracional:
Mestre de vícios e orgias!

O número de filhos num lar
Onera a subsistência falida,
Mas, fazer do útero um lagar,
É a morte de tua alma e vida!

***
HABEAS-CORPUS PARA UM SUICIDA!

DEUS... Todo Poderoso! É juiz de todas as coisas, atuando com a grandeza da Justiça incontestável!
Ele retira de nós as punições e as condenações prévias, resultantes de faltas anteriores à nossa chegada ao Banco dos Réus da sua Corte Celestial, em razão da nossa fraqueza de comportamento, ao bel-prazer da nossa carne perecível e vontade pusilânime e, mesclada da materialidade em confronto com o nosso espírito.
Meu Pai Celestial! Acolha as nossas ações morais, todavia, não as pese junto com as nossas faltas de tino, na mesma balança de igualdade, resultante do nosso corpo em descaminho.
Separe dos nossos defeitos a essência do Bem praticado, nascido e convivendo na mesma origem humana, porém, não jogue pra longe de Si, o seu filho por ter suicidado.
A Alma (ou espírito) sai do corpo violentado. Levando com Ela ao julgamento, todos os bons atos que o corpo exala, pelas qualidades bondosas que em seu âmago irmana em virtude do que praticou de bem exemplar.
Só será castigado o suicida que for ao julgamento celestial levando em sua alma enxovalhada pelos maus atos praticados, anteriormente, ao seu ato extremo, Isso, em razão de: Até o carvão produzir a luz e, do lodo, nascer o lírio.
Meu senhor! Por qual razão um suicida não será perdoado, apenas, por ter cometido um ato de perturbação mental de pequena duração em... Desvairamento?
A seguir, um poema de minha autoria, a respeito do assunto tratado:

RÉQUIEM PARA UM SUICIDA!

Oh! Deus dos perdões impossíveis!
Retire de nós o martírio dos castigos
Causados por nossa carne perecível
E secionada por nossa vontade vilã.

Deposite no éter às nossas obras,
Porém, não pese o nosso desatino
Na mesma balança de eqüidade
Da benfazeja alma que desgarra!

Separe do joio o trigo puro
Crescido da mesma rama afim,
Mas, não jogue na fogueira,
O teu filho pelo gesto impuro!

Se alguém, em momento de angústia,
Separa a alma do corpo carcereiro,
Terá como acusador mais ferrenho
O seu passado do gesto derradeiro.

A alma sai do corpo violentado
Levando consigo ao julgamento
Toda bondade que o âmago emana
Pela fluidez do bem antes praticado.

Só será castigado o suicida
Que tiver a alma enlameada
Por más ações praticadas
Durante a vida desregrada.

Se até o carvão gera a luz.
Do lodo nasce também o lírio,
Por que o suicida não irá a Jesus
Apenas por um erro de delírio?

***
LAMÚRIA INSANA!

Os Lamentos seqüentes, balbuciados a todo instante, está se transformando num alarido crescente a nos massacrar os tímpanos neste vale de lágrimas, onde se vive, quase que, insanamente! Pois, somos uma gleba alimentando a cultura do lamento neste mundo sem compaixão, tendo os seus Seres desditosos e carentes, inclusive, do amor e bons conselhos, o que nos leva a uma humanidade desesperada e sob sujeição constante.
Oh! Cegos lamentosos, cerceados da bondade plena, os seus olhares são focos de maldade e enganosas mortalhas da insípida mentira. As dicas e ambições das facilidades pecuniárias têm, às vezes, vocês como fiéis acompanhantes, todavia, em um momento oportuno, serão decapitados todos os seus valores conseguidos sem a divisão com os demais do recebido como benesse.
A inveja tem comandamento em todos os recantos, com a mentira superando o temor do choro e, a traição, brotando no lodaçal da raiva explorando o Bem com o uso da mentira constante.
A Maldade é logo premiada, em festejos com bacanais e orgias, pela escória acobertada pelos instintos maléficos. O Dia e a Luz ficam atolados numa cripta de imundície, perdendo o valor pela trituração dos seus privilégios e, resultando num fulgor opaco e passageiro.
PORÉM!...
A Luz da Verdade é imensamente pura, embora estando ofuscada pelas lamúrias constantes. Ela não brota na esterilidade das almas dos farsantes lamentosos, pois, só é alimentada pelo Amor e a Bondade, dessa forma, ficará, momentaneamente, sedimentada nos meandros dos lamentos, se não houver, ali, uma faísca de castidade e de Verdade plena.
O Bem, e os seus assemelhados, como a Bondade, Amor, Solidariedade, Divisão da sobra com os demais carentes (Lamentosos ou, não!) etc. tem vida própria, mesmo estando acobertado pelas lamentações, todavia, sem com Elas se interar, ficando, assim, latente à espera da chegada oportuna de uma Faísca saneadora, o que fará com que se liberte, totalmente, passando a fulgir ofuscando todas as lamúrias inconseqüentes, o que fará com que o ser desditoso se transforme de dependente das súplicas e projetor da sua real capacidade de adquirir o almejado, em um feliz vivente, sem ficar lamentando pelos Portais da vida e, parando de receber os "ouvidos moucos" aos seus lamentos.
A seguir, apresento uma poesia inédita, de minha autoria, relativa ao texto acima:

LAMÚRIA!
Oh, quanta lamúria
Neste vale insano,
Glebas de penúria
Num mundo tirano!

Seres sob desdita,
Afoitos, carentes,
Humanidade aflita
Jugos pendentes!

Oh! Cegos lamentosos
Tolhidos de bondade,
Olhos vis, enganosos,
Sepulcro da verdade!

As dicas da fortuna
Têm logo seguidores
E, em hora oportuna,
Castram os valores!


A maldade é premiada
Em farras de bacanal
Pela escória dotada
De instintos do mal.

O dia fica amordaçado
Na cripta da sujeira,
Seu valor é triturado,
Sua luz é passageira.

A luz da verdade pura
É tímida e constante,
Não brota na secura
Da alma do farsante
Ela só é alimentada
Por amor e bondade,
Ficando sedimentada
Se não houver castidade.

***
AUXILIARES DO... PODER!

Neste mundo narcisista, os Seres se digladiam à procura do apogeu, o fazendo, na maioria das vezes, calcando nos "andares de baixo" os seus auxiliares mais humildes, evitando, assim, que os acompanhem, lado a lado, até o patamar almejado, os considerando, erroneamente, como transtornos ao seu deslocamento para o ápice, todavia, os explorando até o âmago, durante a trajetória pretendida.
Ao derredor, toda a miscelânea da platéia, só admira o Poderoso na sua escalada aos píncaros, enquanto, no esquecimento com descaso, os seus ajudantes ficam, apenas, no labor sem a premiação merecida.
Os Auxiliares, tal e qual, as ordenanças, só ficam no ostracismo, no entanto, apesar de secundários, estão, sempre, na defesa do Poderoso, ferindo a quem queira atacá-lo ou, belicosamente, Dele se aproximar.
Quando ocorre falha na escalada ao auge, e o Poderoso vacila, o Auxiliar o acompanha esperando a derrota sem reclamar pela desdita. Unido ao Chefe, sabe da bancarrota iminente, sem reclames ou desespero, se sacrificando junto ao Chefe que, na certa, fora subjugado por outros alpinistas que o sobrepujou destruindo!
De poderia financeiro, didático e de boa apresentação, ambos, convivem no mesmo itinerário e espaço, o Poderoso difundindo o seu potencial agregado a Ele e, o seu ajudante, limitando-se a cumprir ordens, ferindo aos que lhe colocam obstáculos ao prosseguir.
Durante a subida. O poderoso se dava ao luxo de amenizar o seu físico com a sua capacidade financeira, enquanto o Auxiliar, cumprindo ordens, o defendia ferindo ao agressor, malgrado a chegada ao ápice pretendido, ficando na roda-pé da vida à espera do desenrolar dos seus destinos.
Oh! Humanos... Desumanos! Raça Racional... Irracional! Por qual razão pisoteias os seus Auxiliares, frutos da mesma raiz, os calcando sob as suas botas para o "andar de baixo"! Ao em vez de dar-lhes as mãos, os amparando, para, juntos, galgarem o patamar pretendido?
Vocês deveriam espelhar-se no exemplo da Rosa e seus Espinhos, nos moldes do meu inédito poema, a seguir:

O ESPINHO E A ROSA!

O espinho é guardião
Da rosa que o coroa,
É considerado percalço
Na proteção da flor.

Toda a admiração
É dirigida a bela rosa,
Enquanto no ostracismo,
O espinho é esquecido.

Como a sua linda protegida
É inerte ao todo movimento,
Limita-se a ferir o incauto
Que, ávido, toca-o na haste.

Quando o caule vai à jarra,
Ostentando a linda flor,
O espinho o acompanha...
À espera da morte certa.

Interligados, irão morrer
Na bela jarra de prata,
Condenados pelo homem
Que a tudo destrói em vão!

A rosa sempre perfuma a pele
Enquanto o espinho arranha,
Juntos, embelezam o jardim...
Até que os Homens os apanhem!

De naturezas diferentes
Convivem no mesmo caule,
Um, perfumando o ambiente,
O outro... Ferindo o invasor!

***
LAMENTOS... ESCRITURAIS!

De alguns anos para cá, a humanidade tem aceitado, pacificamente, os ditames de uma mídia volatilizadora de talentos emergentes, com parcos ou nenhum emolumento para usufruir das vantagens conseqüentes da sua produção criativa, principalmente, a literária empírica!
Por volta do ano 2 000, após aposentar-me do serviço público, resolvi parar de ingerir bebidas alcoólicas e freqüentar bares e praças públicas, quando, então, começou em mim, um tremor de mãos (talvez "LER"), porém, ouvindo um cientista dizer que o aposentado deveria procurar continuar no mesmo trabalho dantes, porém, de forma moderada e, como sempre escrevi, comprei um computador, entrei na internet e, hoje, estou livre das tremuras de mãos, tendo em meu computador 19 livros volumosos e inéditos de: Poesias/ Ficção estelar/ Suspense policial e Textos diversificados.
Com os meus arquivos e gavetas abarrotados pelos livros, procurei dezenas de Editoras lhes mandando alguns livros, porém, até agora, Todas Elas pedem uma alta quantia para a publicação, só dando de retorno dez a vinte por cento após a confecção e, a conseqüente publicação.
Tenho os meus livros estão no site WWW.mesadoeditor.com.br com mais de 900 acesos de inúmeras Editoras os lendo, entretanto, até o presente momento, Todas querem pagamentos para a publicação dos meus livros, dessa forma, não posso atendê-las por faltar-me o "maravilhoso" metal, não querer vender idéias com pagamento antecipado e, por considerar que o Autor não pode ser relegado a dez a vinte por cento da sua obra, ficando as Editoras com um emolumento de uns oitenta por cento da Criação, por Elas apenas completadas com a capa, vendas etc.
Entendo que as Editoras não podem arriscar-se a lançar no mercado um livro imprestável e invendível, criado por um iniciante, mas, para isso, Elas deveriam ter funcionários gabaritados de visão eloqüente das matérias (livros, textos etc.) lhes colocado à frente para o discernimento.
A continuar como está quem perde são os seus leitores ao ser tolhidos de lerem um bom livro, apenas, por o autor ser Pobre e desconhecido totalmente.
Desgostoso, por não poder pagar a publicação dos meus livros, tenho destrinchado Deles vários testos e textos e, os mandado para os Sites receptivos, bem como, os coloquei em álbuns para a leitura gratuita no Site WWW.asminasgerais.com.br
Estou com 71 anos (Idoso e, não... Velho!), portanto, quase alcançando o patamar que me levará ao "Purgatório", (os autores não irão para o Inferno) e, quando lá chegar, continuarei a Criar livros, poemas e textos, os enviando, pelo poder do pensamento transmitido pelo éter, para novos escritores desconhecidos, na esperança de que, algum dia, as Portas serão abertas e a "nossa" obra, pelo receptor assinada, sejam publicadas!
Sempre tive facilidade mental em Criar, literaturamente falando, que, imagino sem poder comprovar, haver um escritor passado despercebido pela mídia e Editoras, me Instruindo do local da sua purificação de justo antes da sua bem-aventurança a caminho dos céus!Finalizando, veja uma estrofe poética, de minha autoria:
Volatilizo todo o meu tino
Na euforia do destino,
Em ânsia descontrolada.
Sigo reto em curvilíneas,
Voltei nas longarinas e...
Estanco na encruzilhada!
Esperando que, algum dia, uma (ou mais) Editora possa me dar o prosseguir em direção dos leitores e/ou, bibliotecas, à lerem os meus livros, ora... Inéditos.

***
VENDAVAL DE... AMOR!

A nossa vida tem uma fase de calmaria, com suaves ventos no anseio da procura, propelidos pelo calor dos nossos desejos, mesclando o Amor com os... Lamentos!
É um vento de brisa fugidia que percorre o nosso âmago, nos socorrendo a alma sem calma, num marasmo rodeado de sarcasmos.
O nosso soluçar interno, no ego que se contorce no nosso arcabouço envoltório da sua morada, fica contido pelos preconceitos de nossos rivais exuberantes, porém, mesquinhos!
Deus... Meu Deus! Proteja os infelizes carentes do Amor puro e distributivo sem contendas! Troque as calmarias pelos vendavais impolutos. Estirpe da nossa vida as marquises que nos contém o prosseguir, as transformando em imensos currais coercitivos da posse particular de quem não mereça tal benesse e, em redemoinhos seqüentes, com as pessoas girando iguais sabugos em pocilgas sem vazantes.
Na mistura dessa voragem, Faça o seleto sair da discrição, transforme o predestinado o... Emudecendo! E, na somatória, faça da Igualdade uma... Realidade!
Ao final, os ventos se agonizam em razão do colossal temporal, Eles vão sem coroas de louro ou, pousadas fortificadas, pra uma cantoneira de prantos!
O Gorjeio da brisa dos ventos suaves ao nosso derredor, premiou a quem não precisou, principalmente, os abastados comprando o amor! De nada valeu a sua passagem nos corações pusilânimes e, assim, ante o verdadeiro e ardoroso Amor, Faleceu! No surgir do... Vendaval da igualdade!
Apresento, a seguir, uma poesia (inédita) de minha autoria, relativa ao texto acima:
VENTOS DE IGUALDADE
Suaves ventos serenos
Na doçura da procura
Ao calor do meu ardor
Amando e... Lamentando!
Brisa fria... Fugidia!
Percorre, vero socorre,
À minha alma sem calma
Em marasmo de sarcasmo!

Soluça o ego que pulsa
Na arcada da sua morada,
Sujeita aos preconceitos
De canibais... Racionais!
Senhor deus dos infelizes!
Troque a brisa por vendavais:
Lapide da vida às marquises
Transformando-as em currais!

Imensos currais verdugos
Em redemoinhos constantes,
E, pessoas, quais sabugos,
Em pocilgas sem vazantes!
Na mescla da voragem,
O seleto fica discreto,
O predestinado... Calado!
A igualdade: realidade!

A brisa, ao fim agoniza,
No temporal colossal,
Vai sem laurel e quartel
Pra o canto... Em pranto!
Seu gorjeio em nosso meio
Premiou quem não precisou,
Nada valeu e, assim, morreu!
Na tempestade da igualdade.

***

DIVISÃO... ESTÉRIL!

Com uma visão longitudinal, permaneço cismado a pesquisar a escuridão em lamúrias seqüentes. Procuro a felicidade nos meandros do infinito, me perdendo pelos caminhos sem alarde dos meus lamentos.
Ando, em trôpegos passos, pelas escalas da vida, igual um ébrio errante à percorrer degraus inexistentes, que a sua mente confusa projeta como reais.
Permaneço na roda-pé da fortuna, como um reles excremento, a lhe nutrir a existência, sem receber nenhuma partilha. A miséria me incomoda, pela carência da partilha.
Trafego nas marginais da minha pobre existência, em atropelos fugidios da sorte, todavia, embora com a fé quase desvanecendo, sei que só terei valor após o meu falecimento corporal.
Vagueia o meu Ser penando pelos cerceamentos da paixão, porém, trago a minha fronte sempre erguida, por ser alimentada pelo meu pensamento idôneo.
Lamento, com o coração ferido e intumescido pela injusta espoliação, nesta longa estrada a percorrer, onde, só me dão os nichos recôndidos e a escuridão dos prêmios.
O meu espírito lamenta a dor de ver a riqueza se mancomunando com os abastados, sem me darem tal regalia, na surdez do Bem distribuído.
Reclamo, com o âmago lesionado pelas injustas discriminações pelos caminhos vicinais e frios, por mim seguidos, dentro dos contornos da riqueza plena, porém, apenas para uns poucos.
Soluço com tristeza contínua, neste mundo de quimera, sou uma frágil pessoa pendente de plenos perdões, por ter a morna esperança de felicidade, em local em que sou transformado numa bigorna à disposição da crueldade, me designada pela injusta negativa de favorecimentos.
Com as lágrimas escorrendo, vejo as estradas perenes, iguais a diamantes, a sorrir em almofadas me proibindo o acesso.
Sou um viajor abandonado nas selvas do descaso, espoliado! Vou para o martírio chicoteado... A todo o instante!
Na divisão das benesses, fico na orla esquecido, pois, a mim, sobram apenas os detritos fétidos, vis restos dos bens doados.
Ao término desses lamentos, vi muitos serem escorraçados e, sem alento no prosseguir, idênticos a mim e, muitos outros: sem... Ajuda!
A seguir, uma poesia, de minha autoria e inédita, alusiva ao texto em foco:
LAMENTOS DA ALMA!

Às vezes fico a cismar
Com os olhos mareantes,
Pesquiso o éter a sonhar
Em lamentos constantes.
Procuro a felicidade
Nas dobras do infinito.
Perco-me na eternidade
Sem ecos do meu grito.


Ando em passos vacilantes
Pelas ondas da existência,
Quais embriagados errantes
Em patamares da incoerência.
Perambulo no sopé da fortuna
Igual estrume nutrindo a flor,
A miséria, a mim importuna,
Pela carência de rico pendor.


Navego na orla da vida
Em escaramuças da sorte:
Minha fé é dolorida...
Só terei valor na morte!
Vagueia minha alma sofrida
Entre os meandros da paixão
Com a fronte sempre erguida
Alimentada pelo coração.

Lamúria de minha alma ferida
Na injustiça da espoliação
Na longa estrada da vida
Em nichos de escuridão.
Reclama o espírito a dor
Da visão da fortuna plena
Na surdez do ameno amor
Sem regalia da fé serena.

Reclama, ferida, minha alma
Com a injusta discriminação
Nas veredas frias e calmas
Dos contornos da ilusão.
Lamenta minha triste alma
Entre as quimeras da vida,
Na onda do mar sem calma
Em oceanos sem guarida!

Soluça minha' alma triste
Neste planeta de ilusões,
Frágil flor que existe
Pendente de mil perdões.
Em minha' alma corre morna
A esperança da felicidade.
No mundo sou uma bigorna
A mercê da vil crueldade.

Com as lágrimas fluindo
Vejo as estrelas perenes
Quais diamantes sorrindo
Em almofadas solenes.
Sou um viandante solitário
Nas sendas do esquecimento,
Cuspido! Vou pra o calvário
Escarrado?... A todo o momento!

Na partilha dos benefícios
Fico nas margens soterrado,
A mim, sobram malefícios...
Vis restolhos dos Bens doados!
No limiar do pensamento
Outras vidas vislumbrei:
Esfarrapadas, sem alento,
Idênticas a mim, sem... Lei!

***

PRIVILÉGIO EXECRÁVEL!

Estamos numa convergência com trânsito diversificado, pois, ao alcançarmos um lugar comum, trazemos e, levamos conosco, uma roupagem desigual a cada momento dos nossos deslocamentos uns, passando por passarelas monumentais, outros, trafegando pelas sarjetas defectíveis. Os primeiros, se deslocando em automotores e, os demais, em arremedo de carroças ou, sobre as solas de seus rotos sapatos.
Os privilegiados da sorte e da fortuna têm jóias expoentes da sua magnitude, os outros, se chafurdeiam nos gravetos, espinhos e dejetos ao seu derredor; recebendo pelos caminhos da sua miserável vida, apenas, o descaso e... Escaramuças seqüentes!
Os abastados são assistentes homenageados nos teatros e circos, deixando os demais no picadeiro, os observando das coxias ou camarotes, às suas visitas aos sanitários, a limpar os estrumes.
Os expoentes são guias no volteio das pompas, porém, os outros, quando se deslocam, são escoltados pelos olhares desconfiados, que consideram as suas palavras como de estelionatários, considerando-as o oposto dos que tem o poder monetário.
Os perfumes seduzem e, se entregam aos poderosos, deixando aos infelizes carentes a sua fedentina e a dos locais em que percorrem.
A cada passo que damos, por caminhos diferentes, faz a nossa convergência ao Tribunal do Ajuste! Num julgamento sem apelação, nos despojando da couraça material, onde só terá valor à essência da alma (ou espírito) após ser extraído a jaça corpórea.
Assim, veremos que os folguedos e negativa de ajuda aos infelizes das margens, ofuscarão todas as "obras", por ventura, praticadas pelos privilegiados e, a Corte não terá... Clemência!
Em seguida, apresento uma poesia de minha autoria inédita, e alusiva ao texto:
LUXO E CONDENAÇÃO
Se estás na passarela
Sou jogado nas sarjetas.
Tu viajas em automóvel
Levam-me em... Carroça!

Quando tu tens flores,
Carrego os espinhos.
A ti, liberam ou amores,
A mim... Os escarros!

No circo, tu és assistente,
A mim, sobra o picadeiro!
Na coxia, observas os astros,
No sanitário, limpo o estrume!

És guias no cortejo das pompas,
Sendo andarilho, sou... Escoltado!
Tuas palavras são "cheque ouro"
Às minhas de... Estelionatário!

Os perfumes te seduzem
Querendo mesclar a ti,
A fedentina me acompanha
Querendo assimilar a mim!

***
MAGISTÉRIO!

Em bancos escolares, só estive até o quarto ano, na época, denominado de "Primário! E uma competente professora, a senhora Alaíde Amparo Durães, de doce memória nos escaninhos da minha mente.
Saindo de Diamantina-MG. Fiz supletivos até o segundo grau, estudando em vários livros, todavia, sem a ajuda dos professores.
Dessa forma, resolvi prestar a minha homenagem ao magistério que, tanta falta me fez pelos caminhos da vida, da seguinte forma:

Ser mestre é a sublime reunião de todas as profissões e a razão de ser e de estar de todos os ofícios e afazeres, dos mais simples, aos mais complicados.
Ser professor é ser a essência do todo em tudo!
Qualquer coisa que exista no universo elaborado (ou imaginado) pelo ser vivente, alguém teve que se adiantar para o ministério da sua utilização correta, professando o seu uso da maneira mais adequada ao funcionamento.
Não existiria nenhuma civilização sem o professor, à sua origem seria pior que a "Torre de Babel" e tomaria as direções mais variadas em ângulos dos mais desencontrados e curvaturas das mais desconexas.
A genitora foi à primeira mestra sobre a face do planeta, à qual, mesmo sem nenhum "estudo", ministrava ao filho os primeiros ensinamentos em prol de seu desenvolvimento, depois, numa seqüência não cronológica por excelência, veio Moisés, Abraão, os Profetas, Juízes, Reis, Jesus Cristo, Apóstolos, filósofos e outros.
Em determinada fase do desenvolvimento, houve a necessidade da formação dos professores em colégios, academias e afins, separando às suas cátedras, religiões, especializações etc. Porém... Sempre, de forma individual, continuaram sendo Professores ou Mestres! Verdadeiros instrutores do comportamento, saber, ciências, artes, religiões, e monitores da vivência de cada aluno que tivera a felicidade de lhe cair nas mãos.
Não falarei dos maus professores, se eles existem, são pela carência da própria sociedade que os formam, Eles, para mim, não são mestres e sim: maus alunos! Não só das faculdades, mas... Da vida!
Já houve um tempo em que o professor era valorizado, recebia homenagens, nomes de ruas, avenidas e até cidades. Os esposos das mestras, muitas das vezes, eram conhecidos como o "marido da professora!".
Hoje, a classe dos mestres está relegada a planos secundários pelo próprio Estado, escolas, pais de alunos, e... Por covardia, todos nós! Inclusive colegas deles, que não se valorizam digladiando-se à procura do poder em prejuízo do saber que têm a obrigação de distribuir eqüitativamente a todos!
O cascalho pode cobrir o diamante, mas nunca poderá sobrepujar seu valor e brilho. As nuvens podem tapar o sol, todavia, jamais! Vencerão seu calor e os seus raios fulgurantes, por serem passageiras e, o sol, mesmo sendo "eterno, sempre terá por ajudante às estações do ano".
A humanidade pode relegar a saúde, escolaridade e a segurança a planos inferiores, entretanto, com tal gesto! Nunca conseguirá obstruir a doença, ignorância e a violência: ferrenhos antônimos dos valores assim relegados!
Dia virá em que o diamante aflorar-se-á majestoso e o sol brilhará para todos e, nesse dia:
O professor estará orientando e ditando às normas em prol do saber, unificando tudo a favor de todo o ser humano!

Quaisquer profissões
Têm valores elevados,
Somando-se frações
Difundindo os predicados

A célula da sociedade
É a família reunida,
Todos sabendo a verdade
Dos labirintos da vida.

No lar, é só obedecer,
Respeito, afeto e amar,
Na escola... O saber,
Para a vida enfrentar!

Em casa, a mãe com afeição,
Corrige, exemplifica e elogia!
Na Aula, uma mãe, por adoção,
Doutrina educa e... Premia!

Dos milhares de labores,
Um deles tem mais vitória:
É a classe dos Professores
Enchendo o país de glória!

Ser professor é sacrificar
Entregando-se de coração
Aos misteres do ensinar
Com saber e dedicação!

***
O MEDIDOR... CAUSAL!

Em um passado remoto, o Criador nos punindo, determinou:
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"!
Desde então, o homem teve que trabalhar para o seu sustento.
No princípio, as terras eram vastas e todos podiam explorar livremente a agricultura e a pecuária, porém, aos poucos, os mais espertos foram tomando conta do terreno e dos próprios irmãos, surgindo, daí, os menos favorecidos servindo aos outros mais esclarecidos mentalmente ou, monetariamente, sem que isso significasse em falta de capacidade funcional do que servia.
Hoje...
O automatismo das máquinas foi minando o trabalhador e os diminuindo na oferta de trabalho, em detrimento dele e de seus dependentes.
O mercantilismo foi corroendo a mão de obra menos qualificada que, embora andando como os ponteiros dos segundos, o faziam sessenta vezes menos do que o minuto a dispor dos patrões, entretanto, os patrões, girando na órbita do lucro, também percorriam sessenta vezes menos que a hora à disposição dos empresários poderosos e, às vezes, internacionais.
Necessário seria que os nossos dirigentes atuassem como um relojoeiro, para fazer a distribuição de trabalho e lucro em equidade entre a hora, minuto e o segundo, ocasião em que, o lucro imenso sendo dividido, sobraria o suficiente para todos, entretanto, não atuando! O Governo permitiu a exploração do empregado humilde e, pior! Com a cibernética, eles foram perdendo o emprego para as máquinas e para outros iniciantes, estes, recebendo salários menores do dono da "hora" e do "minuto"!
Com o passar do tempo, a ferrugem do descaso foi emperrando os ponteiros dos segundos, transformando os trabalhadores em meros camelôs de bagatelas e fazedores de pequenos serviços que lhes dão apenas o suor sem o "Pão"...
Para acabarmos com essa situação grave é necessário:
Desempilhar, desencalhar, esmerilar, desempoçar, desempoleirar, desencabeçar, dissuadir e, acabar com o desencanto!

A SOLUÇÃO...
> Tirar da pilha todos os documentos relativos ao trabalho, empresas etc. Que existam estagnados no Congresso, se necessário, trocando os nossos representantes.
>Retirar o pó das mentes dos dirigentes, em beneficio dos trabalhadores que são a mola mestra do país.
>Mergulhar ao fundo do poço à procura de soluções fáceis e rápidas para o desemprego, sem nenhuma perda de tempo ou promessas vãs, já que o estômago vazio descompassa os "segundos" também em prejuízo das "horas" e, dessa forma, dos patrões.
> Descartar dirigentes que se apegam ao poleiro do poder usando às suas garras para o continuísmo, sem utilizarem do discernimento e da compaixão para a solução dos problemas dos sedentos "segundos".
> Mudar a escolaridade dos desempregados e seus futuros colegas de amargura, convencendo-os a se aprimorarem na profissão, para o confronto com a máquina aliada a maus dirigentes que não decidem o correto para eles.
>Finalmente, que os desempregados se aliem aos que estão pendentes de demissão e se armem com as suas ferramentas de trabalho e, nunca, com a violência! Procurando um bom relojoeiro que diminua a distância entre os "segundos" e a "hora" praticando a real distribuição da renda e do trabalho.
A seguir, um poema meu (inédito) alusivo ao texto:

O metalúrgico, no ferro se queimou,
Mãos retorcidas, estômago... Carente!
A usina sem compaixão o dispensou:
À sua família, do luxo foi a... Indigente!

O lojista trêmulo a cortar tecido,
Barriga vazia colada ao balcão,
Recebe o "acerto" e é despedido
Se afundando no palco da ilusão!

Pedreiros, demitidos pelos patrões,
Só ficando alguns para o automatismo,
No ventre, trazem grãos de feijões:
Pra máquina... Óleo do continuísmo!

O motorista, diariamente, faz entrega,
Por vias de crucial congestionamento,
Mas, o patrão, para não fugir a regra:
Dispensa-o pra diminuir o pagamento.

O professor! Que já foi nome de avenida,
Sem livro, prédio, cadeiras ou pagamento,
São exonerados pela rinoceronte falida
Da máquina do Estado sem enxugamento.

Desempoado e de jaleco, o engenheiro
Sai da faculdade direto para o trabalho,
Ao primeiro problema com o dinheiro,
Perde o mister e, na feira, vende... Alho!

Médico formado, com saber facultativo,
Hospitais fechando... Fileira de doente!
INSS lhes pagando consulta/donativo:
De médico, também passa a... Indigente!

Os lavradores, que antes eram... Agricultores!
Do vergel passou a morar no deserto,
Bancos, em empréstimos, viraram tutores...
Foram expulsos para a favela mais perto!

O lanterneiro retocava a lataria
De veículos ainda em circulação,
O desemprego trouxe a carestia
E o seu labor virou... Crucificação!

A inflação habilmente escondida
Esfarrapou o salário já minguado:
A doméstica foi logo despedida.
E o seu sustento, na pia... Desaguado!

***
OS... CONVIDADOS!

Por uma porta entreaberta, o Convidado via, na penumbra, um piso liso e escorregadio, ouvindo um sussurro como de passos sendo, cadencialmente, amortecidos. Sem sair da sala, chegou até a porta de um pequeno quarto, de onde originava os abrandados sons, ouvindo um pequeno e leve bater no portal interno da porta e, em seguida, ocorreu um silêncio sepulcral. De imediato, arrastando o seu chinelo pela sala, fechou a porta, lacrando-a por fora.
Do quarto, agora com a porta fechada, passou a ouvir sons inarticulados, fazendo-o entender como uma espécie de chamamento intercalado de muitos espirros abafados e seqüentes, todavia, tudo em sussurros sem alaridos e com movimentos apenas imaginados pelo convidado. Com receio, fechou as venezianas da sala e, com olhares hesitantes e temerosos, ofegando pela sala, de costas... Recuou!
Em seguida, passou a ouvir um diálogo ciciante e incompreensível, mesclado de espirros, para, em seguida, ouvir passos em direção da porta, que fora apenas encostada nos seus batentes.
O convidado citadino que, por isso, sempre vivia em clausura, dado as ameaças e perseguições dos devassos dos grandes centros populacionais, se apavorou naquele apartamento, onde estava em visita a um amigo, que se ausentara, momentaneamente, para comprar cervejas para ambos. Sabia que teria que tomar uma atitude contra o invasor dentro do quarto e, assim, se armando de um facão, encontrado num dos móveis da sala, se dirigiu para a porta referida. Rodou a maçaneta lentamente e com o facão em riste e, novo vislumbre do quarto, destarte, lentamente no abrir da porta pausadamente.
Abriu a porta bruscamente, ultrapassando-a com o seu abdômen e o facão direcionado para o interior daquele quarto...
Ouviu um rosnado amigável de um gatinho que, pacatamente, lhe negaceava a abanar o rabo, como se o convidasse para entrar!
A visita inesperada e tão temida era a de um simples e, inofensivel... Gatinho!
A seguir, uma poesia minha ( inédita) relativa ao texto supra:
A VISITA!
Porta entreaberta,
Vislumbre do piso,
Sons fugidios...
Passos amortecidos!

Soar no batente,
Silêncio!
Arrastar de chinelas:
Lacrar de portas!

Reiterar do chamamento,
Alaridos!
Movimentos, sussurros!
Venezianas se movendo...

Olhar hesitante,
Temeroso!
Ofegar abafado...
Recuo!

Diálogo lento,
Ciciante!
Passos para a porta...
Moderados!

O homem citadino,
Enclausurado!
No luxuoso apartamento...
Apavorado!

Rodar da maçaneta,
Lentamente!
Novo vislumbre...
Pausadamente!

Devassar da sala,
Bruscamente!
Abdome truculento...
Emergindo!

Ligeiro ronronar,
Pacatamente!
Um bichano no umbral...
Negaciante!
***
EFUSÃO AMOROSA!

As orquídeas do nosso cultivo de flores fazem vênias ao seu olhar meigo, refletindo, em flores, a harmonia de o seu mirar!
Os astros no éter infindo ficam na imensidão a imaginar, ao verem o seu porte altaneiro e lindo... Querendo lhe acompanhar!
A suave luz da lua fica toda extasiada, procurando lhe acompanhar num cortejo pelas estradas!
Às águas das cascatas, soltam lampejos de fulgores, com os sons das suas águas, cantarolando serenatas ao verem a sua beleza sedutora.
O trinar da passarada, complementam composições musicais à sua passagem, duetando em seus belos ninhos, sob o enlevo, encantador, lhes doado pela sua imagem majestosa.
As estações climáticas se transformam em Verão, somente pela lhe verem desfilando... Meu doce torrão de amor!
Como se tornar apático e/ou, indiferente, ante tanta beleza e carinho, pois, até o invisível... Abre-lhe o caminho?
Esse é um retrato poético da minha adorada esposa que, amorosa ao meu lado, é a razão de Ser e de Estar de minha vida?
A seguir, um poema da minha autoria:

O RETRATO
(à minha esposa)

Até as flores nos jardins
Curvam-se ao teu mirar,
Como mostrando a mim
A formosura do teu olhar.

As estrelas no infinito
Ficam no éter a cismar,
Achando teu andar bonito
Querendo te acompanhar.

A luz amena do luar
Fica toda embevecida
Em poder te acompanhar
Pelas estradas da vida.

Às águas das cascatas
Soltam chispas de luz,
Cantando em serenatas
Onde tua beleza seduz.

O gorjeio dos passarinhos,
Fazem coro à tua passagem,
Duetando nos belos ninhos
Ao encanto da tua imagem.

Até as estações do ano
Transforma-se em verão
Para te verem passando...
Minha doçura e paixão!

Como ficar insensível
Ante tantos carinhos,
Quando, até o invisível,
Abrem-te os caminhos?

Este é o retrato rimado
De minha esposa querida,
Que, amorosa ao meu lado,
É a razão de minha vida!
***
OS SENHORES DA GUERRA!

Os Seres, ditos humanos, em sua maioria, são emigrantes transformadores de procederes, agonizando aos seus rivais nas rotas de suas almas, sem justificativas idôneas, atuando como mercadores abjetos numa feira de incapazes sem gratidão, de entremeio aos dejetos de negatividades.
Os seus pulsantes e ambiciosos pensamentos se elevam ao cimo da má orientação, no avançar organizado na faina da posse imerecida. Todavia, se esquecendo e/ou, escusando de ouvir, os lamentos dos humildes que, ao seu derredor, em nível inferior, são entes estripados da validade do seu passado, passeando em cortejo esfarrapado de um prosseguir sem retorno devidamente delineado! Por serem oriundos da miséria e dos confins dos subornos que, lhes afloram os trajes em farrapos, vindos de um mundo, assaz, envelhecido!
No rebolar dos Ditadores, bailando entre as ossadas cadavéricas de seres em extinção, sepultando-lhes os valores nos fundos das trincheiras, em um festejo de horrores em banquetes sem confraternização.
Os Senhores do mundo, indiferentes ao sofrimento com provações alimentícias dos derrotados, nas metrópoles das barracas de sonhos mal vividos com realidade sofrível, seguem destilando injúrias a quaisquer manifestações contrárias a Eles.
Do poder imposto e injusto, os Donos da humanidade, ditadores desalmados, passaram a usar a Guerra em suas conquistas, com o metralhar gaguejante de suas poderosas armas, nos rastros fugitivos dos tresloucados, suarentos, alquebrados e moucos ao som dos estampidos, se sentindo, na fuga, como carne apropriada e selecionada para a mortalha, em súplicas ao ar livre e cheio de monturos defectíveis e irregulares.
No desfilar dos enlouquecidos, a ouvirem os petardos sibilantes dos projéteis sem direção, com partos teleguiados massacrando aos inocentes retirantes sem a mínima consideração.
Os oceanos e mares se tornaram tempestuosos, com ares agourentos e cheios de medo, mesclados aos corpos suarentos, num inferno sem gozos das almas em fuga.
As bombas esvoaçam sobre os sepulcros, o choro dos parentes ao término da orgia dos vôos rasantes de potentes aviões agressores... Inunda a praça de guerra!
Latrinas com restolhos de alimentos, em pensionato de escombros, é uma merenda para o faminto perdedor que, com o vergar dos ombros e com pensamentos vagantes, se alimenta com o restolho fétido na fuga aos miseráveis predadores.
As máquinas dirigíveis, sobre um povo escorraçado, só terá por rival as orações em desespero dos derrotados.
Deus?... Decepcionado! Os comandos insensíveis a qualquer apelo, inclusive, de orações.
A fluência dos petardos na dormência da razão, na ambição dos dividendos em acordos em extinção, verá Crucifixos de Fuzis! Com Satanás... Florescendo!
A seguir, uma poesia de minha autoria e correlata ao assunto:

GUERRA E MASSACRE!

Oh! Cegos insensatos,
Emigrantes da agonia,
Em rotas almas escusas.
Mercadores de ignomia
Na feira dos ingratos
Em dejetos de recusas!

Oh! Corações pulsantes!
No ápice da direção
Do avanço organizado...
Temei a voz da razão
Dos humildes passantes
Estuprados no passado!

Procissão de farrapos
Em viagem sem retorno,
Oriundos do inferno vil
Dos confins do suborno,
Aflorando em meros trapos
De um mundo já senil!

Rebolar dos ditadores
No bailar das caveiras,
Sepultando os valores
No fundo de trincheiras,
Num festim de horrores
Em ágape de dissabores.

Indiferentes à penúria
Do esfomear dos vencidos,
Na metrópole das barracas
De sonhos mal dormidos...
Seguem desfilando injúria
Por quaisquer quimeras!

O gaguejar da metralha
No rastejar dos evadidos,
Suarentos, pegajosos,
Moucos pêlos estampidos:
Carne própria pra mortalha
Em sepulcros pedregosos!

Desfilar dos dementes
No sibilar dos petardos
De balas sem direção,
No parto de teleguiados
Em massacre de inocentes
Sem nenhuma contemplação.

Mar tempestuoso,
Ares agourentos,
Odores do medo.
Corpos suarentos,
Inferno em gozo...
Almas em degredo!

Bombas esvoaçantes
Sobre a tumba fria.
Choro de parentes
Ao final da orgia
Dos vôos rasantes
De aviões potentes.

Pocilgas com alimentos:
Pensionato de escombros!
Merenda dos perdedores,
Com vergares de ombros,
E vagar de pensamentos
Na fuga dos predadores!

Máquinas dirigíveis,
Povo escorraçado,
Orar do desespero!
Deus? ... Decepcionado!
Comandos insensíveis
A quaisquer apelos.

Fluência do projétil,
Dormência da razão.
Ganância do dividendo,
Acordos em extinção:
Crucifixo de fuzis!
Satanás... Florescendo!

***

REVELAÇÕES... APOCALÍPTICAS!

A humanidade se arrasta em conflitos de emoções, silenciando a verdade num marasmo de ineptos. O desplante dos imorais, a pisotear a candura É como o ciscar de galinhas no beiral da sepultura!
A escória do escol Pratica ilícito... Legal! Na negritude do dia e na penumbra do portal! Recato dos humildes, Pedintes de afagos, na decadência servil, aprovam os tiranos.
No pernoite dos portais, o penar dos arrependidos: Com os ombros arqueados, vêem santidade em bandidos! No ápice dos monturos, a elite dos delinqüentes, com o queixo proeminente defeca vil... Baboseira!
O espaço etéreo e sideral modifica as suas estrelas, tapa com mantos de nuvens o arrastarem de seres/répteis. Na ilharga ampla da besta, atolada no humo estercal, o homem carrega sua coroa de rei de todos os animais!
Uivar de cães! Calor de respiração, miasma do corpo... Seres em putrefação!
SEGUNDA PARTE
O esfacelar dos "brios" e seqüestro dos direitos, trás desdita aos justos! Agora, já manietados, mutilados pela fuga onde não há escape... Só condenação da raça!
NÃO MAIS FUGIRAS, ONDE ESTIVERES SERÁS CASTIGADO!
Andarás em círculos, pedirás clemência, rangerás os dentes! Olhos lacrimejantes, xingar xucro lançarás, diuturno e intermitente! Morrerás muitas vezes antes do ápice do fim. Nada restará da tua carcaça, desmembrada, purulenta: Orgasmo de luxúria!
DRENA O TEU SANGUE ONDE NÃO HÁ... VAMPIRO!
Finalmente... Morrerás indigente ser humano... Mercador de Infâmias!
TERCEIRA PARTE: CASTIGO E PRÊMIO
Não voltarei à tua terra! Senão, munido de poder,quando te visitei humilde, morri com toda infâmia! Virei no soluço dos trovões, na secura dos desertos, no sibilar dos vendavais... Na amplidão dos mapas!
Tua calvície mental Verá o revés da moeda. Tuas lágrimas de resina... Lacrarão os teus olhos! Sentirás o odor da morte no teu buço umedecido.
Tuas mandíbulas disritimadas massacrarão a tua língua! Não terei compaixão piedosa com o gotejar do teu suor em tua baba asquerosa... Escoarei a tua coragem! Os teus órgãos aglutinarão sedimentados em tua carcaça.
Tu arrastarás como lesmas, e saltitando qual minhoca! Farei muros na ponte entre ti e a tua glória. Terás o prêmio da morte que, porém... Será eterna!
Num rastro de nuvens, farei délivrance da lua, coberta com estrelas no equilíbrio dos astros! A boca da noite estrelada dará luz ao baixo relevo, dando penumbra aos sulcos da lama já... Coagulada!

ENTÃO:

Premiarei aos meus seguidores, na trilha da doce compensação, a caminho do oásis venturoso, em abandono da... Tempestade!

AO LONGE:

Um ranger de batentes em ferimentos alastrantes no amém dos vencidos... Acenando aos passantes!

PERTO:

A aragem tremula a folhagem no silêncio dos peregrinos desnivelados das infâmias e... PREMIADOS COM A DOCE VERDADE!

***
A ETERNA ALIANÇA!

Por qual razão, meu Senhor! A sombra da vossa cruz se estendeu do Gólgota projetando-se na imensidão?
Por que, meu Jesus! Os cravos que vos feriram saltitaram das chagas e ferem a humanidade?
Por qual razão, meu Salvador! A vossa coroa de espinhos deslocou da vossa fronte cingindo a raça humana?
Por que, meu Redentor! A lança que vos trespassou prosseguiu através de vós lancetando a todos nós?
Por quê? Por quê? ...
SERÁ porque Jesus, sendo nosso irmão, o pregamos na cruz sem comiseração?
SERÁ porque o Criador abandonou toda homilia por termos causado dor ao doce filho de Maria?
SERÁ porque nosso Salvador vindo a terra doar carinho, Recebeu de nós como penhor uma cruel coroa de espinho?
SERÁ porque Deus, Além... Nas alturas! Quer punir aos ateus antes da sepultura?
SERÁ porque, sendo filhos, Em algozes nos transformamos? E, vendados aos empecilhos, Na cruz! Jesus... Cravejamos!
Lamentai Israel! Chore o teu sangue, gota a gota... Pingente!Em árida face. Murchai a tua vida, secai as entranhas, lento... Lentamente! Em teu âmago bélico!
Lamentai Israel! Vendai os teus olhos, míopes: Vazados... Em órbitas lacradas! Murchai o teu orgulho emudecendo-te a voz, gaga e rouca... No silêncio da tumba!
Lamentai Israel! O abandono de Deus, passo a passo... Caindo no vácuo! Chorai... Órfã! Às migalhas, farelo a farelo... Do festim do Céu.Lamentai Israel! A chacina vil, petardos, metralhas... Sobre meninos! Chorai desgraçados, o parir das bombas, impactos, hecatombes... Contra os idosos! Lamentai Israel! O fio da espada, gélido, penetrante... No ventre de mulheres!
Chorai infelizes!Bíblico povo de Deus, trêmulos, hesitantes, agora... Ímpios ateus! Lamentos e lágrimas, purificando a alma: Devagar... Seguidamente!
Pára o puro lapidar!
Recolhei às tuas armas, abriga-te no templo,orando, rezando,redimindo... Dando bom exemplo!
Saneai os teus irmãos!Expurgando os maus, um a um... Todos! Purificando os justos!
Assim, oh Israel! Nação de Deus bendita! Voltarás... Para sempre! Ao seio de Emanuel. Às tuas fronteiras alastrar-se-ão á frente... Circundante! Absorvendo a todos!Troque armas e munições por alimentos e flores, abraços, apertos de mãos, e a palavra do Redentor! De um povo confinado, transfigurarás em bonança: Parábola/salmos e louvores, frutos da ETERNA ALIANÇA!
***
ISRAEL, por si só, não é culpada por todos os males referenciados até agora no meu humilde texto, A CULPA É DE TODA A HUMANIDADE! Mancomunando com os atos inidôneos em geral, principalmente, A DISCRIMINAÇÃO, de uma forma geral e, em particular, contra os nossos irmãos de cor, conforme se vê no trecho seguinte:
DISCRIMINAÇÃO
(Prece)

Senhor Deus das infelizes! Volvei o olhar ameno para as pobres nutrizes, e degrede o racismo pra profundezas dos infernos! Para vós, não vale as nuanças da pele nem o gládio da fortuna e, sim, o ardor do coração fervoroso, a docilidade do humanismo e o desprendimento da razão!
Senhor Deus dos humanos! Mirai, com o vosso olhar benevolente, a pobre casta de gente vestida em trapos de pano! Deus de todas as raças, de todas as categorias e dos mundos! Lançai vosso brado nas praças, amenizai as alegorias e acautelai os furibundos!
Vós, senhor Deus! Que num penedo transfiguraste-vos em luz tende piedade dos meus, em nome de Jesus! Que a luz irradiada se desdobre em nuanças e componente pára que a nossa pobre gente negra sinta a liberdade!
Toda luz é uma mistura de cores, passando pelo branco e o negro na pele da criatura: semente dos vossos louvores!
Deus, meu Deus! Por qual razão os meus, que, só tem de vós a imagem, insiste em ter o pobre negro na vassalagem, na miséria e na discriminação? Será que para os segregadores só há valorização da pele envoltório da matéria?
Até nos infernos, decantado pelos prosadores, as fauces dos internos são iluminadas pelos fulgores da fogueira eterna, numa mistura de brasa vermelha, carvão preto e corpos suarentos, que, na cisterna do lamento... Hiberna! Entretanto, naquele lugar infernal existe a luz da fogueira imemorial clareando a escuridão do sofrimento e do mal!
Branco, oh branco! Vossa miséria de sentimentos vos faz esquecer que tem nos intestinos um cancro de fezes em matéria purulenta de negros sedimentos! Será que o catarro que esvai dos beiços do crioulo é mais nojento do que o escarro que flui do miolo dos lábios do branco?
O sangue vermelho de um preto sadio irriga os seus brancos ossos e a negra pele sem... Discriminação! Quando é necessário, o mesmo sangue esquece o relho antigo e corre na veia do branco em doação, nesse caso, o banco aceita sem vacilar por estar no umbral da morte e o sangue crioulo o irá salvar!
Meu Deus! Que a vossa bondade perene nos dê luz ao coração em suave liberdade solene estribada nos ensinamentos de Jesus! Que essa luz nos ilumine a alma e o sentimento para entendermos os seguintes argumentos:
Não é só na África que existia o racismo, ele aconteceu no Marxismo, no nazismo da Alemanha, no comunismo e, também, no Cristianismo de barganha!
O escarro que Jesus recebeu no rosto, e que foi o seu vestibular a caminho do calvário, não tinha cor nem gosto, no entanto, os beiços que o defecaram eram rosados e de um branco em desvario!
A LIBERDADE DE CADA UM COMEÇA EXATAMENTE ONDE ACABA O DIREITO DO SEMELHANTE!
***
ZERO NO... PLACAR!

A arena circular está repleta de torcedores, com um vento sibilante e com sons alternados. Pessoas de várias tipicidades, trajando vestes diversificadas, predominando os uniformes esportivos e, com muitos suores gotejantes fazendo filetes em seus rostos.
Partículas de papéis diversos esvoaçam dentro e fora do campo, com a galeria de torcedores em espera do início da contenda a transcorrer no palco gramado no centro do estádio.
A massa se acotovela mutuamente, levados a tal por afoitos e retardatários, que a nivela nas escadas e degraus.
As emoções estão á flor da pele, pelos hinos e slogans difundidos ou, não, com braços estendidos mesclados com alaridos e brados, às vezes, estridentes e agressivos.
Gritos, tocar de tambores e apitos! Começou a partida, tal qual a platéia, o campo é invadido e, ao apito do árbitro, o jogo inicia!
As chuteiras afiadas com travas à mostra e retesamento de músculos, faltas são marcadas com cobranças rápidas e a defesa convergindo sob a bola em direção da meta, onde, após uma parábola, passa pelos defensores, todavia, o goleiro lhe veta a continuação encaixando-a! A disputa é acirrada, o jogo viril, mas, o placar permanece em... Branco!
Nas galerias, os torcedores dão chutes sem bola, em todas as direções, arremedando, em parte, os artilheiros, que não conseguem, embora, esteja em campo, vencer a meta, vazando-a.
O tempo escoa rapidamente e, o empate permanece, prejudicando aos dois times e magoando os seus torcedores.
O jogo foi violento, de ambas as partes litigantes e, a bola, por ser redonda... Ficou esquecida, face os gestos e império da violência.
As metas ficaram virgens e, os seus goleiros indevassáveis! Acabado o jogo, com os contendores arquejantes de cansaço e, os seus torcedores Insaciáveis, desesperados e... Desesperadamente desiludidos!
APRESENTO, a seguir, a minha OPINIÃO a respeito de jogos em disputa que terminam empatados:
- A violência em campo tem um juiz para dirimi-la ou... Punir!
- A violência na platéia precisa de, pelo menos, um policiamento com um soldado para cada dois brigões, pois, o soldado não é super-homem.
- Terminado o jogo empatado, a briga e a violência na arena de jogo termina, entretanto, na platéia e suas adjacências, Ela aumenta a cada provocação do rival.
- A maioria dos torcedores vai ao campo na espera da vitória do seu time, isso, não acontecendo, embora seja uma pessoa pacífica, pode ser provocada por um rival belicoso, acabando por ferir ou ser ferido fisicamente.
No meu modesto entender (SMJ) já que não conseguimos acabarmos com a violência em sua totalidade, os organizadores dos jogos deveriam acabar com os empates! Cobrando os pênaltis necessários até haver um vencedor, tudo sob a batuta do juiz do evento esportivo, assim ocorrendo, pelo menos, a violência dos assistentes diminuiria numa grande porcentagem, pois, normalmente, quem vence uma partida não provoca o desafeto depois da vitória conseguida.
As brigas transcorridas com os assistentes, se chegarem ao extremo da prática de crimes, Elas só terão por árbitros os Juízes de Direito, meses ou anos depois, dado as apelações ou contraditórios previstos na lei.
Dessa forma, acabando com os empates, também, quase acabaremos com os entreveros, provocados ou, não!
Dito isso, pergunto: Não seria melhor para todos eliminarmos os Empates? Alem do afirmado, não havendo empates, muitos conchavos se extinguirão, como de um determinado time (ou times) jogando (ou não) levar vantagem no campeonato em disputa!
***
RESGATE AMOROSO!

Devemos sentir as nossas faculdades intelectuais dos nossos anseios, congestionados em nosso âmago pelos entreveros que nos oprimem, em razão das benesses que dispersamos em um consumo desregrado que nos penaliza a sorte, nos inundando com um bafejo de azar, prejudicando a fertilidade dos nossos carinhos, dados e/ou, recebidos.
Vindo dos subterrâneos quiméricos, os nossos apelos, entremeados pelas angústias do nosso coração, nos projeta em um reservatório de ressentimentos, resultantes da privação da honradez.
Dilacere a sua arcada abdominal, oh! Imitação de Homem! Jogue longe o seu coração infeccioso e, cheio de reles podridão!
O humano poder do pensamento trafega em nossa alma (ou, espírito) em constante movimentação flutuante, sempre que houver o equilíbrio nas motivações do nosso raciocínio ponderável e justo, assim, devemos sentir as nossas emanações resultantes do Bem que tenhamos praticado, as doando, abundantemente, aos nossos semelhantes carentes e "feridos" pelas injunções lhes imposta pela vida.
Devemos evitar o descumprimento das normas benignas nos ditada pelo nosso coração, subjugado no sentido da Luz nos dada, gratu, itamente, pelo nosso doce e casto... Jesus!

Apresento-lhes um meu poema, inédito, alusivo ao acima explicitado:
RESGATAR DO CORAÇÃO

Sentir os sentidos
De desejos reprimidos
Na angústia prensada
Dos favores consumidos.

Estancar da sorte,
Bafejar da morte,
O lesar dos favores
É ruína dos amores!

A masmorra da ilusão,
Em meandro no coração:
É depósito de amargura
Na carência... Da lisura!

Dilacera o teu abdome:
Oh arremedo de homem!
Lance fora o teu coração
Infectado de vil podridão!

O humano poder da mente,
Navega na alma da gente,
Em constante flutuação
No equilíbrio da razão!

Sentir os sentidos!
De bens distribuídos.
Dotes de nossas vidas
Em rotas almas feridas!

Evite a prevaricação,
Domando teu coração
E o teu sentido... Na luz
Do doce e casto Jesus!

<***>
POSFÁCIO

A essência dos textos, com as suas complexidades narrativas diversificadas, são difíceis de ser catalogada num encerramento ou posfácio simples, pela sua coletânea de eventos narrados, originários da mente do autor, todavia, surtindo efeitos na imaginação intuitiva dos leitores.
Os textos inseridos no livro refletem eventos diversos sem que o autor se associe no contexto de forma generalizada, por terem sido extraídos da sua mente associada a sua maturidade empírica, porém, a maioria deles, bem que poderia servir de REFLEXO em volta do leitor, lhe dando uma SETA indicativa do Bom proceder e/ou, da , fuga das intemperanças e dos fatos maléficos.
Esperando que tenham feito uma boa leitura, assino este fechamento por não ter quem o faça por mim.

Sebastião Antônio BARACHO.
conanbaracho@uol.com.br
Fone; (31) 3846-6567.